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Abril Marrom | A diabetes está associada as principais causas de CEGUEIRA

Estima-se que a diabetes faça parte da vida de quase 13 milhões de brasileiros, especialmente após os 60 anos de idade. A grande questão levantada pela medicina é que, apesar de tão comum, nem todo mundo têm a dimensão dos riscos que a doença impõe sobre a saúde e qualidade de vida.

O QUE É DIABETES?

Trata-se de uma condição crônica em que o organismo humano não produz insulina ou não consegue aplica-la corretamente no controle dos níveis de glicose no sangue. Diante desse cenário, a glicose se mantém elevada (hiperglicemia) e, a longo prazo, pode danificar os órgãos, nervos e vasos sanguíneos.

A diabetes é dividida em dois tipos:

– Tipo 1: ocorre quando o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células beta, responsáveis pela produção da insulina. Quando isso acontece, pouca ou nenhuma insulina é liberada no corpo e a glicose se concentra no sangue ao invés de ser utilizada como fonte de energia. O tipo 1 costuma aparecer na infância ou adolescência, mas há registros em outras faixas etárias.

– Tipo 2: é o mais comum, conhecido pela incapacidade do organismo de utilizar adequadamente a insulina produzida.

Existe ainda um terceiro tipo caracterizado por alterações hormonais na mulher durante a gravidez e que, por consequência, afetam a relação insulina-glicose: é a diabetes gestacional, que configura riscos para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.

COMO A DIABETES LEVA À CEGUEIRA?

RETINOPATIA DIABÉTICA: o acúmulo de glicose na parede dos vasos sanguíneos pode bloquear o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para as estruturas oculares, como a retina. Quando isso acontece, o corpo entende que é preciso fabricar novos vasos sanguíneos para suprir essa falta de nutrição, processo chamado de neovascularização. À primeira vista até parece algo inofensivo, mas não é: esses novos vasos são muito frágeis e extremamente suscetíveis a rompimentos que causam hemorragias, sobrepõem a visão e levam à cegueira.

EDEMA MACULAR DIABÉTICO: estima-se que 50% dos pacientes com retinopatia diabética desenvolvam um quadro de Edema Macular, problema em que os vasos sanguíneos absorvem uma maior quantidade de líquidos e proteínas e incham a mácula, região central da retina. Esse inchaço torna a visão borrada, distorcida e com má distinção das cores, podendo evoluir para a cegueira.

COMO POSSO ME CUIDAR

Mesmo que a diabetes esteja controlada e sem aparentes complicações, é extremamente importante que o paciente mantenha os bons hábitos de vida e consulte seus médicos com frequência, inclusive o oftalmologista.

A retinopatia diabética pode ser diagnosticada em um simples exame de dilatação do olho, rápido e indolor. Ao identificar a doença, o profissional pode indicar o tratamento adequado, orientar o paciente quanto às corretas ações a serem tomadas para controlar a progressão e, se necessário, solicitar exames complementares como a retinografia.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar a sua consulta de acompanhamento, nossos oftalmologistas estão à disposição, apoiados por uma estrutura completa e com tecnologia de ponta. Entre em contato pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:
National Eye Institute. Disponível em:
https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/diabetic-retinopathy

Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em:

SBD

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Para aprender bem é preciso enxergar bem!

Quando os filhos começam a demonstrar uma falta de interesse pela escola, atrasam algumas tarefas, entregam notas abaixo do esperado e não conseguem fixar os conteúdos na memória, muitos pais tendem a tratar o caso como uma questão meramente “comportamental”. Não podemos excluir essa possibilidade, é claro, mas também é necessário ficar de olho em alguns detalhes mais sutis.

Estima-se que 80% do processo de aprendizado de uma criança seja construído pelas informações visuais que ela recebe e assimila. Por isso, a força de vontade na hora de estudar é muito importante, mas os pequenos também precisam enxergar bem para se doar completamente ao ensino. O problema é que, nessa etapa da vida, podem surgir algumas dificuldades visuais que têm grande influência sobre a concentração, memória e socialização.

Se você tem uma criança em casa que está em fase escolar, tente se colocar no lugar dela por alguns instantes. Imagine-se sentado(a) numa cadeira da escola, ainda pequeno, e diante da necessidade de ler algum texto escrito no quadro a pedido da professora. É bem provável que uma visão embaçada atrapalhe a leitura e te exponha a uma situação desagradável frente à sala. Você não ficaria com vergonha dos colegas? Não seria desconfortável voltar à escola depois de alguns episódios como esse?

