glaucoma

Precisamos falar sobre tratamento a laser para o glaucoma

Por trás do simples gesto de “abrir os olhos” e enxergar o mundo existe um processo bem conectado e muito interessante.

Podemos dizer que os nossos olhos são como uma câmera fotográfica da mais alta qualidade. A córnea, o cristalino e a pupila fazem o trabalho de uma lente responsável por captar a luz e enviá-la para a retina. Esse tecido, por outro lado, se assemelha ao filme fotográfico e é encarregado de gravá-la e transformá-la em impulsos nervosos que serão posteriormente enviados ao cérebro através do nervo óptico.

Sobre esse último, vale a pena falar um pouco mais, já que ele é crucial para o assunto deste artigo.

Trata-se de uma estrutura muito delicada que precisa da nossa atenção, já que está sujeita a doenças, inflamações e problemas hereditários. Se não estiver saudável, o nervo óptico pode comprometer a nitidez da nossa visão e atrapalhar diversas atividades do cotidiano.

O QUE É O GLAUCOMA?

Essa é uma das principais doenças oculares que atingem o nervo óptico, podendo ser definida como uma lesão progressiva que leva à perda do campo visual e cegueira irreversível.

Na maioria dos casos esse dano ao nervo óptico é causado por uma alta pressão intraocular, mas há também as manifestações congênitas e motivadas por traumas e complicações cirúrgicas.

Nos quadros mais comuns, o início do glaucoma é praticamente imperceptível. Durante um bom tempo, o olho não dói, não coça, não arde e não gera qualquer tipo de incômodo. Os sinais, muitas vezes, só aparecem nos estágios avançados, quando já existe alguma perda irreversível da visão.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO A LASER?

É preciso ressaltar que o glaucoma não tem cura, mas há diversos tratamentos capazes de impedir a progressão da
doença e diminuir drasticamente as chances de cegueira.

Entre os procedimentos a laser indicados para a doença está a TRABECULOPLASTIA, uma técnica que consiste em drenar parte do gel que preenche o nosso olho para reduzir a pressão interna e ajudar a “aliviar” o nervo óptico.

Separamos as quatro perguntas mais comuns sobre esse tratamento:

PARA QUEM A TRABECULOPLASTIA É INDICADA?

Geralmente, para os casos de glaucoma de ângulo aberto, o tipo mais comum da doença e que está diretamente ligado à pressão intraocular. Tudo vai depender, é claro, de uma avaliação criteriosa do oftalmologista.

COMO O PROCEDIMENTO É FEITO?

No próprio consultório médico, o oftalmologista aplica um colírio anestésico no olho para diminuir qualquer desconforto. Na sequência, o paciente fica de frente para o equipamento e, durante pouco tempo, recebe um feixe de luz (laser) diretamente na região a ser tratada.

Se o médico julgar adequado, é possível tratar os dois olhos no mesmo dia.

A TRABECULOPLASTIA DÓI?

Em função do anestésico, os incômodos são bem atenuados.

Durante a aplicação do laser os pacientes podem enxergar flashes de luz verde e vermelha. Após, alguns se queixam de pequeno inchaço e sintomas de olho seco, efeitos que podem ser facilmente administrados.

QUAL O TEMPO DE RECUPERAÇÃO?

Como a visão pode ficar embaçada logo após o procedimento, é ideal que seja feito repouso de algumas horas. Entretanto, a maioria dos pacientes pode retomar suas atividades cotidianas já no dia seguinte, sem qualquer tipo de prejuízo.

A principal lição que você precisa absorver sobre todo esse assunto é que as consultas oftalmológicas de rotina são essenciais para o bem da sua visão. Quanto antes você detectar o glaucoma, melhor será a resposta ao tratamento e menores serão os efeitos sobre a sua qualidade de vida.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar o seu check-up anual, nosso corpo clínico está à sua disposição. O IOSG fica na Av. Vasconcelos Costa, nº 962, no bairro Martins em Uberlândia-MG, e você pode marcar o horário com um especialista pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

National Eye Institute. https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/glaucoma/treatment#:~:text=Laser%20treatment%20or%20trabeculoplasty%20(tra,the%20pressure%20inside%20your%20eye.

