Monthly Archives - junho 2020

Sair e olhar pra luz te incomoda? Saiba mais sobre FOTOFOBIA

Aquela luz direto no seu olho te incomoda? Sair para o ambiente externo num dia de sol ou estar em um ambiente muito iluminado faz com que seus olhos fiquem vermelhos e ardendo, ou que você tenha, visão turva ou “embaçada”, em alguns casos sinta um “inchaço ocular” ou até dor nos olhos? Tudo isso faz com que você nem consiga abrir os olhos direito? Pois bem, pode ser fotofobia.

O QUE É FOTOFOBIA?
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a fotofobia, também chamada de sensibilidade à luz, é uma condição visual que faz com que a pessoa reaja quando seus olhos estão expostos à claridade (natural ou artificial), sendo esta intensa ou até mesmo regular. Os médicos a descrevem como patológica ao estímulo luminoso, ou seja, causa um desconforto visual provocado pelo excesso de luminosidade no globo ocular.

E O QUE CAUSA ESSA SENSIBILIDADE?
Por incrível que pareça, na maioria dos casos, a fotofobia ocorre devido a fatores congênitos. Pode ser pela ausência de pigmentos no fundo do olho e casos de ausência da íris, inclusive. Pessoas que têm olhos de cores claras, como azul e verde, podem desenvolver os sintomas de aversão à luz, pois as camadas dos olhos de tons claros absorvem menos luz que os de cores comuns.
Entretanto, a sensibilidade à luz também pode acontecer em decorrência a outros problemas visuais ou outras causas sistêmicas. A primeira acontece devido a inflamações oculares (como uveítes e reações pós-operatórias), alterações na retina (como degenerativas e albinismo) ou lesões corneanas (como arranhões e ceratites). Já as sistêmicas ocorrem por alterações do sistema nervoso central, responsável por provocar a cefaleia e a enxaqueca.

MAS TEM TRATAMENTO?
Bem, na verdade não existe um tratamento específico para “curar” a fotofobia, afinal esse desconforto ocular não é considerado uma doença ocular. Mas dependendo da origem dessa sensibilidade, é possível tratar a causa e amenizar esse sintoma. No entanto, o que se pode fazer é usar de artifícios para diminuir o desconforto, como usar óculos escuros em ambientes externos e diminuir a intensidade da luz em locais fechados.
A fotofobia é um sintoma importante para dizer que há algo de errado com a sua saúde ocular, portanto você deve procurar um oftalmologista o mais rápido possível. Se você está sentindo isso, entre em contato com a gente e marque um atendimento.

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Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Fotofobia: o incômodo nos olhos de quem não consegue olhar diretamente para a luz.” Disponível em:
http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/vejabem06.pdf

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Já parou pra pensar como funciona a VISÃO dos DALTÔNICOS?

A gente está tão acostumado com aquilo que vemos que nem percebemos o quão importante é o papel das cores no nosso dia-a-dia. Mesmo que você não dirija, o vermelho vai significa pare, amarelo, atenção e verde, prossiga. Mas e se você não fosse capaz, desde sempre, de enxergar essas cores? Ou de distinguir umas das outras? Pois é… Assim funciona a visão dos daltônicos, ou daqueles que possuem discromatopsia, um nome complicado para o daltonismo!

COMO FUNCIONA O A VISÃO DALTÔNICA?
Primeiro é importante entendermos como nossos olhos “percebem” as cores. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, no centro da nossa retina existem dois tipos de células fotorreceptoras, aquelas que captam a luz que entra pela pupila e a transforma em impulso nervoso que, através do nervo óptico, levará até o cérebro as informações para que reconheçamos as imagens. Um tipo de célula é chamado de “cone”, que permite a visão em cores, e outro, “bastonete”, que permite a visão em preto e branco.

No caso das pessoas daltônicas, elas não têm cones suficientes por isso, a mensagem relativa à cor não chega ao cérebro. Daí, o daltonismo é uma denominação comum para pessoas que têm alterações na visão das cores. Essa disfunção também é chamada de discromatopsia, é uma doença hereditária ligada ao cromossomo X. A mulher transmite o cromossomo X aos descendentes, mas raramente tem o distúrbio, pois precisa-se de dois cromossomos X para a construção do genótipo feminino.

E QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CORES ALTERADAS?
Os daltônicos normalmente têm a percepção alterada na visão das cores verde, vermelho e azul, e das cores derivadas. Porém, é possível que haja lesões no aparelho visual e no sistema neurológico que podem causar alterações da visão cromática, o que não configura, necessariamente, em daltonismo especificamente. É importante falar que essa doença não tem cura nem tratamento. Entretanto, não há nenhum outro risco, nem tem relação com outras doenças oftalmológicas, nem evolui.

