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Terceira idade tem cuidados oculares específicos! Confira

A terceira idade por si só já vem cheia de cuidados específicos, e com os olhos não é diferente. Os problemas na visão podem surgir em qualquer idade, no entanto, são mais frequentes nos idosos. Por este motivo, se prevenir fazendo check-ups anuais com um oftalmologista é tão importante!

Apesar de muitas condições oculares recorrentes na terceira idade serem consideradas normais pelos médicos (por causa do desgaste de estruturas, acúmulo de substâncias, entre outros), é importante deixar claro que a prevenção, além de evitar o surgimento de novas doenças oftalmológicas, também interfere, em alguns casos, na gravidade das consequências destas doenças no organismo.

Então, você sabe quais são as doenças oculares mais comuns nesta faixa etária e como prevení-las? E quais são as doenças crônicas sistêmicas que também podem interferir na qualidade da sua visão? Confira!

COMO O ENVELHECIMENTO CAUSA PROBLEMAS NA VISÃO?

Na verdade, o envelhecimento aumenta o risco de algumas condições oculares que interferem na visão. Alguns quadros como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e metabólicas aumentam o risco de doenças oculares relacionadas à idade.

Além disso, com o passar dos anos, a decaída na qualidade da visão pode também piorar quadros de depressão e ansiedade. Como? Simples, muitos idosos, por não enxergarem muito bem, acabam ficando com medo de cair, o que, associado com a perda de equilíbrio e mobilidade restrita, podem levar à alterações na marcha, que desencadeia outros problemas ortopédicos.

Desse modo, é sempre bom lembrar que manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e prática de exercícios físicos colabora, e muito, para uma qualidade maior na saúde em geral. E, claro, fazer exames regulares, tomar suplementos vitamínicos – com aval médico – e também colaboram para prevenir algumas doenças oculares.

ENTÃO, QUAIS DOENÇAS OCULARES SÃO “NORMAIS” EM IDOSOS?

Como já dito anteriormente, algumas doenças oculares são consideradas normais em idosos por causa do próprio desgaste físico causado pelo envelhecimento. No entanto, algumas situações podem potencializar o risco delas acontecerem, como alterações hormonais, fumo, consumo excessivo de açúcar, por exemplo. Aqui vai uma lista com essas doenças oculares mais frequentes:

1. SÍNDROME DO OLHO SECO

A diminuição da produção natural de lágrimas é muito comum, tanto que 75% das pessoas com mais de 65 anos apresentam secura dos olhos devido à isto. Porém, olhos secos também podem ser causados, ou agravados, pelo:
• fumo;
• ingestão de café;
• alterações na menopausa;
• uso de computador;
• uso excessivo de açúcar;
• desidratação e alergias.
Contudo, olhos secos também podem ser sintoma de algumas outras condições clínicas, como diabetes ou doenças autoimunes. Nesses quadros, as lágrimas artificiais são às vezes prescritas mas servem apenas como alívio temporário e podem exacerbar o problema.

2. PRESBIOPIA E HIPERMETROPIA
A presbiopia é um tipo de erro refrativo na visão em que ocorre a disfunção do foco da imagem relacionado à idade. Este borrão na visão de perto influi diretamente na qualidade do trabalho fino, como ler e costurar, por exemplo. Isso acontece, muitas vezes, pelo aumento da rigidez no cristalino, a lente do olho, o que dificulta a manutenção do foco da imagem. A hipermetropia, outro erro refrativo que dificulta a visão de perto, é, na verdade, causada por influências herdadas e ambientais na forma do globo ocular. Em ambos os casos, óculos e/ou cirurgia podem ser recomendados.

3. REDUÇÃO DA PUPILA
Normalmente decorrente de alterações neurológicas, o tamanho reduzido da pupila faz com que pessoas idosas respondam menos às mudanças na iluminação ambiente. Como a resposta às alterações de luz é mais lenta, essas pessoas precisarão de mais luz para leitura e de proteção adequada contra a luz solar intensa.

4. PERDA DA VISÃO PERIFÉRICA
Antes de tudo, vale lembrar que a perda de visão periférica também pode ser sintoma de quadros mais graves, como o glaucoma, por exemplo. Todavia, é comum que, ao chegar aos 70 anos, ocorra uma redução de 20 a 30% no campo de visão.

5. ENXERGAR MENOS CORES
Também sendo decorrente de alterações nervosas e nas células da retina, o fato de enxergar menos cores é considerado comum nos idosos. Porém, da mesma maneira que o problema anterior, é preciso se assegurar através de um diagnóstico preciso, que este não é outro sintoma de problemas mais graves, como o descolamento de retina.

E AS DOENÇAS MAIS GRAVES?

As condições oculares mais graves sempre envolvem outros problemas sistêmicos, comumente a hipertensão arterial e diabetes. As doenças mais frequentes consideradas graves são o Glaucoma, Catarata, Retinopatia diabética e Degeneração macular relacionada à idade.

