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Quando a cirurgia de catarata também corrige o grau #iosgparaidosos

Nos últimos anos, a medicina tem evoluído de modo a oferecer um diagnóstico preciso, em menor tempo, e que possibilite tratar doenças de maneira eficaz. No universo da oftalmologia, atualmente, é possível curar problemas através de cirurgias rápidas, sem cortes, sem pontos e dentro do próprio consultório médico, como é o caso da catarata.

O QUE É CATARATA?

Essa é uma doença conhecida pela opacificação de uma lente natural que temos dentro do olho, o cristalino. Geralmente, ela é causada por alterações bioquímicas decorrentes do envelhecimento, principalmente após os 60 anos, mas também pode surgir em função de uveítes, tumores, glaucoma, diabetes, radiações e traumas.

Conforme o cristalino perde a transparência, os olhos ficam mais sensíveis à luz, a percepção de cores é alterada e a visão perde nitidez gradativamente. Na ausência de cuidados, o quadro pode evoluir para a cegueira.

COMO É FEITO O TRATAMENTO?

O único tratamento aplicado atualmente é a cirurgia, realizada no próprio consultório médico sob anestesia local (colírio). Nela, o cristalino é fragmentado, aspirado e substituído por uma lente intraocular nova, totalmente transparente.

O paciente é liberado no mesmo dia e pode retomar todas as suas atividades comuns em até 2 semanas, desde que sejam respeitadas as demais orientações pós-operatórias dadas pelo oftalmologista. Uma vez removida, a catarata não corre risco de voltar.

COMO SE CORRIGE O GRAU?

Estão disponíveis no mercado algumas lentes intraoculares que, além de substituir o cristalino, também corrigem erros refrativos como miopia, hipermetropia e astigmatismo. As lentes trifocais, por exemplo, permitem enxergar nitidamente os objetos a distâncias curtas, longas e intermediárias.

É importante ressaltar que o tipo de lente indicada para a cirurgia depende de uma série de fatores avaliados pelo oftalmologista no pré-operatório, como a idade do paciente, tipo de grau e presença de outras patologias oculares.

O IOSG conta com diversos oftalmologistas especializados em catarata, todos experientes, atualizados e preparados para cuidar da sua visão. Nossos pacientes têm à disposição uma estrutura completa que reúne conforto, equipamentos de alta tecnologia, atendimento de qualidade e segurança assistencial. Caso tenha alguma dúvida, fique à vontade para entrar em contato conosco pelo telefone (34) 3214-3033 e agendar uma consulta.

Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Revista Veja Bem. Ano 03. Ed. 06. 2015.

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GESTANTES | Alterações visuais relacionadas aos hormônios da gravidez #iosgparagestantes

Olho seco, sensibilidade à luz, dores de cabeça e tontura. Quem diria que além dos enjoos, inchaço e o aumento de peso, os hormônios da gravidez pudessem também causar alterações visuais? Isso mesmo, os primeiros sintomas citados podem ser consequência, por exemplo, do aumento do grau de miopia na mulher grávida, que por muitas vezes passa todo o período de gestação com uma dor de cabeça chata, supondo ser apenas uma consequência comum da gravidez.

Super importante principalmente durante o primeiro trimestre da gestação, o hormônio progesterona é produzido pelos ovários e prepara o endométrio, tecido que reveste internamente o útero, para receber o embrião e previne abortos espontâneos. No entanto, ele também é o responsável por outros sintomas bem chatinhos: os enjoos, salivação, sono, alterações de humor e os especialistas acreditam que afete também o colágeno da córnea, causando as alterações visuais.

PROBLEMAS VISUAIS MAIS COMUNS NAS GESTANTES

Então, a quais alterações visuais as gestantes precisam ficar mais atentas? Entre eles, estão:

ALTERAÇÕES NO GRAU
A córnea é um tecido transparente que reveste a parte colorida dos olhos, como o vidro de um relógio e as fibras de colágeno são importantes para a manutenção de sua estrutura e formato. Como a progesterona afeta o colágeno dos olhos, a córnea pode sofrer aumento de espessura e ambos, córnea e cristalino, podem ter um aumento de curvatura, levando a um desvio refrativo e consequentemente a elevação do grau dos óculos.

A boa notícia é que a mudança é normalmente momentânea, e o grau volta ao nível anterior em até oito meses após o nascimento do bebê. No entanto, os principais sintomas são as dores de cabeça e tonturas, além da dificuldade para enxergar. Por isso, o ideal é que a mulher ajuste as lentes para o novo grau durante o período necessário.

SENSIBILIDADE À LUZ e SÍNDROME DO OLHO SECO
A claridade também pode se tornar um incômodo, pois a alteração do formato da córnea aumenta a sensibilidade à luz, causando a chamada fotofobia e crises de enxaqueca. Nesses casos, óculos de sol com proteção contra os raios UVA e UVB e até mesmo as chamadas lentes Transitions, que se adaptam ao nível de claridade, são muito indicados.

Agora a sensação de coceira, vermelhidão e impressão de que há ciscos nos olhos são típicos da Síndrome do Olho Seco, um dos problemas oculares mais comuns durante a gestação. As alterações hormonais reduzem a produção de lágrimas, então situações como a exposição dos olhos ao vento, fumaça, ar condicionado e poeira podem causar incomodo. O que pode ser amenizado com o uso de colírios de lágrimas artificiais.

Ambas as condições são temporárias e tendem a desaparecer após o parto.

