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Catarata

Comum na terceira idade, é uma opacificação da lente dos nossos olhos.

O que é?

A catarata consiste na perda progressiva de transparência do cristalino, a lente natural dos olhos. Conforme essa opacificação avança, os olhos ficam mais sensíveis à luz, a percepção de cores é alterada e a visão perde nitidez gradativamente.

Na ausência de cuidados, a catarata pode evoluir para cegueira. Atualmente, essa é a principal causa de perda de visão reversível ao redor do mundo.

Quais as causas?

A maioria dos casos ocorre em função das alterações bioquímicas naturais do envelhecimento (catarata senil). Além disso, são fatores de risco:

  • Histórico familiar;
  • Traumas, lesões e tumores oculares;
  • Uso inadequado de algumas medicações;
  • Excesso de exposição à luz solar e radiação;
  • Glaucoma e demais doenças oculares;
  • Diabetes;
  • Uveítes e demais infecções.

Quais os sintomas?

  • Visão embaçada;
  • Alteração contínua do grau dos óculos;
  • Imagens com cores desbotadas;
  • Halos de luz no campo de visão;
  • Sensibilidade à luz.

Todos esses sintomas são comuns em outras doenças oculares. Por isso, lembre-se de buscar a ajuda de um oftalmologista para diagnosticar o quadro adequadamente.

Tem tratamento?

Até o momento, o único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia.

Esse procedimento é seguro, rápido e ambulatorial, ou seja, não requer internação. O paciente recebe alta no mesmo dia e pode retomar suas atividades corriqueiras em pouquíssimo tempo.

Vale a pena ressaltar que, diferentemente do que é pregado pelo imaginário popular, não é preciso aguardar a catarata “amadurecer” para fazer a cirurgia. Ela é indicada a partir do momento em que o médico dá o diagnóstico e percebe que há algum tipo de prejuízo à visão.

Técnicas cirúrgicas

A principal técnica empregada é a facoemulsificação. Após o oftalmologista anestesiar os olhos com gotas de colírio, um equipamento de alta tecnologia emite ondas de ultrassom capazes de fragmentar o cristalino opacificado em pedaços microscópicos.

Posteriormente, esse cristalino é aspirado através de microincisões e substituído por uma lente intraocular nova. Há vários tipos disponíveis no mercado, e a escolha depende das características individuais de cada paciente.

Além de curar a catarata, essas lentes também corrigem os graus de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

Tipos de lentes intraoculares

De modo geral, as lentes podem ser classificadas como:

  • Monofocais: corrigem apenas um foco, de perto ou de longe;
  • Multifocais: corrigem a visão de perto, intermediária e de longe;
  • Tóricas: podem ser mono ou multifocais, ideais para quem tem astigmatismo;
  • Pseudoacomodativas: possuem uma alta tecnologia capaz de simular a acomodação natural do cristalino. É ela quem corrige a visão de quem tem presbiopia, por exemplo.
Ceratocone

É uma deformação progressiva na estrutura da córnea, que adquire formatos irregulares.

O que é?

O ceratocone é uma doença não inflamatória caracterizada pela deformação progressiva da córnea, que se afina e assume o formato de um cone. Boa parte dos casos surge ainda na adolescência e tende a se estabilizar na idade adulta, entretanto, as alterações na visão continuam prejudicando a qualidade de vida até que haja um tratamento adequado.

O diagnóstico definitivo desse problema é feito com base em avaliações clínicas e exames como tomografia e topografia de córnea. Tratar a doença em estágios iniciais evita complicações e minimiza a necessidade de um futuro transplante de córnea.

Quais as causas?

O ceratocone é um problema hereditário. A genética tem um papel fundamental na definição de algumas características da córnea, especialmente o quanto de colágeno ela tem e o quão resistente ela é aos estímulos externos e deformações.

Por outro lado, sabe-se que um dos principais contribuintes para o desenvolvimento do quadro é o hábito de coçar ou pressionar os olhos com força e frequência. É justamente por isso que o ceratocone é mais comum entre pessoas alérgicas.

