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Saiba quais são as doenças oculares mais frequentes na população negra

Muitas enfermidades possuem alguma relação genética (devido a alterações no DNA) e/ou hereditárias (passadas de pais para filhos). Dessa forma, dentro de uma mesma etnia algumas delas se destacam, o que é o caso da Anemia Falciforme, Hipertensão e Diabetes Mellitus entre os negros, pardos e afrodescendentes no geral. Associadas a elas, estão algumas DOENÇAS OCULARES, e é por isso que os afrodescendentes devem ficar de OLHO nos sinais e sintomas dessas doenças, para propiciar a prevenção e o tratamento adequado.

ANEMIA FALCIFORME
A Anemia Falciforme é uma doença genética hereditária, onde as células vermelhas do sangue se tornam mais enrijecidas e, ao invés de redondas e bicôncavas, assumem um formato parecido a uma foice: daí vem o nome, falciforme. Essa alteração de forma dificulta a circulação sanguínea e o transporte de oxigênio para as células do corpo. Essa doença está presente em 10% da população negra, e apresenta manifestações clínicas e complicações nos OLHOS, como:

– Retinopatia proliferativa: são alterações que ocorrem na retina, causadas inicialmente pela obstrução dos pequenos vasos sanguíneos da retina, pelas hemácias em formato de foice. Como o sangue é impedido de chegar às células do olho, há a estimulação da criação de novos vasos (neovascularização). Entretanto, esses novos são FRÁGEIS, IMATUROS e se aderem ao humor vítreo (gel que preenche toda a cavidade ocular), o que aumenta os riscos de hemorragia retiniana. Podem ser percebidos sintomas como a diminuição ou perda da visão, e manchas como “moscas volantes”.

– Glaucoma: o glaucoma é a principal causa de cegueira nas pessoas negras. Nessa doença, há um aumento da pressão intraocular, pelo desequilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Os pacientes negros apresentam danos ao nervo óptico mais graves do que os brancos, e por possuírem a íris dos olhos mais pigmentada, precisam de medicamentos em concentrações maiores.

HIPERTENSÃO
A Hipertensão Arterial atinge até 20% dos adultos brasileiros, sendo mais incidente entre homens e pessoas negras, e é responsável por mais de 50% das diferenças das taxas de mortalidade entre brancos e negros nos Estados Unidos.

– Retinopatia Hipertensiva: essa pressão acima do conhecido padrão “12 por 8” faz com que os vasos sanguíneos do corpo se estreitem, incluindo os da retina, o que impede a chegada do sangue ao local, assim como na retinopatia proliferativa. Essa obstrução pode causar também inchaço na retina, comprometendo a sua função e pressionando o nervo óptico, o que a longo prazo causa problemas na visão.

DIABETES MELLITUS
O Diabetes Mellitus tipo II é mais comum entre a população negra, sendo que 50% a mais das mulheres negras desenvolvem a doença, quando comparadas a mulheres de outras etnias. Nesse tipo, ocorre a resistência periférica à insulina, e o consequente acúmulo de glicose no sangue. Além do glaucoma, o diabetes também é um fator de risco para a Retinopatia Diabética.

– Retinopatia diabética: a hiperglicemia causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos. Isso estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

Segundo o IBGE, em 2010 no Brasil, os negros e pardos juntos somavam mais de 50% da população brasileira. Então falar de saúde da população negra, é falar da saúde dos brasileiros! Conte com o IOSG para cuidar da sua saúde e proporcionar as melhores estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– Manual de Doenças Mais Importantes, Por Razões Étnicas, na População Brasileira Afro-Descendent, Ministério da Saúde, 2001.
– Greenidge, K. C., & Dweck, M. (1988). Glaucoma in the black population: a problem of blindness. Journal of the National Medical Association, 80(12), 1305–1309.
– Musemwa, N., & Gadegbeku, C. A. (2017). Hypertension in African Americans. Current cardiology reports, 19(12), 129.
– VILELA, Rosana QB; BANDEIRA, Denise M.; SILVA, Maria Alexsandra E. Alterações oculares nas doenças falciformes. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 29, n. 3, p. 285-287, 2007.
– Healthline.

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Edema Macular Diabético e outras doenças oculares causadas pelo diabetes

Na américa latina, mais de 40% das pessoas que tem diabetes, NÃO SABEM. E você deve ficar ainda mais atento: o Brasil é o 4º país com mais pessoas que não sabem que possuem a doença. E por que isso é perigoso? O diabetes pode ocasionar consequências graves, porém silenciosas. As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte e incapacidade nos diabéticos, 80% dos casos de doença renal grave são causados por ela e a amputação de membros é de 10 à 20 vezes mais comum nos diabéticos, devido à neuropatia diabética.

Mas não para por aí: o diabetes também traz malefícios para a sua VISÃO. A Retinopatia Diabética é a principal causa de cegueira nos adultos e 1 a cada 3 diabéticos desenvolve a retinopatia. Caso não diagnosticada a tempo, a Retinopatia Diabética pode causar ainda algo mais grave: o Edema Macular Diabético.

MAS QUAL A DIFERENÇA ENTRE RETINOPATIA E EDEMA MACULAR DIABÉTICO?

Vamos pensar no assunto como fases de avanço da doença. A Retinopatia Diabética ocorre quando há o acúmulo de açúcar (glicose) no sangue, devido ao Diabetes Mellitus, o que causa a morte das células do tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina. A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Então, essa hiperglicemia causa o seguinte:

1) Retinopatia Diabética NÃO PROLIFERATIVA: é a fase inicial, onde surgem pequenas dilatações, obstruções e hemorragias nos vasos sanguíneos da retina, impedindo que o sangue com nutrientes e oxigênio cheguem até os olhos;

2) Retinopatia Diabética PROLIFERATIVA: a situação anterior estimula o organismo a criar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS e FRÁGEIS e com maior chance de se romperem e causarem hemorragias intraoculares. Nessa fase há mais perigo de perda de visão, pois a hemorragia pode evoluir para edema macular diabético e descolamento de retina.

