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Para aprender bem é preciso enxergar bem!

Quando os filhos começam a demonstrar uma falta de interesse pela escola, atrasam algumas tarefas, entregam notas abaixo do esperado e não conseguem fixar os conteúdos na memória, muitos pais tendem a tratar o caso como uma questão meramente “comportamental”. Não podemos excluir essa possibilidade, é claro, mas também é necessário ficar de olho em alguns detalhes mais sutis.

Estima-se que 80% do processo de aprendizado de uma criança seja construído pelas informações visuais que ela recebe e assimila. Por isso, a força de vontade na hora de estudar é muito importante, mas os pequenos também precisam enxergar bem para se doar completamente ao ensino. O problema é que, nessa etapa da vida, podem surgir algumas dificuldades visuais que têm grande influência sobre a concentração, memória e socialização.

Se você tem uma criança em casa que está em fase escolar, tente se colocar no lugar dela por alguns instantes. Imagine-se sentado(a) numa cadeira da escola, ainda pequeno, e diante da necessidade de ler algum texto escrito no quadro a pedido da professora. É bem provável que uma visão embaçada atrapalhe a leitura e te exponha a uma situação desagradável frente à sala. Você não ficaria com vergonha dos colegas? Não seria desconfortável voltar à escola depois de alguns episódios como esse?

Agora, um segundo cenário para estimular a reflexão. Você está sentado na sua mesa com um livro. Espera-se que uma visão turva atrapalhe a compreensão, confunda algumas palavras e até mesmo lhe obrigue a ler bem devagar. Esse ritmo alterado e essa “confusão” não poderiam, de alguma forma, dificultar a interpretação do texto e a fixação da mensagem que ele transmite? Como fica a memória depois de alguns dias? E na hora de testar tudo isso em uma prova?

Essas duas hipóteses ilustram bem o dia a dia das crianças que convivem com dois dos problemas mais comuns na fase escolar: a miopia e a hipermetropia, ou seja, a dificuldade de enxergar de longe e de perto, respectivamente. Esses quadros acontecem em função de uma anormalidade na córnea, uma importante estrutura do nosso olho, e ambos podem ser corrigidos com o simples uso de óculos ou lentes de contato.

Para concluir o raciocínio, vamos inserir mais um fator relevante: a dificuldade de se comunicar. Muitas crianças não conseguem verbalizar tão bem os desafios que têm enfrentado no dia a dia, não sabem explicar o que sentem, não têm facilidade para identificar que há um problema nos olhos e, com isso, se sentem culpadas, envergonhadas e se afastam dos pais. Dessa forma, fica ainda mais difícil diagnosticar a causa-raiz.

Como reconhecer, então, que pode existir uma questão ocular por trás do mau rendimento na escola?

Esteja perto das crianças ao longo do aprendizado, coloque-se como um ponto de apoio e fique atento(a) se elas apresentam:

– Dor de cabeça frequente ou cansaço visual;
– Dor no fundo do olho;
– Olhos vermelhos ou coceira intensa;
– Queixas de visão dupla ou embaçada;
– Desvios oculares;
– Perda de interesse pela leitura;
– Dificuldade para fixar a atenção nas atividades visuais;
– Necessidade de inclinar a cabeça, fechar um olho ou franzir a testa para enxergar melhor;
– Leitura muito lenta ou até mesmo muito rápida;
– Aproximação ou afastamento exagerado dos objetos em relação ao olho;
– Dificuldade para lembrar conceitos básicos, letras, números e formas;
– Confusão constante entre palavras semelhantes;
– Má coordenação entre o olho e a mão;
– Troca das cores e dificuldade para definir formas.

A presença dos sinais acima são importantes indícios de que a saúde ocular não vai bem e precisa ser cuidada com carinho. Como o olho infantil amadurece até os 8 anos, diversos problemas de visão que surgem nessa fase precisam ser tratados com rapidez para evitar qualquer tipo de complicação no futuro.