Agora, um segundo cenário para estimular a reflexão. Você está sentado na sua mesa com um livro. Espera-se que uma visão turva atrapalhe a compreensão, confunda algumas palavras e até mesmo lhe obrigue a ler bem devagar. Esse ritmo alterado e essa “confusão” não poderiam, de alguma forma, dificultar a interpretação do texto e a fixação da mensagem que ele transmite? Como fica a memória depois de alguns dias? E na hora de testar tudo isso em uma prova?

Essas duas hipóteses ilustram bem o dia a dia das crianças que convivem com dois dos problemas mais comuns na fase escolar: a miopia e a hipermetropia, ou seja, a dificuldade de enxergar de longe e de perto, respectivamente. Esses quadros acontecem em função de uma anormalidade na córnea, uma importante estrutura do nosso olho, e ambos podem ser corrigidos com o simples uso de óculos ou lentes de contato.

Para concluir o raciocínio, vamos inserir mais um fator relevante: a dificuldade de se comunicar. Muitas crianças não conseguem verbalizar tão bem os desafios que têm enfrentado no dia a dia, não sabem explicar o que sentem, não têm facilidade para identificar que há um problema nos olhos e, com isso, se sentem culpadas, envergonhadas e se afastam dos pais. Dessa forma, fica ainda mais difícil diagnosticar a causa-raiz.

Como reconhecer, então, que pode existir uma questão ocular por trás do mau rendimento na escola?

Esteja perto das crianças ao longo do aprendizado, coloque-se como um ponto de apoio e fique atento(a) se elas apresentam:

– Dor de cabeça frequente ou cansaço visual;
– Dor no fundo do olho;
– Olhos vermelhos ou coceira intensa;
– Queixas de visão dupla ou embaçada;
– Desvios oculares;
– Perda de interesse pela leitura;
– Dificuldade para fixar a atenção nas atividades visuais;
– Necessidade de inclinar a cabeça, fechar um olho ou franzir a testa para enxergar melhor;
– Leitura muito lenta ou até mesmo muito rápida;
– Aproximação ou afastamento exagerado dos objetos em relação ao olho;
– Dificuldade para lembrar conceitos básicos, letras, números e formas;
– Confusão constante entre palavras semelhantes;
– Má coordenação entre o olho e a mão;
– Troca das cores e dificuldade para definir formas.

A presença dos sinais acima são importantes indícios de que a saúde ocular não vai bem e precisa ser cuidada com carinho. Como o olho infantil amadurece até os 8 anos, diversos problemas de visão que surgem nessa fase precisam ser tratados com rapidez para evitar qualquer tipo de complicação no futuro.

Na hora de planejar o início do ano letivo, lembre-se de incluir um check-up ocular na “lista de materiais”. Os exames entram naquela parte indispensável, assim como o lápis e o caderno – não dá para viver sem.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar o check-up do seu filho conosco, nossos oftalmologistas estão à disposição.

Fontes:

AllAboutVision.com. Disponível em:
https://www.allaboutvision.com/parents/learning.htm

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Disponível em:
https://www.vejabem.org/uploads/arquivos/1593187504-5.PDF

 

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Precisamos falar sobre tratamento a laser para o glaucoma

Por trás do simples gesto de “abrir os olhos” e enxergar o mundo existe um processo bem conectado e muito interessante.

Podemos dizer que os nossos olhos são como uma câmera fotográfica da mais alta qualidade. A córnea, o cristalino e a pupila fazem o trabalho de uma lente responsável por captar a luz e enviá-la para a retina. Esse tecido, por outro lado, se assemelha ao filme fotográfico e é encarregado de gravá-la e transformá-la em impulsos nervosos que serão posteriormente enviados ao cérebro através do nervo óptico.

Sobre esse último, vale a pena falar um pouco mais, já que ele é crucial para o assunto deste artigo.

Trata-se de uma estrutura muito delicada que precisa da nossa atenção, já que está sujeita a doenças, inflamações e problemas hereditários. Se não estiver saudável, o nervo óptico pode comprometer a nitidez da nossa visão e atrapalhar diversas atividades do cotidiano.

O QUE É O GLAUCOMA?

Essa é uma das principais doenças oculares que atingem o nervo óptico, podendo ser definida como uma lesão progressiva que leva à perda do campo visual e cegueira irreversível.

