Monthly Archives - setembro 2020

Primavera e os cuidados com a CONJUNTIVITE ALÉRGICA

“É PRIMAVERA! Hoje o céu está tão lindo…” Assim foi feita a anunciação pelo Tim Maia, cheia de alegria, cores e amores. Mas para muitas pessoas, não é apenas rosas que a primavera traz, com ela vêm também as alergias. As tão insuportáveis ITES: rinite, sinusite, e… conjuntivite. Sim, a conjuntivite também pode ter causa alérgica, você sabia?

A conjuntivite, como o nome já diz, é uma inflamação ou infecção na conjuntiva, uma película transparente de tecido que reveste a pálpebra e a córnea. Ela ajuda na proteção do olho, contra agentes externos como o sol, vento, micro-organismos e substâncias que desencadeiam reações alérgicas.

OS TIPOS DE CONJUNTIVITE DEPENDEM DO AGENTE CAUSADOR

Dessa forma, existem 3 tipos de conjuntivites:
– Conjuntivite bacteriana: de carácter infeccioso, é causada mais frequentemente por bactérias do tipo estafilococos e estreptococos, que estão presentes de forma natural na pele e sistema respiratório das pessoas. Entretanto, alguns hábitos podem levar à infecção dos olhos, como esfregá-los com as mãos sujas, compartilhar pincéis de maquiagem e usar lentes de contato que não foram bem higienizadas.

– Conjuntivite viral: também é infecciosa, sendo causada principalmente pelo vírus que causa o resfriado comum, podendo vir do próprio corpo da pessoa (ao assoar o nariz com força, o vírus pode se locomover do nariz para os olhos) ou através da exposição à tosse ou espirro de alguém.

– Conjuntivite alérgica: não são infecciosas, pois ocorrem quando alérgenos do ar –  substâncias que provocam reações alérgicas –  entram em contato com o olho, como pelos de animais, ácaros e pólen das flores. Pode ser ainda perene ou sazonal. A perene se manifesta independente da estação do ano, podendo ser causada até mesmo por alguns alimentos. Já a sazonal, aparece sempre na mesma época, geralmente a PRIMAVERA e OUTONO, tendo ainda a característica dos sintomas melhorarem em tempos úmidos e piorarem com vento quente e após tempestades.

COMO SABER SE MINHA CONJUNTIVITE É ALÉRGICA?
Fique atento aos sintomas! Na conjuntivite alérgica, os principais são: vermelhidão, secreção aquosa, inchaço, sensibilidade à luz e o que mais a diferencia dos outros tipos, é a coceira. Tais sintomas aparecem geralmente em ambos os olhos, sendo que esfregá-los pode piorar o quadro.

Outros sintomas como opacidade do olho, perda ou redução da visão, dor nos olhos e secreções anormais são um sinal de alerta. Em todos os casos, um oftalmologista deverá ser consultado, mas  caso apresente algum desses sintomas anteriores, você deve procurá-lo com maior urgência.

AGORA QUE JÁ SEI A CAUSA, COMO POSSO PREVENIR?  
Se a primavera costuma te trazer esse tipo de presente indesejado, existem algumas medidas de precaução que você pode tomar para diminuir os riscos de desenvolver a conjuntivite alérgica, como:

– Redobrar os cuidados com a higiene das mãos e lentes de contato, lavando-as com regularidade, principalmente na presença de animais de estimação, produtos de limpeza, cremes e perfumes;

– Evitar levar a mão ao rosto e nunca esfregar os olhos,

– Sempre que estiver ao ar livre, usar óculos de sol, pois ajudam a diminuir o contato com o pólen, poeira e outros alérgenos;

– Durante a primavera, evite cortar a grama e outros serviços de jardinagem;

– Utilize ar condicionado com filtro dentro de casa e no carro.

