Monthly Archives - novembro 2020

O uso do celular faz mal para a visão das crianças?

Amarelinha, pique-esconde, pega-pega, pipa… na nossa época, a diversão era na rua, ao ar livre. Hoje em dia, “brincadeira de criança” já tem um significado totalmente diferente. Os pequenos passam horas na frente das telinhas – TVs, tablets e celulares – e os pais mal sabem pronunciar os nomes dos novos “jogos”. Ainda mais em tempos de pandemia e isolamento social, sem a escola, as alternativas de atividades no mundo lá fora ficam escassas. Mas, será que essa exposição pode afetar a visão das crianças?

OLHOS CANSADOS

Olhos doloridos, coçando, lacrimejando, maior sensibilidade a luz e fortes dores de cabeça: já percebeu algum desses sintomas no seu filho? Ou até em você mesmo, a visão começa a ficar turva ou dupla após muito tempo trabalhando em frente ao computador, se concentrar se torna difícil e manter os olhos abertos é cansativo? Esses são sintomas da FADIGA OCULAR. Ela ocorre, pois, os olhos se cansam de focar em letras pequenas e tão próximas. Esse estado pode se estender também ao ler um livro ou fazer as tarefas da escola, e é muito importante procurar um oftalmologista para avaliação do caso.

USO DO CELULAR X MIOPIA

Além dos olhos ficarem mais cansados, o uso desses aparelhos pode ter alguma relação com a piora da visão a longo prazo? Os estudos científicos mostram que SIM. Em 2018, foi analisado o tempo de uso de celular de mais de 400 crianças e jovens da Irlanda. O trabalho publicado descobriu que as crianças com miopia, quando comparadas a crianças que não precisavam de óculos, consumiam mais conteúdo na internet e passavam mais horas usando o telefone, mesmo acreditando que o uso afetava a visão.

Outro estudo de 2019, realizado com crianças chinesas, também encontrou resultados parecidos: o uso prolongado de computadores e celulares foi associado a maiores erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia), enquanto assistir televisão ou estudar com livros não apresentaram o mesmo efeito maléfico. Além disso, crianças que passavam entre 30 minutos e 1 hora (ou mais) ao ar livre, em horários próximos ao meio dia, apresentaram uma melhor visão, com menos erros refrativos.

LUZ AZUL: INFLUÊNCIA NO SONO E NAS CÉLULAS DA RETINA

As lâmpadas LEDs (Diodo Emissor de Luz) estão se tornando cada vez mais populares, e também são usadas para iluminar a tela das TVs, computadores, celulares e tablets. Mesmo que ela pareça branca nesses dispositivos, é considerada como parte do espectro de LUZ AZUL (entre 400 e 490 nanômetros). Esse é um comprimento de onda mais curto, o que a fazer ser uma luz mais energética, sendo comparada aos raios UV. Já se comprovou que crianças que assistem TV, jogam vídeo games ou ficam no celular pela noite, tem mais dificuldade para dormir, dormem menos e tem menor qualidade de sono. Entretanto, diversos estudos tentam descobrir se essa luz pode afetar as células da retina.

A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Suas células são muito sensíveis, e poderiam ser afetadas pela exposição contínua à luz azul. Os estudos mostram que a exposição à luz azul por alguns dias ou semanas não apresenta um risco para o desenvolvimento de doenças oculares, entretanto, a exposição prolongada ainda está sendo investigada, mas já existem indícios de que causa aumento da produção de ROS (Espécies Reativas de Oxigênio), que são tóxicas para o organismo e também APOPTOSE CELULAR (que é a morte programada das células da retina).

O QUE É RECOMENDADO PELOS ESPECIALISTAS?

