Yearly Archives - 2020

O que faz subir a pressão dos olhos?

O aumento da pressão intraocular causa lesões nas células nervosas do olho. Mas o que isso significa? Para que você seja capaz de ler este texto, a imagem da tela do seu celular ou computador, deve primeiro atravessar a córnea, uma membrana transparente, bem fininha, que envolve todo o olho, e depois a íris, a parte colorida, que se contrai ou relaxa para regular a quantidade de luz que entra pela abertura central, chamada pupila.

A imagem chega então ao cristalino, e é refletida no fundo do olho, em uma região chamada retina. A retina está associada à milhões de células nervosas fotorreceptoras, que levam a imagem até o cérebro, através do nervo óptico. Sem ele, esse trabalhão todo das estruturas oculares não vale de nada, pois é o CÉREBRO o responsável por codificar esses impulsos elétricos recebidos e entendê-los como letras, imagens e cores. Aí vive o perigo: a pressão dentro dos olhos não é a mesma coisa que a pressão arterial, regulada através do sangue. O nosso olho possui um líquido diferente, que circula na câmara anterior, entre a córnea e a íris. Esse líquido é chamado de humor aquoso, e o balanço entre a sua produção e escoamento – por um pequeno canal, funcionando como um ralo – é o que aumenta ou diminui a pressão dentro dos olhos.
Essa pressão, quando elevada, causa a COMPRESSÃO das células nervosas e atrofia das fibras do nervo óptico. Ou seja, cada vez menos informações chegam ao cérebro, e a cada dia menos você enxerga.

PRESSÃO INTRAOCULAR VS GLAUCOMA
E o que o glaucoma tem a ver com essa história? Glaucoma é um grupo de doenças onde há lesão do nervo óptico.
O que causa essa lesão? Sim, uma das principais causas do glaucoma é a elevação da pressão intraocular, sendo essa a doença que, no mundo, mais causa cegueira irreversível. No começo, não há sinais ou sintomas que possam ser percebidos pelo paciente, apenas no estágio mais avançado: onde primeiro a visão periférica vai sendo perdida, até chegar à cegueira completa. No entanto, se o aumento ocorrer de forma aguda, a pessoa pode sentir dor nos olhos e de cabeça, fotofobia e ânsia de vômito.

MAS O QUE FAZ SUBIR A PRESSÃO NOS OLHOS?
O consumo em excesso de alguns alimentos (como o café), estresse, posições de cabeça para baixo (geralmente realizadas em aulas de pilates e yoga) e segundo estudos recentes: a obesidade. Ela aumenta a quantidade de tecido adiposo – gordura – dentro dos olhos, diminuindo o fluxo de escoamento do humor aquoso, além de aumentar a viscosidade do sangue.

GRUPO DE RISCO 
O grupo de risco, em outras palavras, as pessoas que mais estão suscetíveis a ter alta pressão intraocular e consequentemente o glaucoma, são as que apresentam alguma das seguintes condições:
– Acima dos 40 anos;
– Etnia africana ou asiática;
– Casos de traumas ou lesões oculares que possam comprometer ou obstruir o canal de escoamento do humor aquoso;
– Histórico familiar de glaucoma;
– Uso de medicamentos corticoides;
– Doenças oculares: descolamento de retina, miopia, tumores e inflamações intraoculares;
– Obesidade, diabetes, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares.

E COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
A pressão intraocular é mensurada através de um exame chamado TONOMETRIA. Existem dois aparelhos diferentes: com o tonômetro de contato, o oftalmologista anestesia o olho e pressiona o aparelho na córnea, mensurando quanto tempo ela demora para voltar ao estado original, e com o tonômetro sem contato, o aparelho gera um impulso que deforma a córnea, sendo necessário a medição do tempo da mesma forma que o anterior. É um exame simples, rápido (com 5 minutos de duração) e os pacientes relatam pouco desconforto. Também existe uma forma de diagnosticar as lesões no nervo óptico, a oftalmoscopia. Onde o oftalmologista aplica um colírio para dilatação da pupila, e analisa, com a ajuda de uma lanterna, as estruturas de dentro do olho e possíveis alterações no nervo.

MAS TEM TRATAMENTO?
A prática de exercícios físicos tende a reduzir a pressão intraocular, assim como outros hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada. Mas em casos mais avançados, onde há o desenvolvimento do glaucoma, este é incurável, mas os tratamentos ajudam a evitar a estabilizar a doença, impedindo a sua piora. Os tratamentos mais realizados atualmente são através de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. Os medicamentos são geralmente colírios, que atuam na diminuição da produção ou aumentando a drenagem do humor aquoso, mas também podem ser prescritos comprimidos com o mesmo mecanismo de ação. Já as cirurgias, existem várias: trabeculoplastia a laser (através do laser, cria um canal para drenagem do humor aquoso), trabeculectomia com mitomicina C (associa a anterior com o uso de medicamento anti-inflamatório), implante de tubo (tubo de silicone mimetiza um canal, ajudando na drenagem), ciclofotocoagulação (diminui a produção de humor aquoso), iridotomia a laser (cria um orifício na íris, para igualar a pressão entre a câmara anterior e posterior dos olhos), iridectomia cirúrgica (remove parte da íris). Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que realiza a cirurgia de vitrectomia (remoção do vítreo, a estrutura gelatinosa que preenche o interior do olho) indicada em alguns casos de glaucoma, buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética e da prematuridade, tromboses venosas e para cirurgia de catarata. Tudo para a sua comodidade e segurança!
Dessa forma, a PREVENÇÃO e o DIAGNÓSTICO PRECOCE são essenciais. Conte com os oftalmologistas do IOSG, e espalhe a informação.
Em Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago fala sobre “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderem”, e estar informado funciona da mesma maneira: compartilhe este conteúdo com quem você ama e se importa, e os alerte sobre a importância da consulta anual ao oftalmologista.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Karadag R, Arslanyilmaz Z, Aydin B, Hepsen IF. Effects of body mass index on intraocular pressure and ocular pulse amplitude. Int J Ophthalmol. 2012;5(5):605-8. doi: 10.3980/j.issn.2222-3959.2012.05.12. Epub 2012 Oct 18. PMID: 23166873; PMCID: PMC3484700.
– Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Revista Veja Bem, 19, p. 33, “Pressão ocular: você sabe o que é?”.
– ABCMED, 2014. Hipertensão intraocular: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, complicações possíveis.

