Monthly Archives - outubro 2020

Cirurgia de catarata também contribui para a melhora do glaucoma

Imagine só ir perdendo a visão gradualmente, de modo tão sutil que você nem percebe. Primeiro, a visão periférica é atingida: as imagens vão se tornando borradas e escurecidas, como se você estivesse entrando em um túnel ou olhando pelo buraco de uma fechadura. E depois, a visão central, que é quando você se dá conta de que algo está errado. Esse é um dos sintomas do GLAUCOMA.

No glaucoma, há um aumento da pressão intraocular. Essa pressão é regulada pelo equilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, que circula dentro do olho entre a córnea e a íris, e é drenado (através de um canal que funciona como um ralo) na região do trabeculado. Assim, quando há algum desequilíbrio nesse processo, há o aumento da pressão intraocular, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Ou seja, a luz no fim do túnel se estreita cada dia mais.

E na catarata, o que acontece? Dentro dos olhos há também uma estrutura chamada CRISTALINO. Ele é a nossa lente natural, que foca e direciona a luz para o fundo do olho, nas células da retina. Agora pense, o que aconteceria caso essa lente se tornasse opaca, esbranquiçada ou amarelada? A luz não conseguiria chegar dentro do olho, diminuindo a qualidade da visão. A melhor opção de tratamento nesse caso é cirurgia, onde há a retirada do cristalino e uma lente intraocular é implantada em seu lugar.

MAS COMO A CIRURGIA PARA CATARATA MELHORA O GLAUCOMA?
A metodologia de retirada do cristalino, para o tratamento da catarata, mais realizada nos países desenvolvidos é a chamada FOCOEMULSIFICAÇÃO. São feitas duas pequenas incisões na córnea, por onde se introduz a ponteira de uma caneta que vibra em frequência ultrassônica, fragmentando e emulsificando o cristalino, o que facilita a sua retirada por aspiração. Após, através do mesmo corte, uma lente intraocular (LIO), feita de acrílico, silicone ou outros tipos de materiais, é inserida no local para mimetizá-lo.

Agora, é importante entender que existem dois tipos de GLAUCOMA: o de ângulo aberto e o de ângulo fechado. No de ângulo aberto, a drenagem do humor aquoso é impedida parcialmente por pequenas partículas ao longo do tempo. Já no de ângulo fechado, o canal é bloqueado por completo, pois o ângulo entre a íris e a córnea é muito estreito.

Sabe-se que o cristalino tem grande influência no glaucoma de ângulo fechado, pois esse pode empurrar a íris, cujo efeito é ainda mais acentuado se a pessoa também tiver catarata. Para esses casos, a CIRURGIA DE CATARATA já mostrou ótimos resultados na diminuição da pressão intraocular, o que consequentemente ajuda na melhora do GLAUCOMA. Mas pouco se sabia sobre os resultados no glaucoma de ângulo aberto.

Um estudo de 2019, da Academia Coreana de Ciências Médicas, analisou mais de 750 pacientes, comparando os níveis de pressão intraocular pós cirurgia de FOCOEMULSIFICAÇÃO, em pessoas com glaucoma de ângulo aberto e com os olhos saudáveis. Em ambos os grupos houve redução da pressão intraocular a curto e longo prazo pós cirurgia, o que simboliza uma melhora do principal fator de risco para o glaucoma.

Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que permite uma maior precisão no momento da retirada do cristalino. A catarata e o glaucoma são as principais causas de cegueira no mundo, não espere a luz do fim do túnel se apagar para buscar tratamento: conte com o IOSG!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

 

Fonte:
– Baek, S. U., Kwon, S., Park, I. W., & Suh, W. (2019). Effect of Phacoemulsification on Intraocular Pressure in Healthy Subjects and Glaucoma Patients. Journal of Korean medical science, 34(6), e47. doi.org/10.3346/jkms.2019.34.e47

– DE ASSIS CARVALHO, Andréia Fiorini; SILVA, Roberta Bessa Veloso; FERREIRA, Eric Batista. Cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificaçao: um estudo de caso. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, p. 741-748, 2016.

– Manual MSD Versão Saúde para a Família

Read more...

Nosso arroz com feijão pode fazer bem aos olhos, sabia?