SINTOMAS DA PRÉ-ECLAMPSIA E DO DIABETES GESTACIONAL
A pré-eclampsia é um estado de hipertensão durante a gravidez. Seus sintomas podem ser identificados através dos olhos em até 8% das gestantes, aparecendo como: manchas, pontos pretos ou flashs no campo visual, perda temporária da visão, sensibilidade à luz e visão embaçada. É muito perigosa e costuma aparecer após a 20ª semana.

Já a diabetes gestacional acontece devido ao aumento do HPL (Hormônio Lactogênio Placentário),  que inibe a produção de insulina, aumentando os níveis de glicose no sangue. Os altos níveis glicêmicos são fatores de risco para doenças oculares em qualquer pessoa, podendo danificar os vasos sanguíneos da retina e causando problemas de visão relacionados principalmente à nitidez e foco.

Em caso de quaisquer sintomas ou suspeita, se consulte com seu ginecologista obstetra e também com um oftalmologista. Não é recomendado para as gestantes o uso de nenhum medicamento sem prescrição médica para aliviar os sintomas das alterações oculares, mesmo os mais simples, pois podem causar riscos para o bebê.

Conte com o IOSG também durante essa fase tão especial!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Revista Veja Bem, Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 06, ano 3, 2015.

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CRIANÇAS | Saiba o que fazer quando machucar os olhinhos deles #iosgparacrianças

Todo ano, cerca de 110 mil crianças sofrem acidentes domésticos e precisam ser hospitalizadas. Dentre eles, muitos envolvem traumas oculares, onde os pequenos acabam ferindo, machucando ou perfurando os olhos, o que causa a maior parte dos casos de cegueira monocular (em apenas um dos olhos) nas crianças brasileiras. Especialmente os meninos, que fazem brincadeiras mais brutas com lutas, quedas e contusões, são os que correm mais riscos. Mas o que devemos fazer nesses casos? Em primeiro lugar, está sempre a PREVENÇÃO.

COMO PROTEGER OS OLHOS DAS CRIANÇAS?

O ponto de partida é a conversa com a criança: explique, de forma que ela entenda de acordo com sua idade, que qualquer “dodói” na região dos olhos deve ser informado o mais rápido possível para os pais, professores, ou para o adulto responsável que estiver por perto. O adulto deve pedir que a criança conte, com detalhes, o que foi que aconteceu com o olho e procurar sinais de traumas, como a vermelhidão e o lacrimejamento. As crianças costumam esconder ferimentos decorrentes de brigas, quedas ou as famosas “artes”, atividades que já haviam sido proibidas pelos pais, então elas devem ser encorajadas a relatar tais acontecimentos, sem insinuações de castigos, pela sua própria segurança.

Os acidentes costumam acontecer no ambiente doméstico. Com ênfase neste período em que o isolamento social e o “ficar dentro de casa” é uma atitude básica para a manutenção da saúde de toda a sociedade. Dessa forma, as crianças deixaram de frequentar ambientes como parques e a escola, e a casa onde vivem se tornou o ambiente para aventuras e exploração. Algumas mudanças podem ser feitas na rotina e nos hábitos familiares, para proteger os pupilos de queimaduras, perfurações, e infecções oculares.

Para prevenir queimaduras nos olhos, posicione sempre o cabo da panela virado para dentro do fogão, os produtos de limpeza devem se manter em prateleiras altas ou com tranca, fora do alcance das crianças e os fumantes devem tomar um cuidado redobrado ao segurar bebês de colo. As perfurações costumam ser causadas por objetos comuns, como lápis, tesouras, facas, plantas pontiagudas e até mesmo pelo bichinho de estimação. Permita apenas que a crianças mais velhas usem tais objetos sem supervisão. As crianças costumam coçar os olhos com frequência, e deve ser orientado que não o façam, pois as mãos podem ter entrado em contato com objetos ou locais contaminados, como a areia, e os vírus, bactérias ou protozoários presentes causam infecções graves nos olhos.

O QUE FAZER QUANDO ELES MACHUCAM OS OLHINHOS?

Se apesar de toda a cautela, seu filho ou aluno sofrer algum tipo de trauma ocular, fique atento a sintomas como a dor, vermelhidão, ardência e inchaço, que podem demorar algum tempo para aparecer. Em qualquer caso, deve ser agendada uma consulta no oftalmologista para que a gravidade da lesão seja avaliada e o tratamento correto seja indicado. No caso de perfurações, a criança deve ser encaminhada com urgência para um pronto-socorro, e não se pode comprimir os olhos com faixas ou tampões, e nem utilizar nenhum tipo de medicamento para aliviar a dor.

Acidentes, mesmo que considerados leves, exigem que os olhos da criança sejam monitorados com frequência pelo médico oftalmologista, para acompanhar de perto a evolução da lesão e do tratamento, a fim de prevenir que doenças oculares mais graves surjam em decorrência disso, como o glaucoma (aumento da pressão intraocular), que pode levar a perda da visão.

Conte com o IOSG! Aqui temos médicos especialistas em atendimento infantil a disposição para cuidar dos olhos do seu pequeno.

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Fonte:
– Revista Veja Bem (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).

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Nas férias de verão os olhos também merecem atenção!

É VERÃO! Bom sinal, já é tempo: de abrir o coração e sonhar. Seja passando uma tarde em Itapuã, ou desfilando pelas calçadas de Ipanema, os dias estão mais longos e quentes, o que exige uma atenção redobrada com a pele. Para ela, os cuidados são conhecidos: protetor solar, roupas de algodão e evitar o sol das 10h às 16h. No entanto, existe uma parte do nosso corpo, extremamente sensível, que pede cuidados específicos: os nossos OLHOS.

POR QUE OS OLHOS PRECISAM DE CUIDADOS?