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Enxergar direito mantem a qualidade de vida ao envelhecermos (o que vc tem feito pelos seus olhos hoje?)

O desenvolvimento de uma sociedade será alcançado apenas quando for inclusivo para todas as idades. Essa é a ideia principal que a campanha do Dia Nacional do Idoso e do Dia Internacional da Terceira Idade, comemorados hoje – 1 de Outubro – tentam propagar. E qual o motivo disso? Além de no Brasil ser aprovada, pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741), a garantia da preservação da saúde física e mental da terceira idade, todos tem direito a liberdade e a uma vida com dignidade, sendo obrigação da família, comunidade, sociedade e do Estado garanti-los.

Percebe-se ainda cada dia mais uma inversão na nossa pirâmide: atualmente, os idosos são mais de 14% da população brasileira, e a expectativa é que em 2030 a quantidade de idosos seja maior que a de crianças e adolescentes de até 14 anos. E com o investimento em saúde pública, educação e saneamento básico, o brasileiro tem vivido cada vez mais! Em 1940, a média de vida era de 45,4 anos, e em 2015 chegou a 75,4 anos! Essa expectativa de longevidade tende apenas a aumentar, mas, para que isso aconteça, é necessário ficar de olho na sua saúde AGORA. Como você deseja chegar na sua velhice?

Diversas doenças estão mais presentes na terceira idade, definida pela Organização Mundial de Saúde como o período acima dos 60 anos, como as doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose, diabetes e demência. Para essas, a prevenção é sempre clara: alimentação saudável, prática de exercícios físicos e frequência nas consultas de prevenção e exames médicos. No entanto, existem outros tipos de doenças, mais silenciosas, mas que impactam diretamente a qualidade de vida do idoso: as doenças oculares.

PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES NOS IDOSOS
Quem não associa os bisavós e avós àquela imagem de senhores amáveis, usando óculos, com certa dificuldade em enxergar e ouvir? Até mesmo em filmes e desenhos animados a velhice é representada assim, e tem um motivo: o sistema sensorial é o mais impactado durante o processo de envelhecimento. Principalmente a visão, levando a uma deficiência visual ou mesmo cegueira. As doenças mais predominantes durante a velhice, que podem causar esses problemas são:

– Catarata: o cristalino do olho se torna opaco, amarelado ou esbranquiçado, dificultando a passagem de luz e sua chegada até à retina, impedindo a formação da imagem e consequentemente a visão;

– Glaucoma: elevação da pressão intraocular, danificando o nervo óptico, que é o responsável por levar as informações e imagens formadas no olho, até o cérebro;

– Retinopatia diabética: elevação dos níveis de glicose (açúcares) no sangue devido ao diabetes, que danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina, podendo causar inchaço, hemorragias, oclusão e diminuição ou perda da visão;

– Degeneração macular relacionada à idade: lesões da mácula, a parte central e mais importante da retina, responsável pela visão central e das cores;

COMO ESSAS DOENÇAS PODEM INFLUENCIAR A MINHA QUALIDADE DE VIDA?
Se você usa óculos, fica fácil de imaginar: como seria sair de casa sem eles? Quais atividades você não seria capaz de fazer? Dirigir, ler as embalagens dos produtos no supermercado, ou até mesmo caminhar na rua com segurança se tornariam atividades mais difíceis. É isso o que acontece quando as doenças oculares aparecem durante o envelhecimento, o idoso acaba tendo a sua independência e autonomia limitadas. E o pior é que são doenças que não podem ser corrigidas apenas com o uso de um acessório.

Essa diminuição dos sentidos básicos e da autonomia impacta diretamente a vida do idoso, como a incapacidade para o trabalho (que é vista pela sociedade como sinônimo de utilidade), a perda do status social, da mobilidade, aumento da frequência de acidentes, e baixa autoestima, estando relacionada à maiores taxas de suicídio nessa população. Ou seja, o não enxergar direito gera problemas sociais, econômicos e psicológicos na vida de uma pessoa, e a qualidade de vida engloba tudo isso.

Diversos estudos demonstram essa relação: em um deles, os cientistas descobriram que pessoas com CERATOCONE, outra doença que afeta a capacidade visual, são mais pessimistas, retraídos e inseguros. Outro estudo verificou, através de questionários, que a qualidade de vida do idoso diminui conforme a piora da sua condição visual, e que os que conseguiam trabalhar tinham uma melhor qualidade de vida.

