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O uso do celular faz mal para a visão das crianças?

Amarelinha, pique-esconde, pega-pega, pipa… na nossa época, a diversão era na rua, ao ar livre. Hoje em dia, “brincadeira de criança” já tem um significado totalmente diferente. Os pequenos passam horas na frente das telinhas – TVs, tablets e celulares – e os pais mal sabem pronunciar os nomes dos novos “jogos”. Ainda mais em tempos de pandemia e isolamento social, sem a escola, as alternativas de atividades no mundo lá fora ficam escassas. Mas, será que essa exposição pode afetar a visão das crianças?

OLHOS CANSADOS

Olhos doloridos, coçando, lacrimejando, maior sensibilidade a luz e fortes dores de cabeça: já percebeu algum desses sintomas no seu filho? Ou até em você mesmo, a visão começa a ficar turva ou dupla após muito tempo trabalhando em frente ao computador, se concentrar se torna difícil e manter os olhos abertos é cansativo? Esses são sintomas da FADIGA OCULAR. Ela ocorre, pois, os olhos se cansam de focar em letras pequenas e tão próximas. Esse estado pode se estender também ao ler um livro ou fazer as tarefas da escola, e é muito importante procurar um oftalmologista para avaliação do caso.

USO DO CELULAR X MIOPIA

Além dos olhos ficarem mais cansados, o uso desses aparelhos pode ter alguma relação com a piora da visão a longo prazo? Os estudos científicos mostram que SIM. Em 2018, foi analisado o tempo de uso de celular de mais de 400 crianças e jovens da Irlanda. O trabalho publicado descobriu que as crianças com miopia, quando comparadas a crianças que não precisavam de óculos, consumiam mais conteúdo na internet e passavam mais horas usando o telefone, mesmo acreditando que o uso afetava a visão.

Outro estudo de 2019, realizado com crianças chinesas, também encontrou resultados parecidos: o uso prolongado de computadores e celulares foi associado a maiores erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia), enquanto assistir televisão ou estudar com livros não apresentaram o mesmo efeito maléfico. Além disso, crianças que passavam entre 30 minutos e 1 hora (ou mais) ao ar livre, em horários próximos ao meio dia, apresentaram uma melhor visão, com menos erros refrativos.

LUZ AZUL: INFLUÊNCIA NO SONO E NAS CÉLULAS DA RETINA

As lâmpadas LEDs (Diodo Emissor de Luz) estão se tornando cada vez mais populares, e também são usadas para iluminar a tela das TVs, computadores, celulares e tablets. Mesmo que ela pareça branca nesses dispositivos, é considerada como parte do espectro de LUZ AZUL (entre 400 e 490 nanômetros). Esse é um comprimento de onda mais curto, o que a fazer ser uma luz mais energética, sendo comparada aos raios UV. Já se comprovou que crianças que assistem TV, jogam vídeo games ou ficam no celular pela noite, tem mais dificuldade para dormir, dormem menos e tem menor qualidade de sono. Entretanto, diversos estudos tentam descobrir se essa luz pode afetar as células da retina.

A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Suas células são muito sensíveis, e poderiam ser afetadas pela exposição contínua à luz azul. Os estudos mostram que a exposição à luz azul por alguns dias ou semanas não apresenta um risco para o desenvolvimento de doenças oculares, entretanto, a exposição prolongada ainda está sendo investigada, mas já existem indícios de que causa aumento da produção de ROS (Espécies Reativas de Oxigênio), que são tóxicas para o organismo e também APOPTOSE CELULAR (que é a morte programada das células da retina).

O QUE É RECOMENDADO PELOS ESPECIALISTAS?

O melhor, é tentar limitar o uso dos dispositivos pelas crianças: não é recomendado mais que 1 hora de uso dos dispositivos por dia. E o uso ainda deve ser fragmentado ao longo do dia, em intervalor de 20-30 minutos no máximo. Incentive os pequenos a realizarem atividades fora das telinhas e a assistirem vídeos ou desenhos animados em telas maiores, como a TV, onde ficam mais distantes do dispositivo. Em caso de qualquer alteração ou irritação na visão, procure um especialista. Você sempre pode contar com o IOSG.

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Fonte:
– MCCRANN, Saoirse et al. Smartphone use as a possible risk factor for myopia. Clinical and Experimental Optometry, 2020.
– Guan, H., Yu, N. N., Wang, H., Boswell, M., Shi, Y., Rozelle, S., & Congdon, N. (2019). Impact of various types of near work and time spent outdoors at different times of day on visual acuity and refractive error among Chinese school-going children. PloS one, 14(4), e0215827.
– University of Haifa. (2017, August 22). Blue light emitted by screens damages our sleep, study suggests. ScienceDaily.
– Tosini, G., Ferguson, I., & Tsubota, K. (2016). Effects of blue light on the circadian system and eye physiology. Molecular vision, 22, 61–72.
– MOON, Jiyoung et al. Blue light effect on retinal pigment epithelial cells by display devices. Integrative Biology, v. 9, n. 5, p. 436-443, 2017.
– Washington Pediatric Vision Center, Mayo Clinic e American Optometric Association.

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