Independente da gravidade da doença, é importante, mais uma vez, deixar claro a necessidade de se consultar frequentemente com um oftalmologista e manter um estilo de vida saudável. Ainda mais se você tem algum caso dessas doenças na família! Prevenir é sempre melhor do que remediar.


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Fonte:
“Prevenção Ocular”. Disponível em: http://www.schaefer.com.br/2016-04-08-15-13-56/prevencao-ocular-2/137-cuidados-com-a-visao-na-terceira-idade.html

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2020 será um ano de ver mais além! Veja como aqui

Bom, o ano realmente já começou! Temos certeza que você deve ter separado alguns minutinhos antes da virada para planejar ou sonhar com os próximos meses. Esperamos que, dentre seus itens na lista de objetivos, “enxergar bem” e “manter os olhos saudáveis” sejam prioridades.

Infelizmente, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Agency for Prevention of Blindness (IAPB), existem cerca de 253 milhões de pessoas no mundo cegas ou com baixa visão. A pior parte é que muitos desses casos isso poderia ser evitado com ações preventivas efetivas e acompanhamento médico durante o tratamento.
Por isso, para fugir dessa estatística, nós separamos algumas dicas simples – mas que fazem toda a diferença – para você manter o funcionamento correto dos olhos:

– Piscar mais vezes: quando não piscamos corretamente, os olhos tendem a ressecar e sofrer com a falta de lubrificação. Isso aumenta as chances de irritação, coceira, alergias oculares e expõe os olhos a infecções, já que as lágrimas têm um considerável potencial de defesa.

– Parar de fumar: este hábito não é legal. Para se ter uma ideia, a fumaça do cigarro está ligada à queda das pálpebras, aumento dos sintomas de olho seco e alergias oculares, diminuição da produção e qualidade das lágrimas e um risco maior de desenvolver glaucoma e catarata.

– Dosar o consumo de açúcar: o acúmulo de açúcar nos vasos sanguíneos é capaz de alterar diversas estruturas do globo ocular e causar, entre outros problemas, a retinopatia diabética, uma doença agressiva que pode levar à cegueira.

– Alimentar-se bem: invista em uma dieta balanceada, rica em peixes com ômega 3 (atum, salmão e sardinha) e vitaminas A, B, D e E (cenoura, tomate, couve, mamão, espinafre, caju, entre outras frutas, verduras e legumes de cor laranja, verde-escuro e amarelo). Esses nutrientes fortalecem os olhos e previnem, dentre outras doenças, a degeneração macular relacionada à idade.

– Não coçar os olhos: esse hábito instintivo pode até parecer inofensivo, entretanto é capaz de provocar lesões nas estruturas oculares, especialmente a córnea, além de aumentar os riscos de infecção e alergias por bactérias e demais impurezas. Sentir coceira em excesso pode ser um sinal de que há algo de errado com os olhos. Consulte um oftalmologista.

– Tomar cuidado no uso de maquiagens: não durma sem remover a maquiagem dos olhos e região periocular, pois esses produtos podem irritar essa área e trazer complicações. Se possível, adote produtos antialérgicos e sem conservantes.

– Praticar atividades físicas: além de beneficiar o corpo de maneira geral, os exercícios físicos regulares e com moderação são importantes para melhorar a circulação sanguínea, transporte de oxigênio e nutrição das estruturas oculares, mantendo a visão saudável e prevenindo doenças.

– Tomar cuidado com as lentes de cuidado: esses acessórios demandam muita disciplina e higiene para não agredir os olhos e ajudar na recuperação da visão nítida. Dessa forma, lave bem as mãos com água e sabão antes de manuseá-las e higienize-as com os produtos recomendados pelo fabricante. Além disso, fique atento(a) ao prazo de validade e respeite as orientações do oftalmologista.

Por último, mas não menos importante, você deve se consultar frequentemente com um oftalmologista. O check up oftalmológico deve ser, no mínimo, anual, pois é capaz de analisar as condições visuais e identificar possíveis doenças quando ainda não aparecem os sintomas. E aí? Ano novo, vida nova? Que tal, olhos saudáveis também?


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Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Simples Ações que Previnem Problemas Oculares”. Disponível em:
http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/vejabem_04.pdf

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Férias Escolares: hora de ir ao oftalmo!

Fala sério, a melhor parte de ser criança é aguardar ansiosamente pelas férias escolares! Um tempo de brincadeiras, viagens e construção de memórias inestimáveis. Pode até ser que os pais e responsáveis fiquem, assim digamos, de “cabelo em pé”, mas que é gostoso construir juntos essas lembranças maravilhosas, isso é!

Bom, com todo esse tempo livre, por que não aproveitar para fazer alguns exames preventivos? Afinal, a saúde do seu filho deve vir em primeiro lugar, certo? Assim, é superimportante usar essa flexibilidade de horários para fazer o check up anual dos pequenos. E a saúde ocular deles não deve ficar de fora não!

