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Abril Marrom | A diabetes está associada as principais causas de CEGUEIRA

Estima-se que a diabetes faça parte da vida de quase 13 milhões de brasileiros, especialmente após os 60 anos de idade. A grande questão levantada pela medicina é que, apesar de tão comum, nem todo mundo têm a dimensão dos riscos que a doença impõe sobre a saúde e qualidade de vida.

O QUE É DIABETES?

Trata-se de uma condição crônica em que o organismo humano não produz insulina ou não consegue aplica-la corretamente no controle dos níveis de glicose no sangue. Diante desse cenário, a glicose se mantém elevada (hiperglicemia) e, a longo prazo, pode danificar os órgãos, nervos e vasos sanguíneos.

A diabetes é dividida em dois tipos:

– Tipo 1: ocorre quando o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células beta, responsáveis pela produção da insulina. Quando isso acontece, pouca ou nenhuma insulina é liberada no corpo e a glicose se concentra no sangue ao invés de ser utilizada como fonte de energia. O tipo 1 costuma aparecer na infância ou adolescência, mas há registros em outras faixas etárias.

– Tipo 2: é o mais comum, conhecido pela incapacidade do organismo de utilizar adequadamente a insulina produzida.

Existe ainda um terceiro tipo caracterizado por alterações hormonais na mulher durante a gravidez e que, por consequência, afetam a relação insulina-glicose: é a diabetes gestacional, que configura riscos para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.

COMO A DIABETES LEVA À CEGUEIRA?

RETINOPATIA DIABÉTICA: o acúmulo de glicose na parede dos vasos sanguíneos pode bloquear o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para as estruturas oculares, como a retina. Quando isso acontece, o corpo entende que é preciso fabricar novos vasos sanguíneos para suprir essa falta de nutrição, processo chamado de neovascularização. À primeira vista até parece algo inofensivo, mas não é: esses novos vasos são muito frágeis e extremamente suscetíveis a rompimentos que causam hemorragias, sobrepõem a visão e levam à cegueira.

EDEMA MACULAR DIABÉTICO: estima-se que 50% dos pacientes com retinopatia diabética desenvolvam um quadro de Edema Macular, problema em que os vasos sanguíneos absorvem uma maior quantidade de líquidos e proteínas e incham a mácula, região central da retina. Esse inchaço torna a visão borrada, distorcida e com má distinção das cores, podendo evoluir para a cegueira.

COMO POSSO ME CUIDAR

Mesmo que a diabetes esteja controlada e sem aparentes complicações, é extremamente importante que o paciente mantenha os bons hábitos de vida e consulte seus médicos com frequência, inclusive o oftalmologista.

A retinopatia diabética pode ser diagnosticada em um simples exame de dilatação do olho, rápido e indolor. Ao identificar a doença, o profissional pode indicar o tratamento adequado, orientar o paciente quanto às corretas ações a serem tomadas para controlar a progressão e, se necessário, solicitar exames complementares como a retinografia.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar a sua consulta de acompanhamento, nossos oftalmologistas estão à disposição, apoiados por uma estrutura completa e com tecnologia de ponta. Entre em contato pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:
National Eye Institute. Disponível em:
https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/diabetic-retinopathy

Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em:

SBD

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Estresse causa retinopatia?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial sofre com o estresse, sendo que o Brasil é o 2º colocado no ranking de países com os maiores níveis.

A lista de efeitos que o estresse tem no corpo é grande. Muita gente se lembra da irritação, suor excessivo, dor de cabeça, cansaço físico, batimentos acelerados e perda de concentração, mas nem todo mundo se atenta ao fato de que os riscos a longo prazo são sérios, inclusive para os olhos.

Um dos problemas oculares mais comuns causados por esse quadro é a Corioretinopatia Serosa Central, conhecida por vazamentos de líquido da coroide e consequente descolamento de retina. O paciente acometido pela doença tem visão central borrada e enxerga a imagem de forma distorcida.

É preciso ressaltar, ainda, que há outro tipo de estresse ameaçador: o oxidativo. De modo geral, ele é o estado que o nosso corpo fica quando a quantidade de moléculas antioxidantes disponíveis não é suficiente para compensar os efeitos nocivos dos radicais livres produzidos naturalmente pelas nossas células.