Na maioria dos casos esse dano ao nervo óptico é causado por uma alta pressão intraocular, mas há também as manifestações congênitas e motivadas por traumas e complicações cirúrgicas.

Nos quadros mais comuns, o início do glaucoma é praticamente imperceptível. Durante um bom tempo, o olho não dói, não coça, não arde e não gera qualquer tipo de incômodo. Os sinais, muitas vezes, só aparecem nos estágios avançados, quando já existe alguma perda irreversível da visão.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO A LASER?

É preciso ressaltar que o glaucoma não tem cura, mas há diversos tratamentos capazes de impedir a progressão da
doença e diminuir drasticamente as chances de cegueira.

Entre os procedimentos a laser indicados para a doença está a TRABECULOPLASTIA, uma técnica que consiste em drenar parte do gel que preenche o nosso olho para reduzir a pressão interna e ajudar a “aliviar” o nervo óptico.

Separamos as quatro perguntas mais comuns sobre esse tratamento:

PARA QUEM A TRABECULOPLASTIA É INDICADA?

Geralmente, para os casos de glaucoma de ângulo aberto, o tipo mais comum da doença e que está diretamente ligado à pressão intraocular. Tudo vai depender, é claro, de uma avaliação criteriosa do oftalmologista.

COMO O PROCEDIMENTO É FEITO?

No próprio consultório médico, o oftalmologista aplica um colírio anestésico no olho para diminuir qualquer desconforto. Na sequência, o paciente fica de frente para o equipamento e, durante pouco tempo, recebe um feixe de luz (laser) diretamente na região a ser tratada.

Se o médico julgar adequado, é possível tratar os dois olhos no mesmo dia.

A TRABECULOPLASTIA DÓI?

Em função do anestésico, os incômodos são bem atenuados.

Durante a aplicação do laser os pacientes podem enxergar flashes de luz verde e vermelha. Após, alguns se queixam de pequeno inchaço e sintomas de olho seco, efeitos que podem ser facilmente administrados.

QUAL O TEMPO DE RECUPERAÇÃO?

Como a visão pode ficar embaçada logo após o procedimento, é ideal que seja feito repouso de algumas horas. Entretanto, a maioria dos pacientes pode retomar suas atividades cotidianas já no dia seguinte, sem qualquer tipo de prejuízo.

A principal lição que você precisa absorver sobre todo esse assunto é que as consultas oftalmológicas de rotina são essenciais para o bem da sua visão. Quanto antes você detectar o glaucoma, melhor será a resposta ao tratamento e menores serão os efeitos sobre a sua qualidade de vida.

Caso tenha alguma dúvida e queira agendar o seu check-up anual, nosso corpo clínico está à sua disposição. O IOSG fica na Av. Vasconcelos Costa, nº 962, no bairro Martins em Uberlândia-MG, e você pode marcar o horário com um especialista pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

National Eye Institute. https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/glaucoma/treatment#:~:text=Laser%20treatment%20or%20trabeculoplasty%20(tra,the%20pressure%20inside%20your%20eye.

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Ed. 13. Ano 05. 2017.

https://cbo.net.br/2020/admin/docs_upload/Revista_vejabem_13.pdf

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Como a dieta pode retardar a DMRI

A DMRI, sigla para Degeneração Macular Relacionada à Idade, é uma doença responsável por 8,7% de todos os casos de cegueira no mundo, o que corresponde a aproximadamente 3 milhões de pessoas.

De acordo com a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB), órgão detentor dos dados acima, a DMRI é um problema multifatorial que afeta as estruturas da mácula, região central da retina encarregada de captar as cores e detalhes, e que pode ser dividida em dois tipos:

– FORMA SECA OU NÃO-EXSUDATIVA: corresponde a quase 90% dos casos e apresenta complicações mais lentas. Nesse quadro, ocorrem alterações pigmentares, atrofia das células fotorreceptoras da retina e formação de pequenos cristais de proteínas no fundo do olho.

– FORMA ÚMIDA OU EXSUDATIVA: é a manifestação menos comum, porém mais grave. Ela é caracterizada pela formação de novos vasos sanguíneos frágeis e anormais abaixo da retina, que podem se romper, sangrar e acelerar a perda da visão central. Quando a DMRI chega a essa fase, são cada vez maiores as chances do paciente desenvolvê-la também no outro olho.

O principal sintoma da Degeneração Macular é a diminuição da visão central, quando o paciente começa a perceber uma mancha escura que prejudica seu foco nas diversas atividades do dia a dia. Em pouco tempo, na ausência de tratamento, pode também notar imagens distorcidas e borradas.