O melhor, é tentar limitar o uso dos dispositivos pelas crianças: não é recomendado mais que 1 hora de uso dos dispositivos por dia. E o uso ainda deve ser fragmentado ao longo do dia, em intervalor de 20-30 minutos no máximo. Incentive os pequenos a realizarem atividades fora das telinhas e a assistirem vídeos ou desenhos animados em telas maiores, como a TV, onde ficam mais distantes do dispositivo. Em caso de qualquer alteração ou irritação na visão, procure um especialista. Você sempre pode contar com o IOSG.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– MCCRANN, Saoirse et al. Smartphone use as a possible risk factor for myopia. Clinical and Experimental Optometry, 2020.
– Guan, H., Yu, N. N., Wang, H., Boswell, M., Shi, Y., Rozelle, S., & Congdon, N. (2019). Impact of various types of near work and time spent outdoors at different times of day on visual acuity and refractive error among Chinese school-going children. PloS one, 14(4), e0215827.
– University of Haifa. (2017, August 22). Blue light emitted by screens damages our sleep, study suggests. ScienceDaily.
– Tosini, G., Ferguson, I., & Tsubota, K. (2016). Effects of blue light on the circadian system and eye physiology. Molecular vision, 22, 61–72.
– MOON, Jiyoung et al. Blue light effect on retinal pigment epithelial cells by display devices. Integrative Biology, v. 9, n. 5, p. 436-443, 2017.
– Washington Pediatric Vision Center, Mayo Clinic e American Optometric Association.

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Existe câncer nos OLHOS?

Existe sim! Mas felizmente, não é tão comum. O mais presente entre os adultos é o MELANOMA DE COROIDE, e a cada 1 milhão de pessoas, apenas 10 desenvolvem esse tipo de tumor. Entretanto, as suas consequências são graves e é uma das principais causas de perda de visão e morte no Brasil, devido a diagnósticos tardios. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoce são importantes para salvar o olho e até mesmo a vida do paciente.

O QUE É O MELANOMA DE COROIDE E COMO É DIAGNOSTICADO?

Coroide é uma fina membrana muito vascularizada, que reveste o interior do olho e se localiza entre a retina e a esclera, no fundo do globo ocular. O melanoma de coroide é o crescimento de um tumor maligno nessa região. Para identificá-lo, é necessário que o olho seja examinado por um oftalmologista e exames como o mapeamento de retina sejam realizados. Como complemento, exames como a ultrassonografia do globo ocular, angiofluoresceinografia (que avalia os vasos sanguíneos dos olhos), tomografia de coerência óptica e a indocianina verde (que avalia o coroide) pode ser pedidos.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

No geral, esse tipo de câncer não apresenta sintomas e por se localizar dentro dos olhos, não causa sinais externos que possam ser percebidos pelo paciente. No entanto, em casos mais avançados e quando o tumor cresce em determinadas regiões oculares, pode-se notar os seguintes sintomas:

– Dificuldade para enxergar;
– Manchas, pontos ou flashes de luz no campo de visão;
– Crescimento de uma mancha escura na íris (parte colorida do olho);
– Perda da visão periférica;
– Alterações no formato e tamanho da pupila (circulo preto no centro do olho);
– Mudança na posição e formato do globo ocular;
– Dor, caso o crescimento seja externo (mais raro).

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO?

Dependendo do tipo de câncer e do tamanho, algumas abordagens podem ser usadas para o tratamento, como a cirurgia, a terapia com radiação, a terapia a laser, a quimioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia. Outro fator a ser considerado são as chances de recuperar a visão: por exemplo, caso o melanoma já tenha comprometido a visão por completo, é mais seguro realizar a cirurgia de retirada do globo ocular. Mas se existem chances da visão ser restaurada e a estrutura do olho ainda está preservada, a radioterapia pode ser a melhor escolha.

Entre 2009 e 2015, as chances de uma pessoa sobreviver passados 5 anos do diagnóstico do melanoma de coroide, eram de: 85% para tumores localizados (dentro do olho), 71% para tumores regionais (quando o câncer se espalhou para estruturas fora do olho) e 13% quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, como o fígado, que é o mais comum a ser atingido pela metástase do melanoma de coroide.

E QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?