A EXPOSIÇÃO FREQUENTE ÀS TELINHAS E TELONAS PODE SER UM RISCO PARA A VISÃO?

Sim, na verdade, com toda essa exposição da nova geração à dispositivos e telas em HD, é preciso ter muito cuidado com relação a quantidade de tempo em que eles passam olhando pra TV, computadores, videogames portáteis e celulares. Os dados com relação aos danos causados por esses dispositivos à nossa visão ainda estão sendo analisados pelos grandes pesquisadores, que dirá ainda no desenvolvimento ocular das crianças. Portanto, é sempre bom prevenir do que remediar, aproveite esse tempinho extra para levar as crianças ao oftalmologista!

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, por exemplo, 20% das crianças em idade escolar apresentam distúrbios oftalmológicos por conta dos erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo). E, dentro deste grupo, cerca de 5% dessas crianças apresentam redução grave de acuidade visual. Isso, se não tratado, pode trazer sérias consequências, até a cegueira.

QUAIS SÃO OS PROBLEMAS DE VISÃO MAIS COMUNS EM CRIANÇAS?

Dentre as crianças e adolescentes, os problemas de visão mais comuns são os erros refrativos. E, de acordo com o último levantamento da Organização Mundial da Saúde, 80% dos casos de deficiência visual no mundo poderiam ser evitados, por serem possíveis de prevenir e tratar, quando diagnosticadas a tempo. Além disso, a OMS também estima que 12 milhões de crianças em todo o mundo se beneficiariam pela simples prescrição de óculos. Dessa forma, fica claro o quão importante é o exame oftalmológico em crianças. Através desse exame, outras doenças oculares podem ser detectadas além dos erros refrativos, tais como catarata infantil, glaucoma, estrabismo, alterações da retina (fundo de olho) e muitas outras.

E isso não deve ser feito apenas na idade escolar não! As crianças devem ser levadas ao oftalmologista desde pequeninas. Exames como o Teste do Olhinho, por exemplo, podem evitar sérias consequências, muitas vezes irreversíveis, na visão dos pequenos. Às vezes, malformações congênitas são difíceis de serem notadas pelas crianças, até porque elas nunca enxergaram de outra maneira mais nítida, por isso é tão importante a atenção dos pais e a avaliação de um especialista nesta fase.


Deu pra perceber que isso é assunto sério, não é? Por isso, não deixe pra depois! Entre em contato com a gente e marque um atendimento.

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Fonte:
Dr. Galton Carvalho Vasconcelos, Brazil Health, Estadão, “Férias escolares – hora de ir ao oftalmologista!” Disponível em:
http://www.brazilhealth.com/Visualizar/Artigo/164/Ferias-escolares—hora-de-ir-ao-oftalmologista?AspxAutoDetectCookieSupport=1

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Dica de brincadeira para seus filhos entenderem como funcionam os OLHINHOS!

Conhecer um mundo novo, estar aberto à novas experiências, tudo isso cheio de pureza e inocência… É assim que deveria ser com todas as crianças do mundo! Para te ajudar nessa jornada cheias de responsabilidades em que você deve mostrar o mundo inteiro para o seu bebê, nós do IOSG separamos algumas dicas para você introduzir este mundo novo na vida do seu pequeno! Espia só:

1º EXPERIMENTO: UM BURACO NA MÃO?

Você vai precisar de uma folha de papel.
1. Enrole a folha de papel no formato de um tubo;
2. Coloque o tubo na frente de um dos olhos, mas mantenha ambos abertos, e olhe diretamente para frente;
3. Com a mão que está livre (não aquela que está segurando o tubo), posicione-a com a palma virada para o rosto e em frente ao olho que não está com o tubo de papel. Mova delicadamente a mão mais próximo ao tubo. Lembre-se que a mão livre não deve sobrepor o tubo de papel, você deve conseguir ver através dele.

E por que isso acontece?
Seu cérebro pega informações de ambos os olhos para criar uma imagem. Um olho vê um buraco e o outro vê uma mão. Quando o cérebro usa as imagens juntas, você vê uma mão com um buraco nela.

2º EXPERIMENTO: OS LÁPIS DEVEM SE TOCAR?

Você vai precisar de dois lápis.
1. Feche um dos olhos;
2. Tente segurar os dois lápis horizontalmente em frente ao seu rosto. Depois disso, tente tocar as pontas dos lápis, sempre mantendo um olho fechado;
3. Agora faça isso novamente, mas com os olhos abertos. É bem mais fácil desse jeito, não?
Por que isso acontece?
Ter dois olhos ajuda a julgar profundidade e distância. Você consegue pensar em outras atividades que seriam difíceis com apenas um olho?


Legal, não é mesmo? Isso ajuda as crianças a terem uma maior noção do espaço e com as informações certas, elas entenderão muito mais como nosso cérebro processa as imagens que vemos!