QUAIS AS CAUSAS?

A DMRI é um problema multifatorial relacionado principalmente ao envelhecimento natural e à genética. São fatores de risco para seu surgimento e complicação:

– Histórico familiar;
– Tabagismo;
– Hipertensão;
– Colesterol elevado;
– Obesidade;
– Dieta rica em gordura;
– Exposição excessiva ao sol sem proteção.

QUAL O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO?

Um estudo americano publicado recentemente dedicou-se a avaliar a relação entre os padrões alimentares e o desenvolvimento da Degeneração Macular. No grupo de pessoas analisadas, eles notaram uma incidência de DMRI três vezes maior entre os que mantinham uma dieta ocidental, rica em carnes vermelhas, laticínios, gorduras e poucos alimentos naturais.

Por outro lado, a manutenção de uma dieta equilibrada de padrão oriental pode fortalecer o sistema imunológico, reduzir o estresse oxidativo causado pelos radicais livres e diminuir os riscos de surgimento da doença.

Com esse cenário em vista, é recomendado investir em:

– Peixes (atum, sardinha, salmão, bacalhau) e frutos do mar, ricos em Ômega 3 e vitaminas.
– Frutas, verduras e legumes amarelos, laranjas, vermelhos e verde escuros, todos ricos em carotenoides, flavonoides e vitaminas.
– Gorduras limpas e saudáveis, como o azeite extra virgem, abacate, óleo de coco, nozes e sementes.
– Ovos, alimento com bastante luteína e zeaxantina.

CUIDE DOS SEUS OLHOS

Em uma sociedade cada vez mais longeva e independente, enxergar bem é determinante para a qualidade de vida, bem-estar físico e saúde mental.

Além da alimentação equilibrada, é importante manter bons hábitos de vida e consultar um oftalmologista regularmente, visto que muitas doenças são percebidas apenas em fases avançadas que dificultam o tratamento.

Caso tenha alguma dúvida, nosso corpo clínico está à sua disposição. Temos especialistas e estrutura de ponta para te auxiliar em todas as fases da vida. Agende sua consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

Dighe S, et al. Diet patterns and the incidence of age-related macular degeneration in the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) study. doi:10.1136/bjophthalmol-2019-314813.

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. As condições de Saúde Ocular no Brasil 2019. Disponível em: https://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/condicoes_saude_ocular_brasil2019.pdf

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Degeneração Macular. Disponível em: http://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/folder_degenera%C3%A7aomacular_leitura.pdf

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Estresse causa retinopatia?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial sofre com o estresse, sendo que o Brasil é o 2º colocado no ranking de países com os maiores níveis.

A lista de efeitos que o estresse tem no corpo é grande. Muita gente se lembra da irritação, suor excessivo, dor de cabeça, cansaço físico, batimentos acelerados e perda de concentração, mas nem todo mundo se atenta ao fato de que os riscos a longo prazo são sérios, inclusive para os olhos.

Um dos problemas oculares mais comuns causados por esse quadro é a Corioretinopatia Serosa Central, conhecida por vazamentos de líquido da coroide e consequente descolamento de retina. O paciente acometido pela doença tem visão central borrada e enxerga a imagem de forma distorcida.

É preciso ressaltar, ainda, que há outro tipo de estresse ameaçador: o oxidativo. De modo geral, ele é o estado que o nosso corpo fica quando a quantidade de moléculas antioxidantes disponíveis não é suficiente para compensar os efeitos nocivos dos radicais livres produzidos naturalmente pelas nossas células.

Os antioxidantes são vitaminas, minerais e outras substâncias adquiridas com uma boa alimentação e estimuladas através do sono e exercício físico. Quando adotamos maus hábitos, aumentamos as chances de viver sob esse estresse oxidativo e de expor o nosso corpo ao envelhecimento precoce, problemas de pele, Alzheimer e outras doenças.

Segundo um estudo inglês publicado no National Center for Biotechnology Information (NCBI), há evidências científicas de que o estresse oxidativo contribui para a progressão da Retinopatia Diabética, um enfraquecimento dos vasos sanguíneos da retina decorrente do excesso de açúcar no corpo. De acordo com os pesquisadores, os radicais livres contribuem para a formação de novos vasos que já nascem muito frágeis e suscetíveis a rompimentos que encobrem o campo de visão.

