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Sair e olhar pra luz te incomoda? Saiba mais sobre FOTOFOBIA

Aquela luz direto no seu olho te incomoda? Sair para o ambiente externo num dia de sol ou estar em um ambiente muito iluminado faz com que seus olhos fiquem vermelhos e ardendo, ou que você tenha, visão turva ou “embaçada”, em alguns casos sinta um “inchaço ocular” ou até dor nos olhos? Tudo isso faz com que você nem consiga abrir os olhos direito? Pois bem, pode ser fotofobia.

O QUE É FOTOFOBIA?
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a fotofobia, também chamada de sensibilidade à luz, é uma condição visual que faz com que a pessoa reaja quando seus olhos estão expostos à claridade (natural ou artificial), sendo esta intensa ou até mesmo regular. Os médicos a descrevem como patológica ao estímulo luminoso, ou seja, causa um desconforto visual provocado pelo excesso de luminosidade no globo ocular.

E O QUE CAUSA ESSA SENSIBILIDADE?
Por incrível que pareça, na maioria dos casos, a fotofobia ocorre devido a fatores congênitos. Pode ser pela ausência de pigmentos no fundo do olho e casos de ausência da íris, inclusive. Pessoas que têm olhos de cores claras, como azul e verde, podem desenvolver os sintomas de aversão à luz, pois as camadas dos olhos de tons claros absorvem menos luz que os de cores comuns.
Entretanto, a sensibilidade à luz também pode acontecer em decorrência a outros problemas visuais ou outras causas sistêmicas. A primeira acontece devido a inflamações oculares (como uveítes e reações pós-operatórias), alterações na retina (como degenerativas e albinismo) ou lesões corneanas (como arranhões e ceratites). Já as sistêmicas ocorrem por alterações do sistema nervoso central, responsável por provocar a cefaleia e a enxaqueca.

MAS TEM TRATAMENTO?
Bem, na verdade não existe um tratamento específico para “curar” a fotofobia, afinal esse desconforto ocular não é considerado uma doença ocular. Mas dependendo da origem dessa sensibilidade, é possível tratar a causa e amenizar esse sintoma. No entanto, o que se pode fazer é usar de artifícios para diminuir o desconforto, como usar óculos escuros em ambientes externos e diminuir a intensidade da luz em locais fechados.
A fotofobia é um sintoma importante para dizer que há algo de errado com a sua saúde ocular, portanto você deve procurar um oftalmologista o mais rápido possível. Se você está sentindo isso, entre em contato com a gente e marque um atendimento.

IOSG | Há 40 anos trazendo mais detalhes em sua vida!

Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Fotofobia: o incômodo nos olhos de quem não consegue olhar diretamente para a luz.” Disponível em:
http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/vejabem06.pdf

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Já parou pra pensar como funciona a VISÃO dos DALTÔNICOS?

A gente está tão acostumado com aquilo que vemos que nem percebemos o quão importante é o papel das cores no nosso dia-a-dia. Mesmo que você não dirija, o vermelho vai significa pare, amarelo, atenção e verde, prossiga. Mas e se você não fosse capaz, desde sempre, de enxergar essas cores? Ou de distinguir umas das outras? Pois é… Assim funciona a visão dos daltônicos, ou daqueles que possuem discromatopsia, um nome complicado para o daltonismo!

COMO FUNCIONA O A VISÃO DALTÔNICA?
Primeiro é importante entendermos como nossos olhos “percebem” as cores. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, no centro da nossa retina existem dois tipos de células fotorreceptoras, aquelas que captam a luz que entra pela pupila e a transforma em impulso nervoso que, através do nervo óptico, levará até o cérebro as informações para que reconheçamos as imagens. Um tipo de célula é chamado de “cone”, que permite a visão em cores, e outro, “bastonete”, que permite a visão em preto e branco.

No caso das pessoas daltônicas, elas não têm cones suficientes por isso, a mensagem relativa à cor não chega ao cérebro. Daí, o daltonismo é uma denominação comum para pessoas que têm alterações na visão das cores. Essa disfunção também é chamada de discromatopsia, é uma doença hereditária ligada ao cromossomo X. A mulher transmite o cromossomo X aos descendentes, mas raramente tem o distúrbio, pois precisa-se de dois cromossomos X para a construção do genótipo feminino.

E QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CORES ALTERADAS?
Os daltônicos normalmente têm a percepção alterada na visão das cores verde, vermelho e azul, e das cores derivadas. Porém, é possível que haja lesões no aparelho visual e no sistema neurológico que podem causar alterações da visão cromática, o que não configura, necessariamente, em daltonismo especificamente. É importante falar que essa doença não tem cura nem tratamento. Entretanto, não há nenhum outro risco, nem tem relação com outras doenças oftalmológicas, nem evolui.

EXISTEM MAIS DE UM TIPO DE DALTONISMO?
Sim! O daltonismo interfere principalmente nos pigmentos verde, vermelho e azul, deixando-os confusos e, de certa forma, “misturados”. Considerando os tipos de fotorreceptores específicos para cada cor, cada tipo de daltonismo influencia em tons diferentes:

– Tipo Protanopia: nesse caso há a diminuição ou ausência total do pigmento vermelho. Na visão do daltônico, o que ele enxerga são tons de marrom, verde ou cinza. Varia de acordo com a quantidade de pigmentos do objetivo focado. A tendência é que o verde pareça vermelho, com a aparência de sépia.

– Tipo Deuteranopia: há deficiência da cor verde. Os tons vistos são mais próximos do marrom. Quando o daltônico visualiza uma árvore, ele enxerga apenas uma cor, com pouca diferença de tons entre tronco e folhas, como se fossem da mesma cor.

– Tipo Tritanopia: esse é um tipo raro, que interfere na visão das cores azul e amarelo. Não é o caso da perda da visão total do azul, mas na percepção das tonalidades, que são diferentes. O amarelo é enxergado como rosa claro, e o laranja desaparece.

Segundo o CBO, as deficiências congênitas protan e a deutan são as mais comuns em homens, chegando a atingir aproximadamente 8% da população masculina e 0,4% da feminina.

Gostou de entender um pouco mais sobre o daltonismo? Então nos ajude a levar este texto para mais pessoas!

Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Distúrbio ocular: como funciona a visão dos daltônicos?” Disponível em: http://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/vejabem06.pdf

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Mudar a COR DOS OLHOS por cirurgia pode levar à CEGUEIRA. Saiba mais.

Vaidade que pode te deixar cego? Realmente, se você interpretar essa frase como uma metáfora, existem milhões de pessoas que ficam cegas quando o assunto é fazer de tudo para se encaixar em padrões de beleza inalcançáveis… Entretanto, quando se trata de procedimentos estéticos oculares, isso pode ser real. Estamos falando de CIRURGIAS PARA ALTERAR AS CORES DOS OLHOS, uma técnica arriscadíssima, que é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

COMO FUNCIONA ESSE PROCEDIMENTO?
Essa cirurgia foi desenvolvida pelo oftalmologista panamenho Delary Kahn (2002), e consiste, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em inserir uma lente de silicone (colorida) atrás da córnea e na frente da íris. A cirurgia é extremamente arriscada e além de ser considerada um método experimental, é reprovada por diversas entidades médicas, pois os danos à visão são inúmeros.

POR QUE É TÃO PERIGOSO?
De acordo com os especialistas, esse procedimento estético aumenta a incidência de glaucoma, inflamação crônica na íris, lesão na parte interna da córnea e descompensação da córnea, com grande possibilidade do paciente ficar cego. Dentre os danos causados, o implante de silicone também aumenta a pressão intraocular, o que também danifica o nervo óptico, levando ao glaucoma, e causa perda de visão irreversível.

TEM COMO RECUPERAR A VISÃO DEPOIS DISSO?
Dependendo do tipo de dano não. Em uma entrevista ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia, uma escritora brasileira de 35 anos, que passou pela cirurgia de mudança de cor de olhos a convite de um cirurgião plástico, no Panamá, conta que perdeu 70% da visão. Em suas palavras, “Não posso dirigir, nem trabalhar. Não consigo ler. Eu não consigo usar o computador. Eu não tenho mais uma vida normal. Me tornei uma pessoa incapaz.”

Os danos à visão podem aparecer imediatamente após a cirurgia e depois de algum tempo. Quanto mais rápido a retirada do implante e a intervenção médica, é possível impedir que a cirurgia cause cegueira completa. Mas não vale nenhum pouco a pena perder a visão por isso.

EXISTE ALGUMA ALTERNATIVA PARA A MUDANÇA DA COR DOS OLHOS?
Além das lentes de contato coloridas, que são mais indicadas, atualmente existe uma técnica à laser desenvolvida pelo médico e cientista Gregg Homer. Consiste em retirar da íris a melanina – substância responsável pela cor escura dos olhos – para que a pessoa fique com olhos azuis. Entretanto, esse procedimento não é recomendado pelos oftalmologistas brasileiros.