Os antioxidantes são vitaminas, minerais e outras substâncias adquiridas com uma boa alimentação e estimuladas através do sono e exercício físico. Quando adotamos maus hábitos, aumentamos as chances de viver sob esse estresse oxidativo e de expor o nosso corpo ao envelhecimento precoce, problemas de pele, Alzheimer e outras doenças.

Segundo um estudo inglês publicado no National Center for Biotechnology Information (NCBI), há evidências científicas de que o estresse oxidativo contribui para a progressão da Retinopatia Diabética, um enfraquecimento dos vasos sanguíneos da retina decorrente do excesso de açúcar no corpo. De acordo com os pesquisadores, os radicais livres contribuem para a formação de novos vasos que já nascem muito frágeis e suscetíveis a rompimentos que encobrem o campo de visão.

Para evitar todos esses problemas não há segredo: é preciso qualidade de vida. Invista em uma boa rotina de exercícios físicos, alimente-se de maneira adequada, principalmente com frutas, legumes e verduras, cuide do sono e busque equilíbrio emocional. Não é fácil lidar com o estresse e os desafios do dia a dia, e um apoio profissional nessas horas pode fazer a diferença. Respire, converse, medite e busque ajuda.

Caso tenha alguma dúvida sobre saúde ocular, os nossos oftalmologistas estão à sua disposição.

Fontes:

Calderon, G D et al. “Oxidative stress and diabetic retinopathy: development and treatment”. Eye (London, England) vol. 31,8 (2017): 1122-1130. doi:10.1038/eye.2017.64

MAIA JUNIOR, O. et al. Seguimento de portadores de coriorretinopatia serosa central por meio da tomografia de coerência óptica. Arq. Bras. Oftalmol.,  São Paulo ,  v. 69, n. 2, p. 165-169,  Apr.  2006

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CRIANÇAS | Saiba o que fazer quando machucar os olhinhos deles #iosgparacrianças

Todo ano, cerca de 110 mil crianças sofrem acidentes domésticos e precisam ser hospitalizadas. Dentre eles, muitos envolvem traumas oculares, onde os pequenos acabam ferindo, machucando ou perfurando os olhos, o que causa a maior parte dos casos de cegueira monocular (em apenas um dos olhos) nas crianças brasileiras. Especialmente os meninos, que fazem brincadeiras mais brutas com lutas, quedas e contusões, são os que correm mais riscos. Mas o que devemos fazer nesses casos? Em primeiro lugar, está sempre a PREVENÇÃO.

COMO PROTEGER OS OLHOS DAS CRIANÇAS?

O ponto de partida é a conversa com a criança: explique, de forma que ela entenda de acordo com sua idade, que qualquer “dodói” na região dos olhos deve ser informado o mais rápido possível para os pais, professores, ou para o adulto responsável que estiver por perto. O adulto deve pedir que a criança conte, com detalhes, o que foi que aconteceu com o olho e procurar sinais de traumas, como a vermelhidão e o lacrimejamento. As crianças costumam esconder ferimentos decorrentes de brigas, quedas ou as famosas “artes”, atividades que já haviam sido proibidas pelos pais, então elas devem ser encorajadas a relatar tais acontecimentos, sem insinuações de castigos, pela sua própria segurança.

Os acidentes costumam acontecer no ambiente doméstico. Com ênfase neste período em que o isolamento social e o “ficar dentro de casa” é uma atitude básica para a manutenção da saúde de toda a sociedade. Dessa forma, as crianças deixaram de frequentar ambientes como parques e a escola, e a casa onde vivem se tornou o ambiente para aventuras e exploração. Algumas mudanças podem ser feitas na rotina e nos hábitos familiares, para proteger os pupilos de queimaduras, perfurações, e infecções oculares.

