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Abril Marrom | A diabetes está associada as principais causas de CEGUEIRA

Estima-se que a diabetes faça parte da vida de quase 13 milhões de brasileiros, especialmente após os 60 anos de idade. A grande questão levantada pela medicina é que, apesar de tão comum, nem todo mundo têm a dimensão dos riscos que a doença impõe sobre a saúde e qualidade de vida.

O QUE É DIABETES?

Trata-se de uma condição crônica em que o organismo humano não produz insulina ou não consegue aplica-la corretamente no controle dos níveis de glicose no sangue. Diante desse cenário, a glicose se mantém elevada (hiperglicemia) e, a longo prazo, pode danificar os órgãos, nervos e vasos sanguíneos.

A diabetes é dividida em dois tipos:

– Tipo 1: ocorre quando o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células beta, responsáveis pela produção da insulina. Quando isso acontece, pouca ou nenhuma insulina é liberada no corpo e a glicose se concentra no sangue ao invés de ser utilizada como fonte de energia. O tipo 1 costuma aparecer na infância ou adolescência, mas há registros em outras faixas etárias.

– Tipo 2: é o mais comum, conhecido pela incapacidade do organismo de utilizar adequadamente a insulina produzida.

Existe ainda um terceiro tipo caracterizado por alterações hormonais na mulher durante a gravidez e que, por consequência, afetam a relação insulina-glicose: é a diabetes gestacional, que configura riscos para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.

COMO A DIABETES LEVA À CEGUEIRA?

RETINOPATIA DIABÉTICA: o acúmulo de glicose na parede dos vasos sanguíneos pode bloquear o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para as estruturas oculares, como a retina. Quando isso acontece, o corpo entende que é preciso fabricar novos vasos sanguíneos para suprir essa falta de nutrição, processo chamado de neovascularização. À primeira vista até parece algo inofensivo, mas não é: esses novos vasos são muito frágeis e extremamente suscetíveis a rompimentos que causam hemorragias, sobrepõem a visão e levam à cegueira.

EDEMA MACULAR DIABÉTICO: estima-se que 50% dos pacientes com retinopatia diabética desenvolvam um quadro de Edema Macular, problema em que os vasos sanguíneos absorvem uma maior quantidade de líquidos e proteínas e incham a mácula, região central da retina. Esse inchaço torna a visão borrada, distorcida e com má distinção das cores, podendo evoluir para a cegueira.

COMO POSSO ME CUIDAR

Mesmo que a diabetes esteja controlada e sem aparentes complicações, é extremamente importante que o paciente mantenha os bons hábitos de vida e consulte seus médicos com frequência, inclusive o oftalmologista.

A retinopatia diabética pode ser diagnosticada em um simples exame de dilatação do olho, rápido e indolor. Ao identificar a doença, o profissional pode indicar o tratamento adequado, orientar o paciente quanto às corretas ações a serem tomadas para controlar a progressão e, se necessário, solicitar exames complementares como a retinografia.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar a sua consulta de acompanhamento, nossos oftalmologistas estão à disposição, apoiados por uma estrutura completa e com tecnologia de ponta. Entre em contato pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:
National Eye Institute. Disponível em:
https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/diabetic-retinopathy

Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em:

SBD

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