Os fatores de risco já comprovados cientificamente estão relacionados a descendência, histórico familiar, características físicas e condições genética, como:

– Raça e cor dos olhos: pessoas brancas de olhos claros tem mais chances de desenvolver melanoma de coroide do que os afrodescendentes, latinos ou asiáticos com olhos escuros;

– Idade e gênero: o melanoma é mais comum nos homens do que nas mulheres, e o risco aumenta de acordo com o envelhecimento (aumento da idade);

– Condições genéticas: pessoas com a síndrome do nevo atípico clássica, que apresentam manchas na pele, pessoas com manchas anormais na úvea, e pessoas com a síndrome de predisposição de tumor relacionado a BAP1 (uma doença genética hereditária onde a mutação no gene BAP1 aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de coroide, úvea, melanoma da pele, câncer renal, entre outros);

– Histórico familiar: ter parentes com melanoma de úvea;

– Possuir determinado tipo de pintas nos olhos (chamadas nevus), também aumenta os riscos de melanoma de úvea.

E COMO POSSO ME PREVENIR?

Segundo a Sociedade Americana de Câncer, não existem formas comprovadas de prevenção, mas é recomendado: limitar a exposição à luz solar intensa, através do uso de chapéus e óculos de sol com lentes de proteção para os raios UVA e UVB, o que também protege a pele em volta dos olhos. A MELHOR alternativa é se consultar com um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano, para que os olhos sejam examinados e as chances de diagnóstico precoce sejam maiores. Lembre-se: o câncer de olho é, na maior parte dos casos, silencioso. Não deixe de agendar a sua consulta, conte com o IOSG para cuidar da sua saúde.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– CBCO Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos e American Cancer Society.

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Saiba quais são as doenças oculares mais frequentes na população negra

Muitas enfermidades possuem alguma relação genética (devido a alterações no DNA) e/ou hereditárias (passadas de pais para filhos). Dessa forma, dentro de uma mesma etnia algumas delas se destacam, o que é o caso da Anemia Falciforme, Hipertensão e Diabetes Mellitus entre os negros, pardos e afrodescendentes no geral. Associadas a elas, estão algumas DOENÇAS OCULARES, e é por isso que os afrodescendentes devem ficar de OLHO nos sinais e sintomas dessas doenças, para propiciar a prevenção e o tratamento adequado.

ANEMIA FALCIFORME
A Anemia Falciforme é uma doença genética hereditária, onde as células vermelhas do sangue se tornam mais enrijecidas e, ao invés de redondas e bicôncavas, assumem um formato parecido a uma foice: daí vem o nome, falciforme. Essa alteração de forma dificulta a circulação sanguínea e o transporte de oxigênio para as células do corpo. Essa doença está presente em 10% da população negra, e apresenta manifestações clínicas e complicações nos OLHOS, como:

– Retinopatia proliferativa: são alterações que ocorrem na retina, causadas inicialmente pela obstrução dos pequenos vasos sanguíneos da retina, pelas hemácias em formato de foice. Como o sangue é impedido de chegar às células do olho, há a estimulação da criação de novos vasos (neovascularização). Entretanto, esses novos são FRÁGEIS, IMATUROS e se aderem ao humor vítreo (gel que preenche toda a cavidade ocular), o que aumenta os riscos de hemorragia retiniana. Podem ser percebidos sintomas como a diminuição ou perda da visão, e manchas como “moscas volantes”.

– Glaucoma: o glaucoma é a principal causa de cegueira nas pessoas negras. Nessa doença, há um aumento da pressão intraocular, pelo desequilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Os pacientes negros apresentam danos ao nervo óptico mais graves do que os brancos, e por possuírem a íris dos olhos mais pigmentada, precisam de medicamentos em concentrações maiores.

HIPERTENSÃO
A Hipertensão Arterial atinge até 20% dos adultos brasileiros, sendo mais incidente entre homens e pessoas negras, e é responsável por mais de 50% das diferenças das taxas de mortalidade entre brancos e negros nos Estados Unidos.

– Retinopatia Hipertensiva: essa pressão acima do conhecido padrão “12 por 8” faz com que os vasos sanguíneos do corpo se estreitem, incluindo os da retina, o que impede a chegada do sangue ao local, assim como na retinopatia proliferativa. Essa obstrução pode causar também inchaço na retina, comprometendo a sua função e pressionando o nervo óptico, o que a longo prazo causa problemas na visão.