Para evitar todos esses problemas não há segredo: é preciso qualidade de vida. Invista em uma boa rotina de exercícios físicos, alimente-se de maneira adequada, principalmente com frutas, legumes e verduras, cuide do sono e busque equilíbrio emocional. Não é fácil lidar com o estresse e os desafios do dia a dia, e um apoio profissional nessas horas pode fazer a diferença. Respire, converse, medite e busque ajuda.

Caso tenha alguma dúvida sobre saúde ocular, os nossos oftalmologistas estão à sua disposição.

Fontes:

Calderon, G D et al. “Oxidative stress and diabetic retinopathy: development and treatment”. Eye (London, England) vol. 31,8 (2017): 1122-1130. doi:10.1038/eye.2017.64

MAIA JUNIOR, O. et al. Seguimento de portadores de coriorretinopatia serosa central por meio da tomografia de coerência óptica. Arq. Bras. Oftalmol.,  São Paulo ,  v. 69, n. 2, p. 165-169,  Apr.  2006

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Aprenda 5 formas de cuidar da sua visão

O bem-estar dos olhos tem grande influência sobre a nossa qualidade de vida. Enxergar bem é ter a possibilidade de desempenhar atividades no dia a dia, ser independente, adquirir conhecimento e gravar detalhes memoráveis ao lado da família e dos amigos.

E para que tudo isso aconteça da melhor maneira possível, precisamos nos atentar a alguns hábitos de vida que, apesar de simples, acabam sendo deixados de lado.

ALIMENTE-SE BEM

É claro que este não é o único fator, mas pode ser um bom ponto de partida.

A saúde ocular pode ser fortalecida através de uma alimentação equilibrada, com o consumo adequado de macronutrientes e a inclusão diária de vitaminas A, C, E, zinco, antioxidantes, ômega 3, luteína e zeaxantina.

Capriche na ingestão de peixes, cenoura, laranja, amêndoas, amendoim, ovo, couve, brócolis e outros vegetais verde-escuro, morango e linhaça.

CUIDE DO SEU PESO

Tão importante quanto saber o que comer, é saber o que evitar comer. O consumo elevado de sal, gorduras, alimentos ultraprocessados e açúcares está ligado ao aumento calórico que, a longo prazo, beneficia o ganho de peso.

Há um consenso na ciência e medicina de que a obesidade aumenta o risco de desenvolver doenças como diabetes e hipertensão, dois grandes perigos aos olhos.

LAVE SUAS MÃOS

Você já reparou na quantidade de lugares diferentes que toca ao longo do dia? Saiba que as nossas mãos são uma grande fonte de impurezas, vírus e bactérias que podem causar desde uma simples irritação até uma conjuntivite mais séria.

Mantenha-as limpas sempre que puder, principalmente antes e depois de usar colírios, maquiagens, pomadas ou lentes de contato.

USE ÓCULOS DE PROTEÇÃO

Uma exposição exagerada ao sol sem os devidos cuidados, a longo prazo, deixa os olhos desprotegidos da radiação UVA e UVB, diretamente ligadas ao surgimento de catarata, pterígio, degeneração macular e muitos outros problemas. Para evitar complicações, utilize óculos de sol de qualidade e, se possível, considere também os chapéus e bonés.

Além disso, no trabalho ou durante a prática esportiva, mantenha a visão protegida de traumas e lesões.

CONSULTE UM OFTALMOLOGISTA REGULARMENTE

Mesmo que você não esteja sentindo nada de estranho com os olhos, é muito importante se consultar com um médico no mínimo uma vez ao ano. Doenças como o glaucoma, degeneração macular e retinopatia não costumam causar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce e pode comprometer a eficácia do tratamento.

Caso tenha alguma dúvida, os nossos oftalmologistas estão à sua disposição. Temos especialistas e estrutura de ponta para te ajudar do diagnóstico ao tratamento. Agende sua consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

Conselho Brasileiro de Oftalmologia. https://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/condicoes_saude_ocular_brasil2019.pdf

https://www.vejabem.org/uploads/arquivos/1585861945-5.PDF

Healthline.

https://www.healthline.com/health/how-to-improve-eyesight

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A epidemia da MIOPIA

Quando abrimos os olhos, os raios de luz atravessam a nossa córnea e chegam à retina, quando se encontram em um mesmo ponto e formam a imagem que enxergamos. Para algumas pessoas, esse processo é concluído de um jeito um pouco diferente, como é o caso dos míopes.