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Ed. 13. Ano 05. 2017.

https://cbo.net.br/2020/admin/docs_upload/Revista_vejabem_13.pdf

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Saiba quais são as doenças oculares mais frequentes na população negra

Muitas enfermidades possuem alguma relação genética (devido a alterações no DNA) e/ou hereditárias (passadas de pais para filhos). Dessa forma, dentro de uma mesma etnia algumas delas se destacam, o que é o caso da Anemia Falciforme, Hipertensão e Diabetes Mellitus entre os negros, pardos e afrodescendentes no geral. Associadas a elas, estão algumas DOENÇAS OCULARES, e é por isso que os afrodescendentes devem ficar de OLHO nos sinais e sintomas dessas doenças, para propiciar a prevenção e o tratamento adequado.

ANEMIA FALCIFORME
A Anemia Falciforme é uma doença genética hereditária, onde as células vermelhas do sangue se tornam mais enrijecidas e, ao invés de redondas e bicôncavas, assumem um formato parecido a uma foice: daí vem o nome, falciforme. Essa alteração de forma dificulta a circulação sanguínea e o transporte de oxigênio para as células do corpo. Essa doença está presente em 10% da população negra, e apresenta manifestações clínicas e complicações nos OLHOS, como:

– Retinopatia proliferativa: são alterações que ocorrem na retina, causadas inicialmente pela obstrução dos pequenos vasos sanguíneos da retina, pelas hemácias em formato de foice. Como o sangue é impedido de chegar às células do olho, há a estimulação da criação de novos vasos (neovascularização). Entretanto, esses novos são FRÁGEIS, IMATUROS e se aderem ao humor vítreo (gel que preenche toda a cavidade ocular), o que aumenta os riscos de hemorragia retiniana. Podem ser percebidos sintomas como a diminuição ou perda da visão, e manchas como “moscas volantes”.

– Glaucoma: o glaucoma é a principal causa de cegueira nas pessoas negras. Nessa doença, há um aumento da pressão intraocular, pelo desequilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Os pacientes negros apresentam danos ao nervo óptico mais graves do que os brancos, e por possuírem a íris dos olhos mais pigmentada, precisam de medicamentos em concentrações maiores.

HIPERTENSÃO
A Hipertensão Arterial atinge até 20% dos adultos brasileiros, sendo mais incidente entre homens e pessoas negras, e é responsável por mais de 50% das diferenças das taxas de mortalidade entre brancos e negros nos Estados Unidos.

– Retinopatia Hipertensiva: essa pressão acima do conhecido padrão “12 por 8” faz com que os vasos sanguíneos do corpo se estreitem, incluindo os da retina, o que impede a chegada do sangue ao local, assim como na retinopatia proliferativa. Essa obstrução pode causar também inchaço na retina, comprometendo a sua função e pressionando o nervo óptico, o que a longo prazo causa problemas na visão.

DIABETES MELLITUS
O Diabetes Mellitus tipo II é mais comum entre a população negra, sendo que 50% a mais das mulheres negras desenvolvem a doença, quando comparadas a mulheres de outras etnias. Nesse tipo, ocorre a resistência periférica à insulina, e o consequente acúmulo de glicose no sangue. Além do glaucoma, o diabetes também é um fator de risco para a Retinopatia Diabética.

– Retinopatia diabética: a hiperglicemia causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos. Isso estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

Segundo o IBGE, em 2010 no Brasil, os negros e pardos juntos somavam mais de 50% da população brasileira. Então falar de saúde da população negra, é falar da saúde dos brasileiros! Conte com o IOSG para cuidar da sua saúde e proporcionar as melhores estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Manual de Doenças Mais Importantes, Por Razões Étnicas, na População Brasileira Afro-Descendent, Ministério da Saúde, 2001.
– Greenidge, K. C., & Dweck, M. (1988). Glaucoma in the black population: a problem of blindness. Journal of the National Medical Association, 80(12), 1305–1309.
– Musemwa, N., & Gadegbeku, C. A. (2017). Hypertension in African Americans. Current cardiology reports, 19(12), 129.
– VILELA, Rosana QB; BANDEIRA, Denise M.; SILVA, Maria Alexsandra E. Alterações oculares nas doenças falciformes. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 29, n. 3, p. 285-287, 2007.
– Healthline.

