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Cirurgia de catarata também contribui para a melhora do glaucoma

Imagine só ir perdendo a visão gradualmente, de modo tão sutil que você nem percebe. Primeiro, a visão periférica é atingida: as imagens vão se tornando borradas e escurecidas, como se você estivesse entrando em um túnel ou olhando pelo buraco de uma fechadura. E depois, a visão central, que é quando você se dá conta de que algo está errado. Esse é um dos sintomas do GLAUCOMA.

No glaucoma, há um aumento da pressão intraocular. Essa pressão é regulada pelo equilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, que circula dentro do olho entre a córnea e a íris, e é drenado (através de um canal que funciona como um ralo) na região do trabeculado. Assim, quando há algum desequilíbrio nesse processo, há o aumento da pressão intraocular, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Ou seja, a luz no fim do túnel se estreita cada dia mais.

E na catarata, o que acontece? Dentro dos olhos há também uma estrutura chamada CRISTALINO. Ele é a nossa lente natural, que foca e direciona a luz para o fundo do olho, nas células da retina. Agora pense, o que aconteceria caso essa lente se tornasse opaca, esbranquiçada ou amarelada? A luz não conseguiria chegar dentro do olho, diminuindo a qualidade da visão. A melhor opção de tratamento nesse caso é cirurgia, onde há a retirada do cristalino e uma lente intraocular é implantada em seu lugar.

MAS COMO A CIRURGIA PARA CATARATA MELHORA O GLAUCOMA?
A metodologia de retirada do cristalino, para o tratamento da catarata, mais realizada nos países desenvolvidos é a chamada FOCOEMULSIFICAÇÃO. São feitas duas pequenas incisões na córnea, por onde se introduz a ponteira de uma caneta que vibra em frequência ultrassônica, fragmentando e emulsificando o cristalino, o que facilita a sua retirada por aspiração. Após, através do mesmo corte, uma lente intraocular (LIO), feita de acrílico, silicone ou outros tipos de materiais, é inserida no local para mimetizá-lo.

Agora, é importante entender que existem dois tipos de GLAUCOMA: o de ângulo aberto e o de ângulo fechado. No de ângulo aberto, a drenagem do humor aquoso é impedida parcialmente por pequenas partículas ao longo do tempo. Já no de ângulo fechado, o canal é bloqueado por completo, pois o ângulo entre a íris e a córnea é muito estreito.

Sabe-se que o cristalino tem grande influência no glaucoma de ângulo fechado, pois esse pode empurrar a íris, cujo efeito é ainda mais acentuado se a pessoa também tiver catarata. Para esses casos, a CIRURGIA DE CATARATA já mostrou ótimos resultados na diminuição da pressão intraocular, o que consequentemente ajuda na melhora do GLAUCOMA. Mas pouco se sabia sobre os resultados no glaucoma de ângulo aberto.

Um estudo de 2019, da Academia Coreana de Ciências Médicas, analisou mais de 750 pacientes, comparando os níveis de pressão intraocular pós cirurgia de FOCOEMULSIFICAÇÃO, em pessoas com glaucoma de ângulo aberto e com os olhos saudáveis. Em ambos os grupos houve redução da pressão intraocular a curto e longo prazo pós cirurgia, o que simboliza uma melhora do principal fator de risco para o glaucoma.

Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que permite uma maior precisão no momento da retirada do cristalino. A catarata e o glaucoma são as principais causas de cegueira no mundo, não espere a luz do fim do túnel se apagar para buscar tratamento: conte com o IOSG!

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Fonte:
– Baek, S. U., Kwon, S., Park, I. W., & Suh, W. (2019). Effect of Phacoemulsification on Intraocular Pressure in Healthy Subjects and Glaucoma Patients. Journal of Korean medical science, 34(6), e47. doi.org/10.3346/jkms.2019.34.e47

– DE ASSIS CARVALHO, Andréia Fiorini; SILVA, Roberta Bessa Veloso; FERREIRA, Eric Batista. Cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificaçao: um estudo de caso. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, p. 741-748, 2016.

– Manual MSD Versão Saúde para a Família

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