Para a prevenção de diversos tipos de doenças, os especialistas sempre recomendam: “siga uma dieta saudável e balanceada!”. Mas você sabe o que isso quer dizer? E aliás, você sabia que o nosso famoso prato cotidiano, o arroz e o feijão, é super rico em nutrientes, que fazem bem para nossa saúde? Pois é, mesmo com uma alta porcentagem de carboidrato em sua composição – considerado por muitos como um vilão da perda de peso – esse baião de dois, de maléfico não tem nada, sendo importante até para manter a qualidade da sua VISÃO, por prevenir uma doença chamada Retinopatia Diabética.

QUE HISTÓRIA É ESSA DE ALIMENTOS QUE PROTEGEM OS OLHOS, “UAI”?
Calma que a gente te explica! Estudos recentes mostram que o consumo diário ideal de FIBRAS é de 25 gramas para mulheres e 31 gramas para homens. E quais alimentos possuem muitas fibras? Isso mesmo, o arroz e principalmente o feijão! Só pra você entender melhor, olha essa comparação: um copo de arroz branco e feijão possui 10 gramas de fibra, enquanto a mesma medida de frango e arroz possui menos que 1 grama. Outros alimentos da nossa cultura, que também são fontes de fibras, são: ervilha, lentilha, linhaça, aveia, milho, trigo, farinha integral e os cereais.

Também não precisa ficar com medo de engordar, em 2016 o American Journal of Clinical Nutrition fez uma análise de 21 estudos e descobriu que pessoas que comiam 3/4 de um copo de feijão por dia conseguia perder peso com mais facilidade do que aqueles que cortaram o alimento. E mesmo que o arroz sozinho seja composto de carboidratos de digestão rápida, elevando os níveis de glicose no sangue, ao ser combinado com o feijão, esse ajuda na digestão desses carboidratos. Outra vantagem é que o arroz também possui vitaminas do complexo B, ferro e proteínas.

Mas como as fibras presentes no seu prato de mexidão podem te ajudar a manter a sua visão ao longo da vida? Uma dieta rica em fibras mantem o açúcar no sangue mais regulado, ou seja, os níveis de glicemia. E quando se fala em olhos, a doença mais relacionada aos níveis elevados de glicose no sangue é a Retinopatia Diabética.

O QUE É RETINOPATIA DIABÉTICA?
É uma doença na retina, em consequência do diabetes mellitus. A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Em pessoas com diabetes, há resistência (tipo 2) ou baixa produção de insulina (tipo 1) pelo organismo, que é a substância responsável por fazer com que a glicose consiga entrar nas células e ser metabolizada, gerando energia para o funcionamento do corpo.

Com isso, há um acúmulo de açúcar no sangue (hiperglicemia), que causa a morte das células do endotélio, tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina. Dessa forma, o corpo entende que é necessário fabricar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS E FRÁGEIS, e podem se romper e causar uma hemorragia dentro da retina, levando à perda da visão.

Por isso, a PREVENÇÃO dessa doença é o mesmo clichê médico citado anteriormente: “siga uma dieta saudável e balanceada!”. O controle da glicemia e o tratamento do diabete mellitus, junto com o acompanhamento ao oftalmologista são essenciais. As principais formas de tratamento contra a Retinopatia Diabética, são através de cirurgia a laser (panfotocoagulação e vitrectomia) e a injeção intraocular de corticoides ou substâncias anti-VEGF (que evitam a formação de novos vasos sanguíneos). Mas na maior parte dos casos, essas técnicas apenas impedem a piora da doença, não sendo possível a cura.

 

Conte com o IOSG para te manter informado e garantir uma melhor visão e qualidade de vida. Agende já a sua consulta.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– CR Consumer Reports
– Hospital Sírio-Libanês

Read more...

O que faz subir a pressão dos olhos?

O aumento da pressão intraocular causa lesões nas células nervosas do olho. Mas o que isso significa? Para que você seja capaz de ler este texto, a imagem da tela do seu celular ou computador, deve primeiro atravessar a córnea, uma membrana transparente, bem fininha, que envolve todo o olho, e depois a íris, a parte colorida, que se contrai ou relaxa para regular a quantidade de luz que entra pela abertura central, chamada pupila.