Quais os sintomas?

  • Visão borrada e distorcida para longe e para perto;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Halos em torno das luzes;
  • Alta sensibilidade à luz;
  • Alteração contínua do grau dos óculos;
  • Coceira.

Todos esses sintomas são comuns em outras doenças oculares. Por isso, lembre-se de buscar a ajuda de um oftalmologista para diagnosticar o quadro adequadamente.

Tem tratamento?

Não há uma cura para o ceratocone, mas ele pode (e deve) ser tratado adequadamente a fim de restabelecer a acuidade visual do paciente e impedir a progressão das deformações na córnea.

Nos estágios iniciais, além dos óculos e lentes de contato, o oftalmologista pode indicar o Crosslinking. Esse procedimento consiste na aplicação de uma vitamina que, quando exposta à luz ultravioleta, estimula novas ligações entre as moléculas de colágeno, endurece a parte anterior da córnea e estabiliza sua deformação.

O Transplante de Córnea é indicado apenas para os casos graves e quando não há outra alternativa para o perfil do paciente.

Classificações

O ceratocone pode ser classificado de acordo com algumas características da córnea. A mais comum leva em consideração o ponto de maior curvatura. 

– Grau I (Incipiente): até 47 dioptrias/graus;

– Grau II (Moderado): de 47 a 52 dioptrias/graus;

– Grau III (Avançado): de 52 a 60 dioptrias/graus;

– Grau IV (Severo): acima de 60 dioptrias/graus.

Quanto maior o grau do ceratocone, maiores os efeitos negativos sobre a visão e mais difícil tratá-los. No grau IV, por exemplo, são grandes as chances de necessitar um Transplante de Córnea.

Córnea

É uma estrutura fundamental para a visão e que está sujeita a diversas alterações.

O que é?

A córnea é um tecido fino e transparente localizado na frente da nossa pupila. Ela é como o vidro de um relógio, pois protege as estruturas mais internas e permite a entrada de luz nos olhos.

Para ser considerada plenamente saudável uma córnea deve ser bem transparente, ter espessura e curvatura adequadas, não apresentar cicatrizes, não estar inchada e não apresentar infecções.

Manter as consultas oftalmológicas em dia é fundamental para garantir não apenas a saúde da córnea, mas de toda a nossa visão.

Doenças da córnea

As principais alterações e doenças as quais a córnea está sujeita são:

  • Ceratocone;
  • Erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia);
  • Úlceras;
  • Ceratopatia;
  • Ceratites e outras infecções.

Quais as causas?

De todas as doenças da córnea, as mais comuns estão ligadas às alterações em sua espessura e/ou curvatura. Esse é o caso, por exemplo, do ceratocone e dos erros refrativos, ambos hereditários e multifatoriais.

É preciso se atentar, também, às infecções por vírus, fungos e bactérias, traumas oculares,  uso incorreto de lentes de contato e uso prolongado de certos medicamentos. Todos esses fatores contribuem para o desenvolvimento de condições adversas.

Quais os sintomas?

Cada doença se manifesta de uma forma. Algumas, inclusive, são silenciosas e só provocam sintomas nos estágios mais avançados.

Em geral, o paciente com problemas na córnea pode sentir dores, lacrimejamento excessivo, visão borrada e distorcida, sensação de corpo estranho e alta sensibilidade à luz.

Vale a pena ressaltar que todos esses sintomas são comuns em outras doenças oculares. Por isso, lembre-se de buscar a ajuda de um oftalmologista para diagnosticar o quadro adequadamente.

Tem tratamento?

As principais doenças da córnea possuem tratamento adequado e eficiente para evitar complicações à visão.

Os erros refrativos, por exemplo, podem ser tratados com óculos, lentes de contato ou cirurgia refrativa. Já o ceratocone também requer óculos, lentes, procedimentos como Crosslinking e Implante de Anel Intracorneano, ou até mesmo – em casos mais graves – um Transplante de Córnea.