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Fonte:
National Eye Institute, NEI, “Cool Eye Tricks”. Disponível em:
https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/nei-for-kids/cool-eye-tricks

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Seu filho ganhou presente com luzes ou lasers? Saiba como proteger seus olhinhos

A utilização incorreta desses produtos pode causar lesões oculares graves e, em alguns casos, até cegueira para qualquer pessoa que estiver no raio de alcance da luz.

Como as lesões causadas pelo laser não machucam na hora, danos na visão podem demorar alguns dias ou semanas para aparecer. Isto é perigoso porque o fato de não causar nenhuma “dor imediata” faz com que as pessoas continuem usando esses lasers de maneira errada e, infelizmente, pioram a situação. Colaborando, e muito, para danos permanentes na visão.

QUAIS TIPOS DE BRINQUEDOS DEVO FICAR ATENTO?

É evidente que existem uma infinidade de brinquedos com lasers, desde aqueles muito infantis, até os que parecem réplicas de armas ou objetos de colecionador. Segundo a Administração Americana de Alimentos e Medicamentos (do inglês, FDA), os responsáveis devem se atentar para brinquedos com:

– Lasers montados em armas que podem ser usadas para “mirar”;
– Piões que projetam raios laser enquanto giram;
– Lasers usados como “espadas”, como os “sabres de luz”;
– Lasers destinados a entretenimento que criam efeitos ópticos em uma sala aberta.

Além dos produtos com lasers vendidos como brinquedos, vale lembrar que ponteiras de apresentação, ou passadores de slides, ou qualquer objeto que faça uso desta tecnologia, pode ser perigoso se usado incorretamente. Portanto, ainda mais com as crianças, todo cuidado é pouco.

COMO FUNCIONA A REGULAMENTAÇÃO DESSES LASERS?

Assim como o FDA nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, INMETRO, no Brasil, tem a função de regulamentar os produtos vendidos à população. No caso dos brinquedos, a fiscalização deve ser ainda maior para assegurar que os lasers sejam disparados numa escala segura para crianças.

Na verdade, o laser, em geral, cria um feixe poderoso e direcionado de radiação eletromagnética, sendo usado em muitos artigos, desde tocadores de música e impressoras até ferramentas para cirurgia ocular. Os institutos nacionais de regulamentação devem definir padrões de segurança contra radiação que os fabricantes devem atender, segundo a finalidade de cada produto.

No caso dos brinquedos, a fiscalização deve ser ainda maior pelo fato das crianças não saberem dos perigos oculares que eles podem causar ao serem usados de maneira errada. Mesmo com o cuidado dos pais ou responsáveis, muitas vezes, por serem destinados a crianças, os adultos acabam acreditando que esses objetos são seguros para usar de qualquer maneira. E isso não está correto. Nesse sentido, é extremamente válido ler o manual de instruções sempre.
As regulamentações de níveis de radiação e luz são definidas pela Comissão Eletrotécnica Internacional (CEI).

Existem normas a serem seguidas de acordo com cada segmento da indústria e, no caso dos brinquedos ou objetos de uso doméstico, não devem exceder os limites da Classe 1, o nível mais baixo em produtos regulamentados. É claro que os lasers usados para fins industriais e outros necessitam de níveis mais altos de radiação de acordo com as funções pretendidas, e, assim, seguem seus devidos protocolos de proteção.

Com relação aos lasers de ponteiras ou passadores de slides, aqueles que são usados em reuniões de negócios ou no ensino superior para ajudar a ilustrar apresentações, aumentaram cerca de 10 vezes ou mais o poder de luz e radiação na última década. Por isso, mais uma vez, deve-se ficar atento ao uso recreativo e sem supervisão desses equipamentos, que muitos julgam ser “inofensivos”, pelas crianças em casa.

E QUAL A MELHOR MANEIRA PARA USAR ESSES PRODUTOS?

Lembre-se de que os produtos a laser geralmente são seguros quando seguem os limites legais e são usados conforme as instruções. Porém, os lasers podem causar danos se não forem usados adequadamente, ou pior, se o brinquedo não tiver o selo de aprovação dos órgãos responsável. Por causa disso, deixamos claro que produtos falsificados ou ilegais são sim um risco à saúde. Desta maneira, o FDA recomenda as seguintes dicas gerais de segurança para os consumidores:

1. Nunca mire um laser diretamente em alguém, incluindo animais. A energia luminosa de um laser apontado para os olhos pode ser perigosa, talvez até mais do que olhar diretamente para o sol.
2. Não aponte um laser para qualquer veículo, aeronave ou superfície brilhante. Lembre-se de que o efeito surpreendente de um feixe de luz brilhante pode causar acidentes graves quando direcionado a um motorista de carro, por exemplo, ou afetar negativamente alguém que pratica outra atividade (como praticar esportes).
3. Procure um rótulo CEI Classe I com o selo dos órgãos nacionais nos lasers de brinquedos infantis. O rótulo diz “Produto a laser de classe 1”, que comunica claramente que o produto é de baixo risco e não está em uma classe de laser com nível de emissão mais alto.
4. Não compre ponteiros laser para crianças, nem permita que as crianças os usem. Estes produtos não são brinquedos.
5. Não compre ou use qualquer laser que emita mais de 5mW de potência ou que não tenha a energia impressa na etiqueta.
6. Consulte imediatamente um profissional de saúde se você ou uma criança suspeitar ou sofrer alguma lesão ocular.