Quando os olhos são muito expostos a luz do sol, principalmente se essa é refletida pela água, areia ou outras superfícies, podem ocorrer queimaduras solares nos olhos, condição chamada de FOTOCERATITE ou FOTOCONJUNTIVITE. Os sintomas mais comuns são dor, vermelhidão, manchas nos olhos e a perda temporária da visão. Além disso, a longo prazo, os raios ultravioletas (UV) emitidos pelo sol podem estimular o desenvolvimento de doenças oculares graves, como a catarata, pterígio e o câncer de pele na região das pálpebras.

E olha que interessante: a Organização Mundial de Saúde (OMS), ao analisar a quantidade exposição aos raios UV que uma pessoa recebe ao longo da vida, conclui que mais de 80% dessa radiação é recebida ANTES dos 18 anos de idade. Isso acontece porque as crianças passam mais tempo ao ar livre, brincando, do que os adultos. Dessa forma, os pequenos são os que mais precisam de cuidados para proteger a pele e os olhos do sol.

CONHEÇA 5 MANEIRAS DE PROTEGER OS OLHOS DA SUA FAMÍLIA NESSE VERÃO:

1) USE ÓCULOS DE SOL

Começando pelo mais óbvio: as barreiras físicas. O uso de chapéus de aba larga, bonés e barracas e guarda-sóis na praia são ótimas maneiras que proteger os seus olhos. Entretanto, muitos pacientes têm a mesma dúvida: e os óculos de sol vendidos em feiras e camelôs? Já adiantamos que esses não possuem o efeito protetor necessário para proteger dos raios ultravioletas, emitidos pelo sol. É sempre importante ter certeza que as lentes possuem 100% de proteção UVA e UVB e que os óculos se encaixem bem ao rosto, sem permitir a passagem de luz pelas laterais.

2) USE ÓCULOS TAMBÉM DENTRO DA PISCINA!

Quem nunca sentiu os olhos arderem ao mergulhar de olhos abertos dentro da piscina? Isso é devido ao cloro, utilizado para manter a água limpa, sem micro-organismos. No entanto, estudos antigos já mostraram que o contato frequente dos olhos com o cloro diluído na água pode causar danos ao epitélio da córnea, uma fina camada transparente de tecido, que protege a córnea de substâncias irritantes e patógenos e a mantêm lubrificada e saudável.

Com isso, os olhos ficam vermelhos, lacrimejando e a visão se torna embaçada. Para se proteger, basta usar óculos de proteção ao nadar em piscinas, e também na praia ou no mar, cuja água possui partículas que podem machucar os olhos.

3) LAVE AS MÃOS E EVITE COÇAR OS OLHOS

Os cuidados com a higiene ocular são extremamente importantes. Principalmente após nadar, lave os olhos com água corrente. Em dias comuns, o ideal é realizar a limpeza pelo menos uma vez, focando na região dos cílios, pálpebras e cantos, para eliminar possíveis secreções ou impurezas. O calor contribui também para o aparecimento das conjuntivites e outras doenças oculares, então lavar frequentemente as mãos e evitar de coçar os olhos é uma ótima forma de prevenção.

4) EVITE IRRITAÇÕES E ALERGIAS, E O RESSECAMENTO

No verão, o uso do protetor solar e de hidratantes faciais é mais frequente. Mesmo sendo muito importantes, pelo calor e o suor, eles podem acabar escorrendo para os olhos, causando irritações e alergias oculares. Se esse for o seu caso, o melhor é o uso dos óculos e chapéus para proteger a região em volta dos olhos. Outra condição que causa a irritação nos olhos é a secura. O clima mais quente, seco e com vento afeta o filme lacrimal, ressacando os olhos. Para isso, o uso dos óculos também é benéfico, e os colírios de lágrimas artificiais, para manter os olhos úmidos.

Porém, essas alergias e irritações podem ser sintomas de doenças oculares mais graves. Não deixe de consultar um oftalmologista, para uma avaliação especializada dos seus olhos.

5) MANTENHA UMA DIETA SAUDÁVEL, SE HIDRATE E DURMA BEM

Esses são 3 pilares fundamentais para manter o seu corpo inteiro saudável, e também influenciam na saúde ocular. E não é apenas a cenoura que faz bem para os olhos: estudos comprovam que uma dieta rica em LUTEÍNA e ZEAXANTINA (substâncias presentes no espinafre, laranja, couve, mamão, milho, gema de ovo, rúcula, entre outros) e em vitamina C, E e Zinco, participam da prevenção e da diminuição dos sintomas e avanço principalmente da Degeneração Macular Relacionada a Idade, uma doença que causa danos na região central da retina, responsável pela visão central, distinção de cores e pequenos detalhes.

Ademais, a DESIDRATAÇÃO pode afetar os olhos, pois torna mais difícil para o corpo produzir lágrimas, causando os sintomas de alergias e irritações falados anteriormente. O SONO, ou a falta de dormir, também causa o ressecamento dos olhos. E o que as pessoas geralmente fazem nessa situação? Esfregam os olhos. Aprendemos esse comportamento porque ele estimula a produção de lágrimas pela glândula lagrimal, porém aumenta irritação e o risco de infecção por micro-organismos presentes nas mãos.

Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes nos olhos, você pode contar com o IOSG para o melhor atendimento. Boas férias e um ótimo verão!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Ishioka, M., Kato, N., Kobayashi, A., Dogru, M., & Tsubota, K. (2008). Deleterious effects of swimming pool chlorine on the corneal epithelium. Cornea, 27(1), 40–43.
– CBO Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
– American Academy of Ophthalmology.

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Você sabe proteger os seus olhos do câncer de pele?