Úlceras e infecções devem ser tratadas com medicamentos e, se necessário, outro procedimento complementar. O transplante sempre será adotado quando não houver opção favorável para restabelecer a visão de um paciente.

Glaucoma

É um sério problema de visão capaz de evoluir para a cegueira irreversível.

O que é?

O glaucoma é uma doença que provoca diversos danos ao nervo óptico, estrutura altamente sensível e responsável por enviar ao cérebro as imagens captadas pela nossa retina. Trata-se de um problema grave e silencioso que afeta pelo menos 1% dos idosos.

Uma vez que os sintomas costumam aparecer somente em estágios avançados,quando já existe um alto comprometimento da visão, é importante consultar-se com um oftalmologista frequentemente. Lembre-se que os prejuízos visuais provocados pelo glaucoma são irreversíveis, mas podem ser evitados com um tratamento precoce.

Quais as causas?

A maioria dos casos de glaucoma está associada ao aumento da pressão intraocular. Isso acontece quando o humor vítreo não é drenado adequadamente e se acumula dentro do olho.

Além disso, são fatores de risco:

  • Histórico familiar;
  • Diabetes e hipertensão arterial;
  • Alta miopia;
  • Outras doenças oculares.

Quais os sintomas?

O glaucoma é silencioso, ou seja, não costuma provocar sintomas nas fases iniciais. Quando evolui, pode causar:

  • Perda gradual da visão periférica;
  • Dor ocular;
  • Visão embaçada;
  • Dores de cabeça;
  • Alta sensibilidade à luz.

Tem tratamento?

Uma vez perdida, a visão do paciente com glaucoma não pode ser restaurada. Entretanto, é fundamental buscar a ajuda de um médico para tratá-lo e impedir que progrida até a cegueira. 

O tratamento inicial é feito com colírios ou medicamentos orais para abaixar a pressão do olho. Caso não provoque efeitos, a drenagem do humor vítreo pode ser melhorada com a aplicação de laser ou realização de cirurgias apropriadas. Todos esses procedimentos são realizados aqui no IOSG com máxima segurança e comodidade.

Estrabismo

Trata-se de um desalinhamento ocular comum em crianças de até 5 anos.

O que é?

Popularmente chamado de “vesguice”, o estrabismo é um defeito visual em que os olhos ficam desalinhados e apontam para direções diferentes das normais. Muito além da estética, ele pode prejudicar a visão do paciente, especialmente nas crianças cujo olho se encontra em fase de desenvolvimento (até os 8 anos).

Em muitas crianças estrábicas o cérebro recebe duas imagens visuais diferentes e costuma ignorar o que vem do olho desalinhado. A longo prazo, esse olho é inutilizado e não amadurece adequadamente. Esse quadro é chamado de ambliopia ou “olho preguiçoso”, e requer o tratamento correto.

Quais as causas?

Em geral, o estrabismo é causado por algum erro refrativo ou por irregularidades nos músculos que sustentam e controlam o movimento ocular. Há também alguns casos provocados por paralisias nervosas, retinoblastoma e fraturas da órbita ocular.

São fatores de risco para o surgimento:

  • Histórico familiar;
  • Alta hipermetropia;
  • Síndrome de Down;
  • Exposição pré-natal a drogas e álcool;
  • Prematuridade.

Quais os sintomas?

A maioria dos pacientes estrábicos são assintomáticos. Entretanto, há registros de:

  • Visão dupla;
  • Visão borrada ou distorcida;
  • Alta sensibilidade à luz;
  • Dor de cabeça e torcicolo;
  • Piscar excessivo.

Tem tratamento?

O estrabismo pode (e deve) ser tratado o quanto antes. Em geral, todas as intervenções têm o mesmo objetivo: lidar com a causa, normalizar a visão e alinhar os olhos.

Quando há uma ambliopia, o oftalmologista recomenda o uso de óculos ou tampões para estimular a visão do olho inutilizado. Em outros casos, essa terapia é associada a exercícios de motilidade ocular.