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Cirurgia de catarata também contribui para a melhora do glaucoma

Imagine só ir perdendo a visão gradualmente, de modo tão sutil que você nem percebe. Primeiro, a visão periférica é atingida: as imagens vão se tornando borradas e escurecidas, como se você estivesse entrando em um túnel ou olhando pelo buraco de uma fechadura. E depois, a visão central, que é quando você se dá conta de que algo está errado. Esse é um dos sintomas do GLAUCOMA.

No glaucoma, há um aumento da pressão intraocular. Essa pressão é regulada pelo equilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, que circula dentro do olho entre a córnea e a íris, e é drenado (através de um canal que funciona como um ralo) na região do trabeculado. Assim, quando há algum desequilíbrio nesse processo, há o aumento da pressão intraocular, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Ou seja, a luz no fim do túnel se estreita cada dia mais.

E na catarata, o que acontece? Dentro dos olhos há também uma estrutura chamada CRISTALINO. Ele é a nossa lente natural, que foca e direciona a luz para o fundo do olho, nas células da retina. Agora pense, o que aconteceria caso essa lente se tornasse opaca, esbranquiçada ou amarelada? A luz não conseguiria chegar dentro do olho, diminuindo a qualidade da visão. A melhor opção de tratamento nesse caso é cirurgia, onde há a retirada do cristalino e uma lente intraocular é implantada em seu lugar.

MAS COMO A CIRURGIA PARA CATARATA MELHORA O GLAUCOMA?
A metodologia de retirada do cristalino, para o tratamento da catarata, mais realizada nos países desenvolvidos é a chamada FOCOEMULSIFICAÇÃO. São feitas duas pequenas incisões na córnea, por onde se introduz a ponteira de uma caneta que vibra em frequência ultrassônica, fragmentando e emulsificando o cristalino, o que facilita a sua retirada por aspiração. Após, através do mesmo corte, uma lente intraocular (LIO), feita de acrílico, silicone ou outros tipos de materiais, é inserida no local para mimetizá-lo.

Agora, é importante entender que existem dois tipos de GLAUCOMA: o de ângulo aberto e o de ângulo fechado. No de ângulo aberto, a drenagem do humor aquoso é impedida parcialmente por pequenas partículas ao longo do tempo. Já no de ângulo fechado, o canal é bloqueado por completo, pois o ângulo entre a íris e a córnea é muito estreito.

Sabe-se que o cristalino tem grande influência no glaucoma de ângulo fechado, pois esse pode empurrar a íris, cujo efeito é ainda mais acentuado se a pessoa também tiver catarata. Para esses casos, a CIRURGIA DE CATARATA já mostrou ótimos resultados na diminuição da pressão intraocular, o que consequentemente ajuda na melhora do GLAUCOMA. Mas pouco se sabia sobre os resultados no glaucoma de ângulo aberto.

Um estudo de 2019, da Academia Coreana de Ciências Médicas, analisou mais de 750 pacientes, comparando os níveis de pressão intraocular pós cirurgia de FOCOEMULSIFICAÇÃO, em pessoas com glaucoma de ângulo aberto e com os olhos saudáveis. Em ambos os grupos houve redução da pressão intraocular a curto e longo prazo pós cirurgia, o que simboliza uma melhora do principal fator de risco para o glaucoma.

Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que permite uma maior precisão no momento da retirada do cristalino. A catarata e o glaucoma são as principais causas de cegueira no mundo, não espere a luz do fim do túnel se apagar para buscar tratamento: conte com o IOSG!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

 

Fonte:
– Baek, S. U., Kwon, S., Park, I. W., & Suh, W. (2019). Effect of Phacoemulsification on Intraocular Pressure in Healthy Subjects and Glaucoma Patients. Journal of Korean medical science, 34(6), e47. doi.org/10.3346/jkms.2019.34.e47

– DE ASSIS CARVALHO, Andréia Fiorini; SILVA, Roberta Bessa Veloso; FERREIRA, Eric Batista. Cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificaçao: um estudo de caso. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, p. 741-748, 2016.

– Manual MSD Versão Saúde para a Família

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