DIABETES MELLITUS
O Diabetes Mellitus tipo II é mais comum entre a população negra, sendo que 50% a mais das mulheres negras desenvolvem a doença, quando comparadas a mulheres de outras etnias. Nesse tipo, ocorre a resistência periférica à insulina, e o consequente acúmulo de glicose no sangue. Além do glaucoma, o diabetes também é um fator de risco para a Retinopatia Diabética.

– Retinopatia diabética: a hiperglicemia causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos. Isso estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

Segundo o IBGE, em 2010 no Brasil, os negros e pardos juntos somavam mais de 50% da população brasileira. Então falar de saúde da população negra, é falar da saúde dos brasileiros! Conte com o IOSG para cuidar da sua saúde e proporcionar as melhores estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

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Fonte:
– Manual de Doenças Mais Importantes, Por Razões Étnicas, na População Brasileira Afro-Descendent, Ministério da Saúde, 2001.
– Greenidge, K. C., & Dweck, M. (1988). Glaucoma in the black population: a problem of blindness. Journal of the National Medical Association, 80(12), 1305–1309.
– Musemwa, N., & Gadegbeku, C. A. (2017). Hypertension in African Americans. Current cardiology reports, 19(12), 129.
– VILELA, Rosana QB; BANDEIRA, Denise M.; SILVA, Maria Alexsandra E. Alterações oculares nas doenças falciformes. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 29, n. 3, p. 285-287, 2007.
– Healthline.

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Edema Macular Diabético e outras doenças oculares causadas pelo diabetes

Na américa latina, mais de 40% das pessoas que tem diabetes, NÃO SABEM. E você deve ficar ainda mais atento: o Brasil é o 4º país com mais pessoas que não sabem que possuem a doença. E por que isso é perigoso? O diabetes pode ocasionar consequências graves, porém silenciosas. As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte e incapacidade nos diabéticos, 80% dos casos de doença renal grave são causados por ela e a amputação de membros é de 10 à 20 vezes mais comum nos diabéticos, devido à neuropatia diabética.

Mas não para por aí: o diabetes também traz malefícios para a sua VISÃO. A Retinopatia Diabética é a principal causa de cegueira nos adultos e 1 a cada 3 diabéticos desenvolve a retinopatia. Caso não diagnosticada a tempo, a Retinopatia Diabética pode causar ainda algo mais grave: o Edema Macular Diabético.

MAS QUAL A DIFERENÇA ENTRE RETINOPATIA E EDEMA MACULAR DIABÉTICO?

Vamos pensar no assunto como fases de avanço da doença. A Retinopatia Diabética ocorre quando há o acúmulo de açúcar (glicose) no sangue, devido ao Diabetes Mellitus, o que causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina. A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Então, essa hiperglicemia causa o seguinte:

1) Retinopatia Diabética NÃO PROLIFERATIVA: é a fase inicial, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias nos vasos sanguíneos da retina, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos;

2) Retinopatia Diabética PROLIFERATIVA: a situação anterior estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

3) Edema Macular Diabético: primeiro, precisamos entender o que é a MÁCULA. Já sabemos que a membrana que recobre os olhos internamente é a retina. A porção principal da retina, bem no fundo dos olhos, é chamada de mácula e é responsável pela visão central e a cores. O edema macular nada mais é do que um INCHAÇO na região: há um acúmulo de líquidos e proteínas na mácula, tornando a visão borrada, distorcida, e com dificuldade em enxergar as cores. Caso não tratada a tempo, pode levar à cegueira.

E QUAL É O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO EMD?

Apesar da complexidade da doença, o diagnóstico é simples: o oftalmologista especialista em retina (retinólogo) realiza exames como a OCT (tomografia de coerência óptica), para avaliar a região da retina/mácula/coróide, a angiografia para avaliar o fundo do olho e suas estruturas (vasos sanguíneos e nervo óptico) e o exame de acuidade visual – aquele comum, das letrinhas na parede – para avaliar o quadro de visão borrada ou distorcida.