A imagem chega então ao cristalino, e é refletida no fundo do olho, em uma região chamada retina. A retina está associada à milhões de células nervosas fotorreceptoras, que levam a imagem até o cérebro, através do nervo óptico. Sem ele, esse trabalhão todo das estruturas oculares não vale de nada, pois é o CÉREBRO o responsável por codificar esses impulsos elétricos recebidos e entendê-los como letras, imagens e cores. Aí vive o perigo: a pressão dentro dos olhos não é a mesma coisa que a pressão arterial, regulada através do sangue. O nosso olho possui um líquido diferente, que circula na câmara anterior, entre a córnea e a íris. Esse líquido é chamado de humor aquoso, e o balanço entre a sua produção e escoamento – por um pequeno canal, funcionando como um ralo – é o que aumenta ou diminui a pressão dentro dos olhos.
Essa pressão, quando elevada, causa a COMPRESSÃO das células nervosas e atrofia das fibras do nervo óptico. Ou seja, cada vez menos informações chegam ao cérebro, e a cada dia menos você enxerga.

PRESSÃO INTRAOCULAR VS GLAUCOMA
E o que o glaucoma tem a ver com essa história? Glaucoma é um grupo de doenças onde há lesão do nervo óptico.
O que causa essa lesão? Sim, uma das principais causas do glaucoma é a elevação da pressão intraocular, sendo essa a doença que, no mundo, mais causa cegueira irreversível. No começo, não há sinais ou sintomas que possam ser percebidos pelo paciente, apenas no estágio mais avançado: onde primeiro a visão periférica vai sendo perdida, até chegar à cegueira completa. No entanto, se o aumento ocorrer de forma aguda, a pessoa pode sentir dor nos olhos e de cabeça, fotofobia e ânsia de vômito.

MAS O QUE FAZ SUBIR A PRESSÃO NOS OLHOS?
O consumo em excesso de alguns alimentos (como o café), estresse, posições de cabeça para baixo (geralmente realizadas em aulas de pilates e yoga) e segundo estudos recentes: a obesidade. Ela aumenta a quantidade de tecido adiposo – gordura – dentro dos olhos, diminuindo o fluxo de escoamento do humor aquoso, além de aumentar a viscosidade do sangue.

GRUPO DE RISCO 
O grupo de risco, em outras palavras, as pessoas que mais estão suscetíveis a ter alta pressão intraocular e consequentemente o glaucoma, são as que apresentam alguma das seguintes condições:
– Acima dos 40 anos;
– Etnia africana ou asiática;
– Casos de traumas ou lesões oculares que possam comprometer ou obstruir o canal de escoamento do humor aquoso;
– Histórico familiar de glaucoma;
– Uso de medicamentos corticoides;
– Doenças oculares: descolamento de retina, miopia, tumores e inflamações intraoculares;
– Obesidade, diabetes, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares.

E COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
A pressão intraocular é mensurada através de um exame chamado TONOMETRIA. Existem dois aparelhos diferentes: com o tonômetro de contato, o oftalmologista anestesia o olho e pressiona o aparelho na córnea, mensurando quanto tempo ela demora para voltar ao estado original, e com o tonômetro sem contato, o aparelho gera um impulso que deforma a córnea, sendo necessário a medição do tempo da mesma forma que o anterior. É um exame simples, rápido (com 5 minutos de duração) e os pacientes relatam pouco desconforto. Também existe uma forma de diagnosticar as lesões no nervo óptico, a oftalmoscopia. Onde o oftalmologista aplica um colírio para dilatação da pupila, e analisa, com a ajuda de uma lanterna, as estruturas de dentro do olho e possíveis alterações no nervo.