O verão está chegando e nessa época, com o calorão e para aproveitar as férias, muita gente corre para praias e piscinas. Mas te convidamos a pensar: nessas situações, como você passa o protetor solar em você e nos seus filhos? Em algumas áreas, o capricho é certeiro: como nos ombros e nas costas. E o rosto, como é que fica? Para os que se lembram dessa área tão delicada, PARABÉNS! Entretanto, ainda existe um outro problema durante essa aplicação, que é se esquecer da região ao redor dos olhos, o que aumenta –  e muito –  as chances de desenvolver Câncer de Pele.

SOBRE O CÂNCER DE PELE

Cerca de 1 a cada 3 casos de câncer diagnosticados no Brasil, são de CÂNCER DE PELE. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados 180 mil novos casos por ano. Devido a essa alta incidência, a campanha #DezembroLaranja vem para alertar sobre a necessidade de prevenção da doença, principalmente agora no verão, onde os raios solares incidem com maior intensidade sobre o nosso hemisfério.

Segundo o Diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia, 10% dos tumores de pele do tipo carcinoma basocelular (que é o tipo de câncer de pele mais comum), aparecem na área dos olhos. Esse tipo de câncer dificilmente sofre metástase, ou seja, é raro que se espalhe para outras regiões do corpo. Nas pálpebras, também podem surgir os carcinomas de células escamosas, que são mais raros, e possuem uma chance maior de se espalhar, chagando a ser fatal. A forma de câncer de pele mais agressiva, é chamada de melanoma, que também pode surgir ao redor dos olhos, porém é bem mais raro.

COMO PROTEGER A ÁREA DOS OLHOS?

Um estudo realizado em 2017, pela Universidade de Liverpool, mostrou que não é apenas você quem se esquece de passar o protetor solar em volta dos olhos. Ao analisar o modo de aplicação do protetor solar de 57 pessoas, eles concluíram que cerca de 14% da região da pálpebra e 7% do restante do rosto é esquecido. Isso quando a pessoa se lembra de passar o protetor nessa parte do rosto. E o pior: essas é a área mais propensa ao desenvolvimento do câncer de pele.

No entanto, muitas pessoas parecem deixar de passar o protetor na área dos olhos de propósito. A motivação pode ser sensibilidade ao produto, ou até mesmo para evitar que, ao ter contato com a água ou suor, o produto escorra para os olhos e cause irritação. Nesse caso, as melhores alternativas para proteger, tanto os olhos quanto as pálpebras, são as barreiras físicas: chapéus e óculos com lentes escuras.

QUALQUER ÓCULOS DE SOL POSSUI EFEITO PROTETOR?

Essa é uma dúvida de muitos pacientes, e já adiantamos que não, aqueles óculos mais simples, comprados geralmente em feiras e camelô, não possuem o efeito protetor necessário para prevenir o câncer de pele, ou outras condições como tumores na retina, queimadura na córnea, catarata, inflamações oculares e presbiopia. Para isso, é necessário que os óculos possuam lentes com proteção tanto para os raios ultravioleta do tipo UVA e UVB. Além disso, é muito importante que os óculos se encaixem bem ao rosto, sem permitir a passagem de luz pelas laterais.

VOCÊ PODE CONTAR COM O IOSG

Aqui no IOSG, além de poder se consultar com excelentes oftalmologistas, você também conta com o atendimento dermatológico. Nossa dermatologista, a Drª Monique Naves, possui Pós-Graduação em Dermatologia, Cirurgia Dermatológica, Tricologia e Medicina Estética. Entre diversos tratamentos clínicos, como a Acne, Hiperidrose (suor excessivo), Dermatites, Melasma, Queda de Cabelo, Dermatoses, Estrias, Vitiligo e Psoríase, a Drª também realiza o acompanhamento para prevenção e tratamento do Câncer de Pele e procedimentos de dermatologia estética.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– PRATT, Harry et al. UV imaging reveals facial areas that are prone to skin cancer are disproportionately missed during sunscreen application. PLoS One, v. 12, n. 10, p. e0185297, 2017.
– SBD Sociedade Brasileira de Dermatologia, SBCPO Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular, Skin Cancer Org.

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O uso do celular faz mal para a visão das crianças?

Amarelinha, pique-esconde, pega-pega, pipa… na nossa época, a diversão era na rua, ao ar livre. Hoje em dia, “brincadeira de criança” já tem um significado totalmente diferente. Os pequenos passam horas na frente das telinhas – TVs, tablets e celulares – e os pais mal sabem pronunciar os nomes dos novos “jogos”. Ainda mais em tempos de pandemia e isolamento social, sem a escola, as alternativas de atividades no mundo lá fora ficam escassas. Mas, será que essa exposição pode afetar a visão das crianças?

OLHOS CANSADOS

Olhos doloridos, coçando, lacrimejando, maior sensibilidade a luz e fortes dores de cabeça: já percebeu algum desses sintomas no seu filho? Ou até em você mesmo, a visão começa a ficar turva ou dupla após muito tempo trabalhando em frente ao computador, se concentrar se torna difícil e manter os olhos abertos é cansativo? Esses são sintomas da FADIGA OCULAR. Ela ocorre, pois, os olhos se cansam de focar em letras pequenas e tão próximas. Esse estado pode se estender também ao ler um livro ou fazer as tarefas da escola, e é muito importante procurar um oftalmologista para avaliação do caso.

USO DO CELULAR X MIOPIA

Além dos olhos ficarem mais cansados, o uso desses aparelhos pode ter alguma relação com a piora da visão a longo prazo? Os estudos científicos mostram que SIM. Em 2018, foi analisado o tempo de uso de celular de mais de 400 crianças e jovens da Irlanda. O trabalho publicado descobriu que as crianças com miopia, quando comparadas a crianças que não precisavam de óculos, consumiam mais conteúdo na internet e passavam mais horas usando o telefone, mesmo acreditando que o uso afetava a visão.