Na hora de planejar o início do ano letivo, lembre-se de incluir um check-up ocular na “lista de materiais”. Os exames entram naquela parte indispensável, assim como o lápis e o caderno – não dá para viver sem.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar o check-up do seu filho conosco, nossos oftalmologistas estão à disposição.

Fontes:

AllAboutVision.com. Disponível em:
https://www.allaboutvision.com/parents/learning.htm

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Disponível em:
https://www.vejabem.org/uploads/arquivos/1593187504-5.PDF

 

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Aprenda 5 formas de cuidar da sua visão

O bem-estar dos olhos tem grande influência sobre a nossa qualidade de vida. Enxergar bem é ter a possibilidade de desempenhar atividades no dia a dia, ser independente, adquirir conhecimento e gravar detalhes memoráveis ao lado da família e dos amigos.

E para que tudo isso aconteça da melhor maneira possível, precisamos nos atentar a alguns hábitos de vida que, apesar de simples, acabam sendo deixados de lado.

ALIMENTE-SE BEM

É claro que este não é o único fator, mas pode ser um bom ponto de partida.

A saúde ocular pode ser fortalecida através de uma alimentação equilibrada, com o consumo adequado de macronutrientes e a inclusão diária de vitaminas A, C, E, zinco, antioxidantes, ômega 3, luteína e zeaxantina.

Capriche na ingestão de peixes, cenoura, laranja, amêndoas, amendoim, ovo, couve, brócolis e outros vegetais verde-escuro, morango e linhaça.

CUIDE DO SEU PESO

Tão importante quanto saber o que comer, é saber o que evitar comer. O consumo elevado de sal, gorduras, alimentos ultraprocessados e açúcares está ligado ao aumento calórico que, a longo prazo, beneficia o ganho de peso.

Há um consenso na ciência e medicina de que a obesidade aumenta o risco de desenvolver doenças como diabetes e hipertensão, dois grandes perigos aos olhos.

LAVE SUAS MÃOS

Você já reparou na quantidade de lugares diferentes que toca ao longo do dia? Saiba que as nossas mãos são uma grande fonte de impurezas, vírus e bactérias que podem causar desde uma simples irritação até uma conjuntivite mais séria.

Mantenha-as limpas sempre que puder, principalmente antes e depois de usar colírios, maquiagens, pomadas ou lentes de contato.

USE ÓCULOS DE PROTEÇÃO

Uma exposição exagerada ao sol sem os devidos cuidados, a longo prazo, deixa os olhos desprotegidos da radiação UVA e UVB, diretamente ligadas ao surgimento de catarata, pterígio, degeneração macular e muitos outros problemas. Para evitar complicações, utilize óculos de sol de qualidade e, se possível, considere também os chapéus e bonés.

Além disso, no trabalho ou durante a prática esportiva, mantenha a visão protegida de traumas e lesões.

CONSULTE UM OFTALMOLOGISTA REGULARMENTE

Mesmo que você não esteja sentindo nada de estranho com os olhos, é muito importante se consultar com um médico no mínimo uma vez ao ano. Doenças como o glaucoma, degeneração macular e retinopatia não costumam causar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e pode comprometer a eficácia do tratamento.

Caso tenha alguma dúvida, os nossos oftalmologistas estão à sua disposição. Temos especialistas e estrutura de ponta para te ajudar do diagnóstico ao tratamento. Agende sua consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. https://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/condicoes_saude_ocular_brasil2019.pdf

https://www.vejabem.org/uploads/arquivos/1585861945-5.PDF

Healthline.

https://www.healthline.com/health/how-to-improve-eyesight

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Suplementos para melhorar a sua VISÃO

Se a sua dieta não é nada balanceada e você possui histórico familiar de doenças oculares, ou mesmo uma pré-disposição genética, esse texto é para você! Com a rotina estressante de trabalho, cuidados com a casa e com a família, a alimentação saudável pode ser deixada de lado.