Para prevenir queimaduras nos olhos, posicione sempre o cabo da panela virado para dentro do fogão, os produtos de limpeza devem se manter em prateleiras altas ou com tranca, fora do alcance das crianças e os fumantes devem tomar um cuidado redobrado ao segurar bebês de colo. As perfurações costumam ser causadas por objetos comuns, como lápis, tesouras, facas, plantas pontiagudas e até mesmo pelo bichinho de estimação. Permita apenas que a crianças mais velhas usem tais objetos sem supervisão. As crianças costumam coçar os olhos com frequência, e deve ser orientado que não o façam, pois as mãos podem ter entrado em contato com objetos ou locais contaminados, como a areia, e os vírus, bactérias ou protozoários presentes causam infecções graves nos olhos.

O QUE FAZER QUANDO ELES MACHUCAM OS OLHINHOS?

Se apesar de toda a cautela, seu filho ou aluno sofrer algum tipo de trauma ocular, fique atento a sintomas como a dor, vermelhidão, ardência e inchaço, que podem demorar algum tempo para aparecer. Em qualquer caso, deve ser agendada uma consulta no oftalmologista para que a gravidade da lesão seja avaliada e o tratamento correto seja indicado. No caso de perfurações, a criança deve ser encaminhada com urgência para um pronto-socorro, e não se pode comprimir os olhos com faixas ou tampões, e nem utilizar nenhum tipo de medicamento para aliviar a dor.

Acidentes, mesmo que considerados leves, exigem que os olhos da criança sejam monitorados com frequência pelo médico oftalmologista, para acompanhar de perto a evolução da lesão e do tratamento, a fim de prevenir que doenças oculares mais graves surjam em decorrência disso, como o glaucoma (aumento da pressão intraocular), que pode levar a perda da visão.

Conte com o IOSG! Aqui temos médicos especialistas em atendimento infantil a disposição para cuidar dos olhos do seu pequeno.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Revista Veja Bem (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).

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O uso do celular faz mal para a visão das crianças?

Amarelinha, pique-esconde, pega-pega, pipa… na nossa época, a diversão era na rua, ao ar livre. Hoje em dia, “brincadeira de criança” já tem um significado totalmente diferente. Os pequenos passam horas na frente das telinhas – TVs, tablets e celulares – e os pais mal sabem pronunciar os nomes dos novos “jogos”. Ainda mais em tempos de pandemia e isolamento social, sem a escola, as alternativas de atividades no mundo lá fora ficam escassas. Mas, será que essa exposição pode afetar a visão das crianças?

OLHOS CANSADOS

Olhos doloridos, coçando, lacrimejando, maior sensibilidade a luz e fortes dores de cabeça: já percebeu algum desses sintomas no seu filho? Ou até em você mesmo, a visão começa a ficar turva ou dupla após muito tempo trabalhando em frente ao computador, se concentrar se torna difícil e manter os olhos abertos é cansativo? Esses são sintomas da FADIGA OCULAR. Ela ocorre, pois, os olhos se cansam de focar em letras pequenas e tão próximas. Esse estado pode se estender também ao ler um livro ou fazer as tarefas da escola, e é muito importante procurar um oftalmologista para avaliação do caso.

USO DO CELULAR X MIOPIA

Além dos olhos ficarem mais cansados, o uso desses aparelhos pode ter alguma relação com a piora da visão a longo prazo? Os estudos científicos mostram que SIM. Em 2018, foi analisado o tempo de uso de celular de mais de 400 crianças e jovens da Irlanda. O trabalho publicado descobriu que as crianças com miopia, quando comparadas a crianças que não precisavam de óculos, consumiam mais conteúdo na internet e passavam mais horas usando o telefone, mesmo acreditando que o uso afetava a visão.

Outro estudo de 2019, realizado com crianças chinesas, também encontrou resultados parecidos: o uso prolongado de computadores e celulares foi associado a maiores erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia), enquanto assistir televisão ou estudar com livros não apresentaram o mesmo efeito maléfico. Além disso, crianças que passavam entre 30 minutos e 1 hora (ou mais) ao ar livre, em horários próximos ao meio dia, apresentaram uma melhor visão, com menos erros refrativos.

