Monthly Archives - agosto 2020

Doenças oculares que devem ser tratadas na INFÂNCIA

Toda criança tem direito a proteção à vida e à saúde, segundo o 7º artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente, e isso inclui cuidados específicos com a saúde ocular dos pequenos. Grande parte das doenças oculares são diagnosticadas em idade escolar, por isso é tão importante visitar o oftalmologista frequentemente para prevenir possíveis danos à visão. No caso dos bebês e crianças pequenas, eles não sabem ainda se expressar muito bem, por isso é importante que os pais ou responsáveis fiquem de olho em possíveis sintomas, e, se algo for notado, devem procurar a ajuda de um médico especializado. Mas quais doenças oculares devem ser tratadas na infância?

– MIOPIA & HIPERMETROPIA
Entre os problemas de visão mais comuns, em crianças e adultos, estão os erros de refração, que incluem miopia e hipermetropia, por exemplo. Em todos esses casos, há problemas na formação da imagem, o que a deixa mais embaçada para perto ou para longe, respectivamente.

No caso da miopia, a imagem não é corretamente focalizada na retina, o que faz com que haja a dificuldade de enxergar coisas a uma distância considerável. A criança míope, portanto, começa a evitar brincadeiras e atividades que exijam enxergar longe, já que ela consegue ver melhor de perto. A miopia pode ser hereditária, mas é possível que seja adquirida por causa de maus hábitos, por isso é importante incentivar as crianças a passarem mais tempo realizando atividades ao ar livre. Trata-se a miopia com o uso de óculos ou lentes de contato até que se alcance a idade suficiente para uma possível cirurgia refrativa.

No caso da hipermetropia, é verdade que todos os bebês nascem hipermetropes, já que seu globo ocular ainda não atingiu o tamanho ideal. Assim, as imagens captadas são formadas após a retina, no início, a criança sente dificuldade para enxergar de perto. Com o desenvolvimento, o globo ocular cresce e esse quadro é revertido normalmente.

No entanto, devido a um desenvolvimento incompleto, é possível que algumas crianças continuem com dificuldades de enxergar pelo fato de continuarem a ser hipermetropes. Mas não é só isso, a hipermetropia na infância pode estar associada a outros problemas, então é preciso ficar atento aos sinais. Se a criança tende a ficar olhando tudo “muito de perto”, ao ler livros, cadernos, ou até mesmo assistir TV, é preciso procurar um médico para a realização de exames.

– ESTRABISMO
O estrabismo acontece quando um ou ambos os olhos estão desviados, ou seja, perdem o “paralelismo dos eixos visuais”, e isso pode acontecer para dentro (esotropia) ou para fora (exotropia). É importante falar que até os seis meses de idade, é normal que ocorra certo desalinhamento entre os olhos do bebê, já que ele ainda não tem uma boa fixação das imagens na mácula (a parte central da retina). Porém, isso deve se regularizar após o desenvolvimento correto da visão. Dessa forma, se o quadro persistir após essa idade é importante buscar ajuda médica, pois quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de cura.

Se o tratamento for feito durante o desenvolvimento dos olhos da criança, pode ser usado um tampão, que ajuda a estimular a musculatura do olho mais fraco. Entretanto, em crianças mais velhas, é preciso usar óculos e, em alguns casos, pode ser necessário cirurgia.

– AMBLIOPIA
Também chamada de “olho preguiçoso”, a ambliopia é o desenvolvimento irregular de um dos olhos. O que acontece é que o olho pode não evoluir de maneira correta e acabar tendo uma participação mínima na visão da criança. Pode ser causada por várias situações, mas o estrabismo e erros de refração são as causas mais comuns. O tratamento envolve a oclusão de um olho, exercícios oculares orientados e o uso de óculos. Quanto mais cedo for diagnosticado, melhores são os resultados do tratamento.

– LEUCOCORIA
Um pouco mais incomum, a leucocoria ocorre quando ocorrem lesões posteriores à pupila, que dão origem a manchas brancas nessa parte do olho (leucocoria significa “pupila branca”). Como as manchas ficam na frente da pupila, impedem a passagem correta da luz, podem atrasar o desenvolvimento normal das vias ópticas ou mesmo conduzir ao seu atrofiamento.

Essa condição é avaliada no recém-nascido, durante o “teste do olhinho”. Existem muitas causas para a leucocoria, as mais comuns são pela catarata congênita e retinoblastoma, e o tratamento depende da razão do problema.

– RETINOBLASTOMA
Basicamente, retinoblastoma é um tumor maligno que altera as células da retina. É o tumor ocular mais frequente em crianças e é frequentemente diagnosticado através do teste do olhinho, por isso é tão importante realizá-lo. O tratamento depende do curso e da extensão da doença.

– CATARATA CONGÊNITA
Sim, é possível ter catarata em crianças. A catarata congênita é responsável por cerca de 10% dos casos de cegueira infantil, e ainda é considerada uma das doenças oculares mais comuns da infância. O sintoma principal que os responsáveis devem ficar atentos é uma mancha esbranquiçada na pupila. Esse problema costuma ser notado ao se tirar uma foto com flash, quando a mancha se destaca. Isso demonstra que o cristalino (a lente do olho) está ficando opaca e dificultando a visão.