3) Edema Macular Diabético: primeiro, precisamos entender o que é a MÁCULA. Já sabemos que a membrana que recobre os olhos internamente é a retina. A porção principal da retina, bem no fundo dos olhos, é chamada de mácula e é responsável pela visão central e a cores. O edema macular nada mais é do que um INCHAÇO na região: há um acúmulo de líquidos e proteínas na mácula, tornando a visão borrada, distorcida, e com dificuldade em enxergar as cores. Caso não tratada a tempo, pode levar à cegueira.

E QUAL É O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO EMD?

Apesar da complexidade da doença, o diagnóstico é simples: o oftalmologista especialista em retina (retinólogo) realiza exames como a OCT (tomografia de coerência óptica), para avaliar a região da retina/mácula/coróide, a angiografia para avaliar o fundo do olho e suas estruturas (vasos sanguíneos e nervo óptico) e o exame de acuidade visual – aquele comum, das letrinhas na parede – para avaliar o quadro de visão borrada ou distorcida.

O tratamento é o mesmo da Retinopatia Diabética: injeção intraocular com medicamentos anti-VEGF, que impedem a formação dos novos vasos sanguíneos, detendo o extravasamento de sangue e líquidos na região da mácula, ou a cirurgia a laser (panfotocoagulação e vitrectomia). Dessa forma, a visão pode ser recuperada em muitos casos, porém em outros é possível apenas impedir que a doença avance para um estágio mais grave. Assim, a PREVENÇÃO, com o controle dos níveis glicêmicos, e o DIAGNÓSTICO PRECOCE, através das consultas de rotina ao oftalmologista, são essenciais para cuidar da sua visão.

 

Conte com o IOSG para cuidar da sua visão: aqui nossos profissionais são extremamente qualificados para todas as etapas: prevenção, diagnóstico e tratamento!

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Fonte:
– Atlas IDF 2017 – Diabetes no Brasil;
– Revista Veja Bem, Veja Para Sempre – Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

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Mitos e verdades sobre o DALTONISMO

Cada pessoa tem uma forma única de ver o mundo. E às vezes, é no sentido literal. A retina é uma membrana que recobre a face interna dos nossos olhos, e é formada por dois tipos de células: os cones e os bastonetes. Ambas são chamadas de células fotorreceptoras, pois recebem os estímulos luminosos e os transmitem para o cérebro através do nervo óptico.

Os cones são responsáveis pela visão em cores e os bastonetes, pela visão em preto e branco. Dessa forma, quando uma pessoa não possui cones suficientes, ela não é capaz de identificar diversas cores e tonalidades. A essa condição dá-se o nome de discromatopsia, ou mais comumente chamada de daltonismo.

O mais comum é que a pessoa daltônica tenha alterações na visão das cores verde, vermelho e azul, mas existem diversas particularidades sobre o assunto. Confira 5 MITOS ou VERDADES sobre o DALTONISMO:

1) APENAS HOMENS PODEM SER DALTÔNICOS.
#MITO: o daltonismo é uma doença genética (presente no seu DNA) e hereditária (passada de pais para filhos), associada ao cromossomo X. Então mulheres podem transmitir, mas é mais raro que tenham a doença.

Os cromossomos são estruturas, presentes dentro das células, formadas por DNA. Cada célula possui 46 cromossomos, 23 herdados da mãe e 23 herdados do pai. A mãe sempre passa para o bebê um cromossomo sexual do tipo X, e o pai pode transmitir um do tipo X (menina) ou Y (menino).

A alteração genética do daltonismo, que faz com que a pessoa tenha menos células do tipo CONE nos olhos, está presente no cromossomo X. Para que uma menina (XX) desenvolva a doença, essa tem que receber a alteração de ambos os pais, já os meninos (XY), terão a doença caso apenas a mãe transmita a alteração, o que aumenta muito as chances. Estudos mostram que o daltonismo hereditário acomete de 6 dos homens e 0,4% das mulheres.

2) POSSO FICAR DALTÔNICO(A) DURANTE A VIDA.
#VERDADE: apesar da maioria dos casos ser genético, uma pessoa pode se tornar daltônica devido a lesões nos olhos e sistema neurológico, doenças oculares (glaucoma, degeneração macular relacionada a idade e catarata), doenças cerebrais e do sistema nervoso (Alzheimer e esclerose múltipla) e pelo uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, indicada para o tratamento de artrite reumatoide, lúpus e problemas de pele, famosa atualmente pelos estudos sobre seu uso em casos de COVID-19.

Tais doenças e medicamentos podem causar danos aos olhos, nervos e regiões do cérebro responsáveis pela visão.

3) OS DALTÔNICOS NÃO CONSEGUEM VER APENAS A COR VERMELHA E VERDE.
#MITO: existem vários tipos de daltonismo. As células cone da retina podem ser subdividas em 3 categorias, as sensíveis a cor vermelha, verde e azul. Essas 2 cores, quando combinadas, formam todas as outras que conhecemos. Dessa forma, o tipo de daltonismo dependerá do tipo de células cone em falta ou com alterações.

Na MONOCROMACIA, a pessoa enxerga tudo em tons de cinza, pois há 2 ou 3 tipos de cones faltando, o que impede que ela seja capaz de diferenciar as cores.

A DICROMACIA, a forma mais comum, ocorre quando um tipo de cone não está presente na retina, podendo ser dividida entre protanopia, deuteranopia e tritanopia. No tipo chamado PROTANOPIA, há ausência ou dificuldade da visão da cor vermelha, assim o daltônico enxerga o vermelho como marrom, cinza ou verde e tem dificuldade para diferenciar o azul ou vermelho do verde. Na DEUTERANOPIA, ele não enxerga a cor verde, sendo vista como marrom, e tendo dificuldade de distinguir o vermelho do verde, o roxo do azul, e os tons de cinza. Já na TRITANOPIA, a dificuldade é com as cores azul e amarelo, onde as diferentes tonalidades de azul não são percebidas, o amarelo é visto como rosa claro e o laranja não aparece, existindo ainda dificuldade em diferenciar o azul do verde e o amarelo do violeta.