E O TRATAMENTO, COMO É FEITO?
Leu esse texto tarde demais e já apresenta sintomas? O primeiro passo é aliviar o desconforto: você pode usar óculos de sol para evitar a sensibilidade à luz e o contato com mais substâncias irritantes, lavar os olhos com soro fisiológico estéril e lágrimas artificiais, aplicar compressas frias, e DEVE EVITAR o uso de lentes de contato e maquiagem. Em casos mais graves, o oftalmologista pode prescrever medicamentos anti-inflamatórios não esteroides e anti-histamínicos, mas a automedicação nunca é recomendada.

Conte com os oftalmologistas do IOSG para te ajudar durante a prevenção e o tratamento de todos os tipos de conjuntivite!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– ASBAI Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.
– Centro de Informação do Medicamento (Epublicação).
– American Oprometric Association.

Read more...

Retinoblastoma: a importância do diagnóstico precoce

Em um dia comum, sentada no chão brincando com o seu filho de 3 anos, uma mãe decide tirar fotos para enviar para a família. Mas algo parece estranho, ao ligar o flash da câmera, ela percebe um reflexo branco no olho da criança. O que pode ser?

O “reflexo do olho de gato”, como é comumente chamado, é um dos sinais do RETINOBLASTOMA. É um tipo de câncer nos olhos, mais especificamente nas células embrionárias da retina. A retina é a parte interna do olho, formada por tecido neurológico, sendo responsável por captar as imagens e as transmitir ao cérebro, tornando possível o sentido da visão.

É o tumor mais comum em crianças de até 5 anos de idade, e pode levar à cegueira ou até mesmo à morte. A boa notícia é que se diagnosticado de forma precoce, as chances de cura são altas!

MAS O QUE CAUSA RETINOBLASTOMA?

Os nossos genes funcionam como um livro de receitas, onde estão escritas todas as instruções sobre o funcionamento do nosso corpo. Existem genes supressores de tumor, ou seja, que dão as instruções necessárias para impedir a formação de um câncer. Um deles é o RB1, e no caso do Retinoblastoma, ocorre uma deleção desse gene, como se uma página fosse arrancada do livro. Essa condição pode causar também características dismórficas e atrasos no desenvolvimento do cérebro.

Existem 2 causas para a deleção do gene RB1:

1) Retinoblastoma Hereditário
Abrange de 30 a 40% dos casos. Ocorre a deleção do gene RB1 da célula embrionária, a que dá origem à todas as células do nosso corpo, tornando a pessoa propensa também a outros tipos de cânceres e aumenta a possibilidade do Retinoblastoma Bilateral (nos dois olhos). Na maioria dos casos, a deleção ocorre após a concepção, e 1 a cada 4 crianças herda o gene “defeituoso” de um dos pais.

2) Retinoblastoma Não-Hereditário
É a maioria dos casos (de 60 a 70%), onde a deleção ocorre apenas em uma célula da retina de um olho, passando para outras quando essa se multiplica. Porém, a deleção não está presente nas outras células do corpo.

A QUAIS SINAIS DEVO FICAR ATENTO?

– Reflexo branco na pupila (leucocoria), que geralmente aparece em fotografias com flash, chamado também de “reflexo do olho do gato”;
– Estrabismo (desvio dos olhos da direção correta, “olho vesgo”);
– Vermelhidão e dor no olho;
– Pupilas dilatadas;
– Mudança da cor dos olhos (heretocromia).

O DIAGNÓSTICO PRECOCE É ESSENCIAL

Não existem formas de se prevenir desse tipo de câncer, o mais importante é entender que: 90% dos pacientes tem CHANCE DE CURA quando a doença é detectada nos primeiros estágios!
Os sinais podem ser acompanhados durante as consultas ao pediatra pelo Teste do Olhinho, mas o diagnóstico deve sempre ser confirmado por um oftalmologista pelo Exame de Fundo de Olho, sendo a melhor opção para o diagnóstico precoce, uma vez que o Teste do Olhinho só útil para os estágios mais avançados da doença.