Qualquer incidente, entre em contato com a gente e marque uma consulta. Nossos oftalmologistas estarão dispostos a te ajudar no que for possível e solucionar suas dúvidas.

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Fonte:
U.S. Food and Drug Administration, FDA, “Laser Toys: How to Keep Kids Safe”. Disponível em:
https://www.fda.gov/consumers/consumer-updates/laser-toys-how-keep-kids-safe

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A ciência desvenda tudo sobre LENTES DE CONTATO

As lentes de contato, sem dúvidas, são uma das melhores invenções para a correção da visão. A liberdade e praticidade que se tem ao usá-las, para muitos, é inegociável. No entanto, apesar de todos os prós, não podemos esquecer que a condição principal para se usar lentes de contato é a higienização correta. Por isso, cuidar adequadamente dessas belezinhas é fundamental para manter os olhos saudáveis e prevenir infecções oculares.

Estudos levantados pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos, do inglês, “CDC”, demonstrou que a maioria dos usuários de lentes de contato não pratica a higiene correta, e isso levou, desde 2006 no país, ao surgimento de, pelo menos, 3 grandes surtos de ceratite, infecções na córnea, pelos microrganismos Acanthamoeba e Fusarium, que levaram à cegueira, em muitos casos.

Assim, apesar da praticidade no dia a dia, para se usar lentes de contato é preciso de cuidado e responsabilidade. E para te ajudar nisso, aqui vai uma lista de hábitos que você tem que ter para usar lentes, e algumas informações para te ajudar a prevenir possíveis infecções oculares.

1. SEMPRE ANTES DE TOCAR NAS SUAS LENTES: LAVE SUAS MÃOS COM ÁGUA E SABÃO, E AS SEQUE EM ALGUMA TOALHA NÃO FELPUDA LIMPA.

Por quê? Não lavar as mãos com água e sabão antes de tocar nas lentes de contato é um fator de risco para complicações relacionadas ao desgaste das lentes de contato, pois os germes das mãos são transferidos para as lentes e seu estojo. Como os microrganismos que causam infecções oculares são encontrados na água, você deve secar as mãos primeiro antes de tocar nas lentes de contato. Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com um pano limpo e sem fiapos, é essencial sempre que as lentes são inseridas e removidas.

2. NUNCA DURMA COM SUAS LENTES DE CONTATO, A NÃO SER QUE SEJA PRESCRITO PELO SEU MÉDICO.

Por quê? Dormir em qualquer tipo de lente de contato aumenta em 6 a 8 vezes o risco de contrair um tipo grave de infecção da córnea. De 10.000 pessoas que dormem com lentes de contato, durante um ano, em média, ocorrem de 18 a 20 infecções por ceratite microbiana.
Atualmente, algumas empresas fabricam lentes de contato aprovadas pela Federação de Medicamentos e Alimentos dos EUA, do inglês, FDA, para se usar durante o dia e dormir (geralmente chamadas de “uso prolongado”, “uso contínuo” ou “uso noturno”). Porém, os usuários de lentes de contato que escolherem esse tipo de lente devem ser informados de que, ainda assim, dormir em qualquer tipo de lente de contato aumenta o risco de infecções oculares graves.

3. MANTENHA ÁGUA BEM LONGE DAS LENTES: NÃO TOME BANHO COM ELAS, NEM ENTRE EM BANHEIRAS OU PISCINAS.

Por quê? As lentes de contato são um fator de risco conhecido para a ceratite por Acanthamoeba, um tipo grave de infecção ocular causada por uma ameba de vida livre que é comumente encontrada na água. E não somente por esse microrganismo, como também por outros. Essas infecções oculares podem ser difícil de tratar e extremamente doloroso – nos piores casos, causando cegueira. Atividades como tomar banho, usar banheira de hidromassagem e nadar enquanto estiver usando lentes de contato podem aumentar o risco de infecção.

4. ESFREGUE E ENXAGUE SUAS LENTES DE CONTATO COM SOLUÇÃO DESINFETANTE ESPECÍFICA TODAS AS VEZES QUE ASREMOVER. NUNCA USE ÁGUA OU SALIVA.