Quem tem miopia possui o globo ocular um pouco mais longo que o “comum”, fazendo com que a imagem seja formada à frente da retina e não fique nítida se estiver distante dos olhos. Geralmente esse quadro surge ainda na infância, por diversos fatores, e progride até a adolescência, quando costuma estabilizar.

Nos últimos anos, o aumento repentino e abundante no número de casos tem preocupado a medicina. De acordo com a The International Agency for the Prevention of Blindness (IAPB), cerca de 28% da população mundial tinha miopia em 2010, e a expectativa é que até 2050 esse valor chegue aos preocupantes 50%. Para se ter uma ideia, há países na Ásia em que essa taxa chega a 70% entre as pessoas com 17 anos ou mais.

Diversos pesquisadores têm se dedicado a estudar possíveis causas que expliquem esse “boom” de olhos míopes, e há um consenso de que o problema pode estar em dois hábitos muito comuns da nova geração: o excesso de luz artificial e a falta de luz natural.

É cada vez mais frequente o uso indiscriminado de notebooks, smartphones e tablets, dispositivos que são posicionados muito próximos do rosto e demandam grande esforço dos olhos. Esse problema foi observado por cientistas americanos, que descobriram que essas luzes artificiais podem ser absorvidas por células da retina que, por sua vez, estimulam o crescimento do olho. Por outro lado, passar mais tempo ao ar livre reduz tais riscos e ainda beneficia o nosso organismo como um todo.

Com os devidos acompanhamentos oftalmológicos, a miopia pode ser controlada e não oferece grandes riscos à visão. Entretanto, quando descuidada, pode aumentar significativamente as chances de um descolamento de retina, glaucoma, catarata e degeneração macular, todos passíveis de evoluir para a cegueira.

Quando o médico identifica o problema em um exame simples, são indicados óculos ou lentes de contato que corrigem a formação da imagem da retina e devolvem a boa visão ao paciente.

A partir dos 18 anos, quando o grau tende a estabilizar – e se não houver contraindicações – é possível recorrer à cirurgia refrativa à laser para intervir nas estruturas do globo ocular e da córnea, e eliminar a necessidade de uso dos acessórios. Temos um conteúdo especial sobre esse procedimento, e você pode conferi-lo clicando aqui.

Caso tenha alguma dúvida, os nossos oftalmologistas estão à disposição. Temos especialistas no assunto que podem te ajudar do diagnóstico ao tratamento. Agende sua consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:

Mani A, Schwartz GW. Circuit Mechanisms of a Retinal Ganglion Cell with Stimulus-Dependent Response Latency and Activation Beyond Its Dendrites. Curr Biol. 2017 Feb 20;27(4):471-482. doi: 10.1016/j.cub.2016.12.033. Epub 2017 Jan 26. PMID: 28132812; PMCID: PMC5319888.

As Condições da Saúde Ocular no Brasil. Conselho Brasileiro de Oftalmologia. 2019.

https://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/condicoes_saude_ocular_brasil2019.pdf

www.wired.co.uk

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Como tratar o ESTRABISMO na infância

O estrabismo, popularmente chamado de “vesguice”, é um defeito visual conhecido pelo desalinhamento de um ou de ambos os olhos. Além de incomodar pela questão estética, quando negligenciado, também pode oferecer riscos à visão das crianças.

Este problema é classificado em diferentes tipos, que ainda podem se combinar:

– Estrabismo convergente ou esotropia: quando o olho aponta para o nariz.
– Estrabismo divergente ou exotropia: quando o olho é virado para o lado de fora do rosto, ou seja, para a orelha.
– Estrabismo vertical ou hipertropia: quando o olho aponta para cima ou para baixo.

Na maioria dos casos, as crianças são diagnosticadas entre o primeiro e quarto ano de vida, e raramente desenvolvem a doença após os 6 anos. A principal causa é um desequilíbrio na musculatura que sustenta e controla o movimento ocular, mas há fatores de risco menos comuns como o retinoblastoma, fraturas da órbita ocular, Síndrome de Down e Hipermetropia Excessiva.

QUAIS OS PERIGOS DO ESTRABISMO?

Quando os olhos estão desalinhados, o cérebro recebe duas imagens visuais diferentes e muitas vezes “ignora” uma delas. A longo prazo, esse processo desacelera o desenvolvimento do olho afetado (ambliopia) e pode causar baixa visão. Estima-se que o estrabismo ocorra em aproximadamente 3% das crianças, e que até metade delas apresentem algum comprometimento visual decorrente desse mal.