O tratamento é o mesmo da Retinopatia Diabética: injeção intraocular com medicamentos anti-VEGF, que impedem a formação dos novos vasos sanguíneos, detendo o extravasamento de sangue e líquidos na região da mácula, ou a cirurgia a laser (panfotocoagulação e vitrectomia). Dessa forma, a visão pode ser recuperada em muitos casos, porém em outros é possível apenas impedir que a doença avance para um estágio mais grave. Assim, a PREVENÇÃO, com o controle dos níveis glicêmicos, e o DIAGNÓSTICO PRECOCE, através das consultas de rotina ao oftalmologista, são essenciais para cuidar da sua visão.

 

Conte com o IOSG para cuidar da sua visão: aqui nossos profissionais são extremamente qualificados para todas as etapas: prevenção, diagnóstico e tratamento!

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Fonte:
– Atlas IDF 2017 – Diabetes no Brasil;
– Revista Veja Bem, Veja Para Sempre – Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

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Mitos e verdades sobre o DALTONISMO

Cada pessoa tem uma forma única de ver o mundo. E às vezes, é no sentido literal. A retina é uma membrana que recobre a face interna dos nossos olhos, e é formada por dois tipos de células: os cones e os bastonetes. Ambas são chamadas de células fotorreceptoras, pois recebem os estímulos luminosos e os transmitem para o cérebro através do nervo óptico.

Os cones são responsáveis pela visão em cores e os bastonetes, pela visão em preto e branco. Dessa forma, quando uma pessoa não possui cones suficientes, ela não é capaz de identificar diversas cores e tonalidades. A essa condição dá-se o nome de discromatopsia, ou mais comumente chamada de daltonismo.

O mais comum é que a pessoa daltônica tenha alterações na visão das cores verde, vermelho e azul, mas existem diversas particularidades sobre o assunto. Confira 5 MITOS ou VERDADES sobre o DALTONISMO:

1) APENAS HOMENS PODEM SER DALTÔNICOS.
#MITO: o daltonismo é uma doença genética (presente no seu DNA) e hereditária (passada de pais para filhos), associada ao cromossomo X. Então mulheres podem transmitir, mas é mais raro que tenham a doença.

Os cromossomos são estruturas, presentes dentro das células, formadas por DNA. Cada célula possui 46 cromossomos, 23 herdados da mãe e 23 herdados do pai. A mãe sempre passa para o bebê um cromossomo sexual do tipo X, e o pai pode transmitir um do tipo X (menina) ou Y (menino).

A alteração genética do daltonismo, que faz com que a pessoa tenha menos células do tipo CONE nos olhos, está presente no cromossomo X. Para que uma menina (XX) desenvolva a doença, essa tem que receber a alteração de ambos os pais, já os meninos (XY), terão a doença caso apenas a mãe transmita a alteração, o que aumenta muito as chances. Estudos mostram que o daltonismo hereditário acomete de 6 dos homens e 0,4% das mulheres.

2) POSSO FICAR DALTÔNICO(A) DURANTE A VIDA.
#VERDADE: apesar da maioria dos casos ser genético, uma pessoa pode se tornar daltônica devido a lesões nos olhos e sistema neurológico, doenças oculares (glaucoma, degeneração macular relacionada a idade e catarata), doenças cerebrais e do sistema nervoso (Alzheimer e esclerose múltipla) e pelo uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, indicada para o tratamento de artrite reumatoide, lúpus e problemas de pele, famosa atualmente pelos estudos sobre seu uso em casos de COVID-19.

Tais doenças e medicamentos podem causar danos aos olhos, nervos e regiões do cérebro responsáveis pela visão.

3) OS DALTÔNICOS NÃO CONSEGUEM VER APENAS A COR VERMELHA E VERDE.
#MITO: existem vários tipos de daltonismo. As células cone da retina podem ser subdividas em 3 categorias, as sensíveis a cor vermelha, verde e azul. Essas 2 cores, quando combinadas, formam todas as outras que conhecemos. Dessa forma, o tipo de daltonismo dependerá do tipo de células cone em falta ou com alterações.