Outro estudo de 2019, realizado com crianças chinesas, também encontrou resultados parecidos: o uso prolongado de computadores e celulares foi associado a maiores erros refrativos (miopia, astigmatismo e hipermetropia), enquanto assistir televisão ou estudar com livros não apresentaram o mesmo efeito maléfico. Além disso, crianças que passavam entre 30 minutos e 1 hora (ou mais) ao ar livre, em horários próximos ao meio dia, apresentaram uma melhor visão, com menos erros refrativos.

LUZ AZUL: INFLUÊNCIA NO SONO E NAS CÉLULAS DA RETINA

As lâmpadas LEDs (Diodo Emissor de Luz) estão se tornando cada vez mais populares, e também são usadas para iluminar a tela das TVs, computadores, celulares e tablets. Mesmo que ela pareça branca nesses dispositivos, é considerada como parte do espectro de LUZ AZUL (entre 400 e 490 nanômetros). Esse é um comprimento de onda mais curto, o que a fazer ser uma luz mais energética, sendo comparada aos raios UV. Já se comprovou que crianças que assistem TV, jogam vídeo games ou ficam no celular pela noite, tem mais dificuldade para dormir, dormem menos e tem menor qualidade de sono. Entretanto, diversos estudos tentam descobrir se essa luz pode afetar as células da retina.

A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Suas células são muito sensíveis, e poderiam ser afetadas pela exposição contínua à luz azul. Os estudos mostram que a exposição à luz azul por alguns dias ou semanas não apresenta um risco para o desenvolvimento de doenças oculares, entretanto, a exposição prolongada ainda está sendo investigada, mas já existem indícios de que causa aumento da produção de ROS (Espécies Reativas de Oxigênio), que são tóxicas para o organismo e também APOPTOSE CELULAR (que é a morte programada das células da retina).

O QUE É RECOMENDADO PELOS ESPECIALISTAS?

O melhor, é tentar limitar o uso dos dispositivos pelas crianças: não é recomendado mais que 1 hora de uso dos dispositivos por dia. E o uso ainda deve ser fragmentado ao longo do dia, em intervalor de 20-30 minutos no máximo. Incentive os pequenos a realizarem atividades fora das telinhas e a assistirem vídeos ou desenhos animados em telas maiores, como a TV, onde ficam mais distantes do dispositivo. Em caso de qualquer alteração ou irritação na visão, procure um especialista. Você sempre pode contar com o IOSG.

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Fonte:
– MCCRANN, Saoirse et al. Smartphone use as a possible risk factor for myopia. Clinical and Experimental Optometry, 2020.
– Guan, H., Yu, N. N., Wang, H., Boswell, M., Shi, Y., Rozelle, S., & Congdon, N. (2019). Impact of various types of near work and time spent outdoors at different times of day on visual acuity and refractive error among Chinese school-going children. PloS one, 14(4), e0215827.
– University of Haifa. (2017, August 22). Blue light emitted by screens damages our sleep, study suggests. ScienceDaily.
– Tosini, G., Ferguson, I., & Tsubota, K. (2016). Effects of blue light on the circadian system and eye physiology. Molecular vision, 22, 61–72.
– MOON, Jiyoung et al. Blue light effect on retinal pigment epithelial cells by display devices. Integrative Biology, v. 9, n. 5, p. 436-443, 2017.
– Washington Pediatric Vision Center, Mayo Clinic e American Optometric Association.

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Existe câncer nos OLHOS?

Existe sim! Mas felizmente, não é tão comum. O mais presente entre os adultos é o MELANOMA DE COROIDE, e a cada 1 milhão de pessoas, apenas 10 desenvolvem esse tipo de tumor. Entretanto, as suas consequências são graves e é uma das principais causas de perda de visão e morte no Brasil, devido a diagnósticos tardios. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoce são importantes para salvar o olho e até mesmo a vida do paciente.

O QUE É O MELANOMA DE COROIDE E COMO É DIAGNOSTICADO?

Coroide é uma fina membrana muito vascularizada, que reveste o interior do olho e se localiza entre a retina e a esclera, no fundo do globo ocular. O melanoma de coroide é o crescimento de um tumor maligno nessa região. Para identificá-lo, é necessário que o olho seja examinado por um oftalmologista e exames como o mapeamento de retina sejam realizados. Como complemento, exames como a ultrassonografia do globo ocular, angiofluoresceinografia (que avalia os vasos sanguíneos dos olhos), tomografia de coerência óptica e a indocianina verde (que avalia o coroide) pode ser pedidos.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

No geral, esse tipo de câncer não apresenta sintomas e por se localizar dentro dos olhos, não causa sinais externos que possam ser percebidos pelo paciente. No entanto, em casos mais avançados e quando o tumor cresce em determinadas regiões oculares, pode-se notar os seguintes sintomas:

– Dificuldade para enxergar;
– Manchas, pontos ou flashes de luz no campo de visão;
– Crescimento de uma mancha escura na íris (parte colorida do olho);
– Perda da visão periférica;
– Alterações no formato e tamanho da pupila (circulo preto no centro do olho);
– Mudança na posição e formato do globo ocular;
– Dor, caso o crescimento seja externo (mais raro).

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO?

Dependendo do tipo de câncer e do tamanho, algumas abordagens podem ser usadas para o tratamento, como a cirurgia, a terapia com radiação, a terapia a laser, a quimioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia. Outro fator a ser considerado são as chances de recuperar a visão: por exemplo, caso o melanoma já tenha comprometido a visão por completo, é mais seguro realizar a cirurgia de retirada do globo ocular. Mas se existem chances da visão ser restaurada e a estrutura do olho ainda está preservada, a radioterapia pode ser a melhor escolha.