Há ainda a TRICOMACIA ANÔMALA, onde há os 3 tipos de células cone na retina, porém um desses tipos possui uma alteração, sendo dividida também em 3 categorias: PROTANOMALIA (menos sensível a luz vermelha), DETERANOMALIA (alteração no vermelho e verde) e TRITANOMALIA (caso mais leve de tritanopia).

A monocromacina, tritanopia e tritanomalia são condições genéticas, porém não estão associadas ao cromossomo sexual X, e sim ao cromossomo 7, o que faz com que, nesses casos, homens e mulheres tenham a mesma probabilidade de adquirir a doença.

4) O DIAGNÓSTICO PRECOCE NÃO É IMPORTANTE, POIS NÃO TEM CURA.
#MITO: mesmo que o daltonismo congênito (associado aos cromossomos) não tenha cura, se ele for causado por alguma doença, condição ou uso de medicamentos, isso deve ser investigado pelo médico oftalmologista.

Além disso, o diagnóstico precoce ajuda no desenvolvimento da criança, principalmente em idade escolar: em um estudo realizado com homens universitários, esses declararam ter diversas dificuldades, como vergonha, desconforto e ansiedade no ambiente escolar, por terem sofrido situações de bullying pelos colegas de classe e serem penalizados pelos professores durante avaliações.

Geralmente, é o próprio professor quem percebe a dificuldade do aluno em distinguir as cores, mas isso ocorre nas formas mais graves. Outro estudo, realizado na Austrália, mostrou que apenas 8% das crianças com tricomatismo anômalo (forma mais rara) foram identificados na escola primária, enquanto dicromatas foram mais facilmente identificados (49%).

Por isso, ao perceber quaisquer dificuldades em seu filho, levá-lo ao oftalmologista é essencial. Os testes mais usados para identificar o daltonismo são o Teste de Ishihara e a eletrorretinografia (ERG).

5) OS ÓCULOS E LENTES PARA DALTÔNICOS NÃO FUNCIONAM PARA TODOS
#VERDADE: como já foi dito anteriormente, existem diversos tipos de daltonismo, e os óculos são projetados para aqueles com dificuldade apenas em distinguir as cores verde e vermelho. Por isso, o mais indicado é que ocorra uma avaliação médica, para identificar o tipo, antes da compra dos óculos, evitando frustrações. Mas de qualquer modo, os óculos não são capazes de dar à uma pessoa daltônica a percepção real das cores, apenas aumenta o contraste entre elas, facilitando a diferenciação.

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Fonte:
– MELO, Débora Gusmão; GALON, José Eduardo Vitorino; FONTANELLA, Bruno José Barcellos. Os” daltônicos” e suas dificuldades: condição negligenciada no Brasil?. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 24, n. 4, p. 1229-1253, 2014.
– NIH National Eye Institute, VejaBem, CBO em Revista, 06, ano 3, 2015, USP Universidade de São Paulo, e Viva Bem (uol).

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Cirurgia de catarata também contribui para a melhora do glaucoma

Imagine só ir perdendo a visão gradualmente, de modo tão sutil que você nem percebe. Primeiro, a visão periférica é atingida: as imagens vão se tornando borradas e escurecidas, como se você estivesse entrando em um túnel ou olhando pelo buraco de uma fechadura. E depois, a visão central, que é quando você se dá conta de que algo está errado. Esse é um dos sintomas do GLAUCOMA.

No glaucoma, há um aumento da pressão intraocular. Essa pressão é regulada pelo equilíbrio entre a produção e o escoamento de um líquido chamado humor aquoso, que circula dentro do olho entre a córnea e a íris, e é drenado (através de um canal que funciona como um ralo) na região do trabeculado. Assim, quando há algum desequilíbrio nesse processo, há o aumento da pressão intraocular, o que causa a compressão das células nervosas da retina e atrofia das fibras do nervo óptico, que são responsáveis por enviar a imagem captada pelos olhos, até o cérebro, onde seria codificada em informações. Ou seja, a luz no fim do túnel se estreita cada dia mais.

E na catarata, o que acontece? Dentro dos olhos há também uma estrutura chamada CRISTALINO. Ele é a nossa lente natural, que foca e direciona a luz para o fundo do olho, nas células da retina. Agora pense, o que aconteceria caso essa lente se tornasse opaca, esbranquiçada ou amarelada? A luz não conseguiria chegar dentro do olho, diminuindo a qualidade da visão. A melhor opção de tratamento nesse caso é cirurgia, onde há a retirada do cristalino e uma lente intraocular é implantada em seu lugar.

MAS COMO A CIRURGIA PARA CATARATA MELHORA O GLAUCOMA?
A metodologia de retirada do cristalino, para o tratamento da catarata, mais realizada nos países desenvolvidos é a chamada FOCOEMULSIFICAÇÃO. São feitas duas pequenas incisões na córnea, por onde se introduz a ponteira de uma caneta que vibra em frequência ultrassônica, fragmentando e emulsificando o cristalino, o que facilita a sua retirada por aspiração. Após, através do mesmo corte, uma lente intraocular (LIO), feita de acrílico, silicone ou outros tipos de materiais, é inserida no local para mimetizá-lo.

Agora, é importante entender que existem dois tipos de GLAUCOMA: o de ângulo aberto e o de ângulo fechado. No de ângulo aberto, a drenagem do humor aquoso é impedida parcialmente por pequenas partículas ao longo do tempo. Já no de ângulo fechado, o canal é bloqueado por completo, pois o ângulo entre a íris e a córnea é muito estreito.

Sabe-se que o cristalino tem grande influência no glaucoma de ângulo fechado, pois esse pode empurrar a íris, cujo efeito é ainda mais acentuado se a pessoa também tiver catarata. Para esses casos, a CIRURGIA DE CATARATA já mostrou ótimos resultados na diminuição da pressão intraocular, o que consequentemente ajuda na melhora do GLAUCOMA. Mas pouco se sabia sobre os resultados no glaucoma de ângulo aberto.