Segundo eles, a aplicação do laser pode causar irritação na íris, podendo evoluir para problemas graves como o Glaucoma, porque os resíduos do pigmento retirado permanecem nos olhos e podem obstruir os vasos sanguíneos levando ao aumento da pressão intraocular; e Catarata, já que o procedimento afina a íris deixando o cristalino mais exposto, aumentando a penetração de luz, predispondo ao aparecimento de catarata precoce, resultado do excesso de radiação ultravioleta.

LEMBRE-SE: VOCÊ É LINDO(A) DO JEITO QUE É!
Esse é um apelo do IOSG! Todas as cores são lindas, e você não deve se submeter à procedimentos estéticos que custam a sua visão por causa de um padrão imposto. Você é livre pra ser quem você quer ser, mas cuide da sua saúde ocular, sua visão é mais importante.

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Fonte:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Vaidade que pode levar à cegueira!” Disponível em: https://www.cbo.net.br/novo/publicacoes/revista_vejabem_09_leitura.pdf

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Dúvidas na escolha da sua lente da cirurgia de catarata? Saiba TUDO sobre elas

Você sente que está vendo nuvenzinhas em tudo? Bom, essa visão embaçada é um dos sintomas mais característicos de quem tem CATARATA. Esta é, na verdade, a maior causa de cegueira reversível no mundo. Isso porque é possível curar-se da catarata ao realizar a cirurgia e recuperar a visão.
A Organização Mundial de Saúde estima que existam 18 milhões de cegos por catarata no mundo, e, só no Brasil, cerca de 350 mil. Nos países em desenvolvimento, a catarata é a causa de 50% dos casos de cegueira, e cerca de 85% de todos os pacientes com a doença tenham mais que 50 anos.

MAS, O QUE CAUSA A CATARATA?
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia a define como uma opacidade da lente do olho, o CRISTALINO, que dificulte a entrada de luz nos olhos, afetando a visão. Pode levar desde pequenas distorções na imagem e, em casos mais sérios, à CEGUEIRA. O cristalino é uma lente transparente que fica atrás da íris e da pupila, tem a função dar foco e nitidez naquilo o que estamos vendo.
Quando nós enxergamos, os raios de luz entram pela pupila, passam pelo cristalino e atingem a retina, que fica no fundo do olho. É lá onde a imagem vai ser transformada em impulsos nervosos, que vão, através do nervo óptico, ser interpretadas no cérebro. Nesse sentido, o cristalino, que é composto basicamente de água e proteínas, deve estar transparente e desimpedido para que a luz passe sem nenhuma distorção e forme uma imagem clara. Assim, a catarata acontece quando proteínas, ou substâncias, aglomeram-se de maneira a obstruir essa passagem, fazendo com que surjam “NUVENS” na visão, ou que ela pareça meio desbotada.

COMO FUNCIONA A CIRURGIA?
A cirurgia de catarata e envolve a implementação de LENTES INTRAOCULARES (LIOs). Durante o procedimento, o cristalino danificado é substituído por uma LIOs e os avanços técnicos destas lentes possibilitam cada vez mais uma personificação nas cirurgias, trazendo mais qualidade à visão dos pacientes. É um procedimento que dura por volta de 30 minutos, mas que apesar de rápido é também delicado.
Hoje não é mais necessário aguardar a catarata “amadurecer”, a tecnologia dos novos procedimentos faz com que o paciente não sofra mais com a perda da visão e da qualidade de vida esperando para a realização da cirurgia.

E AS LENTES INTRA-OCULARES?
Durante a cirurgia, o cristalino danificado é substituído por uma LIO específica e previamente determinada pelo oftalmologista. Dependendo de cada caso, há diferentes tipos de lentes intraoculares, e elas são classificadas em:
• Monofocais, que corrigem apenas um foco, de perto ou de longe;
• Multifocais, corrigem a visão de perto, intermediária e de longe;
• Lentes tóricas, que podem ser mono ou multifocais, corrigem também o astigmatismo;
• Lentes pseudoacomodativas, consideradas lentes de alta tecnologia, tem a capacidade de simular a acomodação natural do cristalino para corrigir a visão de longe, intermediária e de perto.
Todas as LIOs são introduzidas através de microincisões, o que leva a uma recuperação muito rápida do paciente. Elas melhoram a visão já a curto prazo, o que traz muita satisfação e conforto para quem antes não conseguia ver quase nada.