Por quê? A limpeza inadequada das lentes de contato aumenta o risco de complicações entre os usuários de lentes de contato. Esfregar as lentes de contato com um dedo limpo e lavá-las com solução desinfetante é a maneira mais eficaz de remover depósitos e micróbios das lentes de contato gelatinosas. Lavar as lentes de contato com solução multiuso e embebê-las durante a noite sem esfregá-las primeiro não é tão eficaz na remoção de micróbios. Independentemente do tipo de lente de contato usada, esfregar e enxaguar as lentes diariamente é um passo importante na manutenção das lentes de contato e na saúde ocular. O uso dessas soluções desinfetantes específicas também é essencial no estojo das lentes e nunca água.

5. NUNCA ARMAZENE SUAS LENTES NA ÁGUA.

Por quê? Pela mesma razão que tomar banho, usar uma banheira de hidromassagem e nadar deve ser evitado enquanto estiver usando lentes de contato, os contatos não devem ser armazenados em água a qualquer momento. A exposição das lentes de contato à água pode aumentar o risco de diferentes tipos de infecções oculares. Além da contaminação das lentes, é claro que o estojo também será contaminado.

6. TROQUE SUAS LENTES POR OUTRAS NOVAS SEMPRE QUE SEU MÉDICO RECOMENDAR.

Por quê? Embora os efeitos de não substituir as lentes de contato tão regularmente como recomendado por um oftalmologista não tenham sido totalmente examinados, estudos mostraram que os usuários de lentes de contato que não seguem os horários de substituição recomendados têm mais complicações e desconforto auto-relatado do que o contato usuários de lentes que seguem as recomendações de substituição. Alguns usuários de lentes de contato também relataram problemas de visão como resultado do uso de lentes de contato por mais tempo do que o indicado por seus oftalmologistas. E claro, além de trocar as lentes regularmente, é preciso também trocar os estojos para evitar contaminação.


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Fonte:
Centers for Disease Control and Prevention, CDC, “Show Me the Science: Data Behind Contact Lens Wear and Care Recommendations”.

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É comum que o câncer de mama metastize para os olhos?

Outubro já chegou, e com ele a campanha OUTUBRO ROSA para a conscientização e proteção contra os cânceres mais comuns que atingem as mulheres, principalmente o câncer de mama. E você sabia que 30% das mulheres que tiveram câncer metastático apresentaram metástase aos olhos?

MAS PRIMEIRO, O QUE SÃO METÁSTASES?

Bom, metástases são células cancerígenas ou pequenos tumores malignos que correm pela corrente sanguínea e podem ser provenientes de um outro tumor pré-existente. Normalmente os cânceres de mama, pulmão ou próstata é que dão metástases em outros órgãos, incluindo os olhos.

Assim, nos olhos, é mais comum a metástase ocorrer na coroide, por ser a parte mais vascularizada, mas nada impede de ocorrer em outras partes dos olhos, até na pálpebra. Normalmente não costuma alterar esteticamente, mas piora a visão do paciente. O exame ocular envolve a análise das pupilas e o oftalmologista normalmente pede um ultrassom ocular, para confirmar o diagnóstico e medir o tumor.

QUAIS SINTOMAS DEVEMOS FICAR ATENTOS?

Os sinais das metástase coroide são raros, é mais comum ter algum sintoma se a metástase estiver no olho ou nas pálpebras, por exemplo. Nos casos de melanoma ocular, que também pode ser proveniente de metástase, pode haver alteração no tamanho ou forma da pupila, além do surgimento de pontos mais escuros na íris. Assim, se a metástase estiver localizada atrás do olho (na órbita), o globo ocular poderá ficar visivelmente deslocado para fora ou para o lado. Se estiver dentro do olho, que é a mais comum, os pacientes com metástase podem apresentar sintomas de luzes piscantes, pontos flutuantes ou distorção da visão.

E O TRATAMENTO?

Se a paciente tiver histórico de câncer de mama, esse diagnóstico deve ser feito a partir de qualquer sintoma visual. Uma avaliação oftalmológica completa, auxiliada por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, geralmente confirma o diagnóstico. Já o tratamento deve ser feito o mais rápido possível, e pode aliviar os sintomas e controlar a doença. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a probabilidade de êxito no tratamento e qualidade de vida da paciente, diminuindo o risco de sequelas.

Você conhece alguém que teve câncer de mama ou tem alguma outra dúvida sobre metástase ocular? Entre em contato com a gente e marque uma consulta! Nossos oftalmologistas estarão dispostos a te ajudar no que for possível.

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Fontes:
Merrill, C. F., Dimitrov, N. V. e Kaufman, D. I., “Breast cancer metastatic to the Eye is a common entity”.

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Pterígio é perigoso? Saiba tudo sobre!

A famosa “carninha” do olho, cujo termo médico é PTERÍGIO, é, na verdade, uma formação carnosa da conjuntiva que se expande na córnea. Parece grego? Calma, a gente te explica! Na maioria dos casos, o pterígio não provoca sintomas graves, sendo mais uma preocupação cosmética. Entretanto, na pior das hipóteses, pode causar irritação ou distorção da forma da córnea, e isso sim afeta a qualidade da visão do paciente.