Um estudo de 2019, da Academia Coreana de Ciências Médicas, analisou mais de 750 pacientes, comparando os níveis de pressão intraocular pós cirurgia de FOCOEMULSIFICAÇÃO, em pessoas com glaucoma de ângulo aberto e com os olhos saudáveis. Em ambos os grupos houve redução da pressão intraocular a curto e longo prazo pós cirurgia, o que simboliza uma melhora do principal fator de risco para o glaucoma.

Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que permite uma maior precisão no momento da retirada do cristalino. A catarata e o glaucoma são as principais causas de cegueira no mundo, não espere a luz do fim do túnel se apagar para buscar tratamento: conte com o IOSG!

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Fonte:
– Baek, S. U., Kwon, S., Park, I. W., & Suh, W. (2019). Effect of Phacoemulsification on Intraocular Pressure in Healthy Subjects and Glaucoma Patients. Journal of Korean medical science, 34(6), e47. doi.org/10.3346/jkms.2019.34.e47

– DE ASSIS CARVALHO, Andréia Fiorini; SILVA, Roberta Bessa Veloso; FERREIRA, Eric Batista. Cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificaçao: um estudo de caso. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, p. 741-748, 2016.

– Manual MSD Versão Saúde para a Família

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Nosso arroz com feijão pode fazer bem aos olhos, sabia?

Para a prevenção de diversos tipos de doenças, os especialistas sempre recomendam: “siga uma dieta saudável e balanceada!”. Mas você sabe o que isso quer dizer? E aliás, você sabia que o nosso famoso prato cotidiano, o arroz e o feijão, é super rico em nutrientes, que fazem bem para nossa saúde? Pois é, mesmo com uma alta porcentagem de carboidrato em sua composição – considerado por muitos como um vilão da perda de peso – esse baião de dois, de maléfico não tem nada, sendo importante até para manter a qualidade da sua VISÃO, por prevenir uma doença chamada Retinopatia Diabética.

QUE HISTÓRIA É ESSA DE ALIMENTOS QUE PROTEGEM OS OLHOS, “UAI”?
Calma que a gente te explica! Estudos recentes mostram que o consumo diário ideal de FIBRAS é de 25 gramas para mulheres e 31 gramas para homens. E quais alimentos possuem muitas fibras? Isso mesmo, o arroz e principalmente o feijão! Só pra você entender melhor, olha essa comparação: um copo de arroz branco e feijão possui 10 gramas de fibra, enquanto a mesma medida de frango e arroz possui menos que 1 grama. Outros alimentos da nossa cultura, que também são fontes de fibras, são: ervilha, lentilha, linhaça, aveia, milho, trigo, farinha integral e os cereais.

Também não precisa ficar com medo de engordar, em 2016 o American Journal of Clinical Nutrition fez uma análise de 21 estudos e descobriu que pessoas que comiam 3/4 de um copo de feijão por dia conseguia perder peso com mais facilidade do que aqueles que cortaram o alimento. E mesmo que o arroz sozinho seja composto de carboidratos de digestão rápida, elevando os níveis de glicose no sangue, ao ser combinado com o feijão, esse ajuda na digestão desses carboidratos. Outra vantagem é que o arroz também possui vitaminas do complexo B, ferro e proteínas.

Mas como as fibras presentes no seu prato de mexidão podem te ajudar a manter a sua visão ao longo da vida? Uma dieta rica em fibras mantem o açúcar no sangue mais regulado, ou seja, os níveis de glicemia. E quando se fala em olhos, a doença mais relacionada aos níveis elevados de glicose no sangue é a Retinopatia Diabética.

O QUE É RETINOPATIA DIABÉTICA?
É uma doença na retina, em consequência do diabetes mellitus. A retina é uma membrana que envolve a porção interna do olho, composta por células neurológicas responsáveis por captar a luz e as imagens e transmitir essa informação ao cérebro através do nervo óptico, tornando possível a visão. Em pessoas com diabetes, há resistência (tipo 2) ou baixa produção de insulina (tipo 1) pelo organismo, que é a substância responsável por fazer com que a glicose consiga entrar nas células e ser metabolizada, gerando energia para o funcionamento do corpo.

Com isso, há um acúmulo de açúcar no sangue (hiperglicemia), que causa a morte das células do endotélio, tecido que recobre os vasos sanguíneos da retina. Dessa forma, o corpo entende que é necessário fabricar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS E FRÁGEIS, e podem se romper e causar uma hemorragia dentro da retina, levando à perda da visão.

Por isso, a PREVENÇÃO dessa doença é o mesmo clichê médico citado anteriormente: “siga uma dieta saudável e balanceada!”. O controle da glicemia e o tratamento do diabete mellitus, junto com o acompanhamento ao oftalmologista são essenciais. As principais formas de tratamento contra a Retinopatia Diabética, são através de cirurgia a laser (panfotocoagulação e vitrectomia) e a injeção intraocular de corticoides ou substâncias anti-VEGF (que evitam a formação de novos vasos sanguíneos). Mas na maior parte dos casos, essas técnicas apenas impedem a piora da doença, não sendo possível a cura.

 

Conte com o IOSG para te manter informado e garantir uma melhor visão e qualidade de vida. Agende já a sua consulta.

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Fonte:
– CR Consumer Reports
– Hospital Sírio-Libanês

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O que faz subir a pressão dos olhos?

O aumento da pressão intraocular causa lesões nas células nervosas do olho. Mas o que isso significa? Para que você seja capaz de ler este texto, a imagem da tela do seu celular ou computador, deve primeiro atravessar a córnea, uma membrana transparente, bem fininha, que envolve todo o olho, e depois a íris, a parte colorida, que se contrai ou relaxa para regular a quantidade de luz que entra pela abertura central, chamada pupila.

