Monthly Archives - junho 2021

O inverno CHEGOU! E os olhos ficam mais secos…

A estação mais fria do ano já está entre nós com a promessa de pouca umidade e temperaturas mais baixas. Uma breve reflexão sobre esse clima já é suficiente para ficarmos em alerta com relação à saúde ocular, já que ele favorece o surgimento de alergias, irritação e sintomas de olho seco.

O QUE É SÍNDROME DO OLHO SECO?

Apesar de estarem popularmente associadas ao choro, as nossas lágrimas têm outro papel fundamental: lubrificar as estruturas oculares e manter o olho protegido da poeira e demais agentes infecciosos. Nesse sentido, de acordo com a Academia Americana de Oftalmologia, a síndrome do olho seco nada mais é do que uma série de efeitos negativos da produção insuficiente ou de má qualidade das lágrimas.

QUAIS OS SINTOMAS MAIS COMUNS?

  • Vermelhidão
  • Ardência
  • Coceira
  • Visão turva
  • Dificuldade para ler ou utilizar equipamentos eletrônicos
  • Maior resistência e dor ao utilizar lentes de contato
  • Sensação de areia ou corpo estranho nos olhos

 

Apesar de parecer controverso, o lacrimejamento excessivo também é um sintoma de olho seco. Isso acontece porque o organismo produz lágrima em maior quantidade para lidar com os efeitos da “secura”, o que não significa, necessariamente, que ela tenha qualidade.

Outro ponto de atenção são os episódios frequentes de alergia e conjuntivite, pois indicam que a nossa barreira de proteção não está adequada.

OUTRAS CAUSAS PARA O OLHO SECO

Além das baixas temperaturas e baixa umidade, merecem destaque:

  • Uso prolongado de lentes de contato
  • Uso excessivo de eletrônicos
  • Muito tempo com os olhos abertos, sem piscar
  • Doenças autoimunes como Artrite, Síndrome de Sjögren e Lúpus
  • Infecção ou demais problemas nas pálpebras
  • Contato prolongado com poeira, vento ou fumaça
  • Quadros pós-operatórios ou de complicações cirúrgicas 
  • Uso de medicamentos diuréticos, antialérgicos, antidepressivos e betabloqueadores

 

COMO TRATAR O OLHO SECO?

Não há outra alternativa saudável para lidar com o problema senão consultando um oftalmologista. Somente um profissional capacitado poderá avaliar o quadro adequadamente, identificar a causa principal e recomendar o tratamento. De modo geral, são indicados colírios lubrificantes para os casos mais simples e até mesmo uma intervenção cirúrgica quando há problema nos dutos lacrimais.

COMO PREVENIR ESSE PROBLEMA?

  • Evite passar muito tempo em ambientes fechados
  • Não se automedique em nenhuma situação
  • Nos dias mais quentes e secos, utilize um umidificador em casa
  • Evite expor os olhos à poeira e vento
  • Se necessário, utilize óculos de proteção quando sair de casa
  • Mantenha bons hábitos de vida, como alimentação equilibrada e exercícios físicos
  • Evite passar muito tempo em frente aos eletrônicos
  • Pisque mais vezes
  • Consulte um oftalmologista regularmente e respeite os tratamentos indicados

 

Caso tenha alguma dúvida sobre esse ou qualquer outro problema ocular, nossos especialistas estão à sua disposição aqui no IOSG. Fale conosco pelo (34) 3214-3033 e agende um horário.

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De olho na PRESSÃO ALTA: ela pode afetar a sua retina

Quando pensamos em problemas de saúde, a hipertensão arterial é certamente um dos mais “famosos”. É aquele tipo de doença que se você não tem, provavelmente conhece alguém muito próximo que tenha. Na realidade, é um quadro tão comum que, inclusive, chega a ter seus riscos banalizados na sociedade.

O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL?

O coração humano funciona como uma bomba de sangue. De modo geral, ele se contrai para bombear o fluido às artérias e relaxa para receber o que vem das nossas veias. Esse movimento contínuo é responsável por nos manter vivos, uma vez que nutre as diversas estruturas do corpo e faz com que elas funcionem adequadamente.

Todo o processo de bombeamento do sangue exerce uma pressão na parede das veias e artérias. A medicina define uma pressão mínima adequada para quando o coração relaxa (diastólica) e uma máxima para o momento em que se contrai (sistólica). Um quadro de hipertensão arterial nada mais é do que uma pressão acima dos limites durante um longo período. Hoje, o valor de referência é 120 por 80 mmHg, ou “12 por 8”, configurando hipertensão se persistir acima de 140 por 90 mmHg ou “14 por 9”.

