Monthly Archives - abril 2020

DMRI causa perda da visão, mas pode ser prevenida com seu ESTILO DE VIDA.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): uma das principais causas de deficiência visual e cegueira em idosos. É uma doença multifatorial que afeta a retina, a camada sensível à luz do olho, mais precisamente sua área central, a mácula. Com o envelhecimento e o desgaste do organismo, essa região corre o risco de perder sua estrutura normal. Consequentemente, diminui a qualidade da visão central, dificultando atividades como a leitura, por exemplo.

MAS COMO A DMRI ACONTECE?
Em cerca de 90% dos casos, a degeneração macular se apresenta sob a forma seca ou não-exsudativa, quando as complicações ocorrem de forma mais lenta e há possível formação de drusas (espécie de depósito de “cristais”) no fundo do olho e atrofia das células fotorreceptoras da retina. Por outro lado, em 10% dos casos, há a forma úmida ou exsudativa, caracterizada pela formação de vasos sanguíneos anormais sob a retina, alterando sua anatomia e acelerando o processo de perda irreversível da visão central.

E COMO EU POSSO ME PREVENIR?
Assim como o título do nosso blog, ter um estilo de vida saudável já é uma prevenção e tanto para DMRI, além de, é claro, se consultar regularmente com um oftalmologista. Apesar da doença estar ligada a questões genéticas e ao envelhecimento do organismo, a manutenção da saúde no geral pode retardar a formação de drusas e danos na mácula que culminam na DMRI.
Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, há alguns fatores de risco que devem ser levados em conta, como fumar, ficar muito ao sol, hipertensão e obesidade, por exemplo. Daí, as indicações para se prevenir contra a degeneração macular é:

• Não fumar;
• Comer mais alimentos ricos em ômega-3, como certos tipos de peixe e vegetais verde-escuro;
• Consumir alimentos ricos em vitaminas A, C e E, usadas para tratar pessoas que já têm a doença;
• Controlar sua pressão arterial e peso.

Concluindo, parar de fumar é um conselho importante para os pacientes para prevenir ou retardar o progresso da DMRI. Para pacientes com risco de desenvolver a doença, com histórico de casos na família, por exemplo, ou já diagnosticadas, a suplementação nutricional ou de vitaminas de rotina é necessária, mas deve ser orientada pelo médico.

Ainda assim, se você se encontra nessa faixa etária, com mais de 60 anos, ou tem histórico da doença na família ou se identifica com algum desses fatores de risco, é extremamente importante consultar um oftalmologista regularmente.

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Fonte:
Helena P. Y. Sin David T. L. Liu Dennis S. C. Lam, Acta Ophthalmologica, “Lifestyle modification, nutritional and vitamins supplements for age‐related macular degeneration”. Disponível em:
https://doi.org/10.1111/j.1755-3768.2011.02357.x

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Saiba quais remédios causam efeitos colaterais nos seus olhos.

Graças ao avanço da indústria farmacêutica temos a oportunidade de tratar várias doenças. Com isso, é claro, ingerimos muito mais medicamentos do que costumava-se tomar. E apesar de nos trazer uma maior qualidade de vida, muitas dessas drogas controladas podem trazer efeitos colaterais a partes do nosso corpo que nem imaginávamos! Como alguns medicamentos para osteoporose que interferem na nossa saúde ocular, por exemplo.
Pois é! Isso acaba sendo mais frequente em idosos porque costumam acumular tratamentos para algumas comorbidades ao mesmo tempo. Entretanto, não é só em gente mais velha que isso acontece não! Outros medicamentos para tratamentos hormonais, imunológicos, para disfunção erétil e problemas na próstata, por exemplo, têm comprovadamente efeitos colaterais oculares que devem ser levados em consideração.

É bom ficar atento a algum sintoma ocular diferente e toda vez que for ao oftalmologista, você deve mencionar os medicamentos controlados que ingere. Mas não somente esses com receita e tudo mais, comente todos os tratamentos que você faz, até se ingere algum medicamento fitoterápico, chás, suplementos de ervas e até vitaminas. Tudo isso pode ser indício do surgimento de algum sintoma ocular que, se não averiguado de perto, pode vir a causar problemas maiores no futuro.

Separamos aqui uma lista de medicamentos sistêmicos que são usados pela maioria da população e comumente podem causar efeitos colaterais oculares. Assim, é importante ficar atento se você, ou alguém que você conhece, utiliza:

1. BISFOSFONATOS
Esta é uma classe de medicamentos utilizada no tratamento da hipercalcemia, doenças ósseas, como a osteoporose, doença de Paget e em algumas neoplasias, particularmente câncer ósseo metastático e mieloma múltiplo. Além disso, alguns medicamentos desta classe podem ser prescritos para mulheres na pós-menopausa para prevenir a perda óssea de cálcio.
O Fosamax é um exemplo de bifosfonato usado no tratamento dessas mulheres, entretanto, pode causar inflamação orbital, uveíte e esclerite. Isso também se aplica a outros medicamentos da classe dos bifosfonatos. Isso não quer dizer que todas as pessoas que fizerem uso dos bifosfonatos apresentarão esse tipo de sintoma ocular, mas felizmente, para os que apresentarem, é possível reverter o quadro com a interrupção da droga.

2. CICLOSPORINA e TACROLÍMUS
Ambos são medicamentos imunossupressores, comumente usados em pacientes submetidos a transplantes de órgãos ou medula óssea, por exemplo. Podem causar síndrome da encefalopatia reversível posterior, gerando perda bilateral da visão. Alguns dos pacientes que apresentam esse quadro podem também ter convulsões e alterações do estado mental, ficando um pouco confusos.
A condição quase sempre se resolve quando o paciente interrompe o medicamento. No entanto, quanto mais cedo a condição for detectada, melhor. Isso porque esses medicamentos interferem na circulação para a parte posterior do cérebro e, às vezes, os pacientes desenvolvem um derrame, cujos efeitos são irreversíveis.