MAS E O QUE VOCÊ TEM FEITO PELOS SEUS OLHOS HOJE?
Para garantir uma boa qualidade de vida na terceira idade, alguns cuidados devem ser tomados desde AGORA:

1) Não coce os olhos: a região é muito sensível, e o hábito de coçar pode causar lesões ou até infecções por micro-organismos presentes nas mãos;

2) Esteja atento à higienização: ao menos uma vez por dia, você deve lavá-los, retirando as impurezas e secreções dos cílios e canto dos olhos. Sempre retire a maquiagem antes de dormir e limpe corretamente os pincéis;

3) Seja saudável: tenha bons hábitos alimentares, regulando os níveis de consumo de açúcares, e consuma mais peixe. Os peixes possuem ômega 3 e diversas vitaminas que fortalecem os olhos. Também pratique exercícios físicos e não fume! O tabagismo está associado às doenças oculares mais graves;

4) E o principal: segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), os exames oftalmológicos anuais devem ser feitos a partir dos 40 anos. E em casos de histórico familiar de alguma doença ocular, os cuidados devem começar bem mais cedo. Já marcou a sua consulta? Conte com o IOSG para garantir a MELHOR qualidade de vida.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!
Referências:
– Conselho Brasileiro de Oftalmologia
– BRAVO FILHO, Vasco Torres Fernandes et al. Impacto do déficit visual na qualidade de vida em idosos usuários do sistema único de saúde vivendo no sertão de Pernambuco. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 75, n. 3, p. 161-165, 2012.
– Moreira LB, Alchieri JC, Belfort R Jr, Moreira H. Aspectos psicossociais do paciente com ceratocone [Psychological and social aspects of patients with keratoconus]. Arq Bras Oftalmol. 2007 Mar-Apr;70(2):317-22. Portuguese. doi: 10.1590/s0004-27492007000200023. PMID: 17589706.
– PRETTO, Caroline et al. Influência da visão na qualidade de vida dos idosos e medidas preventivas a deficiências visuais/Influence of vision on the quality of life of the elderly and preventive measures to visual disabilities. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 3, p. 4900-4905, 2020.
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Primavera e os cuidados com a CONJUNTIVITE ALÉRGICA

“É PRIMAVERA! Hoje o céu está tão lindo…” Assim foi feita a anunciação pelo Tim Maia, cheia de alegria, cores e amores. Mas para muitas pessoas, não é apenas rosas que a primavera traz, com ela vêm também as alergias. As tão insuportáveis ITES: rinite, sinusite, e… conjuntivite. Sim, a conjuntivite também pode ter causa alérgica, você sabia?

A conjuntivite, como o nome já diz, é uma inflamação ou infecção na conjuntiva, uma película transparente de tecido que reveste a pálpebra e a córnea. Ela ajuda na proteção do olho, contra agentes externos como o sol, vento, micro-organismos e substâncias que desencadeiam reações alérgicas.

OS TIPOS DE CONJUNTIVITE DEPENDEM DO AGENTE CAUSADOR

Dessa forma, existem 3 tipos de conjuntivites:
– Conjuntivite bacteriana: de carácter infeccioso, é causada mais frequentemente por bactérias do tipo estafilococos e estreptococos, que estão presentes de forma natural na pele e sistema respiratório das pessoas. Entretanto, alguns hábitos podem levar à infecção dos olhos, como esfregá-los com as mãos sujas, compartilhar pincéis de maquiagem e usar lentes de contato que não foram bem higienizadas.

– Conjuntivite viral: também é infecciosa, sendo causada principalmente pelo vírus que causa o resfriado comum, podendo vir do próprio corpo da pessoa (ao assoar o nariz com força, o vírus pode se locomover do nariz para os olhos) ou através da exposição à tosse ou espirro de alguém.

– Conjuntivite alérgica: não são infecciosas, pois ocorrem quando alérgenos do ar –  substâncias que provocam reações alérgicas –  entram em contato com o olho, como pelos de animais, ácaros e pólen das flores. Pode ser ainda perene ou sazonal. A perene se manifesta independente da estação do ano, podendo ser causada até mesmo por alguns alimentos. Já a sazonal, aparece sempre na mesma época, geralmente a PRIMAVERA e OUTONO, tendo ainda a característica dos sintomas melhorarem em tempos úmidos e piorarem com vento quente e após tempestades.

COMO SABER SE MINHA CONJUNTIVITE É ALÉRGICA?
Fique atento aos sintomas! Na conjuntivite alérgica, os principais são: vermelhidão, secreção aquosa, inchaço, sensibilidade à luz e o que mais a diferencia dos outros tipos, é a coceira. Tais sintomas aparecem geralmente em ambos os olhos, sendo que esfregá-los pode piorar o quadro.

Outros sintomas como opacidade do olho, perda ou redução da visão, dor nos olhos e secreções anormais são um sinal de alerta. Em todos os casos, um oftalmologista deverá ser consultado, mas  caso apresente algum desses sintomas anteriores, você deve procurá-lo com maior urgência.

AGORA QUE JÁ SEI A CAUSA, COMO POSSO PREVENIR?  
Se a primavera costuma te trazer esse tipo de presente indesejado, existem algumas medidas de precaução que você pode tomar para diminuir os riscos de desenvolver a conjuntivite alérgica, como:

– Redobrar os cuidados com a higiene das mãos e lentes de contato, lavando-as com regularidade, principalmente na presença de animais de estimação, produtos de limpeza, cremes e perfumes;

– Evitar levar a mão ao rosto e nunca esfregar os olhos,

– Sempre que estiver ao ar livre, usar óculos de sol, pois ajudam a diminuir o contato com o pólen, poeira e outros alérgenos;

– Durante a primavera, evite cortar a grama e outros serviços de jardinagem;

– Utilize ar condicionado com filtro dentro de casa e no carro.

E O TRATAMENTO, COMO É FEITO?
Leu esse texto tarde demais e já apresenta sintomas? O primeiro passo é aliviar o desconforto: você pode usar óculos de sol para evitar a sensibilidade à luz e o contato com mais substâncias irritantes, lavar os olhos com soro fisiológico estéril e lágrimas artificiais, aplicar compressas frias, e DEVE EVITAR o uso de lentes de contato e maquiagem. Em casos mais graves, o oftalmologista pode prescrever medicamentos anti-inflamatórios não esteroides e anti-histamínicos, mas a automedicação nunca é recomendada.

Conte com os oftalmologistas do IOSG para te ajudar durante a prevenção e o tratamento de todos os tipos de conjuntivite!