LUZ AZUL: INFLUÊNCIA NO SONO E NAS CÉLULAS DA RETINA

As lâmpadas LEDs (Diodo Emissor de Luz) estão se tornando cada vez mais populares, e também são usadas para iluminar a tela das TVs, computadores, celulares e tablets. Mesmo que ela pareça branca nesses dispositivos, é considerada como parte do espectro de LUZ AZUL (entre 400 e 490 nanômetros). Esse é um comprimento de onda mais curto, o que a fazer ser uma luz mais energética, sendo comparada aos raios UV. Já se comprovou que crianças que assistem TV, jogam vídeo games ou ficam no celular pela noite, tem mais dificuldade para dormir, dormem menos e tem menor qualidade de sono. Entretanto, diversos estudos tentam descobrir se essa luz pode afetar as células da retina.

A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Suas células são muito sensíveis, e poderiam ser afetadas pela exposição contínua à luz azul. Os estudos mostram que a exposição à luz azul por alguns dias ou semanas não apresenta um risco para o desenvolvimento de doenças oculares, entretanto, a exposição prolongada ainda está sendo investigada, mas já existem indícios de que causa aumento da produção de ROS (Espécies Reativas de Oxigênio), que são tóxicas para o organismo e também APOPTOSE CELULAR (que é a morte programada das células da retina).

O QUE É RECOMENDADO PELOS ESPECIALISTAS?

O melhor, é tentar limitar o uso dos dispositivos pelas crianças: não é recomendado mais que 1 hora de uso dos dispositivos por dia. E o uso ainda deve ser fragmentado ao longo do dia, em intervalor de 20-30 minutos no máximo. Incentive os pequenos a realizarem atividades fora das telinhas e a assistirem vídeos ou desenhos animados em telas maiores, como a TV, onde ficam mais distantes do dispositivo. Em caso de qualquer alteração ou irritação na visão, procure um especialista. Você sempre pode contar com o IOSG.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– MCCRANN, Saoirse et al. Smartphone use as a possible risk factor for myopia. Clinical and Experimental Optometry, 2020.
– Guan, H., Yu, N. N., Wang, H., Boswell, M., Shi, Y., Rozelle, S., & Congdon, N. (2019). Impact of various types of near work and time spent outdoors at different times of day on visual acuity and refractive error among Chinese school-going children. PloS one, 14(4), e0215827.
– University of Haifa. (2017, August 22). Blue light emitted by screens damages our sleep, study suggests. ScienceDaily.
– Tosini, G., Ferguson, I., & Tsubota, K. (2016). Effects of blue light on the circadian system and eye physiology. Molecular vision, 22, 61–72.
– MOON, Jiyoung et al. Blue light effect on retinal pigment epithelial cells by display devices. Integrative Biology, v. 9, n. 5, p. 436-443, 2017.
– Washington Pediatric Vision Center, Mayo Clinic e American Optometric Association.

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Existe câncer nos OLHOS?

Existe sim! Mas felizmente, não é tão comum. O mais presente entre os adultos é o MELANOMA DE COROIDE, e a cada 1 milhão de pessoas, apenas 10 desenvolvem esse tipo de tumor. Entretanto, as suas consequências são graves e é uma das principais causas de perda de visão e morte no Brasil, devido a diagnósticos tardios. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoce são importantes para salvar o olho e até mesmo a vida do paciente.

O QUE É O MELANOMA DE COROIDE E COMO É DIAGNOSTICADO?

Coroide é uma fina membrana muito vascularizada, que reveste o interior do olho e se localiza entre a retina e a esclera, no fundo do globo ocular. O melanoma de coroide é o crescimento de um tumor maligno nessa região. Para identificá-lo, é necessário que o olho seja examinado por um oftalmologista e exames como o mapeamento de retina sejam realizados. Como complemento, exames como a ultrassonografia do globo ocular, angiofluoresceinografia (que avalia os vasos sanguíneos dos olhos), tomografia de coerência óptica e a indocianina verde (que avalia o coroide) pode ser pedidos.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

No geral, esse tipo de câncer não apresenta sintomas e por se localizar dentro dos olhos, não causa sinais externos que possam ser percebidos pelo paciente. No entanto, em casos mais avançados e quando o tumor cresce em determinadas regiões oculares, pode-se notar os seguintes sintomas:

– Dificuldade para enxergar;
– Manchas, pontos ou flashes de luz no campo de visão;
– Crescimento de uma mancha escura na íris (parte colorida do olho);
– Perda da visão periférica;
– Alterações no formato e tamanho da pupila (circulo preto no centro do olho);
– Mudança na posição e formato do globo ocular;
– Dor, caso o crescimento seja externo (mais raro).