Seu filho já realizou algum desses testes? Conte com nossos oftalmologistas para cuidar dos olhos da sua família!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Dimaras H, Corson TW. Retinoblastoma, the visible CNS tumor: A review. J Neurosci Res. 2019;97(1):29-44. doi:10.1002/jnr.24213
– Rao R, Honavar SG. Retinoblastoma. Indian J Pediatr. 2017;84(12):937-944. doi:10.1007/s12098-017-2395-0
– TUCCA Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.
– Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos.

Read more...

Conheça 4 tratamentos para RETINOPATIA DIABÉTICA

Você sabia que nós consumimos açúcares em diversos alimentos? No tradicional açúcar de mesa, no leite, e em carboidratos como pães, massas e arroz. Em condições normais, nosso organismo transforma esses tipos de açúcares em glicose, e a insulina ajuda a levá-la para dentro das células, onde será transformada em energia.

Mas existem doenças que atrapalham esse processo, como é o caso do diabetes mellitus, fazendo com que os níveis de glicose no sangue fiquem muito elevados, podendo gerar consequências como a RETINOPATIA DIABÉTICA. Nesse caso, ou há baixa produção de insulina (como ocorre no diabetes tipo 1), ou o organismo cria uma resistência à insulina produzida, ou seja, ela se torna incapaz de transportar a glicose (diabetes tipo 2).

POR QUE O EXCESSO DE AÇÚCAR CAUSA RETINOPATIA DIABÉTICA?
Por não ser absorvida pelas células, a glicose acaba se acumulando no sangue, “grudando” principalmente na parede de pequenos vasos sanguíneos, como os que passam por dentro dos olhos. Isso bloqueia o fluxo sanguíneo e impede que oxigênio e nutrientes cheguem até células da retina. Dessa forma, o corpo entende que é necessário fabricar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS E FRÁGEIS, e podem se romper e causar uma hemorragia dentro dos olhos, levando à perda da visão.

E QUAIS SÃO AS FORMAS DE TRATAMENTO?
O tratamento da retinopatia diabética vai depender do estágio da doença, sendo necessária intervenção cirúrgica apenas na fase mais desenvolvida, quando há crescimento de novos vasos sanguíneos.

1) Acompanhamento médico:
Seguir uma dieta recomendada por um nutricionista, controlando os níveis de glicose no sangue, pode trazer de volta um pouco da visão. Mas o tratamento correto do diabetes é essencial, então não deixe de tomar o medicamento receitado pelo oftalmologista.

2) Injeção intraocular de anti-VEGF:
Quando há edema macular (inchaço), uma forma de tratamento são as injeções intraoculares (dentro do olho) para injetar medicamentos que impedem a formação de novos vasos. Esses medicamentos são chamados anti-VEGF (anti-angiogênicos), como: Avastin (bevacizumabe), Eylea (aflibercepte) e Lucentis (ranibizumabe). Injeções de medicamentos esteroides também são uma alternativa.

3) Cirurgia a laser (panfotocoagulação):
Nessa cirurgia, o laser é utilizado para vedar as lesões nos vasos da retina, evitando o vazamento de sangue, e diminuir o crescimento de novos capilares. Dessa forma, o inchaço é reduzido, e impede a piora da perda da visão.

4) Vitrectomia:
Em casos mais avançados, como a hemorragia severa, a vitrectomia é a mais recomendada. Nessa cirurgia, parte do gel vítreo – fluido gelatinoso que preenche o olho – é retirado, juntamente com o sangue hemorrágico e tecido de cicatrização.

A MELHOR PREVENÇÃO É O ACOMPANHAMENTO MÉDICO
Geralmente, as primeiras fases da doença não apresentam sintomas, e a melhor forma de prevenção é o controle dos níveis de glicose no sangue, da pressão arterial e do colesterol. Além disso, todo paciente diabético deve realizar o EXAME DE FUNDO DE OLHO uma vez ao ano, e como a gestação pode agravar o caso, mulheres diabéticas grávidas devem realizar o exame a cada trimestre.