Na MONOCROMACIA, a pessoa enxerga tudo em tons de cinza, pois há 2 ou 3 tipos de cones faltando, o que impede que ela seja capaz de diferenciar as cores.

A DICROMACIA, a forma mais comum, ocorre quando um tipo de cone não está presente na retina, podendo ser dividida entre protanopia, deuteranopia e tritanopia. No tipo chamado PROTANOPIA, há ausência ou dificuldade da visão da cor vermelha, assim o daltônico enxerga o vermelho como marrom, cinza ou verde e tem dificuldade para diferenciar o azul ou vermelho do verde. Na DEUTERANOPIA, ele não enxerga a cor verde, sendo vista como marrom, e tendo dificuldade de distinguir o vermelho do verde, o roxo do azul, e os tons de cinza. Já na TRITANOPIA, a dificuldade é com as cores azul e amarelo, onde as diferentes tonalidades de azul não são percebidas, o amarelo é visto como rosa claro e o laranja não aparece, existindo ainda dificuldade em diferenciar o azul do verde e o amarelo do violeta.

Há ainda a TRICOMACIA ANÔMALA, onde há os 3 tipos de células cone na retina, porém um desses tipos possui uma alteração, sendo dividida também em 3 categorias: PROTANOMALIA (menos sensível a luz vermelha), DETERANOMALIA (alteração no vermelho e verde) e TRITANOMALIA (caso mais leve de tritanopia).

A monocromacina, tritanopia e tritanomalia são condições genéticas, porém não estão associadas ao cromossomo sexual X, e sim ao cromossomo 7, o que faz com que, nesses casos, homens e mulheres tenham a mesma probabilidade de adquirir a doença.

4) O DIAGNÓSTICO PRECOCE NÃO É IMPORTANTE, POIS NÃO TEM CURA.
#MITO: mesmo que o daltonismo congênito (associado aos cromossomos) não tenha cura, se ele for causado por alguma doença, condição ou uso de medicamentos, isso deve ser investigado pelo médico oftalmologista.

Além disso, o diagnóstico precoce ajuda no desenvolvimento da criança, principalmente em idade escolar: em um estudo realizado com homens universitários, esses declararam ter diversas dificuldades, como vergonha, desconforto e ansiedade no ambiente escolar, por terem sofrido situações de bullying pelos colegas de classe e serem penalizados pelos professores durante avaliações.

Geralmente, é o próprio professor quem percebe a dificuldade do aluno em distinguir as cores, mas isso ocorre nas formas mais graves. Outro estudo, realizado na Austrália, mostrou que apenas 8% das crianças com tricomatismo anômalo (forma mais rara) foram identificados na escola primária, enquanto dicromatas foram mais facilmente identificados (49%).

Por isso, ao perceber quaisquer dificuldades em seu filho, levá-lo ao oftalmologista é essencial. Os testes mais usados para identificar o daltonismo são o Teste de Ishihara e a eletrorretinografia (ERG).

5) OS ÓCULOS E LENTES PARA DALTÔNICOS NÃO FUNCIONAM PARA TODOS
#VERDADE: como já foi dito anteriormente, existem diversos tipos de daltonismo, e os óculos são projetados para aqueles com dificuldade apenas em distinguir as cores verde e vermelho. Por isso, o mais indicado é que ocorra uma avaliação médica, para identificar o tipo, antes da compra dos óculos, evitando frustrações. Mas de qualquer modo, os óculos não são capazes de dar à uma pessoa daltônica a percepção real das cores, apenas aumenta o contraste entre elas, facilitando a diferenciação.

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Fonte:
– MELO, Débora Gusmão; GALON, José Eduardo Vitorino; FONTANELLA, Bruno José Barcellos. Os” daltônicos” e suas dificuldades: condição negligenciada no Brasil?. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 24, n. 4, p. 1229-1253, 2014.
– NIH National Eye Institute, VejaBem, CBO em Revista, 06, ano 3, 2015, USP Universidade de São Paulo, e Viva Bem (uol).

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