Dependendo da causa e grau de desalinhamento, pode ser necessário recorrer às cirurgias de tensionamento da musculatura ocular. O que definirá a melhor técnica sempre será a individualidade de cada paciente.

Cirurgia a laser

É o procedimento que corrige os graus de miopia, hipermetropia e astigmatismo.

O que é?

Quando o olho tem problemas na refração, a imagem não é formada corretamente na retina e se torna desfocada. Dessa forma, os pacientes com miopia, hipermetropia e astigmatismo têm, além dos óculos e lentes de contato, a possibilidade de realizar a cirurgia refrativa a laser para corrigir o grau e se tornarem independentes desses acessórios.

Em resumo, a cirurgia consiste em aplicar um laser para remodelar a superfície da córnea de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Critérios a serem considerados

Para se submeter à cirurgia refrativa a laser, é preciso:

  • Ter mais de 21 anos;
  • Não estar grávida;
  • Estar com o grau estável;
  • Estar com o índice glicêmico e pressão arterial controlados;
  • Não apresentar outra patologia ocular que contraindique o procedimento.

Técnica PRK

Em geral, a técnica PRK (ceratectomia fotorrefrativa) é indicada para pacientes com córneas mais finas ou graus mais elevados.

Neste procedimento o médico aplica um colírio anestésico, remove a camada superficial da córnea, chamada epitélio e, em seguida, remodela a região com um laser de acordo com o erro refrativo. Ao final, mantém-se uma lente de contato terapêutica por uma semana para facilitar a recuperação ocular.

A PRK possui um alto nível de segurança e eficiência, porém o tempo de recuperação é um pouco mais longo.

Técnica LASIK

Na técnica LASIK  (ceratomileuse local assistida por laser) o oftalmologista faz um pequeno e fino corte na camada anterior da córnea, criando uma aba (“flap”) a ser reposicionada no fim da cirurgia. Na sequência, o laser atua sobre a camada interna e corrige as imperfeições que o paciente possui. Para encerrar, o médico coloca o “flap” no lugar para que haja a cicatrização.

Assim como a PRK, a LASIK é extremamente segura e eficiente, conferindo ótimos resultados num curto espaço de tempo.

Benefícios da cirurgia refrativa

Além de eliminar a necessidade de usar óculos e lentes de contato, a cirurgia refrativa a laser é:

  • Personalizada;
  • Indolor;
  • Rápida (tempo cirúrgico de até 10 minutos);
  • Altamente segura;
  • De rápida recuperação e retorno às atividades diárias.
Plástica ocular

São as cirurgias estéticas e reparadoras feitas na região periocular.

O que é?

As cirurgias plásticas oculares cuidam de todos os detalhes dos anexos oculares, tais como as pálpebras, vias lacrimais e órbita. Muito além da estética, todas essas áreas são fundamentais para o bem-estar da nossa visão, visto que protegem os olhos de  diversos traumas, lesões e infecções.

Em geral, dependendo do objetivo, as cirurgias são classificadas como estéticas ou reparadoras. Enquanto algumas cuidam da beleza, outras têm a função de tratar cicatrizes, tumores e complicações de outros procedimentos, por exemplo.

É importante ressaltar que a indicação de uma cirurgia deve ser feita por um oftalmologista especialista na área.

Blefaroplastia

É a cirurgia destinada a remover o excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras. Vale a pena ressaltar que além de corrigir o aspecto cansado dos olhos, essa condição também pode beneficiar a acuidade visual, visto que o peso sobre as pálpebras superiores pode invadir nosso campo de visão.

Todo o procedimento é realizado em até 40 minutos e demanda um baixo tempo de internação. No pós-operatório recomenda-se aplicar compressas a cada 3 horas para controlar os inchaços naturais, evitar esforço físico nos primeiros dias e evitar exposições ao sol. 

