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Córnea

O que é?

Toda vez que o mundo exterior é percebido pelo olho humano, uma estrutura muito importante do globo ocular exerce papel fundamental. Podemos chamar a córnea como a “janela” do olho. Corresponde a região ocular mais anterior em forma de domo e suas fibras colágenas (estrutura anatômica microscópica), distribuiem-se perfeitamente a ponto de torná-la totalmente transparente. Além disto, precisa ser forte suficiente para proteger a região interna do olho contra traumas ou infecções, por exemplo.

A espessura da córnea tem em torno de 0,5 a 1 mm, sendo mais fina e regular na região central. Esses valores são uma média da população, podendo variar de pessoa para pessoa. Muitas situações podem ocasionar perda da função normal desta estrutura, ocasionando diminuição da transparência ou regularidade e, consequentemente, levar a baixa visão. Questões genéticas, ambientais, alérgicas, infecciosas ou mesmo disfunção na qualidade e quantidade da lágrima, estão relacionadas as principais doenças que acometem a córnea. Dentre estas, podemos citar o Ceratocone, a Síndrome do Olho Seco, as ceratites infecciosas (vírus, bactérias e outros parasitas), as distrofias corneanas (doenças genéticas), o trauma ocular, todas podendo ocasionar graves sequelas se não tratadas a tempo.

Atualmente, por conta da notável evolução dos tratamentos e novos medicamentos, todos estes problemas podem ser manejados com sucesso, exceto em raras exceções. Como exemplo, podemos citar o Transplante de Córnea, que tem atingido um nível de refinamento na técnica surpreendente nas últimas décadas. Os médicos especialistas do IOSG realizam todas as variantes reconhecidas nacional e internacionalmente, desde o tradicional transplante penetrante até as técnicas lamelares mais avançadas, substituindo apenas a camada doente da córnea por um tecido doador saudável.

Atenção: Consulte o oftalmologista. Não use medicamentos sem orientação médica.

Blefarite

É uma doença das pálpebras caracterizada pela inflamação das margens palpebrais, provocando, na maioria das vezes, vermelhidão ocular, coceira e irritação das pálpebras, normalmente acometendo os dois olhos. É frequentemente confundida com conjuntivite, porque causa vermelhidão ocular. Alguns pacientes pensam ter olho seco devido à sensação de maior viscosidade no olho, ou sensação de areia.

A blefarite pode ser causada por acúmulo de gordura (seborreia), bactéria, reações alérgicas a maquiagem ou produtos de limpeza de lentes de contato. Pode apresenta-se associada a outros problemas dermatológicos.

– Nos olhos: ardência, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, maior sensibilidade à luz.
– Nas pálpebras: aparência oleosa, presença de casquinhas, vermelhidão, coceira e inchaço nas bordas palpebrais.
– Nos cílios: crostas de casquinhas ou secreção ao acordar, perda de cílios e crescimento dos cílios na direção errada.

O mais importante é a limpeza rotineira das pálpebras. Quando os sintomas estão fortes, pode-se fazer a limpeza duas ou três vezes ao dia.

Limpeza das pálpebras:

  • Uma vez por dia, na hora do banho, já com as mãos bem limpas, aplique uma gotinha de shampoo antialérgico para bebês na ponta de um dos seus dedos e gentilmente esfregue seus cílios. Sem apertar os olhos, faça uma massagem de cima para baixo nas pálpebras superiores e de baixo para cima nas pálpebras inferiores. Enxágue bem.
  • Se necessário, o oftalmologista prescreverá um gel de limpeza específico.
  • Compressas mornas sobre as pálpebras por uns 5 minutos, seguidas por uma leve massagem como a descrita acima, também trazem alívio nas fases mais agudas.

Complicações: perda de cílios, calázios de repetição e deformações das bordas palpebrais.

Conforme o aspecto das pálpebras e dos olhos e a intensidade dos sintomas, o médico poderá prescrever colírios lubrificantes, pomadas oftálmicas antibióticas, colírios com esteroides (que devem ser usados por um curto período de tempo para não causarem efeitos colaterais) e suplementos vitamínicos, como o óleo de linhaça, o qual ajuda na lubrificação dos olhos e aumenta a sensação de conforto por conter Omega-3, óleo que melhora o funcionamento de pequenas glândulas localizadas nas pálpebras.

Ceratite

Ceratite é qualquer inflamação na córnea, a membrana transparente do olho. Pode ser infecciosa ou não, superficial ou profunda, de ocorrência única ou múltipla.

  • Micro-organismos, como bactéria, vírus ou fungo (Fig 1 a 5);
  • Trauma local superficial (Fig 6 – corpo estranho);
  • Uso indevido de lentes de contato e/ou cuidados inadequados com as mesmas;
  • Olho seco severo;
  • Fatores ambientais;
  • Reação alérgica a produtos em suspensão no ar ou a maquiagem;
  • Baixa taxa de vitamina A.

fig2[1]

Fig 1

fig3[1]

Fig 2.

fig3b[1]

Fig 3

fig4[1]

Fig 4

fig5[1]

Fig 5

fig6[1]

Fig 6

Os sinais e sintomas da ceratite são: lacrimejamento, secreção, dor ou ardência ocular, maior sensibilidade à luz, vermelhidão ocular, vermelhidão e inchaço palpebral, diminuição da visão.