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO?

Dependendo do tipo de câncer e do tamanho, algumas abordagens podem ser usadas para o tratamento, como a cirurgia, a terapia com radiação, a terapia a laser, a quimioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia. Outro fator a ser considerado são as chances de recuperar a visão: por exemplo, caso o melanoma já tenha comprometido a visão por completo, é mais seguro realizar a cirurgia de retirada do globo ocular. Mas se existem chances da visão ser restaurada e a estrutura do olho ainda está preservada, a radioterapia pode ser a melhor escolha.

Entre 2009 e 2015, as chances de uma pessoa sobreviver passados 5 anos do diagnóstico do melanoma de coroide, eram de: 85% para tumores localizados (dentro do olho), 71% para tumores regionais (quando o câncer se espalhou para estruturas fora do olho) e 13% quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, como o fígado, que é o mais comum a ser atingido pela metástase do melanoma de coroide.

E QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?

Os fatores de risco já comprovados cientificamente estão relacionados a descendência, histórico familiar, características físicas e condições genética, como:

– Raça e cor dos olhos: pessoas brancas de olhos claros tem mais chances de desenvolver melanoma de coroide do que os afrodescendentes, latinos ou asiáticos com olhos escuros;

– Idade e gênero: o melanoma é mais comum nos homens do que nas mulheres, e o risco aumenta de acordo com o envelhecimento (aumento da idade);

– Condições genéticas: pessoas com a síndrome do nevo atípico clássica, que apresentam manchas na pele, pessoas com manchas anormais na úvea, e pessoas com a síndrome de predisposição de tumor relacionado a BAP1 (uma doença genética hereditária onde a mutação no gene BAP1 aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de coroide, úvea, melanoma da pele, câncer renal, entre outros);

– Histórico familiar: ter parentes com melanoma de úvea;

– Possuir determinado tipo de pintas nos olhos (chamadas nevus), também aumenta os riscos de melanoma de úvea.

E COMO POSSO ME PREVENIR?

Segundo a Sociedade Americana de Câncer, não existem formas comprovadas de prevenção, mas é recomendado: limitar a exposição à luz solar intensa, através do uso de chapéus e óculos de sol com lentes de proteção para os raios UVA e UVB, o que também protege a pele em volta dos olhos. A MELHOR alternativa é se consultar com um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano, para que os olhos sejam examinados e as chances de diagnóstico precoce sejam maiores. Lembre-se: o câncer de olho é, na maior parte dos casos, silencioso. Não deixe de agendar a sua consulta, conte com o IOSG para cuidar da sua saúde.

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Fonte:
– CBCO Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos e American Cancer Society.

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Mitos e verdades sobre o DALTONISMO

Cada pessoa tem uma forma única de ver o mundo. E às vezes, é no sentido literal. A retina é uma membrana que recobre a face interna dos nossos olhos, e é formada por dois tipos de células: os cones e os bastonetes. Ambas são chamadas de células fotorreceptoras, pois recebem os estímulos luminosos e os transmitem para o cérebro através do nervo óptico.

Os cones são responsáveis pela visão em cores e os bastonetes, pela visão em preto e branco. Dessa forma, quando uma pessoa não possui cones suficientes, ela não é capaz de identificar diversas cores e tonalidades. A essa condição dá-se o nome de discromatopsia, ou mais comumente chamada de daltonismo.

O mais comum é que a pessoa daltônica tenha alterações na visão das cores verde, vermelho e azul, mas existem diversas particularidades sobre o assunto. Confira 5 MITOS ou VERDADES sobre o DALTONISMO:

1) APENAS HOMENS PODEM SER DALTÔNICOS.
#MITO: o daltonismo é uma doença genética (presente no seu DNA) e hereditária (passada de pais para filhos), associada ao cromossomo X. Então mulheres podem transmitir, mas é mais raro que tenham a doença.