Não deixe sua saúde de lado, agende uma consulta e conte com nossos oftalmologistas, a prevenção pode impedir a perda da sua visão!

IOSG | Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– American Academy of Ophthalmology. “Diabetic Retinopathy Treatment”.
– Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.
– Manual MSD – Versão Saúde para a Família.

Read more...

Doenças psiquiátricas & SÍNDROME DOS OLHOS SECOS

Tem dia que parece que parece que não importa quantas vezes você piscar, seu olho ainda está seco, né? Pois bem, se isso é uma situação recorrente no seu dia-a-dia, é possível que você tenha Síndrome do Olho Seco. As lágrimas têm um papel importantíssimo na saúde ocular, são responsáveis pela lubrificação e limpeza dos olhos. Quando a sua produção é alterada, pode causar esse ressecamento excessivo. Os sintomas envolvem vermelhidão, ardor, coceira, sensação de “areia” nos olhos, podendo gerar dores oculares e evoluir para a forma crônica.

MAS O QUE CAUSA A SÍNDROME DO OLHO SECO?
Essa síndrome é uma das doenças oculares mais comuns, e pode ser causada por inúmeros fatores. Normalmente, envolve a deficiência na produção de lágrimas, ou rápida pela rápida absorção das mesmas. Em ambos os casos as terminações nervosas presentes na córnea desses pacientes são afetadas, causando dores semelhantes às de uma infecção ou inflamação nos olhos. No entanto, várias situações podem levar a essas deficiências, inclusive distúrbios psiquiátricos.

QUER DIZER QUE DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS AFETAM OS OLHOS?
Sim, de acordo com um estudo analítico feito por pesquisadores da Universidade Nacional de Seoul, na Coréia do Sul, existem fatores neurológicos e/ou psicológicos no desenvolvimento de sintomas de olho seco, principalmente em pacientes idosos. Os cientistas fizeram um levantamento de pesquisas sobre o assunto e, segundo os dados obtidos, além de condições psiquiátricas, incluindo depressão, ansiedade, estresse, transtorno de estresse pós-traumático e transtornos do sono, medicamentos para transtornos psiquiátricos têm associação com o desenvolvimento da síndrome. Alguns casos relatam a associação de dores neuropáticas, síndrome da dor crônica e vários distúrbios do sistema nervoso central com a síndrome do olho seco.

Dessa forma, de acordo com os pesquisadores, o tratamento para síndrome do olho seco, combinado com distúrbios psiquiátricos ou neurológicos, deve ser muito bem discutido. Os especialistas afirmam que os pacientes que têm a síndrome e apresentam outros sintomas psicossomáticos devem ser acompanhados minunciosamente.

ENTÃO IDOSOS SÃO MAIS PROPENSOS A TER A SÍNDROME?
A diminuição da produção natural de lágrimas é muito comum, tanto que 75% das pessoas com mais de 65 anos apresentam secura dos olhos devido a isso. Porém, olhos secos também podem ser causados, ou agravados, por algumas situações, como fumar; ingerir café; alterações na menopausa; uso de computador; consumo excessivo de açúcar; desidratação e alergias. Olhos secos em idosos também podem ser sintoma de algumas outras condições clínicas, como diabetes ou doenças autoimunes. Nesses quadros, as lágrimas artificiais são às vezes prescritas, mas servem apenas como alívio temporário e podem exacerbar o problema.

Qualquer outra dúvida ou orientação, não hesite em entrar em contato com a gente para marcar um atendimento!


IOSG | Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
Han, Sang Beom et al., Clinical Interventions in Aging, “Association of dry eye disease with psychiatric or neurological disorders in elderly patients.” Disponível em: doi:10.2147/CIA.S137580

Read more...