O mais importante é a limpeza rotineira das pálpebras. Quando os sintomas estão fortes, pode-se fazer a limpeza duas ou três vezes ao dia.

Limpeza das pálpebras:

  • Uma vez por dia, na hora do banho, já com as mãos bem limpas, aplique uma gotinha de shampoo antialérgico para bebês na ponta de um dos seus dedos e gentilmente esfregue seus cílios. Sem apertar os olhos, faça uma massagem de cima para baixo nas pálpebras superiores e de baixo para cima nas pálpebras inferiores. Enxágue bem.
  • Se necessário, o oftalmologista prescreverá um gel de limpeza específico.
  • Compressas mornas sobre as pálpebras por uns 5 minutos, seguidas por uma leve massagem como a descrita acima, também trazem alívio nas fases mais agudas.

Complicações: perda de cílios, calázios de repetição e deformações das bordas palpebrais.

Conforme o aspecto das pálpebras e dos olhos e a intensidade dos sintomas, o médico poderá prescrever colírios lubrificantes, pomadas oftálmicas antibióticas, colírios com esteroides (que devem ser usados por um curto período de tempo para não causarem efeitos colaterais) e suplementos vitamínicos, como o óleo de linhaça, o qual ajuda na lubrificação dos olhos e aumenta a sensação de conforto por conter Omega-3, óleo que melhora o funcionamento de pequenas glândulas localizadas nas pálpebras.

Úlcera de córnea

fig1[1]É uma ferida aberta na superfície da córnea, como uma erosão. Pode atingir somente a camada mais externa da córnea, o epitélio, mas também pode ter maior penetração até ao ponto de perfurar a córnea. É sempre um quadro emergencial em oftalmologia, requerendo disciplina do paciente no tratamento, com visitas diárias ao oftalmologista por curto período de tempo. A complicação de uma úlcera pode levar à cegueira ou à perda do olho.

A opção de tratamento depende do tamanho, gravidade e tempo de evolução da doença. Pode variar desde tratamento clínico não intervencionista com antibióticos, lubrificação intensa, curativo oclusivo e lente de contato terapêutica, a procedimentos cirúrgicos, como recobrimento conjuntival e tarsorrafia (fechamento parcial das pálpebras).

Conjuntivites

É a inflamação ou infecção da conjuntiva. A conjuntiva é a membrana transparente que envolve a esclera (a parte branca do olho) e a parte de dentro das pálpebras que ficam em contato com o olho. Vasos sanguíneos bem pequenos estão presentes na conjuntiva.

É transmitida por vírus (mais frequentemente) ou bactérias e pode ser contagiosa. Nestes casos, a contaminação acontece pelo uso de objetos contaminados, pelo contato direto com pessoas contaminadas e até mesmo pela água da piscina.

Existem diferenças entre os vírus, sendo que alguns se mostram mais agressivos e provocam grande desconforto ao paciente. A doença pode apresentar-se na forma aguda ou crônica e os sintomas são: olho vermelho, coceira, lacrimejamento, sensibilidade à luz e secreção branca ou amarelada. Também podem ocorrer febre, dor de garganta e dores pelo corpo. Normalmente, a pessoa acorda com os olhos grudados devido à secreção. Este tipo de conjuntivite requer alguns cuidados especiais que podem evitar a transmissão e o curso da doença geralmente é limitado.

Geralmente ocorre nos dois olhos e em pessoas predispostas à alergia (que já têm rinite, bronquite e/ou outras atopias). Não é contagiosa, ou seja, não passa de uma pessoa para outra e nem de um olho para o outro, mesmo que em alguns casos se apresente antes em um olho e depois no outro. Nas conjuntivites alérgicas, os sintomas são a coceira nos olhos e/ou pálpebras, olhos vermelhos e secreção (geralmente pegajosa e clara). Pode haver períodos de melhora e reincidência. Nestes casos, é importante que a causa da conjuntivite seja encontrada, pois pode variar de pessoa para pessoa.

Este tipo de conjuntivite é causado pelo contato direto com o agente tóxico. Muitas vezes este agente pode ser medicamentoso, como o colírio, por exemplo. Em alguns casos, este tipo de conjuntivite ocorre em recém-nascidos devido ao uso obrigatório do colírio (Nitrato de prata 1%) no momento do nascimento. O sintoma é olho(s) vermelho(s) e irritado(s).

Entre as substâncias mais comuns que causam a conjuntivite tóxica podemos citar alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais.

A pessoa com conjuntivite tóxica deve se afastar do agente causador e lavar os olhos com água abundante. Se a causa for medicamentosa, deve-se suspender o uso, sempre mediante orientação médica.