Na ausência de tratamento até os 7 anos, quando o olho termina de amadurecer, a criança corre o risco de ter sua visão deteriorada o suficiente para atrapalhar atividades simples do dia a dia.

COMO TRATAR, ENTÃO?

O objetivo, em qualquer situação, é equilibrar a acuidade visual e depois alinhar os olhos.

Muitas vezes o estrabismo é resolvido naturalmente ou então por meio de um tapa-olho, óculos ou lentes de contato que estimulem o fortalecimento da musculatura. Uma outra possibilidade é a recomendação de colírios de atropina que obscurecem levemente a visão do olho saudável para forçar a atividade do que está desalinhado.

Quando o caso é mais sério e não há resposta adequada a esses tratamentos, um oftalmologista pode indicar a cirurgia, destinada a afrouxar ou tensionar os músculos que estão causando o desequilíbrio.

Para evitar complicações e garantir uma visão saudável, é muito importante manter as consultas oftalmológicas em dia, inclusive com check-ups anuais. Pensando no bem-estar das crianças, o cuidado começa ainda na barriga da mamãe, com o pré-natal.

Caso tenha alguma dúvida, os nossos oftalmologistas estão à disposição. Temos especialistas no assunto que podem te ajudar do diagnóstico ao tratamento. Agende sua consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

Fontes:
KidsHealth. Disponível em: https://kidshealth.org/en/parents/strabismus.html

Estrabismo. Disponível em:
https://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/o-que-e-estrabismo-.php

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Doenças oculares na terceira idade

A terceira idade, para muita gente, é sinônimo de vivência, conhecimento, experiência e cuidado (principalmente com os outros). Nessa fase da vida, é comum direcionarmos toda a atenção para os filhos e netos, quando na verdade também precisamos olhar para dentro e sentir o que o corpo tem a nos dizer.

De acordo com os dados do IBGE, daqui a 10 anos, o Brasil deve chegar a mais de 38,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representará 17,4% da população. Esse dado, por si só, já ressalta a importância de reconhecermos o envelhecimento do brasileiro e pensarmos em alternativas para garantir a saúde e qualidade de vida dessas pessoas.

Com o passar dos anos, em função de um desgaste natural do organismo, nos tornamos mais propensos a desenvolver doenças, e por isso precisamos manter um acompanhamento médico mais próximo.

No universo da oftalmologia, por exemplo, dá para destacar a perda de foco, dificuldade para enxergar de perto, má distinção das cores e maior sensibilidade à luz, sinais que podem ser abordados em uma consulta preventiva com o oftalmologista.

PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES

– Presbiopia: muito comum a partir dos 40 anos, também é chamada de “vista cansada”, e caracterizada pela dificuldade de enxergar de perto, o que leva as pessoas a esticarem o braço para focalizar melhor. Apesar de parecer simples, esse problema dificulta diversas atividades do dia a dia, como a leitura.

– Glaucoma: é quando há danos ao nervo óptico, normalmente causados pelo aumento descontrolado da pressão intraocular. Diante de um diagnóstico tardio e tratamento inadequado, compromete a visão periférica e pode evoluir para a cegueira irreversível.

– Retinopatia Diabética: como o próprio nome indica, está relacionada ao descontrole do índice glicêmico. Neste caso, o excesso de açúcar no organismo compromete a estrutura dos vasos sanguíneos da retina, que se tornam frágeis e suscetíveis a rompimentos. Assim como o caso anterior, pode levar à perda da visão.

– Catarata: a principal causa de cegueira reversível. É conhecida pela perda da transparência do cristalino, a lente natural dos nossos olhos. Esse processo de opacificação nos faz enxergar sem o foco adequado, com as imagens distorcidas. Com o passar do tempo, evolui e compromete a visão, até que seja tratada cirurgicamente.

– Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): muito comum a partir dos 50 anos, ela afeta a região central da retina, principalmente em pacientes com maus hábitos de vida, fumantes e com histórico familiar da doença. Entre os principais sintomas está a perda da visão central, que normalmente é notada quando o quadro já está agravado.

De modo geral, todas essas doenças tem algo muito importante em comum: a necessidade de adotar bons hábitos de vida e se consultar com um oftalmologista regularmente, mesmo que não tenha percebido nenhuma irregularidade na visão. Em muitos casos, o check-up pode detectar uma doença em fase inicial e agilizar o tratamento, aumentando consideravelmente as chances de cura e manutenção da qualidade de vida.