Lembre-se que aqui no IOSG você encontra os melhores profissionais dispostos a esclarecer qualquer dúvida. Entre em contato com a gente.

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Fontes:
Conselho Brasileiro de Oftalmologia, CBO, Revista Veja Bem, “Personalização chega à cirurgia de catarata”. Disponível em:
http://www.cbo.com.br/novo/publicacoes/Revista%20VejaBem_03_grafica.pdf

Hospital de Olhos de São Paulo, HOSP, “Catarata”. Disponível em:
https://hospitaldeolhos.net/especialidades-hospital-de-olhos/catarata/

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DMRI causa perda da visão, mas pode ser prevenida com seu ESTILO DE VIDA.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): uma das principais causas de deficiência visual e cegueira em idosos. É uma doença multifatorial que afeta a retina, a camada sensível à luz do olho, mais precisamente sua área central, a mácula. Com o envelhecimento e o desgaste do organismo, essa região corre o risco de perder sua estrutura normal. Consequentemente, diminui a qualidade da visão central, dificultando atividades como a leitura, por exemplo.

MAS COMO A DMRI ACONTECE?
Em cerca de 90% dos casos, a degeneração macular se apresenta sob a forma seca ou não-exsudativa, quando as complicações ocorrem de forma mais lenta e há possível formação de drusas (espécie de depósito de “cristais”) no fundo do olho e atrofia das células fotorreceptoras da retina. Por outro lado, em 10% dos casos, há a forma úmida ou exsudativa, caracterizada pela formação de vasos sanguíneos anormais sob a retina, alterando sua anatomia e acelerando o processo de perda irreversível da visão central.

E COMO EU POSSO ME PREVENIR?
Assim como o título do nosso blog, ter um estilo de vida saudável já é uma prevenção e tanto para DMRI, além de, é claro, se consultar regularmente com um oftalmologista. Apesar da doença estar ligada a questões genéticas e ao envelhecimento do organismo, a manutenção da saúde no geral pode retardar a formação de drusas e danos na mácula que culminam na DMRI.
Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, há alguns fatores de risco que devem ser levados em conta, como fumar, ficar muito ao sol, hipertensão e obesidade, por exemplo. Daí, as indicações para se prevenir contra a degeneração macular é:

• Não fumar;
• Comer mais alimentos ricos em ômega-3, como certos tipos de peixe e vegetais verde-escuro;
• Consumir alimentos ricos em vitaminas A, C e E, usadas para tratar pessoas que já têm a doença;
• Controlar sua pressão arterial e peso.

Concluindo, parar de fumar é um conselho importante para os pacientes para prevenir ou retardar o progresso da DMRI. Para pacientes com risco de desenvolver a doença, com histórico de casos na família, por exemplo, ou já diagnosticadas, a suplementação nutricional ou de vitaminas de rotina é necessária, mas deve ser orientada pelo médico.

Ainda assim, se você se encontra nessa faixa etária, com mais de 60 anos, ou tem histórico da doença na família ou se identifica com algum desses fatores de risco, é extremamente importante consultar um oftalmologista regularmente.

Lembre-se que aqui no IOSG você encontra os melhores profissionais dispostos a esclarecer qualquer dúvida. Entre em contato com a gente.

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Fonte:
Helena P. Y. Sin David T. L. Liu Dennis S. C. Lam, Acta Ophthalmologica, “Lifestyle modification, nutritional and vitamins supplements for age‐related macular degeneration”. Disponível em:
https://doi.org/10.1111/j.1755-3768.2011.02357.x

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Saiba quais remédios causam efeitos colaterais nos seus olhos.

Graças ao avanço da indústria farmacêutica temos a oportunidade de tratar várias doenças. Com isso, é claro, ingerimos muito mais medicamentos do que costumava-se tomar. E apesar de nos trazer uma maior qualidade de vida, muitas dessas drogas controladas podem trazer efeitos colaterais a partes do nosso corpo que nem imaginávamos! Como alguns medicamentos para osteoporose que interferem na nossa saúde ocular, por exemplo.
Pois é! Isso acaba sendo mais frequente em idosos porque costumam acumular tratamentos para algumas comorbidades ao mesmo tempo. Entretanto, não é só em gente mais velha que isso acontece não! Outros medicamentos para tratamentos hormonais, imunológicos, para disfunção erétil e problemas na próstata, por exemplo, têm comprovadamente efeitos colaterais oculares que devem ser levados em consideração.