Mas será que os suplementos vitamínicos, vendidos em formato de cápsulas, são boas opções para melhorar a saúde?

É importante deixar claro: a melhor opção é sempre manter uma dieta balanceada. Alimentos com grande quantidade de folhas verdes, espinafre, milho, laranja, ovos, e cenoura, contêm altos níveis de nutrientes muito importantes para a saúde do seu corpo, e também dos seus OLHOS. Além disso, um médico oftalmologista deve sempre ser consultado, ANTES do uso de tais suplementos, pois eles podem interagir negativamente com medicamentos e são contraindicados para pessoas com determinadas doenças.

O QUE DIZEM OS ESTUDOS CIENTÍFICOS?

O Instituto Nacional dos Olhos, dos Estados Unidos, realizou dois amplos estudos científicos sobre doenças oculares que possuem relação com o processo de envelhecimento humano, como a Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) e a Catarata, e o uso de suplementos vitamínicos contendo Vitamina C, Vitamina E, Betacaroteno, Óxido de Cobre, Luteína, Zeaxantina e o Zinco. As principais descobertas foram as seguintes:

– O risco de DMRI foi diminuído em 25%, ao longo de 6 anos de consumo do suplemento vitamínico;
– Em pessoas com DMRI moderada, o uso dos suplementos foi associado a um retardo do avanço da doença. No entanto, em casos mais graves, não houve melhora;
– Os suplementos não preveniram a DMRI ou foram capazes de restaurar a visão daqueles que já tinham a visão comprometida pela doença;
– A suplementação com Luteína e Zeaxantina reduziram a necessidade de cirurgia em pessoas com catarata que inicialmente tinham pouco consumo dessas substâncias carotenoides.

E o que isso nos mostra? Que com certeza, alguns suplementos são benéficos para a visão, mas esses efeitos não aparecerão em todos os casos e em todas as pessoas. Quem poderá avaliar cada caso em específico, é o médico oftalmologista.

MAS QUAIS SUPLEMENTOS SE MOSTRARAM MAIS BENÉFICOS?

– Luteína, Zeaxantina e Betacaroteno
São substâncias da família dos carotenoides, presentes em grande quantidade em vegetais de folhas verdes. No organismo, o betacaroteno é utilizado para a produção da Vitamina A, usada pela retina durante o processo de detecção de luz, imagem e conversão em sinais elétricos para serem enviados para o cérebro através do nervo óptico. A Luteína e a Zeaxantina atuam como oxidantes naturais e ajudam a prevenir os efeitos da luz ultravioleta emitida pelo sol e da luz azul emitida pelas lâmpadas e aparelhos eletrônicos.

– Ômega-3
Os ácidos graxos (gordura) do Ômega-3 são produzidos por algas marinhas, podendo ser encontrados nos peixes. Dois ácidos graxos específicos foram estudados, necessários para o desenvolvimento, construção e reparo da retina.

– Zinco
O Zinco atua em diversos processos do nosso organismo, como na imunidade, síntese de proteínas, cicatrização e multiplicação celular, o que o torna benéfico também para as células dos olhos. Ele está presente em vegetais, grãos e na carne vermelha. O Óxido de Cobre foi adicionado ao multivitamínico utilizado no estudo para diminuir os riscos de anemia por deficiência de cobre, que está associada à alta ingestão de zinco.

– Vitaminas C e E
A Vitamina C está presente em alimentos como a acerola, caju, goiaba, brócolis e laranja, e a Vitamina E é encontrada em diversas sementes, castanhas e óleos. Elas já foram associadas, por alguns estudos, a diminuição dos riscos de alguns tipos de catarata e ao retardo do avanço da doença.

Você pode contar com os oftalmologistas do IOSG para a escolha do melhor suplemento para a sua condição.

IOSG – Há mais de 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– NIH Nacional Eye Institute e Healthline.

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