MAS DE ONDE VEM O PTERÍGIO?

Um PTERÍGIO é um crescimento triangular de um tecido carnoso da conjuntiva, a membrana que reveste a pálpebra e cobre o branco do olho, que se expande na córnea. Com esse crescimento, ele pode se espalhar e distorcer o formato da córnea, induzindo astigmatismo e alterando a força refrativa do olho.

Como é uma extensão carnosa, podemos dividir o pterígio em três partes: a cabeça, a parte corneana; o corpo, a chamada parte conjuntival, que é a porção mais vascularizada e espessa do tecido; e o pescoço, que une as duas partes. Além disso, ele também pode se apresentar de três maneiras, usualmente:
– Tipo I: que apresenta o corpo bem definido e a cabeça avança sobre a córnea menos do que 2 mm;
– Tipo II: quando se estende sobre a córnea por cerca de 2 a 4 mm podendo induzir ao astigmatismo e redução da visão;
– Tipo III: que ele avança sobre a córnea por mais de 4 mm, entrando na zona óptica e causando uma perda maior de visão.

Os sintomas relatados pelos pacientes envolvem olhos vermelhos, ardor, queimação, irritação, fotofobia e sensação de corpo estranho nos olhos. Por causa da irregularidade da superfície da conjuntiva, a lacrimação pode ser afetada, por isso é necessário, em alguns casos, o uso de colírios lubrificantes. Na verdade, a maior parte das pessoas que tem pterígio e vão procurar tratamento é por fins estéticos.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE PTERÍGIO E PINGUÉCULA?

A PINGUÉCULA também é um tecido que cresce como uma área elevada, de cor meio branco-amarelada. No entanto, diferente do pterígio, essa formação carnosa cresce junto à córnea, e não por cima dela. Apesar do desconforto, normalmente não causa nenhum problema significativo e não precisa ser extraído. Portanto, pinguécula e pterígio têm consequências diferentes

E O TRATAMENTO?

É mais comum observar pessoas com pterígio que residem em lugares quentes e secos, por isso os médicos aconselham proteger os olhos contra o sol, vento e poeira. Como já foi dito, são poucos casos que levam às consequências mais graves do pterígio, porém é indicado o uso de lágrimas artificiais, e se há inflamação, o uso de pomadas ou gotas de corticoides, por um curto período, para aliviar os sintomas.
Com relação à remoção cirúrgica, ela só é indicada quando o tecido progride em direção à pupila, alterando o eixo visual, ou quando há irritação ocular excessiva, principalmente quando os sintomas persistem apesar do tratamento clínico, e o uso de lentes de contato, por exemplo, é afetado. A cirurgia não é complicada e a taxa de recorrência do pterígio é baixa.


Você conhece alguém que tenha pterígio ou tem alguma outra dúvida sobre isso? Entre em contato com a gente e marque uma consulta! Nossos oftalmologistas estarão dispostos a te ajudar no que for possível.

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Fontes:
Melvin I. Roat, “Pinguécula e pterígio”, Manual MSD.

Netto P., “Pterígio: a famosa “carninha” no olho”, PEBMED.

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#Pracegover: sabia que o IOSG faz parte desse movimento de inclusão?

Se você é uma pessoa antenada nas redes sociais, principalmente no Facebook, já deve ter visto a campanha que usa esta hashtag “#PraCegoVer”! Mas você sabe do que se trata? Bom, nós do IOSG também aderimos a este movimento que tem como objetivo ajudar os deficientes visuais a se incluírem ainda mais no nosso mundo digital. E isso acontece por meio da descrição das imagens postadas. Ficou curioso pra saber mais dessa mobilização? A gente te conta!

QUEM E PORQUE COMEÇOU O #PRACEGOVER?

A ideia (brilhante) da campanha foi da baiana Patrícia Silva de Jesus, ou então, como ela é conhecida, Patrícia Braille. Sendo coordenadora de Educação Especial no estado da Bahia e especialista em acessibilidade para deficientes visuais, a Patrícia entende muito bem das dificuldades dessas pessoas para usar as redes sociais, já que o que “rege” esse mundo digital são, sem dúvidas, as imagens e fotografias. E daí surgiu a ideia do projeto. A hashtag #PraCegoVer serve para conscientizar e mobilizar as pessoas a inserirem descrição das imagens que elas postam em suas redes, e assim TODOS ficam sabendo da vida online!

MAS COMO ISSO FUNCIONA?