A imagem chega então ao cristalino, e é refletida no fundo do olho, em uma região chamada retina. A retina está associada à milhões de células nervosas fotorreceptoras, que levam a imagem até o cérebro, através do nervo óptico. Sem ele, esse trabalhão todo das estruturas oculares não vale de nada, pois é o CÉREBRO o responsável por codificar esses impulsos elétricos recebidos e entendê-los como letras, imagens e cores. Aí vive o perigo: a pressão dentro dos olhos não é a mesma coisa que a pressão arterial, regulada através do sangue. O nosso olho possui um líquido diferente, que circula na câmara anterior, entre a córnea e a íris. Esse líquido é chamado de humor aquoso, e o balanço entre a sua produção e escoamento – por um pequeno canal, funcionando como um ralo – é o que aumenta ou diminui a pressão dentro dos olhos.
Essa pressão, quando elevada, causa a COMPRESSÃO das células nervosas e atrofia das fibras do nervo óptico. Ou seja, cada vez menos informações chegam ao cérebro, e a cada dia menos você enxerga.

PRESSÃO INTRAOCULAR VS GLAUCOMA
E o que o glaucoma tem a ver com essa história? Glaucoma é um grupo de doenças onde há lesão do nervo óptico.
O que causa essa lesão? Sim, uma das principais causas do glaucoma é a elevação da pressão intraocular, sendo essa a doença que, no mundo, mais causa cegueira irreversível. No começo, não há sinais ou sintomas que possam ser percebidos pelo paciente, apenas no estágio mais avançado: onde primeiro a visão periférica vai sendo perdida, até chegar à cegueira completa. No entanto, se o aumento ocorrer de forma aguda, a pessoa pode sentir dor nos olhos e de cabeça, fotofobia e ânsia de vômito.

MAS O QUE FAZ SUBIR A PRESSÃO NOS OLHOS?
O consumo em excesso de alguns alimentos (como o café), estresse, posições de cabeça para baixo (geralmente realizadas em aulas de pilates e yoga) e segundo estudos recentes: a obesidade. Ela aumenta a quantidade de tecido adiposo – gordura – dentro dos olhos, diminuindo o fluxo de escoamento do humor aquoso, além de aumentar a viscosidade do sangue.

GRUPO DE RISCO 
O grupo de risco, em outras palavras, as pessoas que mais estão suscetíveis a ter alta pressão intraocular e consequentemente o glaucoma, são as que apresentam alguma das seguintes condições:
– Acima dos 40 anos;
– Etnia africana ou asiática;
– Casos de traumas ou lesões oculares que possam comprometer ou obstruir o canal de escoamento do humor aquoso;
– Histórico familiar de glaucoma;
– Uso de medicamentos corticoides;
– Doenças oculares: descolamento de retina, miopia, tumores e inflamações intraoculares;
– Obesidade, diabetes, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares.

E COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
A pressão intraocular é mensurada através de um exame chamado TONOMETRIA. Existem dois aparelhos diferentes: com o tonômetro de contato, o oftalmologista anestesia o olho e pressiona o aparelho na córnea, mensurando quanto tempo ela demora para voltar ao estado original, e com o tonômetro sem contato, o aparelho gera um impulso que deforma a córnea, sendo necessário a medição do tempo da mesma forma que o anterior. É um exame simples, rápido (com 5 minutos de duração) e os pacientes relatam pouco desconforto. Também existe uma forma de diagnosticar as lesões no nervo óptico, a oftalmoscopia. Onde o oftalmologista aplica um colírio para dilatação da pupila, e analisa, com a ajuda de uma lanterna, as estruturas de dentro do olho e possíveis alterações no nervo.

MAS TEM TRATAMENTO?
A prática de exercícios físicos tende a reduzir a pressão intraocular, assim como outros hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada. Mas em casos mais avançados, onde há o desenvolvimento do glaucoma, este é incurável, mas os tratamentos ajudam a evitar a estabilizar a doença, impedindo a sua piora. Os tratamentos mais realizados atualmente são através de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. Os medicamentos são geralmente colírios, que atuam na diminuição da produção ou aumentando a drenagem do humor aquoso, mas também podem ser prescritos comprimidos com o mesmo mecanismo de ação. Já as cirurgias, existem várias: trabeculoplastia a laser (através do laser, cria um canal para drenagem do humor aquoso), trabeculectomia com mitomicina C (associa a anterior com o uso de medicamento anti-inflamatório), implante de tubo (tubo de silicone mimetiza um canal, ajudando na drenagem), ciclofotocoagulação (diminui a produção de humor aquoso), iridotomia a laser (cria um orifício na íris, para igualar a pressão entre a câmara anterior e posterior dos olhos), iridectomia cirúrgica (remove parte da íris). Aqui no IOSG nós temos ainda o aparelho de última geração STELLARIS ELITE, que realiza a cirurgia de vitrectomia (remoção do vítreo, a estrutura gelatinosa que preenche o interior do olho) indicada em alguns casos de glaucoma, buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética e da prematuridade, tromboses venosas e para cirurgia de catarata. Tudo para a sua comodidade e segurança!
Dessa forma, a PREVENÇÃO e o DIAGNÓSTICO PRECOCE são essenciais. Conte com os oftalmologistas do IOSG, e espalhe a informação.
Em Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago fala sobre “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderem”, e estar informado funciona da mesma maneira: compartilhe este conteúdo com quem você ama e se importa, e os alerte sobre a importância da consulta anual ao oftalmologista.

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Fonte:
– Karadag R, Arslanyilmaz Z, Aydin B, Hepsen IF. Effects of body mass index on intraocular pressure and ocular pulse amplitude. Int J Ophthalmol. 2012;5(5):605-8. doi: 10.3980/j.issn.2222-3959.2012.05.12. Epub 2012 Oct 18. PMID: 23166873; PMCID: PMC3484700.
– Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Revista Veja Bem, 19, p. 33, “Pressão ocular: você sabe o que é?”.
– ABCMED, 2014. Hipertensão intraocular: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, complicações possíveis.

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Enxergar direito mantem a qualidade de vida ao envelhecermos (o que vc tem feito pelos seus olhos hoje?)

O desenvolvimento de uma sociedade será alcançado apenas quando for inclusivo para todas as idades. Essa é a ideia principal que a campanha do Dia Nacional do Idoso e do Dia Internacional da Terceira Idade, comemorados hoje – 1 de Outubro – tentam propagar. E qual o motivo disso? Além de no Brasil ser aprovada, pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741), a garantia da preservação da saúde física e mental da terceira idade, todos tem direito a liberdade e a uma vida com dignidade, sendo obrigação da família, comunidade, sociedade e do Estado garanti-los.