É bom ficar atento a algum sintoma ocular diferente e toda vez que for ao oftalmologista, você deve mencionar os medicamentos controlados que ingere. Mas não somente esses com receita e tudo mais, comente todos os tratamentos que você faz, até se ingere algum medicamento fitoterápico, chás, suplementos de ervas e até vitaminas. Tudo isso pode ser indício do surgimento de algum sintoma ocular que, se não averiguado de perto, pode vir a causar problemas maiores no futuro.

Separamos aqui uma lista de medicamentos sistêmicos que são usados pela maioria da população e comumente podem causar efeitos colaterais oculares. Assim, é importante ficar atento se você, ou alguém que você conhece, utiliza:

1. BISFOSFONATOS
Esta é uma classe de medicamentos utilizada no tratamento da hipercalcemia, doenças ósseas, como a osteoporose, doença de Paget e em algumas neoplasias, particularmente câncer ósseo metastático e mieloma múltiplo. Além disso, alguns medicamentos desta classe podem ser prescritos para mulheres na pós-menopausa para prevenir a perda óssea de cálcio.
O Fosamax é um exemplo de bifosfonato usado no tratamento dessas mulheres, entretanto, pode causar inflamação orbital, uveíte e esclerite. Isso também se aplica a outros medicamentos da classe dos bifosfonatos. Isso não quer dizer que todas as pessoas que fizerem uso dos bifosfonatos apresentarão esse tipo de sintoma ocular, mas felizmente, para os que apresentarem, é possível reverter o quadro com a interrupção da droga.

2. CICLOSPORINA e TACROLÍMUS
Ambos são medicamentos imunossupressores, comumente usados em pacientes submetidos a transplantes de órgãos ou medula óssea, por exemplo. Podem causar síndrome da encefalopatia reversível posterior, gerando perda bilateral da visão. Alguns dos pacientes que apresentam esse quadro podem também ter convulsões e alterações do estado mental, ficando um pouco confusos.
A condição quase sempre se resolve quando o paciente interrompe o medicamento. No entanto, quanto mais cedo a condição for detectada, melhor. Isso porque esses medicamentos interferem na circulação para a parte posterior do cérebro e, às vezes, os pacientes desenvolvem um derrame, cujos efeitos são irreversíveis.

3. MINOCICLINA
É um antibiótico derivado da tetraciclina, comumente usada no tratamento da acne. É prescrito para muitos adolescentes por causa de sua eficácia. No entanto, pode causar aumento da pressão intracraniana e papiledema, inchaço do disco óptico, o que pode causar perda permanente da visão se não for revertida. Os pacientes podem sentir dor de cabeça devido à alta pressão, mas nem todos. Antes disso, podem apresentar visão embaçada, o que leva-os à consulta com um oftalmologista.

4. HIDROXICLOROQUINA
Bem famosa nesses últimos dias por causa da sua ação contra o coronavírus no organismo, a hidroxicloroquina (Plaquenil) é um medicamento usado no tratamento da malária, lúpus e artrite reumatóide. O problema é que esse medicamento pode funcionar como uma conhecida toxina retiniana, e seus efeitos são irreversíveis. Felizmente, a maioria dos pacientes que tomam este medicamento não apresenta efeitos colaterais nas doses normalmente prescritas.

5. ETAMBUTOL
Este medicamento é amplamente utilizado no tratamento de doenças micobacterianas, incluindo tuberculose. Se não é administrado em doses seguras, pode agir como uma toxina do nervo óptico. O dano geralmente ocorre lenta e progressivamente em ambos os olhos, e geralmente é irreversível.

6. TOPIRAMATO
Conhecido como Topamax é usado no tratamento de epilepsia e enxaqueca, e também pode ser administrado para tratamentos de perda de peso. Pode causar glaucoma de ângulo fechado logo após o início do tratamento.

7. TAMSULOSINA
Os oftalmologistas precisam perguntar sobre o uso de tansulosina pelos pacientes (Flomax), que é usado para tratar o aumento da próstata e melhorar o fluxo urinário em homens. Pode causar uma síndrome bem conhecida, síndrome da íris flexível no intraoperatório, durante a cirurgia de catarata, por exemplo. Isso costumava ocorrer apenas em homens que tomavam remédios para relaxar a próstata. Agora, os urologistas também estão tratando as mulheres com esses medicamentos, para controle urinário, e isso pode, no momento da cirurgia de catarata, por exemplo, aumentar o risco cirúrgico.