  • Limpe os olhos com lenços de papel, um para cada olho, e jogue-os no lixo logo após.
  • Não passe as mãos nos olhos.
  • Lave as mãos com maior frequência.
  • Mantenha suas toalhas, roupas de cama e cobertores separados para evitar com que outros membros da família sejam contaminados.
  • Jogue fora sua maquiagem para os olhos.
  • Se fizer uso de lentes de contato, suspenda o uso e descarte-as. Não coloque lentes novas até estar totalmente curado (a).
  • O médico dará atestado para afastamento da escola ou trabalho nos casos necessários.

A visão não é afetada uma vez que a inflamação tenha cessado. Contudo, em casos de conjuntivite causada por adenovírus, pode haver comprometimento visual quando cicatrizes são formadas na córnea. Dependendo da profundidade das cicatrizes, cirurgia a laser pode ser a solução para tentar recuperar a visão.

Olhos vermelhos (como consequência da inflamação, os vasos sanguíneos conjuntivais tornam-se bem visíveis), coceira, sensação pegajosa ao piscar, lacrimejamento, secreção (com o acúmulo da secreção durante a noite, as pálpebras podem amanhecer grudadas). Por ser de fácil contágio (quando for de natureza viral), a conjuntivite geralmente é bilateral.

Bactéria, vírus, clamídia, reação alérgica, irritação a produto químico ou corpo estranho que atingiu o olho. Crianças podem apresentar conjuntivite por problemas no canal lacrimal.

Ao acordar, lavar gentilmente as pálpebras com soro fisiológico para remover a secreção, usando uma bolinha de algodão para um olho e outra bolinha limpa para o outro olho. Conforme os sinais encontrados ao exame oftalmológico, será decido entre colírios lubrificantes, medicação antiviral, colírios ou pomadas antibióticas. No caso de conjuntivite alérgica, o médico poderá prescrever colírios antialérgicos, esteroides ou anti-inflamatórios.

Olho Seco

É um termo usado para descrever um grupo de diferentes doenças e condições que resultam na umidade e lubrificação inadequadas do olho, por baixa produção de lágrimas ou por má qualidade do filme lacrimal.

Há várias anormalidades diferentes que podem causar o olho seco, tais como diminuição da produção de lágrimas, evaporação excessiva, problemas com o piscar, etc.

  • Causas ambientais: o clima seco, ensolarado e com vento, a poluição ou a contaminação ambiental, lugares fechados, calefação, ar condicionado e uso prolongado de computador podem aumentar a evaporação e causar olho seco;
  • Problemas com as glândulas lacrimais;
  • Lesões traumáticas, inflamatórias ou malignas das glândulas lacrimais;
  • Medicamentos: certos medicamentos podem diminuir a capacidade do organismo de produzir lágrimas;
  • Disfunções hormonais: menopausa, tireoidite de Hashimoto;
  • Doenças sistêmicas, como diabetes ou artrite reumatoide;
  • Lentes de contato: o uso de lente de contato pode (por vários mecanismos) agravar ou provocar o olho seco;
  • Fatores nutricionais: desnutrição, deficiência de vitaminas A, C e B12.
  • Sensação arenosa e/ ou de um corpo estranho;
  • Ardor ou queimação;
  • Aspereza ao piscar os olhos;
  • Sensibilidade à luz;
  • Visão de halos coloridos;
  • Olhos lacrimejantes.

Doenças oculares associadas, como blefarite, meibomites e anormalidades nas pálpebras, também podem contribuir significativamente para o desconforto do paciente

  • Evite direcionar o ventilador ou ar condicionado diretamente a sua face;
  • Use óculos de sol ou de proteção em dias com muito vento;
  • Use óculos de mergulho durante a prática de esportes aquáticos;
  • Se dirigir motocicletas, use capacete com a viseira abaixada;
  • Periodicamente, descanse os olhos durante trabalhos prolongados, especialmente ao computador, fechando os olhos por uns 2 minutos, depois olhando para algo distante enquanto pisca repetidamente, e então retornando a sua atividade;
  • Evite fumaça ou ambientes enfumaçados;
  • Beber muita água.

O tratamento do olho seco depende da causa. Na maioria das vezes, as lesões são reversíveis.

  • Tratamento de doenças oculares associadas: blefarite, meibomite…
  • Tratamento de doenças sistêmicas que possam ser a causa, como reumatismo;
  • Colírios lubrificantes – são suficientes para a maioria das pessoas;
  • Gel oftálmico;
  • Oclusão dos pontos lacrimais, feita pela inserção de pequeninas tampinhas de silicone;
  • Cauterização dos pontos lacrimais;
  • Uso de lentes de contato terapêuticas;
  • Suplementação com óleo de linhaça;
  • Colírios anti-inflamatórios;
  • Antibióticos sistêmicos;
  • Transplante de glândulas salivares.