Os cromossomos são estruturas, presentes dentro das células, formadas por DNA. Cada célula possui 46 cromossomos, 23 herdados da mãe e 23 herdados do pai. A mãe sempre passa para o bebê um cromossomo sexual do tipo X, e o pai pode transmitir um do tipo X (menina) ou Y (menino).

A alteração genética do daltonismo, que faz com que a pessoa tenha menos células do tipo CONE nos olhos, está presente no cromossomo X. Para que uma menina (XX) desenvolva a doença, essa tem que receber a alteração de ambos os pais, já os meninos (XY), terão a doença caso apenas a mãe transmita a alteração, o que aumenta muito as chances. Estudos mostram que o daltonismo hereditário acomete de 6 dos homens e 0,4% das mulheres.

2) POSSO FICAR DALTÔNICO(A) DURANTE A VIDA.
#VERDADE: apesar da maioria dos casos ser genético, uma pessoa pode se tornar daltônica devido a lesões nos olhos e sistema neurológico, doenças oculares (glaucoma, degeneração macular relacionada a idade e catarata), doenças cerebrais e do sistema nervoso (Alzheimer e esclerose múltipla) e pelo uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, indicada para o tratamento de artrite reumatoide, lúpus e problemas de pele, famosa atualmente pelos estudos sobre seu uso em casos de COVID-19.

Tais doenças e medicamentos podem causar danos aos olhos, nervos e regiões do cérebro responsáveis pela visão.

3) OS DALTÔNICOS NÃO CONSEGUEM VER APENAS A COR VERMELHA E VERDE.
#MITO: existem vários tipos de daltonismo. As células cone da retina podem ser subdividas em 3 categorias, as sensíveis a cor vermelha, verde e azul. Essas 2 cores, quando combinadas, formam todas as outras que conhecemos. Dessa forma, o tipo de daltonismo dependerá do tipo de células cone em falta ou com alterações.

Na MONOCROMACIA, a pessoa enxerga tudo em tons de cinza, pois há 2 ou 3 tipos de cones faltando, o que impede que ela seja capaz de diferenciar as cores.

A DICROMACIA, a forma mais comum, ocorre quando um tipo de cone não está presente na retina, podendo ser dividida entre protanopia, deuteranopia e tritanopia. No tipo chamado PROTANOPIA, há ausência ou dificuldade da visão da cor vermelha, assim o daltônico enxerga o vermelho como marrom, cinza ou verde e tem dificuldade para diferenciar o azul ou vermelho do verde. Na DEUTERANOPIA, ele não enxerga a cor verde, sendo vista como marrom, e tendo dificuldade de distinguir o vermelho do verde, o roxo do azul, e os tons de cinza. Já na TRITANOPIA, a dificuldade é com as cores azul e amarelo, onde as diferentes tonalidades de azul não são percebidas, o amarelo é visto como rosa claro e o laranja não aparece, existindo ainda dificuldade em diferenciar o azul do verde e o amarelo do violeta.

Há ainda a TRICOMACIA ANÔMALA, onde há os 3 tipos de células cone na retina, porém um desses tipos possui uma alteração, sendo dividida também em 3 categorias: PROTANOMALIA (menos sensível a luz vermelha), DETERANOMALIA (alteração no vermelho e verde) e TRITANOMALIA (caso mais leve de tritanopia).

A monocromacina, tritanopia e tritanomalia são condições genéticas, porém não estão associadas ao cromossomo sexual X, e sim ao cromossomo 7, o que faz com que, nesses casos, homens e mulheres tenham a mesma probabilidade de adquirir a doença.

4) O DIAGNÓSTICO PRECOCE NÃO É IMPORTANTE, POIS NÃO TEM CURA.
#MITO: mesmo que o daltonismo congênito (associado aos cromossomos) não tenha cura, se ele for causado por alguma doença, condição ou uso de medicamentos, isso deve ser investigado pelo médico oftalmologista.

Além disso, o diagnóstico precoce ajuda no desenvolvimento da criança, principalmente em idade escolar: em um estudo realizado com homens universitários, esses declararam ter diversas dificuldades, como vergonha, desconforto e ansiedade no ambiente escolar, por terem sofrido situações de bullying pelos colegas de classe e serem penalizados pelos professores durante avaliações.