De acordo com o Ministério da Saúde, boa parte dos casos ocorre de maneira hereditária, ou seja, herdada da família. Entretanto, há fatores de risco que influenciam bastante no surgimento dessa condição. São eles: tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, alta ingestão de sal, colesterol e sedentarismo. Além disso, sabe-se que a incidência é maior entre pessoas negras, homens de até 50 anos, mulheres com mais de 50 anos e diabéticos.

Um dos grandes problemas da pressão alta é que os sintomas não são tão perceptíveis logo de início. Muitas vezes, o paciente sente dor de cabeça, dor no peito, tontura, visão embaçada e zumbidos no ouvido quando a pressão sobe muito além do ideal.

COMO A PRESSÃO ALTA AFETA OS OLHOS?

Sabe-se que, a longo prazo, a hipertensão é capaz de prejudicar várias partes do nosso organismo, como os próprios vasos sanguíneos, coração, cérebro, rins e olhos. Nesse último, especificamente, o destaque fica para a retina, estrutura responsável pela formação das imagens que enxergamos.

Um estudo publicado na renomada revista Nature compilou os riscos da pressão alta aos olhos. De modo geral, a longo prazo, ela faz com que os vasos sanguíneos da estrutura se tornem frágeis e contraídos, com maiores chances de causar tromboses, lesões, danos ao nervo óptico, hemorragias e edema macular. Esse quadro é conhecido como Retinopatia Hipertensiva e se manifesta pela visão turva.

Além disso, a hipertensão arterial aumenta os riscos de desenvolvimento e progressão da Retinopatia Diabética e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), duas das principais causas de cegueira ao redor do mundo.

COMO CONTROLAR A PRESSÃO?

O Ministério da Saúde reforça que a hipertensão arterial não tem cura, mas pode ser controlada de maneira efetiva com medidas simples. Além do eventual uso de medicamentos, é importante mudar hábitos, manter um peso adequado, alimentar-se de maneira equilibrada, evitar álcool e cigarro, não abusar do sal e praticar exercícios físicos regularmente.

Por todas as questões levantadas neste artigo, se você tem diagnóstico de pressão alta, lembre-se que é fundamental consultar um oftalmologista regularmente. Nossos especialistas estão à sua disposição aqui no IOSG. Fale conosco pelo telefone (34) 3214-3033 e agende um horário.

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Saiba como podemos ajudar o seu filho com CERATOCONE #JunhoVioleta (Crosslinking do colágeno corneano)

Os cuidados com a visão devem ser tomados desde cedo, uma vez que as crianças e adolescentes também estão sujeitos a problemas oculares de forte impacto sobre a qualidade de vida.

Entre as condições mais comuns dessa fase está o ceratocone, um aumento progressivo na curvatura da córnea, que com o tempo fica mais fina e menos resistente, num formato “pontiagudo”.

Essa deformação estrutural causa desvios na luz que entra nos olhos, levando à formação de imagens borradas e distorcidas. Dependendo da gravidade, é possível tratar o caso com óculos ou lente de contato, mas há situações em que se faz necessário recorrer a procedimentos capazes de impedir a progressão do quadro, especialmente no ceratocone pediátrico, quando muitas vezes o avanço é acelerado e afeta diretamente a socialização e aprendizado escolar.

Uma revisão de estudos publicada no Indian Journal of Ophthalmology defende que tratar pacientes jovens com ceratocone leve é mais benéfico e adequado do que esperar a chegada da fase adulta, quando a doença pode estar mais avançada e demandar transplante de córnea. Segundo os pesquisadores, o procedimento indicado para essa intervenção é o crosslinking de colágeno da córnea, sobre o qual falaremos um pouco mais na sequência.

O QUE É O CROSSLINKING?

É um procedimento destinado a interromper a progressão do ceratocone. Ele consiste na aplicação de uma vitamina chamada riboflavina (B2) na córnea, que quando exposta à luz ultravioleta, estimula novas ligações entre as moléculas de colágeno, endurece a parte anterior da córnea e estabiliza o ceratocone.

Todo esse processo é realizado mediante anestesia local e leva cerca de 30 minutos, sem que o paciente sinta qualquer tipo de dor. Após a conclusão, o oftalmologista aplica uma lente terapêutica sobre a córnea para facilitar sua recuperação, e pode também indicar o uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios por até 15 dias.