Percebe-se ainda cada dia mais uma inversão na nossa pirâmide: atualmente, os idosos são mais de 14% da população brasileira, e a expectativa é que em 2030 a quantidade de idosos seja maior que a de crianças e adolescentes de até 14 anos. E com o investimento em saúde pública, educação e saneamento básico, o brasileiro tem vivido cada vez mais! Em 1940, a média de vida era de 45,4 anos, e em 2015 chegou a 75,4 anos! Essa expectativa de longevidade tende apenas a aumentar, mas, para que isso aconteça, é necessário ficar de olho na sua saúde AGORA. Como você deseja chegar na sua velhice?

Diversas doenças estão mais presentes na terceira idade, definida pela Organização Mundial de Saúde como o período acima dos 60 anos, como as doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose, diabetes e demência. Para essas, a prevenção é sempre clara: alimentação saudável, prática de exercícios físicos e frequência nas consultas de prevenção e exames médicos. No entanto, existem outros tipos de doenças, mais silenciosas, mas que impactam diretamente a qualidade de vida do idoso: as doenças oculares.

PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES NOS IDOSOS
Quem não associa os bisavós e avós àquela imagem de senhores amáveis, usando óculos, com certa dificuldade em enxergar e ouvir? Até mesmo em filmes e desenhos animados a velhice é representada assim, e tem um motivo: o sistema sensorial é o mais impactado durante o processo de envelhecimento. Principalmente a visão, levando a uma deficiência visual ou mesmo cegueira. As doenças mais predominantes durante a velhice, que podem causar esses problemas são:

– Catarata: o cristalino do olho se torna opaco, amarelado ou esbranquiçado, dificultando a passagem de luz e sua chegada até à retina, impedindo a formação da imagem e consequentemente a visão;

– Glaucoma: elevação da pressão intraocular, danificando o nervo óptico, que é o responsável por levar as informações e imagens formadas no olho, até o cérebro;

– Retinopatia diabética: elevação dos níveis de glicose (açúcares) no sangue devido ao diabetes, que danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina, podendo causar inchaço, hemorragias, oclusão e diminuição ou perda da visão;

– Degeneração macular relacionada à idade: lesões da mácula, a parte central e mais importante da retina, responsável pela visão central e das cores;

COMO ESSAS DOENÇAS PODEM INFLUENCIAR A MINHA QUALIDADE DE VIDA?
Se você usa óculos, fica fácil de imaginar: como seria sair de casa sem eles? Quais atividades você não seria capaz de fazer? Dirigir, ler as embalagens dos produtos no supermercado, ou até mesmo caminhar na rua com segurança se tornariam atividades mais difíceis. É isso o que acontece quando as doenças oculares aparecem durante o envelhecimento, o idoso acaba tendo a sua independência e autonomia limitadas. E o pior é que são doenças que não podem ser corrigidas apenas com o uso de um acessório.

Essa diminuição dos sentidos básicos e da autonomia impacta diretamente a vida do idoso, como a incapacidade para o trabalho (que é vista pela sociedade como sinônimo de utilidade), a perda do status social, da mobilidade, aumento da frequência de acidentes, e baixa autoestima, estando relacionada à maiores taxas de suicídio nessa população. Ou seja, o não enxergar direito gera problemas sociais, econômicos e psicológicos na vida de uma pessoa, e a qualidade de vida engloba tudo isso.

Diversos estudos demonstram essa relação: em um deles, os cientistas descobriram que pessoas com CERATOCONE, outra doença que afeta a capacidade visual, são mais pessimistas, retraídos e inseguros. Outro estudo verificou, através de questionários, que a qualidade de vida do idoso diminui conforme a piora da sua condição visual, e que os que conseguiam trabalhar tinham uma melhor qualidade de vida.

MAS E O QUE VOCÊ TEM FEITO PELOS SEUS OLHOS HOJE?
Para garantir uma boa qualidade de vida na terceira idade, alguns cuidados devem ser tomados desde AGORA:

1) Não coce os olhos: a região é muito sensível, e o hábito de coçar pode causar lesões ou até infecções por micro-organismos presentes nas mãos;

2) Esteja atento à higienização: ao menos uma vez por dia, você deve lavá-los, retirando as impurezas e secreções dos cílios e canto dos olhos. Sempre retire a maquiagem antes de dormir e limpe corretamente os pincéis;

3) Seja saudável: tenha bons hábitos alimentares, regulando os níveis de consumo de açúcares, e consuma mais peixe. Os peixes possuem ômega 3 e diversas vitaminas que fortalecem os olhos. Também pratique exercícios físicos e não fume! O tabagismo está associado às doenças oculares mais graves;

4) E o principal: segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), os exames oftalmológicos anuais devem ser feitos a partir dos 40 anos. E em casos de histórico familiar de alguma doença ocular, os cuidados devem começar bem mais cedo. Já marcou a sua consulta? Conte com o IOSG para garantir a MELHOR qualidade de vida.

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!
Referências:
– Conselho Brasileiro de Oftalmologia
– BRAVO FILHO, Vasco Torres Fernandes et al. Impacto do déficit visual na qualidade de vida em idosos usuários do sistema único de saúde vivendo no sertão de Pernambuco. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 75, n. 3, p. 161-165, 2012.
– Moreira LB, Alchieri JC, Belfort R Jr, Moreira H. Aspectos psicossociais do paciente com ceratocone [Psychological and social aspects of patients with keratoconus]. Arq Bras Oftalmol. 2007 Mar-Apr;70(2):317-22. Portuguese. doi: 10.1590/s0004-27492007000200023. PMID: 17589706.
– PRETTO, Caroline et al. Influência da visão na qualidade de vida dos idosos e medidas preventivas a deficiências visuais/Influence of vision on the quality of life of the elderly and preventive measures to visual disabilities. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 3, p. 4900-4905, 2020.
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Primavera e os cuidados com a CONJUNTIVITE ALÉRGICA

“É PRIMAVERA! Hoje o céu está tão lindo…” Assim foi feita a anunciação pelo Tim Maia, cheia de alegria, cores e amores. Mas para muitas pessoas, não é apenas rosas que a primavera traz, com ela vêm também as alergias. As tão insuportáveis ITES: rinite, sinusite, e… conjuntivite. Sim, a conjuntivite também pode ter causa alérgica, você sabia?