Existem vários programas de acessibilidade para deficientes visuais no computador e também nos smartphones que descrevem, através de áudios, o que está se passando no aparelho. Seja para usar um aplicativo, fazer ligação, ou escrever um texto, por exemplo. No entanto, com relação às redes sociais, nem sempre esses programas conseguem descrever uma fotografia ou imagem postada. Assim, com essa “legenda”, que funciona como uma audiodescrição, os cegos podem usar suas mídias sociais de maneira inclusiva, sabendo o que está acontecendo!
A idealizadora do projeto defende que no Brasil existem quase 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, e cerca de 585 mil são totalmente cegas. É muita gente para ficar de fora desse mundo digital que vivemos! Segundo a Patrícia, já que essas pessoas têm uma vida como a de qualquer outra pessoa, comendo, vestindo, trabalhando, assistindo TV, por que não usar o Facebook? Nós não devemos ignorar as pessoas deficientes, mas sim fazer o possível para incluí-las no nosso cotidiano.

E, POR ÚLTIMO, COMO EU FAÇO PRA PARTICIPAR?

Aqui vão dicas importantes para fazer a audiodescrição das suas imagens:

1º) Use a hashtag #PraCegoVer no início da frase;
2º) Anuncie o tipo da imagem: fotografia, ilustração, tirinha, cartum etc.;
3º) Comece descrevendo a imagem da esquerda para a direita, de cima para baixo, já que essa é a ordem natural de escrita e leitura ocidental;
4º) Informe as cores da imagem. Por exemplo: fotografia em tons de cinza, sépia ou preto e branco. Não precisa informar que a fotografia é “colorida”, já que você vai dizer as cores dos elementos da imagem, e aí a indicação é redundante.
5º) Descreva todos os elementos de um determinado ponto da foto e só depois passe para outro ponto, criando uma sequência;
6º) Tente usar frases curtas e objetivas;
7º) O ideal é começar pelos elementos menos importantes, o que contextualiza a cena, e depois chegue no ponto chave da imagem.


Maravilhoso, não é? Faça parte você também dessa campanha! Vamos enxergar TODAS as possibilidades!
No sábado, dia 21 de setembro, foi o DIA NACIONAL DE LUTA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. Não fique de fora, essa luta também é nossa. Lutar pela acessibilidade é para todos!

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IOSG de olho na ciência: estimulação do NERVO ÓPTICO em CEGOS

Existem quase 40 milhões de CEGOS no mundo. Sim, é um número extremamente grande, porque são muitos fatores que induzem a cegueira, como genética, descolamento de retina, trauma, acidente vascular cerebral no córtex visual, glaucoma, catarata, inflamação ou infecção ocular. Alguns tipos de cegueira são temporárias e podem ser tratadas clinicamente para a recuperação da visão. Outras, infelizmente não são reversíveis…

“MAS COMO VOCÊ AJUDA ALGUÉM QUE É PERMANENTEMENTE CEGO?”

Foi essa pergunta que motivou cientistas italianos e suíços! Eles estão desenvolvendo tecnologia para os cegos que ignora completamente o globo ocular e envia mensagens diretamente ao cérebro através da estimulação do nervo óptico. Para isso, eles criaram um novo tipo de eletrodo intraneural chamado OpticSELINE.

COMO ELES PENSARAM NISSO?

A ideia deles foi produzir “fosfenos”, ou seja, a sensação de ver manchas luminosas, causada pela estimulação mecânica, elétrica ou magnética da retina ou do córtex visual, sem “ver” a luz diretamente. Para ficar mais claro, um exemplo de fosfeno são os padrões luminosos que aparecem quando a pálpebra é esfregada com bastante pressão, e então formam-se “estrelinhas”.
Pensando nisso, os cientistas priorizaram a criação de um implante cerebral que estimula o córtex visual diretamente, já que, frequentemente, o nervo óptico e o caminho para o cérebro da maioria dos cegos estão intactos. Assim, eletrodos intraneurais são estáveis e menos propensos a se movimentar quando implantados em um indivíduo e, quando estimulados, podem fornecer informações visuais ricas a estes pacientes.

E COMO ESTE APARELHO FUNCIONA?

Os pesquisadores projetaram o OpticSELINE que é um conjunto de 12 eletrodos intraneurais. Os cientistas fornecem uma corrente elétrica ao nervo óptico através OpticSELINE e medem atividade cerebral no córtex visual. De acordo com as pesquisas, eles mostram que cada eletrodo induz um padrão específico de ativação do cérebro, e isso significa que o estímulo causado pelo OpticSELINE no nervo óptico está transmitindo informações.
É claro que o estudo ainda é promissor e faltam algumas análises clínicas dos pacientes que fizeram o tratamento. Porém é fato que esta estimulação intraneural tem o potencial de fornecer padrões visuais informativos. Segundo os pesquisadores, um ser humano deve utilizar um OpticSELINE com 48 até 60 eletrodos, usando a nossa tecnologia atual. O que eles dizem é que isso ainda não é o suficiente para restaurar completamente a visão, mas esses sinais visuais limitados são extremamente importantes para fornecer uma ajuda visual na rotina diária.


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Fonte:
Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne, ScienceDaily, “Optic nerve stimulation to aid the blind“.

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