Entre 2009 e 2015, as chances de uma pessoa sobreviver passados 5 anos do diagnóstico do melanoma de coroide, eram de: 85% para tumores localizados (dentro do olho), 71% para tumores regionais (quando o câncer se espalhou para estruturas fora do olho) e 13% quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, como o fígado, que é o mais comum a ser atingido pela metástase do melanoma de coroide.

E QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?

Os fatores de risco já comprovados cientificamente estão relacionados a descendência, histórico familiar, características físicas e condições genética, como:

– Raça e cor dos olhos: pessoas brancas de olhos claros tem mais chances de desenvolver melanoma de coroide do que os afrodescendentes, latinos ou asiáticos com olhos escuros;

– Idade e gênero: o melanoma é mais comum nos homens do que nas mulheres, e o risco aumenta de acordo com o envelhecimento (aumento da idade);

– Condições genéticas: pessoas com a síndrome do nevo atípico clássica, que apresentam manchas na pele, pessoas com manchas anormais na úvea, e pessoas com a síndrome de predisposição de tumor relacionado a BAP1 (uma doença genética hereditária onde a mutação no gene BAP1 aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de coroide, úvea, melanoma da pele, câncer renal, entre outros);

– Histórico familiar: ter parentes com melanoma de úvea;

– Possuir determinado tipo de pintas nos olhos (chamadas nevus), também aumenta os riscos de melanoma de úvea.

E COMO POSSO ME PREVENIR?

Segundo a Sociedade Americana de Câncer, não existem formas comprovadas de prevenção, mas é recomendado: limitar a exposição à luz solar intensa, através do uso de chapéus e óculos de sol com lentes de proteção para os raios UVA e UVB, o que também protege a pele em volta dos olhos. A MELHOR alternativa é se consultar com um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano, para que os olhos sejam examinados e as chances de diagnóstico precoce sejam maiores. Lembre-se: o câncer de olho é, na maior parte dos casos, silencioso. Não deixe de agendar a sua consulta, conte com o IOSG para cuidar da sua saúde.

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Fonte:
– CBCO Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos e American Cancer Society.

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Saiba quais são as doenças oculares mais frequentes na população negra

Muitas enfermidades possuem alguma relação genética (devido a alterações no DNA) e/ou hereditárias (passadas de pais para filhos). Dessa forma, dentro de uma mesma etnia algumas delas se destacam, o que é o caso da Anemia Falciforme, Hipertensão e Diabetes Mellitus entre os negros, pardos e afrodescendentes no geral. Associadas a elas, estão algumas DOENÇAS OCULARES, e é por isso que os afrodescendentes devem ficar de OLHO nos sinais e sintomas dessas doenças, para propiciar a prevenção e o tratamento adequado.

ANEMIA FALCIFORME
A Anemia Falciforme é uma doença genética hereditária, onde as células vermelhas do sangue se tornam mais enrijecidas e, ao invés de redondas e bicôncavas, assumem um formato parecido a uma foice: daí vem o nome, falciforme. Essa alteração de forma dificulta a circulação sanguínea e o transporte de oxigênio para as células do corpo. Essa doença está presente em 10% da população negra, e apresenta manifestações clínicas e complicações nos OLHOS, como:

– Retinopatia proliferativa: são alterações que ocorrem na retina, causadas inicialmente pela obstrução dos pequenos vasos sanguíneos da retina, pelas hemácias em formato de foice. Como o sangue é impedido de chegar às células do olho, há a estimulação da criação de novos vasos (neovascularização). Entretanto, esses novos são FRÁGEIS, IMATUROS e se aderem ao humor vítreo (gel que preenche toda a cavidade ocular), o que aumenta os riscos de hemorragia retiniana. Podem ser percebidos sintomas como a diminuição ou perda da visão, e manchas como “moscas volantes”.

– Glaucoma: o glaucoma é a principal causa de cegueira nas pessoas negras. Nessa doença, há um aumento da pressão intraocular, pelo desequilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Os pacientes negros apresentam danos ao nervo óptico mais graves do que os brancos, e por possuírem a íris dos olhos mais pigmentada, precisam de medicamentos em concentrações maiores.

HIPERTENSÃO
A Hipertensão Arterial atinge até 20% dos adultos brasileiros, sendo mais incidente entre homens e pessoas negras, e é responsável por mais de 50% das diferenças das taxas de mortalidade entre brancos e negros nos Estados Unidos.

– Retinopatia Hipertensiva: essa pressão acima do conhecido padrão “12 por 8” faz com que os vasos sanguíneos do corpo se estreitem, incluindo os da retina, o que impede a chegada do sangue ao local, assim como na retinopatia proliferativa. Essa obstrução pode causar também inchaço na retina, comprometendo a sua função e pressionando o nervo óptico, o que a longo prazo causa problemas na visão.

DIABETES MELLITUS
O Diabetes Mellitus tipo II é mais comum entre a população negra, sendo que 50% a mais das mulheres negras desenvolvem a doença, quando comparadas a mulheres de outras etnias. Nesse tipo, ocorre a resistência periférica à insulina, e o consequente acúmulo de glicose no sangue. Além do glaucoma, o diabetes também é um fator de risco para a Retinopatia Diabética.