Ectrópio

É uma condição em que a borda da pálpebra se dobra externamente, ou seja, para o lado de fora. Em geral, isso faz com que haja prejuízos à drenagem das lágrimas e consequente favorecimento às inflamações oculares. Ambas as pálpebras podem ser atingidas, entretanto, o ectrópio é mais comum na inferior, especialmente devido ao envelhecimento e efeitos da gravidade. 

Os principais fatores de risco para seu desenvolvimento são a perda de rigidez muscular, cicatrizes oculares, espasmos e paralisias faciais. Além do uso de colírios lubrificantes para os olhos, é preciso recorrer à cirurgia plástica de correção palpebral.

Entrópio

Ao contrário do ectrópio, o entrópio consiste nas bordas das pálpebras voltadas para dentro. Por conta dessa anormalidade, os cílios ficam em contato direto com estruturas sensíveis do nosso olho, tais como a córnea e a conjuntiva. Na ausência de tratamento, isso pode causar irritação ocular, lacrimejamento excessivo, secreção de muco, infecções e outros problemas.

A maioria dos casos são provocados pela perda de rigidez dos tecidos característica do envelhecimento. Já o tratamento consiste em operar as pálpebras de modo a corrigir sua inversão e preservar a saúde dos olhos.

Lagoftalmo (lagoftalmia)

É caracterizado pela incapacidade de fechar as pálpebras corretamente, expondo o globo ocular à ação de agentes externos. Em geral, esse quadro prejudica a lubrificação dos olhos, provoca irritação, visão turva, dor, infecções e inflamações mais sérias, como úlceras e ceratite.

As principais causas de lagoftalmo são paralisias faciais, alguns tipos de tumores, cicatrizes palpebrais, entrópio e ectrópio. O tratamento cirúrgico consiste em ajustar a tensão muscular das pálpebras afetadas de modo a favorecer o seu correto fechamento. A escolha da técnica adequada dependerá da avaliação completa de um oftalmologista.

Próteses oculares

A adaptação cirúrgica de próteses oculares tem o objetivo de restabelecer o aspecto estético da órbita, globo ocular e pálpebras de pacientes que, por algum motivo, perderam o olho. Além de corrigir detalhes visuais, as próteses são importantes para impedir a atrofia das pálpebras e a penetração de corpos estranhos na órbita, o que poderia favorecer novas doenças e infecções na região.

Vale a pena ressaltar que todos os detalhes da prótese são definidos por um oftalmologista especialista no procedimento. Ele deve considerar as necessidades individuais do paciente, a cavidade oftálmica, medidas, cor e demais detalhes.

Ptose palpebral

Também chamada de blefaroptose, ocorre quando a pálpebra superior ganha um aspecto “caído” e, em geral, recobre parte da córnea e da pupila, prejudicando o campo de visão. As principais causas de ptose palpebral são doenças musculares, distúrbios neurológicos, má formação dos músculos que sustentam a região, infecções e tumores.

O tratamento consiste em operar as pálpebras conforme a causa da sua queda. Normalmente o procedimento é feito em poucos minutos, sob anestesia local e com um pós-operatório bem tranquilo. Nas crianças é preciso aplicar anestesia geral.

Toxina botulínica tipo A (botox)

O Botox é uma proteína produzida pela bactéria Clostridium botulinum, muito utilizado em procedimentos estéticos e reparadores pela sua capacidade de relaxar os músculos e reduzir a intensidade das contrações. 

Quando administrado em pequenas quantidades, a toxina botulínica pode auxiliar na prevenção de rugas e tratamentos de estrabismo, blefaroespasmo e outros problemas oculares ligados a fraqueza muscular.

A indicação e aplicação do Botox depende de uma avaliação criteriosa de modo a reduzir os riscos e potencializar os resultados.

Tumores intraoculares e orbitários

São melanomas, linfomas e carcinomas que podem afetar estruturas oculares. As mais comuns são a órbita, a retina, coróide, corpo ciliar, íris e conjuntiva. 