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Fonte:
– ASBAI Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.
– Centro de Informação do Medicamento (Epublicação).
– American Oprometric Association.

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Retinoblastoma: a importância do diagnóstico precoce

Em um dia comum, sentada no chão brincando com o seu filho de 3 anos, uma mãe decide tirar fotos para enviar para a família. Mas algo parece estranho, ao ligar o flash da câmera, ela percebe um reflexo branco no olho da criança. O que pode ser?

O “reflexo do olho de gato”, como é comumente chamado, é um dos sinais do RETINOBLASTOMA. É um tipo de câncer nos olhos, mais especificamente nas células embrionárias da retina. A retina é a parte interna do olho, formada por tecido neurológico, sendo responsável por captar as imagens e as transmitir ao cérebro, tornando possível o sentido da visão.

É o tumor mais comum em crianças de até 5 anos de idade, e pode levar à cegueira ou até mesmo à morte. A boa notícia é que se diagnosticado de forma precoce, as chances de cura são altas!

MAS O QUE CAUSA RETINOBLASTOMA?

Os nossos genes funcionam como um livro de receitas, onde estão escritas todas as instruções sobre o funcionamento do nosso corpo. Existem genes supressores de tumor, ou seja, que dão as instruções necessárias para impedir a formação de um câncer. Um deles é o RB1, e no caso do Retinoblastoma, ocorre uma deleção desse gene, como se uma página fosse arrancada do livro. Essa condição pode causar também características dismórficas e atrasos no desenvolvimento do cérebro.

Existem 2 causas para a deleção do gene RB1:

1) Retinoblastoma Hereditário
Abrange de 30 a 40% dos casos. Ocorre a deleção do gene RB1 da célula embrionária, a que dá origem à todas as células do nosso corpo, tornando a pessoa propensa também a outros tipos de cânceres e aumenta a possibilidade do Retinoblastoma Bilateral (nos dois olhos). Na maioria dos casos, a deleção ocorre após a concepção, e 1 a cada 4 crianças herda o gene “defeituoso” de um dos pais.

2) Retinoblastoma Não-Hereditário
É a maioria dos casos (de 60 a 70%), onde a deleção ocorre apenas em uma célula da retina de um olho, passando para outras quando essa se multiplica. Porém, a deleção não está presente nas outras células do corpo.

A QUAIS SINAIS DEVO FICAR ATENTO?

– Reflexo branco na pupila (leucocoria), que geralmente aparece em fotografias com flash, chamado também de “reflexo do olho do gato”;
– Estrabismo (desvio dos olhos da direção correta, “olho vesgo”);
– Vermelhidão e dor no olho;
– Pupilas dilatadas;
– Mudança da cor dos olhos (heretocromia).

O DIAGNÓSTICO PRECOCE É ESSENCIAL

Não existem formas de se prevenir desse tipo de câncer, o mais importante é entender que: 90% dos pacientes tem CHANCE DE CURA quando a doença é detectada nos primeiros estágios!
Os sinais podem ser acompanhados durante as consultas ao pediatra pelo Teste do Olhinho, mas o diagnóstico deve sempre ser confirmado por um oftalmologista pelo Exame de Fundo de Olho, sendo a melhor opção para o diagnóstico precoce, uma vez que o Teste do Olhinho só útil para os estágios mais avançados da doença.

Seu filho já realizou algum desses testes? Conte com nossos oftalmologistas para cuidar dos olhos da sua família!

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Fonte:
– Dimaras H, Corson TW. Retinoblastoma, the visible CNS tumor: A review. J Neurosci Res. 2019;97(1):29-44. doi:10.1002/jnr.24213
– Rao R, Honavar SG. Retinoblastoma. Indian J Pediatr. 2017;84(12):937-944. doi:10.1007/s12098-017-2395-0
– TUCCA Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.
– Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos.

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Conheça 4 tratamentos para RETINOPATIA DIABÉTICA

Você sabia que nós consumimos açúcares em diversos alimentos? No tradicional açúcar de mesa, no leite, e em carboidratos como pães, massas e arroz. Em condições normais, nosso organismo transforma esses tipos de açúcares em glicose, e a insulina ajuda a levá-la para dentro das células, onde será transformada em energia.

Mas existem doenças que atrapalham esse processo, como é o caso do diabetes mellitus, fazendo com que os níveis de glicose no sangue fiquem muito elevados, podendo gerar consequências como a RETINOPATIA DIABÉTICA. Nesse caso, ou há baixa produção de insulina (como ocorre no diabetes tipo 1), ou o organismo cria uma resistência à insulina produzida, ou seja, ela se torna incapaz de transportar a glicose (diabetes tipo 2).

POR QUE O EXCESSO DE AÇÚCAR CAUSA RETINOPATIA DIABÉTICA?
Por não ser absorvida pelas células, a glicose acaba se acumulando no sangue, “grudando” principalmente na parede de pequenos vasos sanguíneos, como os que passam por dentro dos olhos. Isso bloqueia o fluxo sanguíneo e impede que oxigênio e nutrientes cheguem até células da retina. Dessa forma, o corpo entende que é necessário fabricar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS E FRÁGEIS, e podem se romper e causar uma hemorragia dentro dos olhos, levando à perda da visão.

E QUAIS SÃO AS FORMAS DE TRATAMENTO?
O tratamento da retinopatia diabética vai depender do estágio da doença, sendo necessária intervenção cirúrgica apenas na fase mais desenvolvida, quando há crescimento de novos vasos sanguíneos.

1) Acompanhamento médico:
Seguir uma dieta recomendada por um nutricionista, controlando os níveis de glicose no sangue, pode trazer de volta um pouco da visão. Mas o tratamento correto do diabetes é essencial, então não deixe de tomar o medicamento receitado pelo oftalmologista.