A conjuntivite, como o nome já diz, é uma inflamação ou infecção na conjuntiva, uma película transparente de tecido que reveste a pálpebra e a córnea. Ela ajuda na proteção do olho, contra agentes externos como o sol, vento, micro-organismos e substâncias que desencadeiam reações alérgicas.

OS TIPOS DE CONJUNTIVITE DEPENDEM DO AGENTE CAUSADOR

Dessa forma, existem 3 tipos de conjuntivites:
– Conjuntivite bacteriana: de carácter infeccioso, é causada mais frequentemente por bactérias do tipo estafilococos e estreptococos, que estão presentes de forma natural na pele e sistema respiratório das pessoas. Entretanto, alguns hábitos podem levar à infecção dos olhos, como esfregá-los com as mãos sujas, compartilhar pincéis de maquiagem e usar lentes de contato que não foram bem higienizadas.

– Conjuntivite viral: também é infecciosa, sendo causada principalmente pelo vírus que causa o resfriado comum, podendo vir do próprio corpo da pessoa (ao assoar o nariz com força, o vírus pode se locomover do nariz para os olhos) ou através da exposição à tosse ou espirro de alguém.

– Conjuntivite alérgica: não são infecciosas, pois ocorrem quando alérgenos do ar –  substâncias que provocam reações alérgicas –  entram em contato com o olho, como pelos de animais, ácaros e pólen das flores. Pode ser ainda perene ou sazonal. A perene se manifesta independente da estação do ano, podendo ser causada até mesmo por alguns alimentos. Já a sazonal, aparece sempre na mesma época, geralmente a PRIMAVERA e OUTONO, tendo ainda a característica dos sintomas melhorarem em tempos úmidos e piorarem com vento quente e após tempestades.

COMO SABER SE MINHA CONJUNTIVITE É ALÉRGICA?
Fique atento aos sintomas! Na conjuntivite alérgica, os principais são: vermelhidão, secreção aquosa, inchaço, sensibilidade à luz e o que mais a diferencia dos outros tipos, é a coceira. Tais sintomas aparecem geralmente em ambos os olhos, sendo que esfregá-los pode piorar o quadro.

Outros sintomas como opacidade do olho, perda ou redução da visão, dor nos olhos e secreções anormais são um sinal de alerta. Em todos os casos, um oftalmologista deverá ser consultado, mas  caso apresente algum desses sintomas anteriores, você deve procurá-lo com maior urgência.

AGORA QUE JÁ SEI A CAUSA, COMO POSSO PREVENIR?  
Se a primavera costuma te trazer esse tipo de presente indesejado, existem algumas medidas de precaução que você pode tomar para diminuir os riscos de desenvolver a conjuntivite alérgica, como:

– Redobrar os cuidados com a higiene das mãos e lentes de contato, lavando-as com regularidade, principalmente na presença de animais de estimação, produtos de limpeza, cremes e perfumes;

– Evitar levar a mão ao rosto e nunca esfregar os olhos,

– Sempre que estiver ao ar livre, usar óculos de sol, pois ajudam a diminuir o contato com o pólen, poeira e outros alérgenos;

– Durante a primavera, evite cortar a grama e outros serviços de jardinagem;

– Utilize ar condicionado com filtro dentro de casa e no carro.

E O TRATAMENTO, COMO É FEITO?
Leu esse texto tarde demais e já apresenta sintomas? O primeiro passo é aliviar o desconforto: você pode usar óculos de sol para evitar a sensibilidade à luz e o contato com mais substâncias irritantes, lavar os olhos com soro fisiológico estéril e lágrimas artificiais, aplicar compressas frias, e DEVE EVITAR o uso de lentes de contato e maquiagem. Em casos mais graves, o oftalmologista pode prescrever medicamentos anti-inflamatórios não esteroides e anti-histamínicos, mas a automedicação nunca é recomendada.

Conte com os oftalmologistas do IOSG para te ajudar durante a prevenção e o tratamento de todos os tipos de conjuntivite!

IOSG – Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
– ASBAI Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.
– Centro de Informação do Medicamento (Epublicação).
– American Oprometric Association.

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Retinoblastoma: a importância do diagnóstico precoce

Em um dia comum, sentada no chão brincando com o seu filho de 3 anos, uma mãe decide tirar fotos para enviar para a família. Mas algo parece estranho, ao ligar o flash da câmera, ela percebe um reflexo branco no olho da criança. O que pode ser?

O “reflexo do olho de gato”, como é comumente chamado, é um dos sinais do RETINOBLASTOMA. É um tipo de câncer nos olhos, mais especificamente nas células embrionárias da retina. A retina é a parte interna do olho, formada por tecido neurológico, sendo responsável por captar as imagens e as transmitir ao cérebro, tornando possível o sentido da visão.

É o tumor mais comum em crianças de até 5 anos de idade, e pode levar à cegueira ou até mesmo à morte. A boa notícia é que se diagnosticado de forma precoce, as chances de cura são altas!

MAS O QUE CAUSA RETINOBLASTOMA?

Os nossos genes funcionam como um livro de receitas, onde estão escritas todas as instruções sobre o funcionamento do nosso corpo. Existem genes supressores de tumor, ou seja, que dão as instruções necessárias para impedir a formação de um câncer. Um deles é o RB1, e no caso do Retinoblastoma, ocorre uma deleção desse gene, como se uma página fosse arrancada do livro. Essa condição pode causar também características dismórficas e atrasos no desenvolvimento do cérebro.