Geralmente, é o próprio professor quem percebe a dificuldade do aluno em distinguir as cores, mas isso ocorre nas formas mais graves. Outro estudo, realizado na Austrália, mostrou que apenas 8% das crianças com tricomatismo anômalo (forma mais rara) foram identificados na escola primária, enquanto dicromatas foram mais facilmente identificados (49%).

Por isso, ao perceber quaisquer dificuldades em seu filho, levá-lo ao oftalmologista é essencial. Os testes mais usados para identificar o daltonismo são o Teste de Ishihara e a eletrorretinografia (ERG).

5) OS ÓCULOS E LENTES PARA DALTÔNICOS NÃO FUNCIONAM PARA TODOS
#VERDADE: como já foi dito anteriormente, existem diversos tipos de daltonismo, e os óculos são projetados para aqueles com dificuldade apenas em distinguir as cores verde e vermelho. Por isso, o mais indicado é que ocorra uma avaliação médica, para identificar o tipo, antes da compra dos óculos, evitando frustrações. Mas de qualquer modo, os óculos não são capazes de dar à uma pessoa daltônica a percepção real das cores, apenas aumenta o contraste entre elas, facilitando a diferenciação.

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Fonte:
– MELO, Débora Gusmão; GALON, José Eduardo Vitorino; FONTANELLA, Bruno José Barcellos. Os” daltônicos” e suas dificuldades: condição negligenciada no Brasil?. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 24, n. 4, p. 1229-1253, 2014.
– NIH National Eye Institute, VejaBem, CBO em Revista, 06, ano 3, 2015, USP Universidade de São Paulo, e Viva Bem (uol).

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Sair e olhar pra luz te incomoda? Saiba mais sobre FOTOFOBIA

Aquela luz direto no seu olho te incomoda? Sair para o ambiente externo num dia de sol ou estar em um ambiente muito iluminado faz com que seus olhos fiquem vermelhos e ardendo, ou que você tenha, visão turva ou “embaçada”, em alguns casos sinta um “inchaço ocular” ou até dor nos olhos? Tudo isso faz com que você nem consiga abrir os olhos direito? Pois bem, pode ser fotofobia.

O QUE É FOTOFOBIA?
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a fotofobia, também chamada de sensibilidade à luz, é uma condição visual que faz com que a pessoa reaja quando seus olhos estão expostos à claridade (natural ou artificial), sendo esta intensa ou até mesmo regular. Os médicos a descrevem como patológica ao estímulo luminoso, ou seja, causa um desconforto visual provocado pelo excesso de luminosidade no globo ocular.

E O QUE CAUSA ESSA SENSIBILIDADE?
Por incrível que pareça, na maioria dos casos, a fotofobia ocorre devido a fatores congênitos. Pode ser pela ausência de pigmentos no fundo do olho e casos de ausência da íris, inclusive. Pessoas que têm olhos de cores claras, como azul e verde, podem desenvolver os sintomas de aversão à luz, pois as camadas dos olhos de tons claros absorvem menos luz que os de cores comuns.
Entretanto, a sensibilidade à luz também pode acontecer em decorrência a outros problemas visuais ou outras causas sistêmicas. A primeira acontece devido a inflamações oculares (como uveítes e reações pós-operatórias), alterações na retina (como degenerativas e albinismo) ou lesões corneanas (como arranhões e ceratites). Já as sistêmicas ocorrem por alterações do sistema nervoso central, responsável por provocar a cefaleia e a enxaqueca.

MAS TEM TRATAMENTO?
Bem, na verdade não existe um tratamento específico para “curar” a fotofobia, afinal esse desconforto ocular não é considerado uma doença ocular. Mas dependendo da origem dessa sensibilidade, é possível tratar a causa e amenizar esse sintoma. No entanto, o que se pode fazer é usar de artifícios para diminuir o desconforto, como usar óculos escuros em ambientes externos e diminuir a intensidade da luz em locais fechados.
A fotofobia é um sintoma importante para dizer que há algo de errado com a sua saúde ocular, portanto você deve procurar um oftalmologista o mais rápido possível. Se você está sentindo isso, entre em contato com a gente e marque um atendimento.