EXISTEM MAIS DE UM TIPO DE DALTONISMO?
Sim! O daltonismo interfere principalmente nos pigmentos verde, vermelho e azul, deixando-os confusos e, de certa forma, “misturados”. Considerando os tipos de fotorreceptores específicos para cada cor, cada tipo de daltonismo influencia em tons diferentes:

– Tipo Protanopia: nesse caso há a diminuição ou ausência total do pigmento vermelho. Na visão do daltônico, o que ele enxerga são tons de marrom, verde ou cinza. Varia de acordo com a quantidade de pigmentos do objetivo focado. A tendência é que o verde pareça vermelho, com a aparência de sépia.

– Tipo Deuteranopia: há deficiência da cor verde. Os tons vistos são mais próximos do marrom. Quando o daltônico visualiza uma árvore, ele enxerga apenas uma cor, com pouca diferença de tons entre tronco e folhas, como se fossem da mesma cor.

– Tipo Tritanopia: esse é um tipo raro, que interfere na visão das cores azul e amarelo. Não é o caso da perda da visão total do azul, mas na percepção das tonalidades, que são diferentes. O amarelo é enxergado como rosa claro, e o laranja desaparece.

Segundo o CBO, as deficiências congênitas protan e a deutan são as mais comuns em homens, chegando a atingir aproximadamente 8% da população masculina e 0,4% da feminina.

Gostou de entender um pouco mais sobre o daltonismo? Então nos ajude a levar este texto para mais pessoas!

Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Distúrbio ocular: como funciona a visão dos daltônicos?” Disponível em: http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/vejabem06.pdf

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Mudar a COR DOS OLHOS por cirurgia pode levar à CEGUEIRA. Saiba mais.

Vaidade que pode te deixar cego? Realmente, se você interpretar essa frase como uma metáfora, existem milhões de pessoas que ficam cegas quando o assunto é fazer de tudo para se encaixar em padrões de beleza inalcançáveis… Entretanto, quando se trata de procedimentos estéticos oculares, isso pode ser real. Estamos falando de CIRURGIAS PARA ALTERAR AS CORES DOS OLHOS, uma técnica arriscadíssima, que é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

COMO FUNCIONA ESSE PROCEDIMENTO?
Essa cirurgia foi desenvolvida pelo oftalmologista panamenho Delary Kahn (2002), e consiste, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em inserir uma lente de silicone (colorida) atrás da córnea e na frente da íris. A cirurgia é extremamente arriscada e além de ser considerada um método experimental, é reprovada por diversas entidades médicas, pois os danos à visão são inúmeros.

POR QUE É TÃO PERIGOSO?
De acordo com os especialistas, esse procedimento estético aumenta a incidência de glaucoma, inflamação crônica na íris, lesão na parte interna da córnea e descompensação da córnea, com grande possibilidade do paciente ficar cego. Dentre os danos causados, o implante de silicone também aumenta a pressão intraocular, o que também danifica o nervo óptico, levando ao glaucoma, e causa perda de visão irreversível.

TEM COMO RECUPERAR A VISÃO DEPOIS DISSO?
Dependendo do tipo de dano não. Em uma entrevista ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia, uma escritora brasileira de 35 anos, que passou pela cirurgia de mudança de cor de olhos a convite de um cirurgião plástico, no Panamá, conta que perdeu 70% da visão. Em suas palavras, “Não posso dirigir, nem trabalhar. Não consigo ler. Eu não consigo usar o computador. Eu não tenho mais uma vida normal. Me tornei uma pessoa incapaz.”

Os danos à visão podem aparecer imediatamente após a cirurgia e depois de algum tempo. Quanto mais rápido a retirada do implante e a intervenção médica, é possível impedir que a cirurgia cause cegueira completa. Mas não vale nenhum pouco a pena perder a visão por isso.

EXISTE ALGUMA ALTERNATIVA PARA A MUDANÇA DA COR DOS OLHOS?
Além das lentes de contato coloridas, que são mais indicadas, atualmente existe uma técnica à laser desenvolvida pelo médico e cientista Gregg Homer. Consiste em retirar da íris a melanina – substância responsável pela cor escura dos olhos – para que a pessoa fique com olhos azuis. Entretanto, esse procedimento não é recomendado pelos oftalmologistas brasileiros.

Segundo eles, a aplicação do laser pode causar irritação na íris, podendo evoluir para problemas graves como o Glaucoma, porque os resíduos do pigmento retirado permanecem nos olhos e podem obstruir os vasos sanguíneos levando ao aumento da pressão intraocular; e Catarata, já que o procedimento afina a íris deixando o cristalino mais exposto, aumentando a penetração de luz, predispondo ao aparecimento de catarata precoce, resultado do excesso de radiação ultravioleta.

LEMBRE-SE: VOCÊ É LINDO(A) DO JEITO QUE É!
Esse é um apelo do IOSG! Todas as cores são lindas, e você não deve se submeter à procedimentos estéticos que custam a sua visão por causa de um padrão imposto. Você é livre pra ser quem você quer ser, mas cuide da sua saúde ocular, sua visão é mais importante.

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Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Vaidade que pode levar à cegueira!” Disponível em: https://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_09_leitura.pdf

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