2) Injeção intraocular de anti-VEGF:
Quando há edema macular (inchaço), uma forma de tratamento são as injeções intraoculares (dentro do olho) para injetar medicamentos que impedem a formação de novos vasos. Esses medicamentos são chamados anti-VEGF (anti-angiogênicos), como: Avastin (bevacizumabe), Eylea (aflibercepte) e Lucentis (ranibizumabe). Injeções de medicamentos esteroides também são uma alternativa.

3) Cirurgia a laser (panfotocoagulação):
Nessa cirurgia, o laser é utilizado para vedar as lesões nos vasos da retina, evitando o vazamento de sangue, e diminuir o crescimento de novos capilares. Dessa forma, o inchaço é reduzido, e impede a piora da perda da visão.

4) Vitrectomia:
Em casos mais avançados, como a hemorragia severa, a vitrectomia é a mais recomendada. Nessa cirurgia, parte do gel vítreo – fluido gelatinoso que preenche o olho – é retirado, juntamente com o sangue hemorrágico e tecido de cicatrização.

A MELHOR PREVENÇÃO É O ACOMPANHAMENTO MÉDICO
Geralmente, as primeiras fases da doença não apresentam sintomas, e a melhor forma de prevenção é o controle dos níveis de glicose no sangue, da pressão arterial e do colesterol. Além disso, todo paciente diabético deve realizar o EXAME DE FUNDO DE OLHO uma vez ao ano, e como a gestação pode agravar o caso, mulheres diabéticas grávidas devem realizar o exame a cada trimestre.

Não deixe sua saúde de lado, agende uma consulta e conte com nossos oftalmologistas, a prevenção pode impedir a perda da sua visão!

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Fonte:
– American Academy of Ophthalmology. “Diabetic Retinopathy Treatment”.
– Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.
– Manual MSD – Versão Saúde para a Família.

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Doenças psiquiátricas & SÍNDROME DOS OLHOS SECOS

Tem dia que parece que parece que não importa quantas vezes você piscar, seu olho ainda está seco, né? Pois bem, se isso é uma situação recorrente no seu dia-a-dia, é possível que você tenha Síndrome do Olho Seco. As lágrimas têm um papel importantíssimo na saúde ocular, são responsáveis pela lubrificação e limpeza dos olhos. Quando a sua produção é alterada, pode causar esse ressecamento excessivo. Os sintomas envolvem vermelhidão, ardor, coceira, sensação de “areia” nos olhos, podendo gerar dores oculares e evoluir para a forma crônica.

MAS O QUE CAUSA A SÍNDROME DO OLHO SECO?
Essa síndrome é uma das doenças oculares mais comuns, e pode ser causada por inúmeros fatores. Normalmente, envolve a deficiência na produção de lágrimas, ou rápida pela rápida absorção das mesmas. Em ambos os casos as terminações nervosas presentes na córnea desses pacientes são afetadas, causando dores semelhantes às de uma infecção ou inflamação nos olhos. No entanto, várias situações podem levar a essas deficiências, inclusive distúrbios psiquiátricos.

QUER DIZER QUE DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS AFETAM OS OLHOS?
Sim, de acordo com um estudo analítico feito por pesquisadores da Universidade Nacional de Seoul, na Coréia do Sul, existem fatores neurológicos e/ou psicológicos no desenvolvimento de sintomas de olho seco, principalmente em pacientes idosos. Os cientistas fizeram um levantamento de pesquisas sobre o assunto e, segundo os dados obtidos, além de condições psiquiátricas, incluindo depressão, ansiedade, estresse, transtorno de estresse pós-traumático e transtornos do sono, medicamentos para transtornos psiquiátricos têm associação com o desenvolvimento da síndrome. Alguns casos relatam a associação de dores neuropáticas, síndrome da dor crônica e vários distúrbios do sistema nervoso central com a síndrome do olho seco.

Dessa forma, de acordo com os pesquisadores, o tratamento para síndrome do olho seco, combinado com distúrbios psiquiátricos ou neurológicos, deve ser muito bem discutido. Os especialistas afirmam que os pacientes que têm a síndrome e apresentam outros sintomas psicossomáticos devem ser acompanhados minunciosamente.

ENTÃO IDOSOS SÃO MAIS PROPENSOS A TER A SÍNDROME?
A diminuição da produção natural de lágrimas é muito comum, tanto que 75% das pessoas com mais de 65 anos apresentam secura dos olhos devido a isso. Porém, olhos secos também podem ser causados, ou agravados, por algumas situações, como fumar; ingerir café; alterações na menopausa; uso de computador; consumo excessivo de açúcar; desidratação e alergias. Olhos secos em idosos também podem ser sintoma de algumas outras condições clínicas, como diabetes ou doenças autoimunes. Nesses quadros, as lágrimas artificiais são às vezes prescritas, mas servem apenas como alívio temporário e podem exacerbar o problema.

Qualquer outra dúvida ou orientação, não hesite em entrar em contato com a gente para marcar um atendimento!


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Fonte:
Han, Sang Beom et al., Clinical Interventions in Aging, “Association of dry eye disease with psychiatric or neurological disorders in elderly patients.” Disponível em: doi:10.2147/CIA.S137580

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Doenças oculares que devem ser tratadas na INFÂNCIA

Toda criança tem direito a proteção à vida e à saúde, segundo o 7º artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente, e isso inclui cuidados específicos com a saúde ocular dos pequenos. Grande parte das doenças oculares são diagnosticadas em idade escolar, por isso é tão importante visitar o oftalmologista frequentemente para prevenir possíveis danos à visão. No caso dos bebês e crianças pequenas, eles não sabem ainda se expressar muito bem, por isso é importante que os pais ou responsáveis fiquem de olho em possíveis sintomas, e, se algo for notado, devem procurar a ajuda de um médico especializado. Mas quais doenças oculares devem ser tratadas na infância?