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Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Fotofobia: o incômodo nos olhos de quem não consegue olhar diretamente para a luz.” Disponível em:
http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/vejabem06.pdf

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Mudar a COR DOS OLHOS por cirurgia pode levar à CEGUEIRA. Saiba mais.

Vaidade que pode te deixar cego? Realmente, se você interpretar essa frase como uma metáfora, existem milhões de pessoas que ficam cegas quando o assunto é fazer de tudo para se encaixar em padrões de beleza inalcançáveis… Entretanto, quando se trata de procedimentos estéticos oculares, isso pode ser real. Estamos falando de CIRURGIAS PARA ALTERAR AS CORES DOS OLHOS, uma técnica arriscadíssima, que é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

COMO FUNCIONA ESSE PROCEDIMENTO?
Essa cirurgia foi desenvolvida pelo oftalmologista panamenho Delary Kahn (2002), e consiste, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em inserir uma lente de silicone (colorida) atrás da córnea e na frente da íris. A cirurgia é extremamente arriscada e além de ser considerada um método experimental, é reprovada por diversas entidades médicas, pois os danos à visão são inúmeros.

POR QUE É TÃO PERIGOSO?
De acordo com os especialistas, esse procedimento estético aumenta a incidência de glaucoma, inflamação crônica na íris, lesão na parte interna da córnea e descompensação da córnea, com grande possibilidade do paciente ficar cego. Dentre os danos causados, o implante de silicone também aumenta a pressão intraocular, o que também danifica o nervo óptico, levando ao glaucoma, e causa perda de visão irreversível.

TEM COMO RECUPERAR A VISÃO DEPOIS DISSO?
Dependendo do tipo de dano não. Em uma entrevista ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia, uma escritora brasileira de 35 anos, que passou pela cirurgia de mudança de cor de olhos a convite de um cirurgião plástico, no Panamá, conta que perdeu 70% da visão. Em suas palavras, “Não posso dirigir, nem trabalhar. Não consigo ler. Eu não consigo usar o computador. Eu não tenho mais uma vida normal. Me tornei uma pessoa incapaz.”

Os danos à visão podem aparecer imediatamente após a cirurgia e depois de algum tempo. Quanto mais rápido a retirada do implante e a intervenção médica, é possível impedir que a cirurgia cause cegueira completa. Mas não vale nenhum pouco a pena perder a visão por isso.

EXISTE ALGUMA ALTERNATIVA PARA A MUDANÇA DA COR DOS OLHOS?
Além das lentes de contato coloridas, que são mais indicadas, atualmente existe uma técnica à laser desenvolvida pelo médico e cientista Gregg Homer. Consiste em retirar da íris a melanina – substância responsável pela cor escura dos olhos – para que a pessoa fique com olhos azuis. Entretanto, esse procedimento não é recomendado pelos oftalmologistas brasileiros.

Segundo eles, a aplicação do laser pode causar irritação na íris, podendo evoluir para problemas graves como o Glaucoma, porque os resíduos do pigmento retirado permanecem nos olhos e podem obstruir os vasos sanguíneos levando ao aumento da pressão intraocular; e Catarata, já que o procedimento afina a íris deixando o cristalino mais exposto, aumentando a penetração de luz, predispondo ao aparecimento de catarata precoce, resultado do excesso de radiação ultravioleta.

LEMBRE-SE: VOCÊ É LINDO(A) DO JEITO QUE É!
Esse é um apelo do IOSG! Todas as cores são lindas, e você não deve se submeter à procedimentos estéticos que custam a sua visão por causa de um padrão imposto. Você é livre pra ser quem você quer ser, mas cuide da sua saúde ocular, sua visão é mais importante.

IOSG | Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Vaidade que pode levar à cegueira!” Disponível em: https://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_09_leitura.pdf

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Você chegou aos 40? Hora de cuidar mais de sua VISÃO!

Não que você esteja ficando velho, longe disso… Mas é importante deixar claro que o próprio Conselho Brasileiro de Oftalmologia aconselha a visita anual regrada ao oftalmologista, já que alguns problemas oftalmológicos começam a ficar mais evidentes, como a presbiopia, ou seja, não enxergar bem de perto, sabe, quando o braço vai ficando curto demais?

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