3. MINOCICLINA
É um antibiótico derivado da tetraciclina, comumente usada no tratamento da acne. É prescrito para muitos adolescentes por causa de sua eficácia. No entanto, pode causar aumento da pressão intracraniana e papiledema, inchaço do disco óptico, o que pode causar perda permanente da visão se não for revertida. Os pacientes podem sentir dor de cabeça devido à alta pressão, mas nem todos. Antes disso, podem apresentar visão embaçada, o que leva-os à consulta com um oftalmologista.

4. HIDROXICLOROQUINA
Bem famosa nesses últimos dias por causa da sua ação contra o coronavírus no organismo, a hidroxicloroquina (Plaquenil) é um medicamento usado no tratamento da malária, lúpus e artrite reumatóide. O problema é que esse medicamento pode funcionar como uma conhecida toxina retiniana, e seus efeitos são irreversíveis. Felizmente, a maioria dos pacientes que tomam este medicamento não apresenta efeitos colaterais nas doses normalmente prescritas.

5. ETAMBUTOL
Este medicamento é amplamente utilizado no tratamento de doenças micobacterianas, incluindo tuberculose. Se não é administrado em doses seguras, pode agir como uma toxina do nervo óptico. O dano geralmente ocorre lenta e progressivamente em ambos os olhos, e geralmente é irreversível.

6. TOPIRAMATO
Conhecido como Topamax é usado no tratamento de epilepsia e enxaqueca, e também pode ser administrado para tratamentos de perda de peso. Pode causar glaucoma de ângulo fechado logo após o início do tratamento.

7. TAMSULOSINA
Os oftalmologistas precisam perguntar sobre o uso de tansulosina pelos pacientes (Flomax), que é usado para tratar o aumento da próstata e melhorar o fluxo urinário em homens. Pode causar uma síndrome bem conhecida, síndrome da íris flexível no intraoperatório, durante a cirurgia de catarata, por exemplo. Isso costumava ocorrer apenas em homens que tomavam remédios para relaxar a próstata. Agora, os urologistas também estão tratando as mulheres com esses medicamentos, para controle urinário, e isso pode, no momento da cirurgia de catarata, por exemplo, aumentar o risco cirúrgico.

8. MEDICAMENTOS PARA DISFUNÇÃO ERÉTIL
Citrato de sildenafil (Viagra) e tadalafil (Cialis) são frequentemente prescritos para homens com disfunção erétil. Pelo fato desses medicamentos agirem no fluxo sanguíneo, pode trazer alguns problemas no organismo. Ao desviar o fluxo sanguíneo da cabeça, causando visão azul, porque interferem na neurotransmissão dentro da retina. Felizmente, isso não é um efeito colateral permanente. O outro efeito colateral possível é a neuropatia óptica isquêmica. O outro efeito colateral possível é a neuropatia óptica isquêmica.
Essa é outra dessas situações em que a evidência de que existe uma relação de causa e efeito é tênue. Assim como a amiodarona, os pacientes que tomam este medicamento também têm outros motivos para obter neuropatia óptica isquêmica. Mas os pacientes que usam esses medicamentos – especialmente aqueles que têm visão em apenas um olho – têm o direito de saber que podem estar em risco para essa condição.”

9. MEDICAMENTOS PARA PRESSÃO ARTERIAL
Os oftalmologistas devem sempre perguntar a seus pacientes se estão fazendo uso de algum medicamento para controlar a pressão arterial, já que esta sendo muito baixa ou muito alta pode afetar os olhos. Em pacientes tratados agressivamente para a regulação da pressão sanguínea, os riscos oculares são maiores. Certas pílulas para pressão arterial estão ligadas ao agravamento do glaucoma. Os diuréticos têm uma forte ligação com a progressão do glaucoma no olho, e os bloqueadores dos canais de cálcio também têm sido associados à progressão do glaucoma. No entanto, os inibidores da ECA, enzima de conversão da Angiotensina, podem ser bons.

10. MEDICAMENTOS À BASE DE PLANTAS
Atualmente, os medicamentos fitoterápicos já são declaradamente uma indústrua altamente lucrativa no mundo todo. A grande maioria da população toma algum tipo de suplemento nutricional ou fitoterapia, e metade dessas pessoas não conta a seus médicos porque não acha pertinente. Entretanto, às vezes medicamentos à base de plantas podem interagir com medicamentos prescritos que o paciente já está tomando.
O alcaçuz amargo e preto, por exemplo, tem efeitos colaterais oculares, causando dores de cabeça da enxaqueca com efeitos colaterais visuais, como cotomas cintilantes na visão dos pacientes. Além disso, a cantaxantina, que pode ser tomada por via oral como agente de bronzeamento e usada em alguns alimentos como corante, pode se depositar na retina em pequenos cristais que podem alterar algumas leituras do eletrorretinograma.
Portanto, tome cuidado com o uso de medicamentos controlados e lembre-se sempre de comentar o seu uso ao seu oftalmologista. Além de, é claro, prestar atenção a algum sinal diferente na visão e procurar ajuda médica o mais rápido possível.

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Fonte:

Michelle Stephenson, Review of Ophthalmology, “Systemic Drugs with Ocular Side Effects.” Disponível em:
https://www.reviewofophthalmology.com/article/systemic-drugs-with-ocular-side-effects

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