O tipo de cirurgia empregada pelo oftalmologista depende da localização e do tamanho do tumor, bem como sua extensão e saúde geral do paciente. Algumas técnicas removem apenas o tumor, enquanto outras demandam a retirada de toda a estrutura impactada.

Em boa parte dos casos é necessário realizar uma cirurgia plástica reparadora, principalmente quando há alto comprometimento estético.

Tumores palpebrais

A maioria das neoplasias palpebrais são cânceres de pele (xantelasmas, papilomas, melanomas e carcinomas) provocados por diversos fatores. Para evitar qualquer tipo de complicação, é importante que o paciente busque ajuda de um oftalmologista especialista no assunto. Um exame detalhado pode aumentar consideravelmente as chances de cura.

Além de remover o tumor, o cirurgião plástico ocular é capacitado para reconstruir as pálpebras e preservar não apenas os detalhes estéticos da região, mas a segurança de todo o sistema ocular.

Vias lacrimais

As lágrimas têm um papel fundamental na saúde dos olhos. Elas são responsáveis por mantê-los lubrificados e protegidos de quaisquer partículas irritantes, como vírus, bactérias, poeira e corpos estranhos. 

As vias lacrimais são as microestruturas encarregadas de facilitar o escoamento das lágrimas do olho ao nariz. Alguns recém-nascidos podem apresentar obstrução nesse canal, favorecendo o acúmulo de secreções, conjuntivites e outras infecções bacterianas. A cirurgia de correção pode ser feita após o primeiro ano da criança e alcança resultados satisfatórios.

Retina e vitreo

São estruturas fundamentais para a compreensão das imagens que enxergamos.

O que é?

A retina é uma estrutura transparente e altamente sensível, localizada na parte posterior do olho. Ela é como o filme fotográfico das antigas câmeras analógicas, ou seja, responsável por gravar as imagens. No seu centro está a mácula, região que capta os detalhes, cores e visão central. Na periferia estão os bastonetes, células que correspondem ao reflexo e à visão noturna.

Já o humor vítreo é uma substância gelatinosa, transparente e que preenche boa parte do nosso globo ocular. Além de manter o formato esférico do olho, é responsável por nutrir estruturas como a retina.

Doenças da retina

Os problemas mais comuns são:

  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI);
  • Retinopatia diabética;
  • Retinopatia hipertensiva;
  • Buraco macular;
  • Descolamento de retina;
  • Oclusões venosas;
  • Retinite pigmentosa.

Quais as causas?

Assim como ocorre nas outras estruturas oculares, a retina e o vítreo também estão sujeitos a uma série de fatores prejudiciais à sua saúde. Os mais prevalentes são:

  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Traumas;
  • Tumores;
  • Doenças infecciosas;

Quais os sintomas?

Um dos sintomas mais comuns nas doenças da retina e vítreo é a percepção de pequenos pontos transparentes e flutuantes no campo de visão. São as chamadas moscas volantes. Há também os casos de visão turva, perda progressiva da visão central e má percepção de cores.

Por outro lado, é importante ressaltar que a retinopatia diabética, retinopatia hipertensiva e degeneração macular, por exemplo, são problemas silenciosos, ou seja, não provocam sintomas em estágios iniciais. Isso destaca a necessidade manter as consultas em dia para favorecer o diagnóstico precoce via exames.

Tem tratamento?

Todos os problemas da retina e do vítreo possuem tratamentos destinados a, no mínimo, conter seu avanço, preservar a visão e manter a qualidade de vida do paciente. Em geral, quanto mais cedo for iniciada a intervenção, maiores as chances de alcançar um resultado positivo.

Os principais procedimentos indicados para as doenças da retina são a fotocoagulação a laser, a vitrectomia e a injeção intraocular de medicamentos antibióticos, corticoides e anti angiogênicos. A recomendação dependerá de cada diagnóstico, gravidade e condição geral do paciente.

Outras Doenças

Confira os demais problemas que podem prejudicar nossa saúde ocular ao longo da vida.