– Retinopatia diabética: a hiperglicemia causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos. Isso estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

Segundo o IBGE, em 2010 no Brasil, os negros e pardos juntos somavam mais de 50% da população brasileira. Então falar de saúde da população negra, é falar da saúde dos brasileiros! Conte com o IOSG para cuidar da sua saúde e proporcionar as melhores estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Manual de Doenças Mais Importantes, Por Razões Étnicas, na População Brasileira Afro-Descendent, Ministério da Saúde, 2001.
– Greenidge, K. C., & Dweck, M. (1988). Glaucoma in the black population: a problem of blindness. Journal of the National Medical Association, 80(12), 1305–1309.
– Musemwa, N., & Gadegbeku, C. A. (2017). Hypertension in African Americans. Current cardiology reports, 19(12), 129.
– VILELA, Rosana QB; BANDEIRA, Denise M.; SILVA, Maria Alexsandra E. Alterações oculares nas doenças falciformes. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 29, n. 3, p. 285-287, 2007.
– Healthline.

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Edema Macular Diabético e outras doenças oculares causadas pelo diabetes

Na américa latina, mais de 40% das pessoas que tem diabetes, NÃO SABEM. E você deve ficar ainda mais atento: o Brasil é o 4º país com mais pessoas que não sabem que possuem a doença. E por que isso é perigoso? O diabetes pode ocasionar consequências graves, porém silenciosas. As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte e incapacidade nos diabéticos, 80% dos casos de doença renal grave são causados por ela e a amputação de membros é de 10 à 20 vezes mais comum nos diabéticos, devido à neuropatia diabética.

Mas não para por aí: o diabetes também traz malefícios para a sua VISÃO. A Retinopatia Diabética é a principal causa de cegueira nos adultos e 1 a cada 3 diabéticos desenvolve a retinopatia. Caso não diagnosticada a tempo, a Retinopatia Diabética pode causar ainda algo mais grave: o Edema Macular Diabético.

MAS QUAL A DIFERENÇA ENTRE RETINOPATIA E EDEMA MACULAR DIABÉTICO?

Vamos pensar no assunto como fases de avanço da doença. A Retinopatia Diabética ocorre quando há o acúmulo de açúcar (glicose) no sangue, devido ao Diabetes Mellitus, o que causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina. A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Então, essa hiperglicemia causa o seguinte:

1) Retinopatia Diabética NÃO PROLIFERATIVA: é a fase inicial, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias nos vasos sanguíneos da retina, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos;

2) Retinopatia Diabética PROLIFERATIVA: a situação anterior estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

3) Edema Macular Diabético: primeiro, precisamos entender o que é a MÁCULA. Já sabemos que a membrana que recobre os olhos internamente é a retina. A porção principal da retina, bem no fundo dos olhos, é chamada de mácula e é responsável pela visão central e a cores. O edema macular nada mais é do que um INCHAÇO na região: há um acúmulo de líquidos e proteínas na mácula, tornando a visão borrada, distorcida, e com dificuldade em enxergar as cores. Caso não tratada a tempo, pode levar à cegueira.

E QUAL É O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO EMD?

Apesar da complexidade da doença, o diagnóstico é simples: o oftalmologista especialista em retina (retinólogo) realiza exames como a OCT (tomografia de coerência óptica), para avaliar a região da retina/mácula/coróide, a angiografia para avaliar o fundo do olho e suas estruturas (vasos sanguíneos e nervo óptico) e o exame de acuidade visual – aquele comum, das letrinhas na parede – para avaliar o quadro de visão borrada ou distorcida.

O tratamento é o mesmo da Retinopatia Diabética: injeção intraocular com medicamentos anti-VEGF, que impedem a formação dos novos vasos sanguíneos, detendo o extravasamento de sangue e líquidos na região da mácula, ou a cirurgia a laser (panfotocoagulação e vitrectomia). Dessa forma, a visão pode ser recuperada em muitos casos, porém em outros é possível apenas impedir que a doença avance para um estágio mais grave. Assim, a PREVENÇÃO, com o controle dos níveis glicêmicos, e o DIAGNÓSTICO PRECOCE, através das consultas de rotina ao oftalmologista, são essenciais para cuidar da sua visão.

 

Conte com o IOSG para cuidar da sua visão: aqui nossos profissionais são extremamente qualificados para todas as etapas: prevenção, diagnóstico e tratamento!

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Fonte:
– Atlas IDF 2017 – Diabetes no Brasil;
– Revista Veja Bem, Veja Para Sempre – Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

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Mitos e verdades sobre o DALTONISMO

Cada pessoa tem uma forma única de ver o mundo. E às vezes, é no sentido literal. A retina é uma membrana que recobre a face interna dos nossos olhos, e é formada por dois tipos de células: os cones e os bastonetes. Ambas são chamadas de células fotorreceptoras, pois recebem os estímulos luminosos e os transmitem para o cérebro através do nervo óptico.

Os cones são responsáveis pela visão em cores e os bastonetes, pela visão em preto e branco. Dessa forma, quando uma pessoa não possui cones suficientes, ela não é capaz de identificar diversas cores e tonalidades. A essa condição dá-se o nome de discromatopsia, ou mais comumente chamada de daltonismo.

O mais comum é que a pessoa daltônica tenha alterações na visão das cores verde, vermelho e azul, mas existem diversas particularidades sobre o assunto. Confira 5 MITOS ou VERDADES sobre o DALTONISMO:

1) APENAS HOMENS PODEM SER DALTÔNICOS.
#MITO: o daltonismo é uma doença genética (presente no seu DNA) e hereditária (passada de pais para filhos), associada ao cromossomo X. Então mulheres podem transmitir, mas é mais raro que tenham a doença.

Os cromossomos são estruturas, presentes dentro das células, formadas por DNA. Cada célula possui 46 cromossomos, 23 herdados da mãe e 23 herdados do pai. A mãe sempre passa para o bebê um cromossomo sexual do tipo X, e o pai pode transmitir um do tipo X (menina) ou Y (menino).