Geralmente, a catarata congênita provém da herança genética, ou seja, existem casos na família, mas também pode acontecer por causa de infecções intrauterinas como rubéola, sífilis e toxoplasmose. O tratamento também é cirúrgico, em que ocorre a troca do cristalino por uma lente intra-ocular específica. Também será necessário um acompanhamento rigoroso até os 10 anos e, após, um acompanhamento rotineiro para o resto da vida.

– LACRIMEJAMENTO EXCESSIVO
Esse é um dos problemas que temos que ficar de olho. Lacrimejamento excessivo pode ocorrer frequentemente em bebês, e sua causa mais comum é a obstrução parcial ou total dos ductos lacrimais, impedindo a drenagem completa das lágrimas. Pode ser que seja resolvido ao longo do crescimento, visto que seus ductos lacrimais se tornam mais alargados com o tempo. Mas, em alguns casos, é necessário realizar a massagem local ou sondagem do canal nos casos persistentes.

Essas são uma das complicações oftalmológicas mais comuns durante a infância. Entretanto, é preciso deixar claro que a visita ao oftalmologista deve ser feita regulamente, pois quanto mais cedo forem diagnosticadas, menores são as consequências para a visão dos pequenos! Por isso aqui no IOSG nós prezamos pelo cuidado da saúde ocular dos seus filhos. Vamos cuidar BEM para ver SEMPRE!

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Fonte: Prof. Dr. Edmundo Almeida, “Doença Oftalmológica Na Infância: Quais As Mais Comuns?”
Disponível em: https://retinapro.com.br/blog/veja-quais-sao-as-doencas-oftalmologicas-mais-comuns-na-infancia/

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MIOPIA e outros erros refrativos podem alterar durante a gravidez. Saiba mais

Que a gravidez é um período de mudanças extremas no corpo da mulher, isso todo mundo sabe, mas sabia que ela também pode alterar a visão? Pois é, por mais incrível que pareça, sim, ela pode. Isso acontece por causa das alterações do metabolismo, perfil hormonal e da circulação, que afetam diretamente o funcionamento da visão, levando a temporários ou até mesmo permanentes. No caso das mulheres que já apresentam erros refrativos, como a miopia, por exemplo, podem sentir ainda mais as mudanças na visão, segundo um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

MAS COMO A GRAVIDEZ PODE AFETAR A VISÃO?
Bem, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma das explicações é o aumento nos níveis de progesterona – hormônio fundamental na gravidez. O aumento da concentração desse hormônio no organismo influencia, inclusive, na quantidade de colágeno presente na córnea. Assim, as variações hormonais podem acarretar diversos sintomas oculares, inclusive mudanças refrativas.

É importante lembrar que a córnea é a camada fina e transparente que recobre a íris e a pupila. Além de atuar como uma barreira de proteção para o cristalino (a “lente” dos olhos), a córnea também é responsável por permitir a entrada de luz através da pupila e executa cerca de dois terços da tarefa de foco. A sua curvatura é essencial para a refração dos raios de luz e, portanto, é vital para que se produza uma imagem nítida. É composta por células, líquido e proteínas, principalmente o colágeno. Pode parecer frágil, mas é quase tão resistente quanto uma unha, entretanto é muito sensível ao toque.

Por isso, de acordo com o CBO, o aumento da espessura e da curvatura da córnea e o aumento da curvatura do cristalino poderão, em alguns casos, levar a um desvio refrativo, aumentando a graduação dos óculos. E essa variação de espessura acontece devido a alteração da concentração dessas proteínas, como o colágeno. A mudança é, geralmente, transitória, voltando ao normal depois de 7 a 8 meses após o nascimento da criança.

E ISSO ACONTECE COM TODAS AS GRÁVIDAS?
Não necessariamente, existem casos em que essas mudanças hormonais não afetam a visão. Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, por exemplo, usou dados da “Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição” (do inglês, NHANES), para avaliar mulheres entre 20 e 44 anos, grávidas e não grávidas, pareadas com base na idade, etnia e educação.

De acordo com os resultados, as mulheres que notaram uma mudança significativa na visão pertenciam ao sub subgrupo de grávidas que já usavam óculos. Além disso, segundo os dados da pesquisa, não houve uma direção específica, ou seja, não foi apenas em direção da miopia e hipermetropia. Mas grande parte das mulheres do estudo que tiveram alterações na visão eram míopes.

ENTÃO AS GRÁVIDAS TAMBÉM DEVEM IR AO OFTALMOLOGISTA?
Com toda a certeza! Grávidas devem se consultar com mais frequência com um oftalmologista durante a gestação. Ainda mais se são mulheres que já usam óculos, ou têm algum outro problema na visão. Aqui no IOSG nós temos uma série de equipamentos para fazer diagnósticos de acompanhamento que são seguros para as gestantes, é só entrar em contato com a gente e marcar um atendimento.