MAS TEM TRATAMENTO?
A prática de exercícios físicos tende a reduzir a pressão intraocular, assim como outros hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada. Mas em casos mais avançados, onde há o desenvolvimento do glaucoma, este é incurável, mas os tratamentos ajudam a evitar a estabilizar a doença, impedindo a sua piora. Os tratamentos mais realizados atualmente são através de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. Os medicamentos são geralmente colírios, que atuam na diminuição da produção ou aumentando a drenagem do humor aquoso, mas também podem ser prescritos comprimidos com o mesmo mecanismo de ação. Já as cirurgias, existem várias: trabeculoplastia a laser (através do laser, cria um canal para drenagem do humor aquoso), trabeculectomia com mitomicina C (associa a anterior com o uso de medicamento anti-inflamatório), implante de tubo (tubo de silicone mimetiza um canal, ajudando na drenagem), ciclofotocoagulação (diminui a produção de humor aquoso), iridotomia a laser (cria um orifício na íris, para igualar a pressão entre a câmara anterior e posterior dos olhos), iridectomia cirúrgica (remove parte da íris). Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que realiza a cirurgia de vitrectomia (remoção do vítreo, a estrutura gelatinosa que preenche o interior do olho) indicada em alguns casos de glaucoma, buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética e da prematuridade, tromboses venosas e para cirurgia de catarata. Tudo para a sua comodidade e segurança!
Dessa forma, a PREVENÇÃO e o DIAGNÓSTICO PRECOCE são essenciais. Conte com os oftalmologistas do IOSG, e espalhe a informação.
Em Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago fala sobre “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderem”, e estar informado funciona da mesma maneira: compartilhe este conteúdo com quem você ama e se importa, e os alerte sobre a importância da consulta anual ao oftalmologista.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Karadag R, Arslanyilmaz Z, Aydin B, Hepsen IF. Effects of body mass index on intraocular pressure and ocular pulse amplitude. Int J Ophthalmol. 2012;5(5):605-8. doi: 10.3980/j.issn.2222-3959.2012.05.12. Epub 2012 Oct 18. PMID: 23166873; PMCID: PMC3484700.
– Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Revista Veja Bem, 19, p. 33, “Pressão ocular: você sabe o que é?”.
– ABCMED, 2014. Hipertensão intraocular: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, complicações possíveis.

Read more...

Enxergar direito mantem a qualidade de vida ao envelhecermos (o que vc tem feito pelos seus olhos hoje?)

O desenvolvimento de uma sociedade será alcançado apenas quando for inclusivo para todas as idades. Essa é a ideia principal que a campanha do Dia Nacional do Idoso e do Dia Internacional da Terceira Idade, comemorados hoje – 1 de Outubro – tentam propagar. E qual o motivo disso? Além de no Brasil ser aprovada, pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741), a garantia da preservação da saúde física e mental da terceira idade, todos tem direito a liberdade e a uma vida com dignidade, sendo obrigação da família, comunidade, sociedade e do Estado garanti-los.

Percebe-se ainda cada dia mais uma inversão na nossa pirâmide: atualmente, os idosos são mais de 14% da população brasileira, e a expectativa é que em 2030 a quantidade de idosos seja maior que a de crianças e adolescentes de até 14 anos. E com o investimento em saúde pública, educação e saneamento básico, o brasileiro tem vivido cada vez mais! Em 1940, a média de vida era de 45,4 anos, e em 2015 chegou a 75,4 anos! Essa expectativa de longevidade tende apenas a aumentar, mas, para que isso aconteça, é necessário ficar de olho na sua saúde AGORA. Como você deseja chegar na sua velhice?

Diversas doenças estão mais presentes na terceira idade, definida pela Organização Mundial de Saúde como o período acima dos 60 anos, como as doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose, diabetes e demência. Para essas, a prevenção é sempre clara: alimentação saudável, prática de exercícios físicos e frequência nas consultas de prevenção e exames médicos. No entanto, existem outros tipos de doenças, mais silenciosas, mas que impactam diretamente a qualidade de vida do idoso: as doenças oculares.

PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES NOS IDOSOS
Quem não associa os bisavós e avós àquela imagem de senhores amáveis, usando óculos, com certa dificuldade em enxergar e ouvir? Até mesmo em filmes e desenhos animados a velhice é representada assim, e tem um motivo: o sistema sensorial é o mais impactado durante o processo de envelhecimento. Principalmente a visão, levando a uma deficiência visual ou mesmo cegueira. As doenças mais predominantes durante a velhice, que podem causar esses problemas são:

– Catarata: o cristalino do olho se torna opaco, amarelado ou esbranquiçado, dificultando a passagem de luz e sua chegada até à retina, impedindo a formação da imagem e consequentemente a visão;

– Glaucoma: elevação da pressão intraocular, danificando o nervo óptico, que é o responsável por levar as informações e imagens formadas no olho, até o cérebro;

– Retinopatia diabética: elevação dos níveis de glicose (açúcares) no sangue devido ao diabetes, que danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina, podendo causar inchaço, hemorragias, oclusão e diminuição ou perda da visão;

– Degeneração macular relacionada à idade: lesões da mácula, a parte central e mais importante da retina, responsável pela visão central e das cores;

COMO ESSAS DOENÇAS PODEM INFLUENCIAR A MINHA QUALIDADE DE VIDA?
Se você usa óculos, fica fácil de imaginar: como seria sair de casa sem eles? Quais atividades você não seria capaz de fazer? Dirigir, ler as embalagens dos produtos no supermercado, ou até mesmo caminhar na rua com segurança se tornariam atividades mais difíceis. É isso o que acontece quando as doenças oculares aparecem durante o envelhecimento, o idoso acaba tendo a sua independência e autonomia limitadas. E o pior é que são doenças que não podem ser corrigidas apenas com o uso de um acessório.

Essa diminuição dos sentidos básicos e da autonomia impacta diretamente a vida do idoso, como a incapacidade para o trabalho (que é vista pela sociedade como sinônimo de utilidade), a perda do status social, da mobilidade, aumento da frequência de acidentes, e baixa autoestima, estando relacionada à maiores taxas de suicídio nessa população. Ou seja, o não enxergar direito gera problemas sociais, econômicos e psicológicos na vida de uma pessoa, e a qualidade de vida engloba tudo isso.

Diversos estudos demonstram essa relação: em um deles, os cientistas descobriram que pessoas com CERATOCONE, outra doença que afeta a capacidade visual, são mais pessimistas, retraídos e inseguros. Outro estudo verificou, através de questionários, que a qualidade de vida do idoso diminui conforme a piora da sua condição visual, e que os que conseguiam trabalhar tinham uma melhor qualidade de vida.

MAS E O QUE VOCÊ TEM FEITO PELOS SEUS OLHOS HOJE?
Para garantir uma boa qualidade de vida na terceira idade, alguns cuidados devem ser tomados desde AGORA:

1) Não coce os olhos: a região é muito sensível, e o hábito de coçar pode causar lesões ou até infecções por micro-organismos presentes nas mãos;

2) Esteja atento à higienização: ao menos uma vez por dia, você deve lavá-los, retirando as impurezas e secreções dos cílios e canto dos olhos. Sempre retire a maquiagem antes de dormir e limpe corretamente os pincéis;

3) Seja saudável: tenha bons hábitos alimentares, regulando os níveis de consumo de açúcares, e consuma mais peixe. Os peixes possuem ômega 3 e diversas vitaminas que fortalecem os olhos. Também pratique exercícios físicos e não fume! O tabagismo está associado às doenças oculares mais graves;

4) E o principal: segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), os exames oftalmológicos anuais devem ser feitos a partir dos 40 anos. E em casos de histórico familiar de alguma doença ocular, os cuidados devem começar bem mais cedo. Já marcou a sua consulta? Conte com o IOSG para garantir a MELHOR qualidade de vida.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!
Referências:
– Conselho Brasileiro de Oftalmologia
– BRAVO FILHO, Vasco Torres Fernandes et al. Impacto do déficit visual na qualidade de vida em idosos usuários do sistema único de saúde vivendo no sertão de Pernambuco. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 75, n. 3, p. 161-165, 2012.
– Moreira LB, Alchieri JC, Belfort R Jr, Moreira H. Aspectos psicossociais do paciente com ceratocone [Psychological and social aspects of patients with keratoconus]. Arq Bras Oftalmol. 2007 Mar-Apr;70(2):317-22. Portuguese. doi: 10.1590/s0004-27492007000200023. PMID: 17589706.
– PRETTO, Caroline et al. Influência da visão na qualidade de vida dos idosos e medidas preventivas a deficiências visuais/Influence of vision on the quality of life of the elderly and preventive measures to visual disabilities. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 3, p. 4900-4905, 2020.
Read more...