Ambliopia

Popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, a ambliopia é uma condição em que o cérebro ignora a imagem recebida de um dos olhos. Quando esse quadro ocorre antes dos oito anos e não é tratado, pode causar perda permanente da visão, visto que os olhos estão em fase de desenvolvimento e deixam de amadurecer pela falta de estímulos.

Em geral, a ambliopia pode ser provocada por três diferentes problemas oculares: estrabismo, erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo) e bloqueio da visão, especialmente por catarata congênita.

O tratamento desse problema consiste em corrigir a causa e oferecer estímulos ao olho afetado. As principais intervenções recomendadas são óculos, lentes e tampões. Nos casos de estrabismo e catarata é necessário recorrer ao procedimento cirúrgico.

Calázio

Frequentemente confundido com o terçol, o calázio é uma lesão inflamatória das glândulas meibomianas, basicamente em função do acúmulo de secreções sebáceas. Esse quadro faz com que o paciente tenha inchaço nas pálpebras, dor leve, vermelhidão e formação de nódulo firme. Diferentemente do terçol, não está ligado a infecção por bactérias, por isso não requer uso de antibióticos.

Na maioria dos casos, os calázios desaparecem espontaneamente entre 3 e 7 semanas. Entretanto, há situações em que o nódulo cresce o suficiente para comprimir o globo ocular e provocar visão turva.

De toda forma, é importante procurar um oftalmologista caso note alguns dos sintomas mencionados anteriormente. Isso ajuda a evitar confusões no diagnóstico, bem como tratamentos ineficazes.

Doenças da esclera

A esclera é um tecido fibroso branco que reveste o globo ocular. Assim como as demais estruturas do olho, ela precisa estar saudável para não expor nossa visão a riscos.

As doenças mais comuns às quais está sujeita são a episclerite e a esclerite. Enquanto a primeira consiste em uma inflamação superficial e benigna, a segunda diz respeito a um problema grave e progressivo, capaz de provocar dor intensa, lacrimejamento excessivo e alta sensibilidade à luz. Na ausência de cuidados, pode evoluir e causar perda da visão.

A escolha de qual técnica será adotada no tratamento depende de cada situação. Conforme o perfil do paciente, seu estado de saúde e gravidade do quadro, o oftalmologista pode indicar desde um corticoide até um procedimento cirúrgico.

Presbiopia

Popularmente conhecida como vista cansada e síndrome do braço curto, a presbiopia é o problema de visão que está por trás do costume de pessoas mais velhas afastarem os objetos para enxergar com nitidez. Isso acontece devido a uma má acomodação do cristalino, a lente natural dos olhos, que com o tempo tem dificuldades para focalizar as imagens rapidamente.

Muito comum após os 40 anos, a presbiopia pode ser tratada com uso de óculos ou até mesmo com a cirurgia refrativa a laser, procedimento rápido, seguro e que elimina a necessidade de viver com os acessórios.

Quanto mais cedo for diagnosticada, menores serão os impactos na qualidade de vida. Vale a pena lembrar que a dificuldade de enxergar prejudica atividades simples, mas muito importantes, como a leitura, estudos e direção veicular.

Pterígio

Trata-se de um crescimento de tecido carnoso na conjuntiva, a membrana transparente que recobre o globo ocular. Ele costuma surgir no canto do olho, próximo ao nariz, e se expandir em direção à córnea.

Apesar de parecer inofensivo, o pterígio pode crescer o suficiente para chegar à córnea, distorcer seu formato, induzir o astigmatismo e prejudicar a acuidade visual do paciente. Além disso, algumas pessoas se queixam de vermelhidão nos olhos, queimação, alta sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo e sensação de corpo estranho. 

É recomendado que os pacientes utilizem colírios lubrificantes, protejam os olhos do sol, vento e poeira, e busquem a ajuda de um oftalmologista para remover a “carne” cirurgicamente. O procedimento é extremamente seguro, rápido e eficiente.

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