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Fontes: Wu, F., Schallhorn, J.M. & Lowry, E.A., “Refractive status during pregnancy in the United States: results from NHANES 2005–2008.” Disponível em: DOI:10.1007/s00417-019-04552-3

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Retinopatia Diabética: É POSSÍVEL VOLTAR A ENXERGAR?

“Açúcar, tempero e tudo o que há de bom?” Na verdade, essa “mistura” pode ser interessante nos desenhos animados, porém na realidade, pode trazer mais prejuízo pra sua saúde do que você imagina! As advertências para os males do excesso de gordura e carboidratos no organismo não é novidade, mas, principalmente para quem já é diabético, esse combo pode danificar – e muito – a sua retina.

A RETINOPATIA DIABÉTICA é um dos principais danos oculares causados pelo diabetes descontrolado. Basicamente podemos definí-la como lesões não inflamatórias da retina ocular, que normalmente são decorrentes da deficiência de irrigação sanguínea deste tecido. Se não tratada rapidamente, a retinopatia causa danos irreversíveis para a visão.

O acúmulo de substâncias na circulação sanguínea e alterações vasculares favorecem o bloqueio da passagem de sangue e o surgimento de hemorragias, atrapalhando gravemente a visão. Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), após 20 anos de doença, mais de 90% dos diabéticos tipo 1 e 60% com o tipo 2 apresentarão algum grau de retinopatia.

A RETINOPATIA FUNCIONA DE QUE JEITO?
Costumamos dividir a retinopatia diabética em duas fases: a não-proliferativa, menos avançada, e proliferativa, que é um estágio mais sério. Na primeira, é possível que surjam pequenas dilatações, obstruções e hemorragias nos vasos sanguíneos, o que faz com que a retina deixe de receber oxigênio e nutrientes. Esse processo estimula o organismo a formar novos vasos.

Já na fase mais avançada, a proliferativa, há justamente essa neovascularização na superfície da retina, geralmente fragilizada e com maior potencial de ruptura e liberação de sangue. É nesse momento em que são maiores as chances de perda de visão, pois as manchas de sangue podem favorecer o surgimento do EDEMA MACULAR DIABÉTICO, atrapalhar o campo visual e facilitar o descolamento de retina.

É importante lembrar que se a mácula (região localizada no centro da retina) não for afetada pelas manchas de sangue, dificilmente será notado algum sintoma ou perda da visão. Entretanto, caso ocorra, o inchaço na região tem grande potencial de deixar a visão turva e evoluir para a cegueira.

MAS, AFINAL, É POSSÍVEL VOLTAR A ENXERGAR?
Depende do estágio da gravidade das lesões. Como dissemos anteriormente, na fase não-proliferativa, ocorrem pequenas dilatações, obstruções e/ou hemorragias nos vasos sanguíneos, mas isso não significa que a retina já foi lesada. Porém, como esse tecido não está recebendo oxigênio e nutrientes suficientes, esse processo faz com que o próprio corpo crie novos vasos sanguíneos para suprir a falta.

No entanto, caso as taxas de glicemia permanecerem altas, e o diabético não se cuidar como se deve, nem fazer acompanhamento um oftalmológico devido, passa-se para a fase proliferativa, a pior. Após o surgimento do edema macular diabético, é possível que os danos da retina sejam mais graves e permanentes. Por isso, quando diagnosticada no início, o tratamento contra a retinopatia diabética ajuda a evitar a perda de visão permanente.

E COMO É O TRATAMENTO?
Antes de falar do tratamento, é preciso deixar claro que a melhor forma de evitar a retinopatia diabética é controlar a glicose e manter a pressão arterial nos níveis normais. Além disso, os pacientes diabéticos devem frequentar regularmente um oftalmologista para que, se houver retinopatia, ela seja detectada no início.

Dessa maneira, o tratamento envolve, usualmente, o controle da glicemia e da pressão arterial, por meio de dieta rigorosa e prática de exercícios; se houver edema macular, injeções de medicamentos nos olhos com a finalidade de diminuir a formação de novos vasos sanguíneos; Fotocoagulação a laser, responsável por diminuir o crescimento de novos vasos sanguíneos anômalos e reduzir os derrames; e, em algumas vezes, vitrectomia, caso haja hemorragia vítrea e o excesso de sangue deva ser drenado.

Retinopatia diabética não é brincadeira, se você tem diabetes ou conhece algum diabético deve sempre estar lembrando de manter os níveis de glicemia e pressão arterial normais. Por isso a melhor escolha é a prevenção!

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Fontes:

Dr. Peter A. Campochiaro et al., Academia Americana de Oftalmologia, “AntieVascular Endothelial Growth Factor Agents in the Treatment of Retinal Disease”. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1016/j.ophtha.2016.04.056

Dra. Sonia Mehta, MSD Manual, “Retinopatia diabética”. Disponível em:  https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-oftalmol%C3%B3gicos/doen%C3%A7as-da-retina/retinopatia-diab%C3%A9tica

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