A alteração genética do daltonismo, que faz com que a pessoa tenha menos células do tipo CONE nos olhos, está presente no cromossomo X. Para que uma menina (XX) desenvolva a doença, essa tem que receber a alteração de ambos os pais, já os meninos (XY), terão a doença caso apenas a mãe transmita a alteração, o que aumenta muito as chances. Estudos mostram que o daltonismo hereditário acomete de 6 dos homens e 0,4% das mulheres.

2) POSSO FICAR DALTÔNICO(A) DURANTE A VIDA.
#VERDADE: apesar da maioria dos casos ser genético, uma pessoa pode se tornar daltônica devido a lesões nos olhos e sistema neurológico, doenças oculares (glaucoma, degeneração macular relacionada a idade e catarata), doenças cerebrais e do sistema nervoso (Alzheimer e esclerose múltipla) e pelo uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, indicada para o tratamento de artrite reumatoide, lúpus e problemas de pele, famosa atualmente pelos estudos sobre seu uso em casos de COVID-19.

Tais doenças e medicamentos podem causar danos aos olhos, nervos e regiões do cérebro responsáveis pela visão.

3) OS DALTÔNICOS NÃO CONSEGUEM VER APENAS A COR VERMELHA E VERDE.
#MITO: existem vários tipos de daltonismo. As células cone da retina podem ser subdividas em 3 categorias, as sensíveis a cor vermelha, verde e azul. Essas 2 cores, quando combinadas, formam todas as outras que conhecemos. Dessa forma, o tipo de daltonismo dependerá do tipo de células cone em falta ou com alterações.

Na MONOCROMACIA, a pessoa enxerga tudo em tons de cinza, pois há 2 ou 3 tipos de cones faltando, o que impede que ela seja capaz de diferenciar as cores.

A DICROMACIA, a forma mais comum, ocorre quando um tipo de cone não está presente na retina, podendo ser dividida entre protanopia, deuteranopia e tritanopia. No tipo chamado PROTANOPIA, há ausência ou dificuldade da visão da cor vermelha, assim o daltônico enxerga o vermelho como marrom, cinza ou verde e tem dificuldade para diferenciar o azul ou vermelho do verde. Na DEUTERANOPIA, ele não enxerga a cor verde, sendo vista como marrom, e tendo dificuldade de distinguir o vermelho do verde, o roxo do azul, e os tons de cinza. Já na TRITANOPIA, a dificuldade é com as cores azul e amarelo, onde as diferentes tonalidades de azul não são percebidas, o amarelo é visto como rosa claro e o laranja não aparece, existindo ainda dificuldade em diferenciar o azul do verde e o amarelo do violeta.

Há ainda a TRICOMACIA ANÔMALA, onde há os 3 tipos de células cone na retina, porém um desses tipos possui uma alteração, sendo dividida também em 3 categorias: PROTANOMALIA (menos sensível a luz vermelha), DETERANOMALIA (alteração no vermelho e verde) e TRITANOMALIA (caso mais leve de tritanopia).

A monocromacina, tritanopia e tritanomalia são condições genéticas, porém não estão associadas ao cromossomo sexual X, e sim ao cromossomo 7, o que faz com que, nesses casos, homens e mulheres tenham a mesma probabilidade de adquirir a doença.

4) O DIAGNÓSTICO PRECOCE NÃO É IMPORTANTE, POIS NÃO TEM CURA.
#MITO: mesmo que o daltonismo congênito (associado aos cromossomos) não tenha cura, se ele for causado por alguma doença, condição ou uso de medicamentos, isso deve ser investigado pelo médico oftalmologista.

Além disso, o diagnóstico precoce ajuda no desenvolvimento da criança, principalmente em idade escolar: em um estudo realizado com homens universitários, esses declararam ter diversas dificuldades, como vergonha, desconforto e ansiedade no ambiente escolar, por terem sofrido situações de bullying pelos colegas de classe e serem penalizados pelos professores durante avaliações.

Geralmente, é o próprio professor quem percebe a dificuldade do aluno em distinguir as cores, mas isso ocorre nas formas mais graves. Outro estudo, realizado na Austrália, mostrou que apenas 8% das crianças com tricomatismo anômalo (forma mais rara) foram identificados na escola primária, enquanto dicromatas foram mais facilmente identificados (49%).

Por isso, ao perceber quaisquer dificuldades em seu filho, levá-lo ao oftalmologista é essencial. Os testes mais usados para identificar o daltonismo são o Teste de Ishihara e a eletrorretinografia (ERG).

5) OS ÓCULOS E LENTES PARA DALTÔNICOS NÃO FUNCIONAM PARA TODOS
#VERDADE: como já foi dito anteriormente, existem diversos tipos de daltonismo, e os óculos são projetados para aqueles com dificuldade apenas em distinguir as cores verde e vermelho. Por isso, o mais indicado é que ocorra uma avaliação médica, para identificar o tipo, antes da compra dos óculos, evitando frustrações. Mas de qualquer modo, os óculos não são capazes de dar à uma pessoa daltônica a percepção real das cores, apenas aumenta o contraste entre elas, facilitando a diferenciação.

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Fonte:
– MELO, Débora Gusmão; GALON, José Eduardo Vitorino; FONTANELLA, Bruno José Barcellos. Os” daltônicos” e suas dificuldades: condição negligenciada no Brasil?. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 24, n. 4, p. 1229-1253, 2014.
– NIH National Eye Institute, VejaBem, CBO em Revista, 06, ano 3, 2015, USP Universidade de São Paulo, e Viva Bem (uol).

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