Mesmo que o paciente tenha ceratocone nos dois olhos, não é recomendado fazer o crosslinking em ambos no mesmo dia.

Vale a pena ressaltar também que há outros tratamentos disponíveis para o ceratocone. Recentemente, resumimos todos eles em um outro artigo aqui no blog. Você pode acessá-lo clicando aqui.

COMO SEI QUE O CROSSLINKING É IDEAL PARA O MEU FILHO(A)?

Não há outra forma de chegar ao crosslinking sem uma avaliação oftalmológica e a realização de exames como a Topografia Computadorizada da Córnea e a Tomografia de Córnea com Scheimpflug. A boa notícia é que você encontra tudo isso aqui no IOSG, junto a uma estrutura completa com atendimento diferenciado. Agende uma consulta com os nossos especialistas pelo telefone (34) 3214-3033.

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O que já sabemos sobre o CERATOCONE? #JunhoVioleta

O olho humano é composto por estruturas complexas e delicadas que precisam estar saudáveis para enxergarmos adequadamente. A córnea, por exemplo, é uma delas, e está sujeita a um dos principais problemas de visão da adolescência: o ceratocone.

O QUE É CERATOCONE?

O ceratocone é uma doença não inflamatória caracterizada pela deformação progressiva da córnea, que se afina e assume o formato de um cone. Em mais de 90% dos casos o problema acomete os dois olhos, mas geralmente um é mais afetado que o outro.

Uma vez “deformada”, a córnea não capta os raios luminosos da maneira adequada, o que resulta em imagens borradas, distorcidas e com a presença de halos no campo de visão.

Os efeitos negativos do ceratocone sobre a visão e qualidade de vida levaram à criação do Junho Violeta, uma campanha em favor da conscientização global, estímulo à prevenção e destaque à importância de um diagnóstico precoce.

QUAIS AS CAUSAS DO CERATOCONE?

Há um consenso científico de que o ceratocone é um problema hereditário. A genética define algumas características da córnea, especialmente o quanto de colágeno ela tem e o quão resistente ela é aos estímulos externos e deformações.

Por outro lado, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, há um outro hábito simples do dia a dia que também influencia no desenvolvimento ou não da doença: coçar os olhos. A longo prazo, o ato de friccionar a região pode estimular as mudanças estruturais e favorecer o surgimento do ceratocone, e é justamente por isso que esse problema é mais comum entre pessoas alérgicas.

O QUE O PACIENTE COM CERATOCONE SENTE?

  • Visão borrada.
  • Visão distorcida.
  • Halos luminosos no campo de visão.
  • Vermelhidão.
  • Dor de cabeça por forçar demais a “vista”.
  • Maior sensibilidade à luz.
  • Progressão acelerada de miopia e astigmatismo.

    CERATOCONE TEM CURA?

Não há necessariamente uma cura para essa doença, mas ela pode ser tratada adequadamente a fim de restabelecer a acuidade visual do paciente e impedir a progressão das deformações na córnea. Dependendo de cada caso e gravidade, um oftalmologista pode indicar:

 

  • Óculos e lentes de contato: não têm efeitos diretos sobre o problema, servem apenas para equilibrar a acuidade visual no olho afetado. As lentes, em específico, podem não se adaptar muito bem às situações mais avançadas. 
  • Crosslinking: consiste na aplicação de uma vitamina que, quando exposta à luz ultravioleta, estimula novas ligações entre as moléculas de colágeno, endurece a parte anterior da córnea e estabiliza sua deformação.
  • Anel intracorneano: é um dispositivo implantado no interior da córnea para equilibrar sua deformação, de modo a compensar qualquer irregularidade que esteja atrapalhando a visão do paciente. É um procedimento cirúrgico seguro e de alta precisão.
  • Transplante de córnea: este é recomendado apenas para casos graves, quando não há outra alternativa para o perfil do paciente. Com um diagnóstico precoce e tratamento imediato, é possível reduzir drasticamente os riscos de um transplante futuro.


Caso tenha alguma dúvida sobre prevenção, exames de diagnóstico ou procedimento para tratamento,
nossos especialistas estão à sua disposição aqui no IOSG. Temos uma estrutura completa para cuidar dos seus olhos e preservar o seu bem-estar em todas as fases da vida. Fale conosco: (34) 3214-3033.

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