– MIOPIA & HIPERMETROPIA
Entre os problemas de visão mais comuns, em crianças e adultos, estão os erros de refração, que incluem miopia e hipermetropia, por exemplo. Em todos esses casos, há problemas na formação da imagem, o que a deixa mais embaçada para perto ou para longe, respectivamente.

No caso da miopia, a imagem não é corretamente focalizada na retina, o que faz com que haja a dificuldade de enxergar coisas a uma distância considerável. A criança míope, portanto, começa a evitar brincadeiras e atividades que exijam enxergar longe, já que ela consegue ver melhor de perto. A miopia pode ser hereditária, mas é possível que seja adquirida por causa de maus hábitos, por isso é importante incentivar as crianças a passarem mais tempo realizando atividades ao ar livre. Trata-se a miopia com o uso de óculos ou lentes de contato até que se alcance a idade suficiente para uma possível cirurgia refrativa.

No caso da hipermetropia, é verdade que todos os bebês nascem hipermetropes, já que seu globo ocular ainda não atingiu o tamanho ideal. Assim, as imagens captadas são formadas após a retina, no início, a criança sente dificuldade para enxergar de perto. Com o desenvolvimento, o globo ocular cresce e esse quadro é revertido normalmente.

No entanto, devido a um desenvolvimento incompleto, é possível que algumas crianças continuem com dificuldades de enxergar pelo fato de continuarem a ser hipermetropes. Mas não é só isso, a hipermetropia na infância pode estar associada a outros problemas, então é preciso ficar atento aos sinais. Se a criança tende a ficar olhando tudo “muito de perto”, ao ler livros, cadernos, ou até mesmo assistir TV, é preciso procurar um médico para a realização de exames.

– ESTRABISMO
O estrabismo acontece quando um ou ambos os olhos estão desviados, ou seja, perdem o “paralelismo dos eixos visuais”, e isso pode acontecer para dentro (esotropia) ou para fora (exotropia). É importante falar que até os seis meses de idade, é normal que ocorra certo desalinhamento entre os olhos do bebê, já que ele ainda não tem uma boa fixação das imagens na mácula (a parte central da retina). Porém, isso deve se regularizar após o desenvolvimento correto da visão. Dessa forma, se o quadro persistir após essa idade é importante buscar ajuda médica, pois quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de cura.

Se o tratamento for feito durante o desenvolvimento dos olhos da criança, pode ser usado um tampão, que ajuda a estimular a musculatura do olho mais fraco. Entretanto, em crianças mais velhas, é preciso usar óculos e, em alguns casos, pode ser necessário cirurgia.

– AMBLIOPIA
Também chamada de “olho preguiçoso”, a ambliopia é o desenvolvimento irregular de um dos olhos. O que acontece é que o olho pode não evoluir de maneira correta e acabar tendo uma participação mínima na visão da criança. Pode ser causada por várias situações, mas o estrabismo e erros de refração são as causas mais comuns. O tratamento envolve a oclusão de um olho, exercícios oculares orientados e o uso de óculos. Quanto mais cedo for diagnosticado, melhores são os resultados do tratamento.

– LEUCOCORIA
Um pouco mais incomum, a leucocoria ocorre quando ocorrem lesões posteriores à pupila, que dão origem a manchas brancas nessa parte do olho (leucocoria significa “pupila branca”). Como as manchas ficam na frente da pupila, impedem a passagem correta da luz, podem atrasar o desenvolvimento normal das vias ópticas ou mesmo conduzir ao seu atrofiamento.

Essa condição é avaliada no recém-nascido, durante o “teste do olhinho”. Existem muitas causas para a leucocoria, as mais comuns são pela catarata congênita e retinoblastoma, e o tratamento depende da razão do problema.

– RETINOBLASTOMA
Basicamente, retinoblastoma é um tumor maligno que altera as células da retina. É o tumor ocular mais frequente em crianças e é frequentemente diagnosticado através do teste do olhinho, por isso é tão importante realizá-lo. O tratamento depende do curso e da extensão da doença.

– CATARATA CONGÊNITA
Sim, é possível ter catarata em crianças. A catarata congênita é responsável por cerca de 10% dos casos de cegueira infantil, e ainda é considerada uma das doenças oculares mais comuns da infância. O sintoma principal que os responsáveis devem ficar atentos é uma mancha esbranquiçada na pupila. Esse problema costuma ser notado ao se tirar uma foto com flash, quando a mancha se destaca. Isso demonstra que o cristalino (a lente do olho) está ficando opaca e dificultando a visão.

Geralmente, a catarata congênita provém da herança genética, ou seja, existem casos na família, mas também pode acontecer por causa de infecções intrauterinas como rubéola, sífilis e toxoplasmose. O tratamento também é cirúrgico, em que ocorre a troca do cristalino por uma lente intra-ocular específica. Também será necessário um acompanhamento rigoroso até os 10 anos e, após, um acompanhamento rotineiro para o resto da vida.

– LACRIMEJAMENTO EXCESSIVO
Esse é um dos problemas que temos que ficar de olho. Lacrimejamento excessivo pode ocorrer frequentemente em bebês, e sua causa mais comum é a obstrução parcial ou total dos ductos lacrimais, impedindo a drenagem completa das lágrimas. Pode ser que seja resolvido ao longo do crescimento, visto que seus ductos lacrimais se tornam mais alargados com o tempo. Mas, em alguns casos, é necessário realizar a massagem local ou sondagem do canal nos casos persistentes.

Essas são uma das complicações oftalmológicas mais comuns durante a infância. Entretanto, é preciso deixar claro que a visita ao oftalmologista deve ser feita regulamente, pois quanto mais cedo forem diagnosticadas, menores são as consequências para a visão dos pequenos! Por isso aqui no IOSG nós prezamos pelo cuidado da saúde ocular dos seus filhos. Vamos cuidar BEM para ver SEMPRE!