Existem 2 causas para a deleção do gene RB1:

1) Retinoblastoma Hereditário
Abrange de 30 a 40% dos casos. Ocorre a deleção do gene RB1 da célula embrionária, a que dá origem à todas as células do nosso corpo, tornando a pessoa propensa também a outros tipos de cânceres e aumenta a possibilidade do Retinoblastoma Bilateral (nos dois olhos). Na maioria dos casos, a deleção ocorre após a concepção, e 1 a cada 4 crianças herda o gene “defeituoso” de um dos pais.

2) Retinoblastoma Não-Hereditário
É a maioria dos casos (de 60 a 70%), onde a deleção ocorre apenas em uma célula da retina de um olho, passando para outras quando essa se multiplica. Porém, a deleção não está presente nas outras células do corpo.

A QUAIS SINAIS DEVO FICAR ATENTO?

– Reflexo branco na pupila (leucocoria), que geralmente aparece em fotografias com flash, chamado também de “reflexo do olho do gato”;
– Estrabismo (desvio dos olhos da direção correta, “olho vesgo”);
– Vermelhidão e dor no olho;
– Pupilas dilatadas;
– Mudança da cor dos olhos (heretocromia).

O DIAGNÓSTICO PRECOCE É ESSENCIAL

Não existem formas de se prevenir desse tipo de câncer, o mais importante é entender que: 90% dos pacientes tem CHANCE DE CURA quando a doença é detectada nos primeiros estágios!
Os sinais podem ser acompanhados durante as consultas ao pediatra pelo Teste do Olhinho, mas o diagnóstico deve sempre ser confirmado por um oftalmologista pelo Exame de Fundo de Olho, sendo a melhor opção para o diagnóstico precoce, uma vez que o Teste do Olhinho só útil para os estágios mais avançados da doença.

Seu filho já realizou algum desses testes? Conte com nossos oftalmologistas para cuidar dos olhos da sua família!

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Fonte:
– Dimaras H, Corson TW. Retinoblastoma, the visible CNS tumor: A review. J Neurosci Res. 2019;97(1):29-44. doi:10.1002/jnr.24213
– Rao R, Honavar SG. Retinoblastoma. Indian J Pediatr. 2017;84(12):937-944. doi:10.1007/s12098-017-2395-0
– TUCCA Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.
– Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos.

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Conheça 4 tratamentos para RETINOPATIA DIABÉTICA

Você sabia que nós consumimos açúcares em diversos alimentos? No tradicional açúcar de mesa, no leite, e em carboidratos como pães, massas e arroz. Em condições normais, nosso organismo transforma esses tipos de açúcares em glicose, e a insulina ajuda a levá-la para dentro das células, onde será transformada em energia.

Mas existem doenças que atrapalham esse processo, como é o caso do diabetes mellitus, fazendo com que os níveis de glicose no sangue fiquem muito elevados, podendo gerar consequências como a RETINOPATIA DIABÉTICA. Nesse caso, ou há baixa produção de insulina (como ocorre no diabetes tipo 1), ou o organismo cria uma resistência à insulina produzida, ou seja, ela se torna incapaz de transportar a glicose (diabetes tipo 2).

POR QUE O EXCESSO DE AÇÚCAR CAUSA RETINOPATIA DIABÉTICA?
Por não ser absorvida pelas células, a glicose acaba se acumulando no sangue, “grudando” principalmente na parede de pequenos vasos sanguíneos, como os que passam por dentro dos olhos. Isso bloqueia o fluxo sanguíneo e impede que oxigênio e nutrientes cheguem até células da retina. Dessa forma, o corpo entende que é necessário fabricar novos vasos sanguíneos, processo chamado de neovascularização. Porém, esses novos vasos são DEFORMADOS E FRÁGEIS, e podem se romper e causar uma hemorragia dentro dos olhos, levando à perda da visão.

E QUAIS SÃO AS FORMAS DE TRATAMENTO?
O tratamento da retinopatia diabética vai depender do estágio da doença, sendo necessária intervenção cirúrgica apenas na fase mais desenvolvida, quando há crescimento de novos vasos sanguíneos.

1) Acompanhamento médico:
Seguir uma dieta recomendada por um nutricionista, controlando os níveis de glicose no sangue, pode trazer de volta um pouco da visão. Mas o tratamento correto do diabetes é essencial, então não deixe de tomar o medicamento receitado pelo oftalmologista.

2) Injeção intraocular de anti-VEGF:
Quando há edema macular (inchaço), uma forma de tratamento são as injeções intraoculares (dentro do olho) para injetar medicamentos que impedem a formação de novos vasos. Esses medicamentos são chamados anti-VEGF (anti-angiogênicos), como: Avastin (bevacizumabe), Eylea (aflibercepte) e Lucentis (ranibizumabe). Injeções de medicamentos esteroides também são uma alternativa.

3) Cirurgia a laser (panfotocoagulação):
Nessa cirurgia, o laser é utilizado para vedar as lesões nos vasos da retina, evitando o vazamento de sangue, e diminuir o crescimento de novos capilares. Dessa forma, o inchaço é reduzido, e impede a piora da perda da visão.

4) Vitrectomia:
Em casos mais avançados, como a hemorragia severa, a vitrectomia é a mais recomendada. Nessa cirurgia, parte do gel vítreo – fluido gelatinoso que preenche o olho – é retirado, juntamente com o sangue hemorrágico e tecido de cicatrização.

A MELHOR PREVENÇÃO É O ACOMPANHAMENTO MÉDICO
Geralmente, as primeiras fases da doença não apresentam sintomas, e a melhor forma de prevenção é o controle dos níveis de glicose no sangue, da pressão arterial e do colesterol. Além disso, todo paciente diabético deve realizar o EXAME DE FUNDO DE OLHO uma vez ao ano, e como a gestação pode agravar o caso, mulheres diabéticas grávidas devem realizar o exame a cada trimestre.

Não deixe sua saúde de lado, agende uma consulta e conte com nossos oftalmologistas, a prevenção pode impedir a perda da sua visão!

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Fonte:
– American Academy of Ophthalmology. “Diabetic Retinopathy Treatment”.
– Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.
– Manual MSD – Versão Saúde para a Família.

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