8. MEDICAMENTOS PARA DISFUNÇÃO ERÉTIL
Citrato de sildenafil (Viagra) e tadalafil (Cialis) são frequentemente prescritos para homens com disfunção erétil. Pelo fato desses medicamentos agirem no fluxo sanguíneo, pode trazer alguns problemas no organismo. Ao desviar o fluxo sanguíneo da cabeça, causando visão azul, porque interferem na neurotransmissão dentro da retina. Felizmente, isso não é um efeito colateral permanente. O outro efeito colateral possível é a neuropatia óptica isquêmica. O outro efeito colateral possível é a neuropatia óptica isquêmica.
Essa é outra dessas situações em que a evidência de que existe uma relação de causa e efeito é tênue. Assim como a amiodarona, os pacientes que tomam este medicamento também têm outros motivos para obter neuropatia óptica isquêmica. Mas os pacientes que usam esses medicamentos – especialmente aqueles que têm visão em apenas um olho – têm o direito de saber que podem estar em risco para essa condição.”

9. MEDICAMENTOS PARA PRESSÃO ARTERIAL
Os oftalmologistas devem sempre perguntar a seus pacientes se estão fazendo uso de algum medicamento para controlar a pressão arterial, já que esta sendo muito baixa ou muito alta pode afetar os olhos. Em pacientes tratados agressivamente para a regulação da pressão sanguínea, os riscos oculares são maiores. Certas pílulas para pressão arterial estão ligadas ao agravamento do glaucoma. Os diuréticos têm uma forte ligação com a progressão do glaucoma no olho, e os bloqueadores dos canais de cálcio também têm sido associados à progressão do glaucoma. No entanto, os inibidores da ECA, enzima de conversão da Angiotensina, podem ser bons.

10. MEDICAMENTOS À BASE DE PLANTAS
Atualmente, os medicamentos fitoterápicos já são declaradamente uma indústrua altamente lucrativa no mundo todo. A grande maioria da população toma algum tipo de suplemento nutricional ou fitoterapia, e metade dessas pessoas não conta a seus médicos porque não acha pertinente. Entretanto, às vezes medicamentos à base de plantas podem interagir com medicamentos prescritos que o paciente já está tomando.
O alcaçuz amargo e preto, por exemplo, tem efeitos colaterais oculares, causando dores de cabeça da enxaqueca com efeitos colaterais visuais, como cotomas cintilantes na visão dos pacientes. Além disso, a cantaxantina, que pode ser tomada por via oral como agente de bronzeamento e usada em alguns alimentos como corante, pode se depositar na retina em pequenos cristais que podem alterar algumas leituras do eletrorretinograma.
Portanto, tome cuidado com o uso de medicamentos controlados e lembre-se sempre de comentar o seu uso ao seu oftalmologista. Além de, é claro, prestar atenção a algum sinal diferente na visão e procurar ajuda médica o mais rápido possível.

Lembre-se que aqui no IOSG você encontra os melhores profissionais dispostos a esclarecer qualquer dúvida. Entre em contato com a gente.

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Fonte:

Michelle Stephenson, Review of Ophthalmology, “Systemic Drugs with Ocular Side Effects.” Disponível em:
https://www.reviewofophthalmology.com/article/systemic-drugs-with-ocular-side-effects

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Qual é melhor para seus olhos: chocolate AO LEITE ou AMARGO?

A gente sabe que um chocolatinho é tudo de bom, né? Sempre que dá aquela vontade de comer um docinho depois do almoço, temos certeza que na maioria dos casos as pessoas pensam em comer essa maravilhosidade encacauzada em forma de tablete. Tudo bem, sentimos o seu suspiro daqui! Mas, apesar de trazer a felicidade genuína em segundos, e algumas calorias também (dependendo do seu autocontrole), será que o CHOCOLATE pode trazer algum benefício para a sua visão? É isso o que vamos descobrir hoje!

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Ansios@ de plantão? Sua visão também pode sofrer com isso. Saiba mais.

Bom, que as doenças psicossomáticas são o mau deste século, não há dúvidas. O estilo de vida, a coerção social e a integração no mundo digital têm alterado significantemente como encaramos a nossa saúde mental nos fazendo querer controlar tudo, inclusive aquilo que não podemos. A ansiedade, suas crises e o estresse são tão comuns ultimamente que nem paramos mais para pensar no quanto isso tem feito mal para a saúde.

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