Qualquer outra dúvida ou orientação, não hesite em entrar em contato com a gente para marcar um atendimento!

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Fonte: Prof. Dr. Edmundo Almeida, “Doença Oftalmológica Na Infância: Quais As Mais Comuns?”
Disponível em: https://retinapro.com.br/blog/veja-quais-sao-as-doencas-oftalmologicas-mais-comuns-na-infancia/

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MIOPIA e outros erros refrativos podem alterar durante a gravidez. Saiba mais

Que a gravidez é um período de mudanças extremas no corpo da mulher, isso todo mundo sabe, mas sabia que ela também pode alterar a visão? Pois é, por mais incrível que pareça, sim, ela pode. Isso acontece por causa das alterações do metabolismo, perfil hormonal e da circulação, que afetam diretamente o funcionamento da visão, levando a temporários ou até mesmo permanentes. No caso das mulheres que já apresentam erros refrativos, como a miopia, por exemplo, podem sentir ainda mais as mudanças na visão, segundo um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

MAS COMO A GRAVIDEZ PODE AFETAR A VISÃO?
Bem, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma das explicações é o aumento nos níveis de progesterona – hormônio fundamental na gravidez. O aumento da concentração desse hormônio no organismo influencia, inclusive, na quantidade de colágeno presente na córnea. Assim, as variações hormonais podem acarretar diversos sintomas oculares, inclusive mudanças refrativas.

É importante lembrar que a córnea é a camada fina e transparente que recobre a íris e a pupila. Além de atuar como uma barreira de proteção para o cristalino (a “lente” dos olhos), a córnea também é responsável por permitir a entrada de luz através da pupila e executa cerca de dois terços da tarefa de foco. A sua curvatura é essencial para a refração dos raios de luz e, portanto, é vital para que se produza uma imagem nítida. É composta por células, líquido e proteínas, principalmente o colágeno. Pode parecer frágil, mas é quase tão resistente quanto uma unha, entretanto é muito sensível ao toque.

Por isso, de acordo com o CBO, o aumento da espessura e da curvatura da córnea e o aumento da curvatura do cristalino poderão, em alguns casos, levar a um desvio refrativo, aumentando a graduação dos óculos. E essa variação de espessura acontece devido a alteração da concentração dessas proteínas, como o colágeno. A mudança é, geralmente, transitória, voltando ao normal depois de 7 a 8 meses após o nascimento da criança.

E ISSO ACONTECE COM TODAS AS GRÁVIDAS?
Não necessariamente, existem casos em que essas mudanças hormonais não afetam a visão. Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, por exemplo, usou dados da “Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição” (do inglês, NHANES), para avaliar mulheres entre 20 e 44 anos, grávidas e não grávidas, pareadas com base na idade, etnia e educação.

De acordo com os resultados, as mulheres que notaram uma mudança significativa na visão pertenciam ao sub subgrupo de grávidas que já usavam óculos. Além disso, segundo os dados da pesquisa, não houve uma direção específica, ou seja, não foi apenas em direção da miopia e hipermetropia. Mas grande parte das mulheres do estudo que tiveram alterações na visão eram míopes.

ENTÃO AS GRÁVIDAS TAMBÉM DEVEM IR AO OFTALMOLOGISTA?
Com toda a certeza! Grávidas devem se consultar com mais frequência com um oftalmologista durante a gestação. Ainda mais se são mulheres que já usam óculos, ou têm algum outro problema na visão. Aqui no IOSG nós temos uma série de equipamentos para fazer diagnósticos de acompanhamento que são seguros para as gestantes, é só entrar em contato com a gente e marcar um atendimento.


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Fontes: Wu, F., Schallhorn, J.M. & Lowry, E.A., “Refractive status during pregnancy in the United States: results from NHANES 2005–2008.” Disponível em: DOI:10.1007/s00417-019-04552-3

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Retinopatia Diabética: É POSSÍVEL VOLTAR A ENXERGAR?

“Açúcar, tempero e tudo o que há de bom?” Na verdade, essa “mistura” pode ser interessante nos desenhos animados, porém na realidade, pode trazer mais prejuízo pra sua saúde do que você imagina! As advertências para os males do excesso de gordura e carboidratos no organismo não é novidade, mas, principalmente para quem já é diabético, esse combo pode danificar – e muito – a sua retina.

A RETINOPATIA DIABÉTICA é um dos principais danos oculares causados pelo diabetes descontrolado. Basicamente podemos definí-la como lesões não inflamatórias da retina ocular, que normalmente são decorrentes da deficiência de irrigação sanguínea deste tecido. Se não tratada rapidamente, a retinopatia causa danos irreversíveis para a visão.

O acúmulo de substâncias na circulação sanguínea e alterações vasculares favorecem o bloqueio da passagem de sangue e o surgimento de hemorragias, atrapalhando gravemente a visão. Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), após 20 anos de doença, mais de 90% dos diabéticos tipo 1 e 60% com o tipo 2 apresentarão algum grau de retinopatia.

A RETINOPATIA FUNCIONA DE QUE JEITO?
Costumamos dividir a retinopatia diabética em duas fases: a não-proliferativa, menos avançada, e proliferativa, que é um estágio mais sério. Na primeira, é possível que surjam pequenas dilatações, obstruções e hemorragias nos vasos sanguíneos, o que faz com que a retina deixe de receber oxigênio e nutrientes. Esse processo estimula o organismo a formar novos vasos.

