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Como a dieta pode retardar a DMRI

A DMRI, sigla para Degeneração Macular Relacionada à Idade, é uma doença responsável por 8,7% de todos os casos de cegueira no mundo, o que corresponde a aproximadamente 3 milhões de pessoas.

De acordo com a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB), órgão detentor dos dados acima, a DMRI é um problema multifatorial que afeta as estruturas da mácula, região central da retina encarregada de captar as cores e detalhes, e que pode ser dividida em dois tipos:

– FORMA SECA OU NÃO-EXSUDATIVA: corresponde a quase 90% dos casos e apresenta complicações mais lentas. Nesse quadro, ocorrem alterações pigmentares, atrofia das células fotorreceptoras da retina e formação de pequenos cristais de proteínas no fundo do olho.

– FORMA ÚMIDA OU EXSUDATIVA: é a manifestação menos comum, porém mais grave. Ela é caracterizada pela formação de novos vasos sanguíneos frágeis e anormais abaixo da retina, que podem se romper, sangrar e acelerar a perda da visão central. Quando a DMRI chega a essa fase, são cada vez maiores as chances do paciente desenvolvê-la também no outro olho.

O principal sintoma da Degeneração Macular é a diminuição da visão central, quando o paciente começa a perceber uma mancha escura que prejudica seu foco nas diversas atividades do dia a dia. Em pouco tempo, na ausência de tratamento, pode também notar imagens distorcidas e borradas.

QUAIS AS CAUSAS?

A DMRI é um problema multifatorial relacionado principalmente ao envelhecimento natural e à genética. São fatores de risco para seu surgimento e complicação:

– Histórico familiar;

– Tabagismo;

– Hipertensão;

– Colesterol elevado;

– Obesidade;

– Dieta rica em gordura;

– Exposição excessiva ao sol sem proteção.

QUAL O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO?

Um estudo americano publicado recentemente dedicou-se a avaliar a relação entre os padrões alimentares e o desenvolvimento da Degeneração Macular. No grupo de pessoas analisadas, eles notaram uma incidência de DMRI três vezes maior entre os que mantinham uma dieta ocidental, rica em carnes vermelhas, laticínios, gorduras e poucos alimentos naturais.

Por outro lado, a manutenção de uma dieta equilibrada de padrão oriental pode fortalecer o sistema imunológico, reduzir o estresse oxidativo causado pelos radicais livres e diminuir os riscos de surgimento da doença.

Com esse cenário em vista, é recomendado investir em:

– Peixes (atum, sardinha, salmão, bacalhau) e frutos do mar, ricos em Ômega 3 e vitaminas.

– Frutas, verduras e legumes amarelos, laranjas, vermelhos e verde escuros, todos ricos em carotenóides, flavonoides e vitaminas.

– Gorduras limpas e saudáveis, como o azeite extra virgem, abacate, óleo de coco, nozes e sementes.

– Ovos, alimento com bastante luteína e zeaxantina.

CUIDE DOS SEUS OLHOS

Em uma sociedade cada vez mais longeva e independente, enxergar bem é determinante para a qualidade de vida, bem-estar físico e saúde mental.

Além da alimentação equilibrada, é importante manter bons hábitos de vida e consultar um oftalmologista regularmente, visto que muitas doenças são percebidas apenas em fases avançadas que dificultam o tratamento.

Caso tenha alguma dúvida, nosso corpo clínico está à sua disposição. Temos especialistas e estrutura de ponta para te auxiliar em todas as fases da vida. Agende sua consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

Dighe S, et al. Diet patterns and the incidence of age-related macular degeneration in the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) study. doi:10.1136/bjophthalmol-2019-314813.

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. As condições de Saúde Ocular no Brasil 2019. Disponível em: https://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/condicoes_saude_ocular_brasil2019.pdf

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Degeneração Macular. Disponível em: http://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/folder_degenera%C3%A7aomacular_leitura.pdf

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