Conte com o apoio dos nossos oftalmologistas para cuidar do seu sentido mais precioso. Caso tenha alguma dúvida, agende uma consulta pelo telefone (34) 3214-3033.

IOSG – Há mais de 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Ano 07. Ed. 22. 2019.

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Suplementos para melhorar a sua VISÃO

Se a sua dieta não é nada balanceada e você possui histórico familiar de doenças oculares, ou mesmo uma pré-disposição genética, esse texto é para você! Com a rotina estressante de trabalho, cuidados com a casa e com a família, a alimentação saudável pode ser deixada de lado.

Mas será que os suplementos vitamínicos, vendidos em formato de cápsulas, são boas opções para melhorar a saúde?

É importante deixar claro: a melhor opção é sempre manter uma dieta balanceada. Alimentos com grande quantidade de folhas verdes, espinafre, milho, laranja, ovos, e cenoura, contêm altos níveis de nutrientes muito importantes para a saúde do seu corpo, e também dos seus OLHOS. Além disso, um médico oftalmologista deve sempre ser consultado, ANTES do uso de tais suplementos, pois eles podem interagir negativamente com medicamentos e são contraindicados para pessoas com determinadas doenças.

O QUE DIZEM OS ESTUDOS CIENTÍFICOS?

O Instituto Nacional dos Olhos, dos Estados Unidos, realizou dois amplos estudos científicos sobre doenças oculares que possuem relação com o processo de envelhecimento humano, como a Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) e a Catarata, e o uso de suplementos vitamínicos contendo Vitamina C, Vitamina E, Betacaroteno, Óxido de Cobre, Luteína, Zeaxantina e o Zinco. As principais descobertas foram as seguintes:

– O risco de DMRI foi diminuído em 25%, ao longo de 6 anos de consumo do suplemento vitamínico;
– Em pessoas com DMRI moderada, o uso dos suplementos foi associado a um retardo do avanço da doença. No entanto, em casos mais graves, não houve melhora;
– Os suplementos não preveniram a DMRI ou foram capazes de restaurar a visão daqueles que já tinham a visão comprometida pela doença;
– A suplementação com Luteína e Zeaxantina reduziram a necessidade de cirurgia em pessoas com catarata que inicialmente tinham pouco consumo dessas substâncias carotenoides.

E o que isso nos mostra? Que com certeza, alguns suplementos são benéficos para a visão, mas esses efeitos não aparecerão em todos os casos e em todas as pessoas. Quem poderá avaliar cada caso em específico, é o médico oftalmologista.

MAS QUAIS SUPLEMENTOS SE MOSTRARAM MAIS BENÉFICOS?

– Luteína, Zeaxantina e Betacaroteno
São substâncias da família dos carotenoides, presentes em grande quantidade em vegetais de folhas verdes. No organismo, o betacaroteno é utilizado para a produção da Vitamina A, usada pela retina durante o processo de detecção de luz, imagem e conversão em sinais elétricos para serem enviados para o cérebro através do nervo óptico. A Luteína e a Zeaxantina atuam como oxidantes naturais e ajudam a prevenir os efeitos da luz ultravioleta emitida pelo sol e da luz azul emitida pelas lâmpadas e aparelhos eletrônicos.

– Ômega-3
Os ácidos graxos (gordura) do Ômega-3 são produzidos por algas marinhas, podendo ser encontrados nos peixes. Dois ácidos graxos específicos foram estudados, necessários para o desenvolvimento, construção e reparo da retina.

– Zinco
O Zinco atua em diversos processos do nosso organismo, como na imunidade, síntese de proteínas, cicatrização e multiplicação celular, o que o torna benéfico também para as células dos olhos. Ele está presente em vegetais, grãos e na carne vermelha. O Óxido de Cobre foi adicionado ao multivitamínico utilizado no estudo para diminuir os riscos de anemia por deficiência de cobre, que está associada à alta ingestão de zinco.

– Vitaminas C e E
A Vitamina C está presente em alimentos como a acerola, caju, goiaba, brócolis e laranja, e a Vitamina E é encontrada em diversas sementes, castanhas e óleos. Elas já foram associadas, por alguns estudos, a diminuição dos riscos de alguns tipos de catarata e ao retardo do avanço da doença.

Você pode contar com os oftalmologistas do IOSG para a escolha do melhor suplemento para a sua condição.

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Fonte:
– NIH Nacional Eye Institute e Healthline.

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