Já na fase mais avançada, a proliferativa, há justamente essa neovascularização na superfície da retina, geralmente fragilizada e com maior potencial de ruptura e liberação de sangue. É nesse momento em que são maiores as chances de perda de visão, pois as manchas de sangue podem favorecer o surgimento do EDEMA MACULAR DIABÉTICO, atrapalhar o campo visual e facilitar o descolamento de retina.

É importante lembrar que se a mácula (região localizada no centro da retina) não for afetada pelas manchas de sangue, dificilmente será notado algum sintoma ou perda da visão. Entretanto, caso ocorra, o inchaço na região tem grande potencial de deixar a visão turva e evoluir para a cegueira.

MAS, AFINAL, É POSSÍVEL VOLTAR A ENXERGAR?
Depende do estágio da gravidade das lesões. Como dissemos anteriormente, na fase não-proliferativa, ocorrem pequenas dilatações, obstruções e/ou hemorragias nos vasos sanguíneos, mas isso não significa que a retina já foi lesada. Porém, como esse tecido não está recebendo oxigênio e nutrientes suficientes, esse processo faz com que o próprio corpo crie novos vasos sanguíneos para suprir a falta.

No entanto, caso as taxas de glicemia permanecerem altas, e o diabético não se cuidar como se deve, nem fazer acompanhamento um oftalmológico devido, passa-se para a fase proliferativa, a pior. Após o surgimento do edema macular diabético, é possível que os danos da retina sejam mais graves e permanentes. Por isso, quando diagnosticada no início, o tratamento contra a retinopatia diabética ajuda a evitar a perda de visão permanente.

E COMO É O TRATAMENTO?
Antes de falar do tratamento, é preciso deixar claro que a melhor forma de evitar a retinopatia diabética é controlar a glicose e manter a pressão arterial nos níveis normais. Além disso, os pacientes diabéticos devem frequentar regularmente um oftalmologista para que, se houver retinopatia, ela seja detectada no início.

Dessa maneira, o tratamento envolve, usualmente, o controle da glicemia e da pressão arterial, por meio de dieta rigorosa e prática de exercícios; se houver edema macular, injeções de medicamentos nos olhos com a finalidade de diminuir a formação de novos vasos sanguíneos; Fotocoagulação a laser, responsável por diminuir o crescimento de novos vasos sanguíneos anômalos e reduzir os derrames; e, em algumas vezes, vitrectomia, caso haja hemorragia vítrea e o excesso de sangue deva ser drenado.

Retinopatia diabética não é brincadeira, se você tem diabetes ou conhece algum diabético deve sempre estar lembrando de manter os níveis de glicemia e pressão arterial normais. Por isso a melhor escolha é a prevenção!

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Fontes:

Dr. Peter A. Campochiaro et al., Academia Americana de Oftalmologia, “AntieVascular Endothelial Growth Factor Agents in the Treatment of Retinal Disease”. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1016/j.ophtha.2016.04.056

Dra. Sonia Mehta, MSD Manual, “Retinopatia diabética”. Disponível em:  https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-oftalmol%C3%B3gicos/doen%C3%A7as-da-retina/retinopatia-diab%C3%A9tica

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Tratamento a laser para ceratocone no IOSG

Visão embaçada, os contornos meio duplicados… normalmente esses são os sintomas que levam os pacientes a procurarem um oftalmologista. Apesar de parecer um astigmatismo mais acentuado, pode ser um caso de CERATOCONE.

As pessoas com ceratocone tem um aumento progressivo na curvatura da córnea, que acontece de maneira irregular. Isso faz com que ela fique mais fina e menos resistente, num formato mais “pontiagudo”. Dependendo da gravidade da doença, é possível tratar usando óculos ou lente de contato. Mas em alguns casos é preciso impedir que a doença avance para manter a qualidade de visão. E aqui no IOSG existem tratamentos a laser que podem ajudar:

– CROSSLINKING
O ceratocone também é decorrente de uma alteração nas fibras de colágeno, o crosslinking é uma aplicação de uma vitamina chamada riboflavina (B2) na córnea que, quando exposta à luz ultravioleta, a cada cinco minutos, durante um total de 30 minutos, estimula novas ligações entre as moléculas de colágeno. A técnica endurece a parte anterior da córnea e estabiliza o ceratocone.

– MÉTODO CAP – “CONTOUR ABLATION PATTERN”
É um método novo em que cirurgião utiliza o laser excimer precisamente controlado para esculpir a córnea e atingir o resultado ideal. Os resultados muito parecidos com a cirurgia a laser PRK, para erros refrativos, mas é preciso que o paciente tenha mais de 30 anos de idade, baixo grau de miopia e astigmatismo, visão estável e córnea com espessura suficiente.

É sempre importante lembrar que a escolha desses métodos para o tratamento de ceratocone depende da avaliação de um oftalmologista especializado no assunto. Uma outra alternativa para o tratamento, é a implementação do anel intraestromal corneano, um dispositivo formado por dois semicírculos de espessura variada (porque depende do grau do ceratocone) e 5 mm de diâmetro. É implantado no interior da córnea, em uma camada chamada de estroma, a partir de um procedimento cirúrgico seguro e de alta precisão.

É normal que centro da córnea seja mais íngreme do que a periferia. Entretanto, pra quem tem ceratocone, o centro é ainda mais “pontiagudo”, como se fosse um cone mesmo. O implante do anel tem a função de “engrossar” a córnea periférica, o que, por meio da tração, achatará o centro, que é mais pontudo. A implantação do anel também aumenta a espessura central da córnea até 6 meses após a cirurgia. De acordo com os especialistas, o anel induz a remodelação do colágeno, deixando a ponta da córnea mais grossa e resistente.


Qualquer outra dúvida ou orientação, não hesite em entrar em contato com a gente para marcar um atendimento! Lembre-se: se você tem ceratocone ou tem alguém na família que tenha, é preciso ficar de olho e visitar um oftalmologista regularmente. Ceratocone tem controle!

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